Já se esperava a vitória de Kathryn Bigelow (a primeira mulher a ganhar o óscar para melhor realização) e a consequente derrota do seu ex-marido, James Cameron (os Bafta 2010 lançaram o isco há cerca de um mês). As grandes surpresas para mim foram precisamente nas categorias de “Melhor actor principal” e “Melhor actriz principal”: esperava que ganhasse Colin Firth, num papel extraordinário em “Um Homem Singular”, e Carey Mulligan pelo filme “Um outra educação”.

Melhor Filme
Estado de Guerra

Melhor Actor
Jeff Bridges, Crazy Heart

Melhor Actriz
Sandra Bullock, The Blind Side

Melhor Realizador
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker

Melhor Filme Estrangeiro
El Secreto de Sus Ojos, Argentina

Actor Secundário
Christoph Waltz, Sacanas Sem Lei

Actriz Secundária
Mo’Nique, Precious

Argumento Original
Mark Boal, Estado de Guerra

Argumento Adaptado
Geoffrey Fletcher, Precious

Filme de Animação
Up, Pete Docter

Direcção Artística
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Melhor Guarda-Roupa
The Young Victoria

Melhor Maquilhagem
Star Treck

Melhor Cinematografia
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Melhor Documentário
The Cove

Efeitos Visuais
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Edição de Som
Estado de Guerra

Mistura de Som
Estado de Guerra

Edição de Filme
Estado de Guerra

Banda-sonora Original
Up

Canção Original
The Weary Kind, Crazy Heart

Fotografia: epa

Coordenado pelo arquitecto Luís Serpa, fundador da Induscria (Plataforma para as Indústrias Criativas), o curso é dirigido a agentes de equipamentos e eventos culturais e é composto por três módulos: “As indústrias criativas: da inovação à competitividade”, “Inovação e competitividade” e “A liderança é uma escolha, não um título”. Decorre em Lisboa, no Museu da Presidência, dia 10 de Março, entre as 10h00 e as 17h30, e tem um valor de inscrição de 50 euros. Mais informações aqui.

É hoje. Não estou a falar daquelas decisões do tipo “É hoje que vou sair a horas do trabalho” ou “É hoje que vou parar de comer açúcar”. É hoje que vou ver “Alice no País das Maravilhas”.

Esta altura do ano é, na minha opinião, a que estreia os melhores filmes. E começa hoje o rol (não, não começou com Shutter Island, um pouco abaixo das minhas expectativas modestas).

O circuito cultural expositivo em Lisboa acaba por ter maior mediatização do que as restantes do país. Estas, que decorrem fora da capital, valem a pena.

 Error

 10 de Março a 10 de Abril | Teatro Avenida, Aveiro

Por que vale a pena: o conceito é original – “Error” como expressão da incapacidade humana de evitar o erro – e o jovem artista plástico Tiago Margaça utiliza precisamente as paredes interiores do antigo Teatro Avenida como a sua tela.

 

60 anos de pintura de Eurico Gonçalves

 Até 12 de Março | Galeria Municipal de Abrantes

Por que vale a pena: Eurico Gonçalves foi um dos precursores da “pintura gestual” (ou pintura de acção) em Portugal. Aderiu ao surrealismo em 1949, ilustrando numerosas narrativas de sonhos e manifestando-se através do improviso.

 

Pintura de Manuel Caeiro

Até 28 de Março | Palácio Vila Flor | Guimarães

Por que vale a pena: Manuel Caeiro esforça-se por questionar a pintura através da criação de novas ordens, detalhes e módulos.

 

Manuel Oliveira, José Régio – Releituras e Fantasmas

Até 13 de Março | Centro de Memória de Vila do Conde

Por que vale a pena: a exposição apresenta a influência do escritor José Régio no cinema de Manuel Oliveira.

Trata-se de um livro sobre design, mas ultrapassa em larga escala a mera análise estética comum nas obras desta área. Trata-se de um livro sobre design, mas foi escrito por um português e um espanhol, rompendo com o monopólio anglo-saxónico.

Porque as letras são cultura e estão em toda a parte, os autores da obra “Rebelião dos Signos. A Alma da Letra.”, recentemente lançada no mercado português, fazem questão de defender as suas almas. A entrevista a Daniel Raposo, designer e professor universitário português, e Joan Costa, designer espanhol e autor da primeira enciclopédia de design do mundo, também serviu para isso.

As letras têm alma? É por isso que os signos linguísticos se revoltam? As letras têm alma. Sentem. Palpitam. Estão vivas, porque nós, quando as desenhamos, escrevemos ou lemos, lhes damos alento. Pobre do designer que pense que as letras são coisas mortas! Se aceitarmos esta metáfora, todos os signos de escrita da história humana sentem verdadeiramente o instinto da rebelião. Não se esqueça de que as letras foram criadas individualmente, desenhadas com minúcia uma por uma, e que no seu interior ambicionam fortemente a independência original que as torna símbolos, todos eles bem diferentes. A sujeição imposta a estes signos face a um código tão rigoroso e dominante como o da escrita e a submissão das letras ao totalitarismo da linha tipográfica implicam a escravidão do seu destino funcional.

No entanto, se a subordinação das letras conduz à diluição da identidade formal de cada signo é também motivo para um impulso imparável na direcção da liberdade absoluta.  Assim, a letra sente, fere, é formal ou informal, silenciosa ou ruidosa no testemunho dos desejos e pensamentos humanos, ingredientes essenciais para a sua liberdade como signo plástico e linguagem própria.

O livro reflecte sobre a evolução da letra e a sua influência na vida quotidiana. Podem dar alguns exemplos? É evidente que a letra cumpre uma função social. A letra é cultura. É por isso que está em todas as partes, que é omnipresente, ubíqua e intemporal, enquanto se transmuta constantemente como todos os seres vivos. Por vezes fá-lo de modo subtil, discreto, enquanto outras se torna divertida, vistosa, e até vociferante, como nos anúncios ou nos graffiti urbanos. Há letras lapidárias e solenes que invocam a história; outras são gráceis como as de escrita manual ou caligráfica; por vezes, formam páginas e páginas de texto literário, enquanto noutras ocasiões são meras abreviaturas repletas de significado como SOS, IA, SMS, FM, ADSL, PDF, JPG, etc.; podem ainda ser puras siglas comerciais nas quais dois ou três signos mínimos são capazes de invocar mundos bem diferentes e diversos como IBM, TAP, GALP, BMW, M&M, A&T, etc…

Como surgiu esta vossa parceria, Daniel? O Daniel mora em Castelo Branco, o Joan Costa em Barcelona…   Quem já conheceu o Joan Costa pode atestar que é uma pessoa extremamente generosa e sempre pronta a partilhar a sua experiência e conhecimentos. Tem ainda a particularidade de ser uma pessoa bastante culta, perspicaz, experiente e atenta ao mundo. É importante ter esta questão esclarecida para entender como surge este livro. Comecei por conhecer e admirar o Joan Costa pelo seu trabalho e sobretudo pelos livros que tem escrito ao logo de anos. Foi na qualidade de entusiasmado estudante de mestrado que o contactei e questionei. Aliás, tal como fiz com outras pessoas portuguesas ou estrangeiras. Não só o Joan Costa me respondeu como foi dos poucos que me disponibilizou tempo para pensar e debater temáticas da área do design, mesmo que por via e-mail.

Enquanto terminava a dissertação de mestrado, fui um dos formandos do curso online “Diplomado internacional de Diseño, Creación y Gestión de Marcas”. Creio que terá sido a minha forma de estar, o trabalho de dissertação e o meu desempenho no curso referido que motivaram o Joan Costa a estender-me o convite para um livro conjunto.

Neste processo, a internet foi fundamental e permitiu que duas pessoas com cerca de cinquenta anos de diferença de idade partilhassem e debatessem ideias. As fronteira deixaram de existir ao primeiro e-mail e em vez disso cimentou-se uma amizade que perdura, muito embora a distância. 

Como decidiram quem escrevia o quê? Ao iniciarmos o projecto, o Joan Costa apresentou-me um esboço de uma estrutura geral composta por sugestões de capítulos em redor do tema da letra. Fomos trocando impressões até chegar a uma proposta de índice bem diferente da inicial e que mesmo ao longo do tempo se foi ajustando. Começámos por dividir os capítulos em função da facilidade no acesso a recursos bibliográficos ou dos nossos interesses particulares.  Já redigidos, os capítulos deveriam trocar-se para correcções, acrescentos ou melhorias. Mas, na verdade, os contributos e partilha de ambos foi de tal ordem, que é difícil dizer o que escreveu cada um de nós. Por exemplo, eu comecei por escrever em português e traduzir em paralelo para espanhol, mas depois de alguns meses passei a escrever directamente em castelhano. No geral, a elaboração dos conteúdos seguiu um método fluido e construtivo repleto de conversas, partilha de pontos de vista e conhecimentos.

Esta obra saiu há um ano no mercado espanhol e argentino. A adesão dos leitores foi positiva?  Sim, na verdade, para o mercado de língua espanhola o livro foi uma surpresa, tanto na América Latina como em Espanha, e estamos convictos de que o êxito se deve à originalidade do enfoque e pertinência do conteúdo, já que, de modo geral, a letra tem sido encarada da perspectiva da tipografia (caracteres) e não da forma ou da vida social dos símbolos. O rigor da investigação desenvolvida por mais de três anos foi também um contributo essencial.

Contudo, falta outro facto: o elemento gráfico, quer ao nível da selecção das ilustrações quer da sua abundância na obra. Ainda neste capítulo, o design editorial teve um contributo de primeira ordem.

Curiosamente, na sua versão espanhola, editada na Argentina, o livro foi o primeiro de uma colecção original dedicada ao design, facto que volta a repetir-se na versão portuguesa, já que é o título inaugural da colecção de design editada pela Dinalivro.  Estamos certos de que “A rebelião dos Signos. A alma da letra” receberá as melhores atenções e interesses dos designers, professores e estudantes portugueses e brasileiros.

Não é fácil encontrar nas livrarias obras sobre design escritas em português europeu. Foi com base nesta lacuna que surge este livro, editado pela Dinalivro que inaugura, por sua vez, a colecção “Design, Comunicação e Publicidade”, também coordenada por si e Joan Costa? Sem dúvida que a falta de literatura sobre design, comunicação e publicidade em português europeu foi uma das razões para o surgimento deste livro, mas também da colecção iniciada pela Dinalivro, que conta com a nossa colaboração no aconselhamento.

Olhando um pouco para trás, temos de concordar que actualmente o acesso a bibliografia sobre design está muito mais facilitado do que, por exemplo, nos anos noventa. Ainda assim, a bibliografia disponível é praticamente toda de expressão anglo-saxónica, apegada a fenómenos de moda e estética ou limitada a questões estritamente técnicas. São raros os livros que realmente sejam um contributo válido para o design, em especial num circuito comercial mais amplo.

O design ainda é visto pela sociedade como uma mera questão estética? A sociedade não “vê” o design, apenas se apercebe das suas formas. Nas coisas, nos objectos, nos espaços, ou nas mensagens visuais. A forma é portadora de valores estéticos e significados, algo ainda mais evidente no design gráfico. Porém, encarar o design como um exercício de mera cosmética é, no mínimo, menosprezar a sua importância. O designer optimiza mensagens do emissor e selecciona a linguagem visual mais adequada para obter resposta positiva do receptor.

O nosso livro dá um contributo na medida em que mostra que o design é informação e não apenas estética e que mesmo os valores estéticos têm o seu contexto e devem servir um propósito. O design é cultura.

De que forma poderá este livro combater a confusão em redor do termo “design” e a visão redutora que os não-designers têm dele? Na medida em que o livro trata da cultura através do design e não cai em receitas nem em tendências de moda, é relatado como nasceu e se desenvolveu a escrita até à actualidade a par do progresso da humanidade.

Não se usa correctamente o que não se entende. A letra é um componente indispensável na comunicação visual. Na sua célebre frase, Albert Einstein afirmou que “se não consigo desenhar é porque não entendi”, uma clara alusão à necessidade de compreender os conceitos e significados antes de os conseguir transmitir e materializar.

No livro, designers, professores e estudantes não vão encontrar uma visão redutora, mas sim um apoio fundamental para uma maior qualidade conceptual e formal do design. 

Não é à toa que os BAFTA Awards, prémios britânicos de cinema, têm alcançado protagonismo. Realizam-se duas semanas antes dos Óscares de Hollywood, têm uma máquina mediática eficaz, consagração internacional e o apoio da família real britânica. A BAFTA (The British Academy of Film and Television Arts) tem cerca de 6.500 membros, cujos decisores são considerados expoentes máximos do cinema, da televisão e dos videojogos. Além dos prémios de cinema, são realizadas anualmente mais quatro cerimónias de entrega de prémios para melhores videojogos, melhores produções televisivas, melhores produções de cinema e televisão para crianças e melhores criadores para televisão (ou “craft television”, um prémio que premeia os que estão nos bastidores da TV).

Neste Domingo, o filme “Estado de Guerra” de Kathryn Bigelow foi o grande vencedor dos BAFTA 2010, ao arrecadar seis prémios – melhor filme, realização, argumento original, fotografia, montagem e som (tem nove nomeações para os Óscares).

Colin Firth foi eleito o melhor actor principal em “Um homem singular” e Carey Mulligan recebeu o BAFTA para melhor actriz principal por “Uma outra educação”. Os BAFTA para melhores actores secundários foram para Christoph Waltz (“Sacanas sem Lei”) e Mo´Nique (“Precious”). “Avatar” arrecadou apenas dois BAFTA em categorias técnicas.

 Kristen Stewart, protagonista da saga de vampiros “Twilight”, foi eleita pelo público a actriz revelação. Vanessa Redgrave recebeu o prémio carreira.

Fotografia: www.bafta.org

Este é, na minha opinião, um dos modelos de publicação digital ou on-line mais promissores, capazes de cativar anunciantes e potenciar a experiência de leitura, sem perder o conceito de revista. É da revista Wired (em parceria com a Adobe) e o protótipo foi apresentado na semana passada.

 

Há pouco mais de um mês foi apresentado outro protótipo (a Mag+) com as mesmas potencialidades pela empresa de media sueca Bonnier.

São nove os ateliers de arquitectura que estão nas shortlists de dois prémios internacionais de arquitectura, o ArchDaily Building of the Year e os World Architecture Awards.

O primeiro é promovido pela revista Arch Daily e são os leitores que votam (incluindo vias facebook e twitter), até dia 28 de Fevereiro, nos melhores edifícios distribuídos por 13 categorias. São cinco os finalistas portugueses: o bar “Ar de Rio” (Guedes + DeCampos) e o café “CoffeeShop” (ateliermob), na categoria “Hotels and Restaurants”; a casa “Y” (Jorge Sousa Santos), na categoria “Houses”; o “Fugas Lusas” (extrastudio) na categoria “Interiors”; e o pavilhão do parque Aventura (Paratelier), na categoria “Public Facilities).

Os quatro projectos finalistas portugueses dos World Architecture Awards são “Walking Flowing”, de Jennifer Gomes, “Lake Conference Center”, de João Valério, “N. House”, de Pedro Gonçalves & Pedro Mosca, e Coffee Shop, de Ateliermob. Os vencedores serão conhecidos antes do Verão.

ArchDaily Building of the Year – projectos finalistas portugueses

Y (Jorge Sousa Santos) | Ficha do projecto aqui

Ar de Rio (Guedes + DeCampos) | Ficha do projecto aqui

Coffee Shop (ateliermob) | Ficha do projecto aqui

Fugas Lusas (extrastudio) | Ficha do projecto aqui

Parque Aventura (ateliermob) | Ficha do projecto aqui

World Architecture Awards – projectos finalistas portugueses

Walking Flowing (Jennifer Gomes) | Ficha de projecto aqui

N. House (Pedro Gonçalves & Pedro Mosca) | Ficha de projecto aqui

Coffee Shop (ateliermob) | Ficha do projecto aqui

Lake Conference Center (João Valério) | Ficha de projecto aqui

Local: Palácio de Congressos de Huesca, Espanha.

Data: 11 e 12 de Março de 2010.

Grandes temas: desaparecimento do jornalismo, novas narrativas, jornalismo integrado (ou de convergência) e jornalismo on-line em Portugal (com a participação do professor universitário e editor on-line do Público, António Granado).

 

Local: Universidade de Westminster, Londres.

Data: 25 e 26 de Março de 2010.

Grandes temas: dimensões dos media minoritários em África, relação entre media e direitos humanos, implicações dos media na identidade política, nos dialectos, no racismo e conflitos. 

 

Local: Tartu, Estónia.

Data: 14 a 16 de Abril de 2010.

Grandes temas: Papel do indivíduo na transformação cultural, património cultural e linguagens da arte.

 

Local: Universidade de Austin, Texas.

Data: 23 e 24 de Abril de 2010.

Grandes temas: jornalismo on-line e novo papel do jornalista.

 

Se é para oferecer prendas no Dia de São Valentim, então que contem uma história. Os Lenços dos Namorados são tipicamente portugueses (da região minhota) e remontam aos séculos XVII e XVIII. Eram bordados pelas raparigas enamoradas que pretendiam conquistar determinado rapaz. Os motivos e as inscrições verbais eram muito variados, mas acabavam sempre por representar o amor, a felicidade e a amizade. Se os “conversados” exibissem publicamente o lenço por cima do seu casaco domingueiro, isso significava a oficialização da ligação amorosa ou do namoro.

Não é fácil encontrar estes Lenços dos Namorados em Lisboa. Descobri-os, por acaso, no Atelier 55, uma loja na rua do Teatro São Luís (R. António Maria Cardoso), que reúne artesanato tradicional e contemporâneo. Vale uma visita pela qualidade e diversidade de criadores representados.

Enquanto objecto de uso ao longo dos séculos, a jóia traduz a filosofia, o gosto, as crenças, as necessidades dos povos e das épocas. Ao longo dos últimos cinquenta anos, a Joalharia surge no quadro das artes também enquanto veículo de expressão plástica, com um papel que ultrapassa e transcende os clichés da jóia de ostentação, estatuto e poder a que esteve associada no passado.

O encontro-debate franco-português subordinado ao tema “Jóia, Espelho da Sociedade” terá lugar no Instituto Franco-Português, no próximo dia 25 de Fevereiro, às 15h. A entrada é livre. O evento conta com a participação de artistas joalheiras Brune Boyer-Pellerej, Ana Cardim, Ana Campos, Monika Brugger, Cristina Filipe e Sophie Hanagarth, das sociólogas Cristina Duarte e Cécile Michaud e da historiadora Luísa Penalva.  

 

A escultura em bronze “O Homem Andante”, de Alberto Giacometti, foi vendida recentemente em leilão por 74,4 milhões de euros, batendo o recorde mundial. Embora seja uma obra de arte emblemática deste artista suíço, a verdade é que foi vendida por um preço três vezes superior à estimativa mais elevada. E a questão que se põe é óbvia: que critérios levam a que uma obra de arte valha tanto dinheiro, em contexto de crise mundial? Melanie Clore, da Sotheby´s (empresa responsável pelo leilão), dá cinco: as condições em que a obra se encontra (neste caso, muito boas); a reputação do artista (Giacometti é considerado um dos escultores mais importantes do século XX); a raridade (a escultura provém de uma edição original de seis peças); a competitividade (houve licitadores de pelo menos 30 países no leilão da Sotheby´s); por fim, a qualidade do investimento (segundo a Sotheby´s, é sólido).

O artigo original pode ser lido na íntegra aqui.

Depois de um interregno de cinco anos, a ModaLisboa regressa agora à cidade-mãe. Entre os dias 11 e 14 de Março, o Páteo da Galé, no Terreiro do Paço, acolhe os desfiles Outono-Inverno 2011 de criadores portugueses. “Check Point” é o tema desta 34.ª edição que tem as gémeas Alice e Andreia Contreiras como protagonistas da campanha.

“The power of Twitter is in the people you follow”. O New York Times já começou a tirar o melhor partido desta funcionalidade, em particular das listas, para angariar mais leitores.

O Museu da Cidade lançou uma campanha original para assinalar o seu centenário. Chama-se Lisboa tem Histórias e pretende recordar as vivências, os costumes e as histórias de vinte personagens míticas, anónimas ou pouco conhecidas, caricaturadas por João Fazenda, que, pela suas singularidades, contribuíram para a história da cidade de Lisboa. São os casos de Luciano das Ratas, da estanqueira do Loreto ou do arquitecto e designer Victor Palla.

A campanha desenvolve-se até finais de Março, através de acções pontuais nas principais artérias da cidade, e da respectiva exposição no Pavilhão Preto do Museu da Cidade (Campo Grande).

É mais um projecto de arquitectura português premiado internacionalmente e elogiado em The Cool Hunter. Trata-se de uma habitação – mas podia ser um contentor que parece estar a cair para o rio a qualquer momento – situada em pleno parque natural Peneda-Gerês, com vista para o rio Cávado.

 

A casa foi projectada pela Correia/Ragazzi Arquitectos.

Fotografias: Nélson Garrido

É das questões económicas mais importantes no contexto das indústrias culturais e criativas. A palestra “Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?” tem lugar no auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, dia 11 de Fevereiro, às 14h, e conta com intervenções de Pedro Oliveira (Creative Commons Portugal) e Victoria Stodden (Universidade de Yale), entre outras. A entrada é livre, mediante inscrição prévia através do e-mail repositorio@fct.unl.pt.

O novo editor de arte da BBC News, Will Gompertz, não poderia ter escolhido melhor tema para inaugurar a sua jornada: “Quando é que as artes se tornaram notícia?”. Gompertz responde através de uma citação de um poeta do século XIX, ao mesmo tempo que introduz o tipo de jornalismo de artes que pretende praticar na BBC. O artigo pode ser lido no seu blogue.

Da autoria de Fernando Correia e Carla Baptista, o livro “Memórias Vivas do Jornalismo” será apresentado por José Rebelo e Miguel Gaspar, no dia 11 de Fevereiro (quinta-feira), às 18h30, na livraria Barata (Avenida de Roma, 11-A) em Lisboa.

Os autores utilizam a entrevista em discurso directo (género que tem sido, aliás, privilegiado em obras semelhantes lançadas nos últimos tempos) para criar um retrato da profissão de jornalista nas décadas de 40, 50 e 60, a partir do contributo de 17 profissionais da área.

Quem já não sentiu necessidade de um objecto destes em casa ou no trabalho? Esta ideia é da Budesign, um atelier de design da Letónia.

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