W. e Guantanamera
Já se disse tudo sobre o filme W., desde a sua luta pela “iluminação” pessoal e política às constantes gafes semânticas e ao desejo de, afinal, dedicar-se a um desporto típico americano (o que poderá explicar tudo, mesmo tudo). Houve, neste contexto, uma que me chamou (mais) a atenção: quando Bush se refere, por lapso, a “Guantanamera” em vez de a “Guantánamo”. Ora, se Guantanamera é o nome que se dá a uma rapariga de Guantánamo e o título de uma célebre música cubana, o que levou Bush, inconscientemente, a trocar as últimas letras? Penso que foi o desejo (que, aliás, emerge subtilmente ao longo do filme) de agarrar uma parte da letra dessa música e fazê-la realmente sua…
“Y soy un hombre sincero, de donde crece la palma
(…)
Cultivo una rosa blanca, en julio como en enero
Para el amigo sincero, que me da su mano franca”


Estranho é o sentimento que desperta este filme. Não é fácil conseguir transmitir compaixão por decisões tão erradas. Mas, nunca esquecer, trata-se de uma visão de um homem (Stone), não necessáriamente a verdade. Essa, vive com o W diáriamente.
As criticas são sempre a opinião de alguém, não a verdade. A verdade é algo pessoal e intransmissível.
beijos e abraços.
PS: vou acompanhar.