Se é para oferecer prendas no Dia de São Valentim, então que contem uma história. Os Lenços dos Namorados são tipicamente portugueses (da região minhota) e remontam aos séculos XVII e XVIII. Eram bordados pelas raparigas enamoradas que pretendiam conquistar determinado rapaz. Os motivos e as inscrições verbais eram muito variados, mas acabavam sempre por representar o amor, a felicidade e a amizade. Se os “conversados” exibissem publicamente o lenço por cima do seu casaco domingueiro, isso significava a oficialização da ligação amorosa ou do namoro.

Não é fácil encontrar estes Lenços dos Namorados em Lisboa. Descobri-os, por acaso, no Atelier 55, uma loja na rua do Teatro São Luís (R. António Maria Cardoso), que reúne artesanato tradicional e contemporâneo. Vale uma visita pela qualidade e diversidade de criadores representados.

Enquanto objecto de uso ao longo dos séculos, a jóia traduz a filosofia, o gosto, as crenças, as necessidades dos povos e das épocas. Ao longo dos últimos cinquenta anos, a Joalharia surge no quadro das artes também enquanto veículo de expressão plástica, com um papel que ultrapassa e transcende os clichés da jóia de ostentação, estatuto e poder a que esteve associada no passado.

O encontro-debate franco-português subordinado ao tema “Jóia, Espelho da Sociedade” terá lugar no Instituto Franco-Português, no próximo dia 25 de Fevereiro, às 15h. A entrada é livre. O evento conta com a participação de artistas joalheiras Brune Boyer-Pellerej, Ana Cardim, Ana Campos, Monika Brugger, Cristina Filipe e Sophie Hanagarth, das sociólogas Cristina Duarte e Cécile Michaud e da historiadora Luísa Penalva.  

 

A escultura em bronze “O Homem Andante”, de Alberto Giacometti, foi vendida recentemente em leilão por 74,4 milhões de euros, batendo o recorde mundial. Embora seja uma obra de arte emblemática deste artista suíço, a verdade é que foi vendida por um preço três vezes superior à estimativa mais elevada. E a questão que se põe é óbvia: que critérios levam a que uma obra de arte valha tanto dinheiro, em contexto de crise mundial? Melanie Clore, da Sotheby´s (empresa responsável pelo leilão), dá cinco: as condições em que a obra se encontra (neste caso, muito boas); a reputação do artista (Giacometti é considerado um dos escultores mais importantes do século XX); a raridade (a escultura provém de uma edição original de seis peças); a competitividade (houve licitadores de pelo menos 30 países no leilão da Sotheby´s); por fim, a qualidade do investimento (segundo a Sotheby´s, é sólido).

O artigo original pode ser lido na íntegra aqui.

Depois de um interregno de cinco anos, a ModaLisboa regressa agora à cidade-mãe. Entre os dias 11 e 14 de Março, o Páteo da Galé, no Terreiro do Paço, acolhe os desfiles Outono-Inverno 2011 de criadores portugueses. “Check Point” é o tema desta 34.ª edição que tem as gémeas Alice e Andreia Contreiras como protagonistas da campanha.

“The power of Twitter is in the people you follow”. O New York Times já começou a tirar o melhor partido desta funcionalidade, em particular das listas, para angariar mais leitores.

O Museu da Cidade lançou uma campanha original para assinalar o seu centenário. Chama-se Lisboa tem Histórias e pretende recordar as vivências, os costumes e as histórias de vinte personagens míticas, anónimas ou pouco conhecidas, caricaturadas por João Fazenda, que, pela suas singularidades, contribuíram para a história da cidade de Lisboa. São os casos de Luciano das Ratas, da estanqueira do Loreto ou do arquitecto e designer Victor Palla.

A campanha desenvolve-se até finais de Março, através de acções pontuais nas principais artérias da cidade, e da respectiva exposição no Pavilhão Preto do Museu da Cidade (Campo Grande).

É mais um projecto de arquitectura português premiado internacionalmente e elogiado em The Cool Hunter. Trata-se de uma habitação – mas podia ser um contentor que parece estar a cair para o rio a qualquer momento – situada em pleno parque natural Peneda-Gerês, com vista para o rio Cávado.

 

A casa foi projectada pela Correia/Ragazzi Arquitectos.

Fotografias: Nélson Garrido

É das questões económicas mais importantes no contexto das indústrias culturais e criativas. A palestra “Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?” tem lugar no auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, dia 11 de Fevereiro, às 14h, e conta com intervenções de Pedro Oliveira (Creative Commons Portugal) e Victoria Stodden (Universidade de Yale), entre outras. A entrada é livre, mediante inscrição prévia através do e-mail repositorio@fct.unl.pt.

O novo editor de arte da BBC News, Will Gompertz, não poderia ter escolhido melhor tema para inaugurar a sua jornada: “Quando é que as artes se tornaram notícia?”. Gompertz responde através de uma citação de um poeta do século XIX, ao mesmo tempo que introduz o tipo de jornalismo de artes que pretende praticar na BBC. O artigo pode ser lido no seu blogue.

Da autoria de Fernando Correia e Carla Baptista, o livro “Memórias Vivas do Jornalismo” será apresentado por José Rebelo e Miguel Gaspar, no dia 11 de Fevereiro (quinta-feira), às 18h30, na livraria Barata (Avenida de Roma, 11-A) em Lisboa.

Os autores utilizam a entrevista em discurso directo (género que tem sido, aliás, privilegiado em obras semelhantes lançadas nos últimos tempos) para criar um retrato da profissão de jornalista nas décadas de 40, 50 e 60, a partir do contributo de 17 profissionais da área.

Quem já não sentiu necessidade de um objecto destes em casa ou no trabalho? Esta ideia é da Budesign, um atelier de design da Letónia.

A apresentação do seu segundo livro de poemas – “Um Beijo no Meio da Crise” – em Lisboa, no passado dia 22 de Dezembro e, agora, no próximo dia 30 de Janeiro, no Porto (ler detalhes no final da entrevista), foi o mote para uma curta conversa com Nuno Milagre sobre as vantagens das edições de autor, o cinema, as palavras e, incontornavelmente, os “seus” beijos.

“Um Beijo no Meio da Crise” é o teu segundo livro de poemas com edição de autor. Se tinhas receio de arriscar da primeira vez, em 2004, desta é um receio mais contido? O receio é sempre o mesmo. Publicar poemas é um acto de exposição pública, mas se se considera que há algo de novo a comunicar, algo que possa ter interesse para os outros, então vale a pena ultrapassar os receios e tornar os textos públicos.

Tentaste publicar junto de uma editora ou consideras que uma edição de autor traz mais vantagens? Não tentei publicar com uma editora. Sempre achei mais natural ser eu a fazer a edição. Assim publico no momento em que me é mais oportuno sem depender de calendários alheios, escolho os textos de que gosto e produzo o meu próprio livro. Poucas editoras me fariam livros tão bonitos como os que eu produzo, isto no que diz respeito ao desenho da capa, à escolha dos papéis e aos acabamentos. Dá mais trabalho, confronto-me com os obstáculos de todo o processo, o que inclui o lançamento e a distribuição do livro, mas só tenho que responder às minhas questões e não às questões de uma editora.

Estás, há muito tempo, ligado ao cinema, como assistente de realização e produtor. Por outro lado, escreves regularmente em publicações e fazes dos beijos poemas. Afinal, gostas mais da imagem ou da escrita? Que lugares ocupam, respectivamente? Trabalho em cinema há mais de dez anos, essa é a minha actividade profissional principal, é disso que vivo e gosto do meu trabalho. Quando a profissão mo permite, vou escrevendo. Publiquei dois livros em momentos que achei que tinha conjuntos de textos que mereciam ser reunidos num livro, e esporadicamente escrevo para a imprensa. Continuarei a trabalhar em cinema e a escrever, não são actividades incompatíveis e às vezes uma alimenta a outra, o que é uma vantagem. Sempre gostei de escrever e por isso nunca deixei de o fazer independentemente do que isso me possa retribuir em termos financeiros.

Para quem te conhece melhor, és o “Nuno Milagre” do filme “Diamante de Sangue” de Edward Zwick. Como tiveste a oportunidade de ingressar na equipa técnica do filme? Já tinha trabalhado em vários filmes de ficção e documentário em Moçambique e fui alargando a rede de contactos no país. Uns projectos trazem outros e foi assim que me convidaram para integrar a equipa técnica de “Diamante de Sangue”, pela via da direcção de produção moçambicana. Infelizmente, em Moçambique, há várias funções numa equipa técnica de cinema para as quais não há gente com formação suficiente para as desempenhar e têm que ir pessoas de fora.

“Dá-me esse beijo escondido / dá-me esse beijo que foge / dá-me esse beijo lento que ainda quase não é”… é um excerto de um poema do teu primeiro livro, “Irreconhecíveis Vistos do Espaço”. Com a crise, o beijo mudou? Os beijos dependem mais de quem os dá do que de questões exteriores, embora a conjuntura possa influenciar o estado de espírito das pessoas quando se beijam. Os beijos são anteriores à invenção da roda e ao domínio do fogo, sobreviveram e sobreviverão a todas as crises sem grandes alterações. Este livro, “Um Beijo no Meio da Crise”, é precisamente esse momento mágico de partilha em que o mundo e todas as injustiças e problemas deixam de existir. O amor, nem que seja por breves momentos, pode fazer esquecer tudo o resto.

Nuno Milagre é licenciado em Cinema. Tem sido assistente de realização em vários filmes, incluindo publicitários. Colabora regularmente com jornais e revistas. Em 2004, lançou o seu primeiro livro de poemas, “Irreconhecíveis vistos do espaço”, e, em 2009, “Um beijo no meio da crise”.

A próxima apresentação pública do livro “Um beijo no meio da crise” será no Porto, no Café Progresso (www.cafeprogresso.net), dia 30 de Janeiro, às 18 horas, e conta com a participação de António Capelo, Fernando Mariano e Inês Leite. Para já pode ser adquirido em várias livrarias em Lisboa (Pó dos Livros, Poesia Incompleta, Letra Livre, Book House, Trama, Artes e Letras, Carpe Diem, Casa da Achada e a livraria do cinema King) ou através do autor (noussnouss@gmail.com).

A Direcção-Geral para o Alargamento da União Europeia lança, pelo 3.º ano consecutivo, o Prémio Europeu para Jovens Jornalistas. As candidaturas estão abertas até 28 de Fevereiro de 2010.

A iniciativa visa premiar jornalistas e estudantes de jornalismo, entre os 17 e os 35 anos, que tenham publicado na imprensa online e escrita ou transmitido na rádio peças sobre o alargamento da União Europeia, entre 1 de Outubro de 2007 e 28 de Fevereiro de 2010. Os candidatos devem ser oriundos de cada um dos Estados-Membros, países candidatos, potenciais candidatos e Islândia.

Serão seleccionados, numa primeira fase, 36 vencedores nacionais que visitarão Istambul em Maio de 2010. Desses 36, serão seleccionados os três melhores trabalhos nas categorias de “Mais Original”, “Melhor Investigação” e “Melhor Estilo Jornalístico”. Os vencedores ganham uma viagem  cultural a uma capital europeia à sua escolha.

Mais informações aqui.

Chama-se Cristina Hora ou “Crica” para os amigos… e admiradores das suas jóias. Este diminutivo foi o nome escolhido para a sua marca de joalharia, quando decidiu conjugar a formação em Escultura com a paixão por jóias. Nessa altura, estava já a viver na Cidade do México, para onde se mudou temporariamente com o namorado que trabalha  num reconhecido atelier de arquitectura.

“One of us must go” e “All art is useless” são célebres frases de Oscar Wilde, que Cristina Hora “cita” nas peças da última colecção intitulada “Wilde Series” (Outono-Inverno 09/10). O acrílico e a madeira são, por enquanto, os materiais que se prestam a explorar melhor os temas.

O seu processo criativo centra-se precisamente num conceito que explora, depois, desde a forma à composição. As citações de Oscar Wilde ou os animais (da colecção anterior – “The March of the Animals” – Primavera-Verão 08/09) são o ponto de partida para a criação de padrões, que a criadora considera ser o factor diferenciador das suas peças. O resultado são brincos, colares, pregadeiras e pulseiras com composições inovadoras e invulgares.

Esta mistura de diferentes elementos arquitectónicos, gráficos e esculturais constituem a forma de Cristina Hora criar aquilo a que chama de objectos mágicos, “que excitam os sentidos e estabelecem uma relação íntima com o corpo”. A vertente humorística, que tenta impregnar em cada peça, transparece quer nos padrões imperceptíveis quer nas mensagens ocultas que usa.

Com pouco mais de dois anos  de existência, a CRICA já está presente na Cidade do México, em Portugal e em Los Angeles. A partir do site, as sucessivas encomendas levam a marca a todo o mundo. No entanto, embora seja uma referência nas mais importantes publicações mexicanas, Cristina Hora está “de olhos mais atentos” na Europa: a sua última conquista profissional foi ter feito parte da mostra POPs da Fundação Serralves. E, embora o México seja um país que adora, pelos contrastes fortes e pela capacidade de a surpreender diariamente, Cristina Hora pretende mesmo voltar para o seu país. 

Cristina Hora é licenciada em Belas-Artes – Escultura, pela Universidade do Porto. Colaborou com o designer de moda Miguel Flor e deu aulas de Desenho de Figura Humans e Expressão Gráfica na Academia de Moda do Porto. Lançou a CRICAccessories já na Cidade do México.

Lojas em Portugal com a marca CRICA: loja de Serralves, Bling Bling e Mezzanine (Porto); Anthrop (Coimbra).

Encomendas via web: www.cricaaccessories.com

Diante de uma tragédia como a haitiana, qual deveria ser o papel da imprensa?  Observar ou participar? Assumir o papel de provedor de informações para que outros tomem decisões, ou considerar-se parte do desafio e transformar-se numa plataforma onde a população possa dizer o que pensa e quer?

O artigo está disponível na íntegra aqui.

A capa da mais recente edição da New Statesman já está a dar que falar.

Estão abertas até 26 de Fevereiro as candidaturas ao quarto Prémio de Jornalismo Novartis Oncology, galardão instituído em 2006 para distinguir os melhores trabalhos jornalísticos sobre cancro publicados durante o ano de 2009, nas categorias de imprensa, televisão e rádio. Mais informações aqui.

Esta é a nova imagem da campanha 20 anos  da Medeia Filmes, concebida pelo próprio departamento de design da Medeia. Veja o desdobramento das peças, incluindo o site, aqui.

A prestigiada publicação on-line The Cool Hunter, que referencia a mais de um milhão de visitantes por mês as tendências do momento, elogiou o edifício da Vodafone do Porto, projectado pela Barbosa Guimarães Arquitectos, o qual considera a “delightfully modern building”.

O artigo pode ser lido aqui. As imagens foram retiradas de ultimasreportagens.com (Fernando Guerra).

 

A terceira edição do Prémio de Jornalismo Económico Citi (Citi Journalistic Excellence Award) aceita candidaturas até 31 de Janeiro. Os candidatos devem ter uma experiência mínima de dois anos em jornalismo financeiro, empresarial ou económico e um bom nível de inglês, podendo participar com dois trabalhos publicados durante 2009. O prémio inclui a participação num seminário promovido pela Columbia´s Graduate School of Journalism e uma acção de formação com visitas a instituições financeiras e governamentais.

O boletim de inscrição está disponível aqui (página em inglês do Citibank)

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