“The power of Twitter is in the people you follow”. O New York Times já começou a tirar o melhor partido desta funcionalidade, em particular das listas, para angariar mais leitores.

O Museu da Cidade lançou uma campanha original para assinalar o seu centenário. Chama-se Lisboa tem Histórias e pretende recordar as vivências, os costumes e as histórias de vinte personagens míticas, anónimas ou pouco conhecidas, caricaturadas por João Fazenda, que, pela suas singularidades, contribuíram para a história da cidade de Lisboa. São os casos de Luciano das Ratas, da estanqueira do Loreto ou do arquitecto e designer Victor Palla.

A campanha desenvolve-se até finais de Março, através de acções pontuais nas principais artérias da cidade, e da respectiva exposição no Pavilhão Preto do Museu da Cidade (Campo Grande).

É mais um projecto de arquitectura português premiado internacionalmente e elogiado em The Cool Hunter. Trata-se de uma habitação – mas podia ser um contentor que parece estar a cair para o rio a qualquer momento – situada em pleno parque natural Peneda-Gerês, com vista para o rio Cávado.

 

A casa foi projectada pela Correia/Ragazzi Arquitectos.

Fotografias: Nélson Garrido

É das questões económicas mais importantes no contexto das indústrias culturais e criativas. A palestra “Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?” tem lugar no auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, dia 11 de Fevereiro, às 14h, e conta com intervenções de Pedro Oliveira (Creative Commons Portugal) e Victoria Stodden (Universidade de Yale), entre outras. A entrada é livre, mediante inscrição prévia através do e-mail repositorio@fct.unl.pt.

O novo editor de arte da BBC News, Will Gompertz, não poderia ter escolhido melhor tema para inaugurar a sua jornada: “Quando é que as artes se tornaram notícia?”. Gompertz responde através de uma citação de um poeta do século XIX, ao mesmo tempo que introduz o tipo de jornalismo de artes que pretende praticar na BBC. O artigo pode ser lido no seu blogue.

Da autoria de Fernando Correia e Carla Baptista, o livro “Memórias Vivas do Jornalismo” será apresentado por José Rebelo e Miguel Gaspar, no dia 11 de Fevereiro (quinta-feira), às 18h30, na livraria Barata (Avenida de Roma, 11-A) em Lisboa.

Os autores utilizam a entrevista em discurso directo (género que tem sido, aliás, privilegiado em obras semelhantes lançadas nos últimos tempos) para criar um retrato da profissão de jornalista nas décadas de 40, 50 e 60, a partir do contributo de 17 profissionais da área.

Quem já não sentiu necessidade de um objecto destes em casa ou no trabalho? Esta ideia é da Budesign, um atelier de design da Letónia.

A apresentação do seu segundo livro de poemas – “Um Beijo no Meio da Crise” – em Lisboa, no passado dia 22 de Dezembro e, agora, no próximo dia 30 de Janeiro, no Porto (ler detalhes no final da entrevista), foi o mote para uma curta conversa com Nuno Milagre sobre as vantagens das edições de autor, o cinema, as palavras e, incontornavelmente, os “seus” beijos.

“Um Beijo no Meio da Crise” é o teu segundo livro de poemas com edição de autor. Se tinhas receio de arriscar da primeira vez, em 2004, desta é um receio mais contido? O receio é sempre o mesmo. Publicar poemas é um acto de exposição pública, mas se se considera que há algo de novo a comunicar, algo que possa ter interesse para os outros, então vale a pena ultrapassar os receios e tornar os textos públicos.

Tentaste publicar junto de uma editora ou consideras que uma edição de autor traz mais vantagens? Não tentei publicar com uma editora. Sempre achei mais natural ser eu a fazer a edição. Assim publico no momento em que me é mais oportuno sem depender de calendários alheios, escolho os textos de que gosto e produzo o meu próprio livro. Poucas editoras me fariam livros tão bonitos como os que eu produzo, isto no que diz respeito ao desenho da capa, à escolha dos papéis e aos acabamentos. Dá mais trabalho, confronto-me com os obstáculos de todo o processo, o que inclui o lançamento e a distribuição do livro, mas só tenho que responder às minhas questões e não às questões de uma editora.

Estás, há muito tempo, ligado ao cinema, como assistente de realização e produtor. Por outro lado, escreves regularmente em publicações e fazes dos beijos poemas. Afinal, gostas mais da imagem ou da escrita? Que lugares ocupam, respectivamente? Trabalho em cinema há mais de dez anos, essa é a minha actividade profissional principal, é disso que vivo e gosto do meu trabalho. Quando a profissão mo permite, vou escrevendo. Publiquei dois livros em momentos que achei que tinha conjuntos de textos que mereciam ser reunidos num livro, e esporadicamente escrevo para a imprensa. Continuarei a trabalhar em cinema e a escrever, não são actividades incompatíveis e às vezes uma alimenta a outra, o que é uma vantagem. Sempre gostei de escrever e por isso nunca deixei de o fazer independentemente do que isso me possa retribuir em termos financeiros.

Para quem te conhece melhor, és o “Nuno Milagre” do filme “Diamante de Sangue” de Edward Zwick. Como tiveste a oportunidade de ingressar na equipa técnica do filme? Já tinha trabalhado em vários filmes de ficção e documentário em Moçambique e fui alargando a rede de contactos no país. Uns projectos trazem outros e foi assim que me convidaram para integrar a equipa técnica de “Diamante de Sangue”, pela via da direcção de produção moçambicana. Infelizmente, em Moçambique, há várias funções numa equipa técnica de cinema para as quais não há gente com formação suficiente para as desempenhar e têm que ir pessoas de fora.

“Dá-me esse beijo escondido / dá-me esse beijo que foge / dá-me esse beijo lento que ainda quase não é”… é um excerto de um poema do teu primeiro livro, “Irreconhecíveis Vistos do Espaço”. Com a crise, o beijo mudou? Os beijos dependem mais de quem os dá do que de questões exteriores, embora a conjuntura possa influenciar o estado de espírito das pessoas quando se beijam. Os beijos são anteriores à invenção da roda e ao domínio do fogo, sobreviveram e sobreviverão a todas as crises sem grandes alterações. Este livro, “Um Beijo no Meio da Crise”, é precisamente esse momento mágico de partilha em que o mundo e todas as injustiças e problemas deixam de existir. O amor, nem que seja por breves momentos, pode fazer esquecer tudo o resto.

Nuno Milagre é licenciado em Cinema. Tem sido assistente de realização em vários filmes, incluindo publicitários. Colabora regularmente com jornais e revistas. Em 2004, lançou o seu primeiro livro de poemas, “Irreconhecíveis vistos do espaço”, e, em 2009, “Um beijo no meio da crise”.

A próxima apresentação pública do livro “Um beijo no meio da crise” será no Porto, no Café Progresso (www.cafeprogresso.net), dia 30 de Janeiro, às 18 horas, e conta com a participação de António Capelo, Fernando Mariano e Inês Leite. Para já pode ser adquirido em várias livrarias em Lisboa (Pó dos Livros, Poesia Incompleta, Letra Livre, Book House, Trama, Artes e Letras, Carpe Diem, Casa da Achada e a livraria do cinema King) ou através do autor (noussnouss@gmail.com).

A Direcção-Geral para o Alargamento da União Europeia lança, pelo 3.º ano consecutivo, o Prémio Europeu para Jovens Jornalistas. As candidaturas estão abertas até 28 de Fevereiro de 2010.

A iniciativa visa premiar jornalistas e estudantes de jornalismo, entre os 17 e os 35 anos, que tenham publicado na imprensa online e escrita ou transmitido na rádio peças sobre o alargamento da União Europeia, entre 1 de Outubro de 2007 e 28 de Fevereiro de 2010. Os candidatos devem ser oriundos de cada um dos Estados-Membros, países candidatos, potenciais candidatos e Islândia.

Serão seleccionados, numa primeira fase, 36 vencedores nacionais que visitarão Istambul em Maio de 2010. Desses 36, serão seleccionados os três melhores trabalhos nas categorias de “Mais Original”, “Melhor Investigação” e “Melhor Estilo Jornalístico”. Os vencedores ganham uma viagem  cultural a uma capital europeia à sua escolha.

Mais informações aqui.

Chama-se Cristina Hora ou “Crica” para os amigos… e admiradores das suas jóias. Este diminutivo foi o nome escolhido para a sua marca de joalharia, quando decidiu conjugar a formação em Escultura com a paixão por jóias. Nessa altura, estava já a viver na Cidade do México, para onde se mudou temporariamente com o namorado que trabalha  num reconhecido atelier de arquitectura.

“One of us must go” e “All art is useless” são célebres frases de Oscar Wilde, que Cristina Hora “cita” nas peças da última colecção intitulada “Wilde Series” (Outono-Inverno 09/10). O acrílico e a madeira são, por enquanto, os materiais que se prestam a explorar melhor os temas.

O seu processo criativo centra-se precisamente num conceito que explora, depois, desde a forma à composição. As citações de Oscar Wilde ou os animais (da colecção anterior – “The March of the Animals” – Primavera-Verão 08/09) são o ponto de partida para a criação de padrões, que a criadora considera ser o factor diferenciador das suas peças. O resultado são brincos, colares, pregadeiras e pulseiras com composições inovadoras e invulgares.

Esta mistura de diferentes elementos arquitectónicos, gráficos e esculturais constituem a forma de Cristina Hora criar aquilo a que chama de objectos mágicos, “que excitam os sentidos e estabelecem uma relação íntima com o corpo”. A vertente humorística, que tenta impregnar em cada peça, transparece quer nos padrões imperceptíveis quer nas mensagens ocultas que usa.

Com pouco mais de dois anos  de existência, a CRICA já está presente na Cidade do México, em Portugal e em Los Angeles. A partir do site, as sucessivas encomendas levam a marca a todo o mundo. No entanto, embora seja uma referência nas mais importantes publicações mexicanas, Cristina Hora está “de olhos mais atentos” na Europa: a sua última conquista profissional foi ter feito parte da mostra POPs da Fundação Serralves. E, embora o México seja um país que adora, pelos contrastes fortes e pela capacidade de a surpreender diariamente, Cristina Hora pretende mesmo voltar para o seu país. 

Cristina Hora é licenciada em Belas-Artes – Escultura, pela Universidade do Porto. Colaborou com o designer de moda Miguel Flor e deu aulas de Desenho de Figura Humans e Expressão Gráfica na Academia de Moda do Porto. Lançou a CRICAccessories já na Cidade do México.

Lojas em Portugal com a marca CRICA: loja de Serralves, Bling Bling e Mezzanine (Porto); Anthrop (Coimbra).

Encomendas via web: www.cricaaccessories.com

Diante de uma tragédia como a haitiana, qual deveria ser o papel da imprensa?  Observar ou participar? Assumir o papel de provedor de informações para que outros tomem decisões, ou considerar-se parte do desafio e transformar-se numa plataforma onde a população possa dizer o que pensa e quer?

O artigo está disponível na íntegra aqui.

A capa da mais recente edição da New Statesman já está a dar que falar.

Estão abertas até 26 de Fevereiro as candidaturas ao quarto Prémio de Jornalismo Novartis Oncology, galardão instituído em 2006 para distinguir os melhores trabalhos jornalísticos sobre cancro publicados durante o ano de 2009, nas categorias de imprensa, televisão e rádio. Mais informações aqui.

Esta é a nova imagem da campanha 20 anos  da Medeia Filmes, concebida pelo próprio departamento de design da Medeia. Veja o desdobramento das peças, incluindo o site, aqui.

A prestigiada publicação on-line The Cool Hunter, que referencia a mais de um milhão de visitantes por mês as tendências do momento, elogiou o edifício da Vodafone do Porto, projectado pela Barbosa Guimarães Arquitectos, o qual considera a “delightfully modern building”.

O artigo pode ser lido aqui. As imagens foram retiradas de ultimasreportagens.com (Fernando Guerra).

 

A terceira edição do Prémio de Jornalismo Económico Citi (Citi Journalistic Excellence Award) aceita candidaturas até 31 de Janeiro. Os candidatos devem ter uma experiência mínima de dois anos em jornalismo financeiro, empresarial ou económico e um bom nível de inglês, podendo participar com dois trabalhos publicados durante 2009. O prémio inclui a participação num seminário promovido pela Columbia´s Graduate School of Journalism e uma acção de formação com visitas a instituições financeiras e governamentais.

O boletim de inscrição está disponível aqui (página em inglês do Citibank)

O realizador francês Éric Rohmer, um dos fundadores da Nouvelle Vague, morreu hoje, aos 89 anos.

À semelhança dos grandes cineastas franceses desta época, os seus filmes são odiados ou amados. É quase impossível gostar “mais ou menos”. “A Inglesa e o Duque” (2001), odiado por muitos, e os seus “contos” das quatro estações do ano são os meus filmes preferidos.

A filmografia integral pode ser consultada aqui.

Estão abertas as inscrições para o workshop de Estética Fotográfica, ministrado pelo reconhecido fotógrafo Mário Pires, que decorre nos próximos dias 23 e 24 de Janeiro, no Clube Literário do Porto.

O programa está disponível aqui.

Quando passei para a 4.ª classe (agora chama-se 4.º ano) os meus pais perguntaram-me se eu queria uma bicicleta. Eu respondi que preferia um “rádio com cassetes”. Não era costume os meus pais darem-me presentes por passar de ano (diziam que era a minha obrigação ter boas notas e que deveria fazê-lo por mim e, provavelmente, foi isso que me levou a entrar na faculdade com média de 19, algo a que também não achava muita piada para não ter imagem de “croma” em vez da de “popular”).

Voltando ao assunto, se não me falha a memória, uns dias depois de me oferecerem o tal rádio com cassetes, fizeram-me outra surpresa e deram-me “a” cassete dos Modern Talking, a minha primeira boysband. Tinham cabelo comprido, eram uns autênticos pirosos (assim como as suas letras), mas eu delirava com aquelas músicas que tentava cantar com microfone na boca dias e dias… e dias. O meu pai, fã do Leonard Cohen (vejam a peça), dizia, para me irritar, que aquele grupo era uma nulidade e que eu iria esquecer-me deles passados uns tempos. E disse-me o mesmo em relação a muitos outros “Modern Talking”: os Bros, os New Kids on the Block, os Bon Jovi, etc.

Na verdade, estava eu há uns dias a procurar uma música no You Tube quando me deparo com os Modern Talking. Já não gosto do estilo, embora seja fã dos 80s, mas não pude deixar de sentir um conforto feliz ao ouvi-los… aquele conforto de infância.

Para recordar: Modern Talking – You´re my heart, you´re my soul

Pedro Torres apresenta a instalação sonora “For Nothing”, hoje, às 19h, no espaço Round The Corner (Teatro da Trindade, Lisboa). A exposição estará patente até 17 de Janeiro e pode ser visitada diariamente entre as 17h e as 21h.

Tendo tido como ponto de partida a obra “Textos para Nada” de Samuel Beckett, Pedro Torres pretende levar-nos a ouvirmos vozes que mergulham num vazio, sons inaudíveis, sopros vocais murmuriados e vozes interiores. “For Nothing” é a primeira exposição em Portugal deste artista brasileiro que trabalha com vídeo, som, instalação e fotografia.

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