Cultura em revista

ipsilon

De regresso a Lisboa, após três dias em Genebra (de que “falarei” oportunamente), passo em revista alguma imprensa e blogues, para reencontrar o meu porto de abrigo.

Eis o que me prendeu…

 

1.    A morte de António Alçada Baptista, aos 81 anos, no passado Domingo, dia 7 de Dezembro

O escritor e jornalista é recordado no Público pela sua “sensibilidade feminina” – enquadrava-se, segundo o próprio, entre os raros escritores que não tinham vergonha dos afectos – e defesa da “liberdade e dos direitos do Homem”. Para recordar o seu vasto contributo para a cultura portuguesa, é curioso ler, a título recordatório, um artigo publicado no urbi et orbi, de 2001, sobre o tema escolhido por Alçada Baptista a propósito das comemorações dos 75 anos do Orfeão da Covilhã, sua cidade-natal – “A importância da cultura na sociedade”.

 

2.  “O Mau uso dos microblogues”

A BBC admitiu um erro ao usar fontes do Twitter (via Indústrias Culturais)

 

3.    “Três livros de escritores portugueses fazem parte da lista dos 25 melhores livros de ficção traduzidos e publicados em 2008 nos Estados Unidos”

São eles “The Book of Chameleons (O Vendedor de Passados), de José Eduardo Agualusa, traduzido por Daniel Hahn (Simon & Schuster); Death with Interruptions (As Intermitências da Morte), de José Saramago, traduzido por Margaret Jull Costa (Houghton Mifflin Harcourt)¸ What Can I Do When Everything’s on Fire? (Que Farei Quando Tudo Arde?), de António Lobo Antunes, traduzido por Gregory Rabassa (W. W. Norton). A notícia completa pode ser lida no blogue Ler.

 

4.   Manoel de Oliveira completa 100 anos a filmar, no dia 11 de Dezembro

Ler a opinião de José Hermano Saraiva e o motivo da necessidade imperiosa de filmar no dia do seu aniversário, segundo o próprio realizador. Quem quiser assistir ao seu percurso cinematográfico, a Cinemateca termina por estes dias o ciclo dedicado à sua obra. O impressionante conto de Eça de Queirós – “Singularidades de uma rapariga loura” –, obra que Oliveira está precisamente a realizar, está disponível parcialmente aqui.

 

5.    “O suplemento de indústrias culturais do Público, o Ípsilon, já tem extensão online”

Um dos meus suplementos preferidos (via Blogtailors e Bibliotecário de Babel)

 

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One thought on “Cultura em revista

  1. Oliveira é um daqueles casos que provam que nós, portugueses, não sabemos dar valor ao que temos.

    Nâo posso dizer que seja um especialista nos filmes de Manoel Oliveira — não sou. Mas o que posso dizer é que os três filmes que vi dele («Um Filme Falado», «Party» e «O Quinto Império») estão na lista dos melhores filmes que vi até hoje e, mais relevante, em nada confirmam a tese geral, segundo a qual ‘os filmes do Manoel de Oliveira são uma seca’.

    Geralmente, quem diz isso é quem nunca viu qualquer obra do realizador centenário. Vi «Um Filme Falado» por três vezes — e nunca senti que estava a perder tempo ou que o que estava a ver «um bocado parado».

    Se alguém que me está a ler ainda não viu qualquer filme de Oliveira, aqui fica o desafio: vejam. É bem possível que venham a ter uma surpresa.

    Afinal, fazer 100 anos pode ter vantagens.