O jornal “i” mudou… Porque “num instante tudo muda”.

De acordo com a Meios & Publicidade, o jornal “i” introduziu mudanças na designação do suplemento de sexta-feira (“O melhor do New York Times” passou a ser “I Reportagem”), na capa da edição de sábado (com a inclusão da mancha gráfica “Edição de Fim-de-Semana”) e na própria revista “Nós”, que aumentou a sua largura. Martins Avillez Figueiredo justifica as alterações: a assinatura da campanha publicitária “I num instante tudo muda” é permanente.

Gostaria de saber as verdadeiras razões porque seriam importantes para um estudo da própria evolução do jornal.

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8 thoughts on “O jornal “i” mudou… Porque “num instante tudo muda”.

  1. …se me permite uma opinião (chame-lhe um agouro, se quiser): num instante tudo muda qd se está Indeciso ou Inseguro.
    Gostava de conhecer os números das vendas do jornal, na primeira semana e meia. Gostava que vosse lesse a opinião de Michael Wolff sobre a morte dos jornais, e comentasse. Também aqui Portugal anda em contraciclo. Não há nada de grave (antes pelo contrário) em lançar novos jornais diários, mas com esta conjuntura na revolução dos media não poderia ser este projecto a vir ao mundo. Só ancorado politicamente conseguirá sobreviver… Pobres 70 jornalistas, subscrevo consigo.
    I, de: wi kip in touch!

  2. No tempo do imediatismo, a primeira impressão conta, e conta muito. É o que dá lançar um projecto editorial assim para cima da mesa sem ter algumas certezas importantes, com algumas escolhas questionáveis (ausência de cultura e também, supostamente, de política, como política editorial de um jornal de cariz diário com aquelas características?), já para não falar do linguajar “blasé” de algumas secções que tenta passar-se por “moderno e tal” mas que pouco mais consegue ser do que simplesmente i-rritante.

    Graficamente, é uma anarquia: o “i” que serve de ícone à capa, em nada semelhante ao “p” do Público, consegue a proeza de mudar de cor “num instantinho” de um dia para o outro, consoante a fotografia escolhida para a capa; nas colunas laterais, as fotografias reais dão originalmente e em tom de “piadola” a uma espécie de “clipart” em silhueta, que tem encontrado especial predilecção por animais de quinta (uma vaca e um porco em edições consecutivas; um golfinho, na seguinte).

    Evitando perder-nos em detalhes, fica de modo geral a sensação que o jornal até tinha tudo para ter sucesso, mas que por manifesta incapacidade de concretização acaba por ficar muito aquém das expectativas que ele próprio criou.

    Isto, claro, numa altura em que, como refere o João Salvado no comentário anterior, se vai falando lentamente da “morte dos jornais”, e por consequência na morte do papel, coisa em que não acredito; acho que devia falar-se, isso sim, na “morte” da informação, pelo menos na acepção tradicional do termo, e pensar-se como é que a informação jornalística se tem vindo a transformar na era em que praticamente toda a gente tem acesso imediato a toda a informação. E, dentro dessa mesma reflexão, tentar perceber o que pode um jornal, em papel, trazer de novo. Tudo coisas, portanto, que o “i” não fez, ou porque não percebeu, ou porque esteve demasiado ocupado a situar-se entre a “Time-out”, o “Público” e o “Diário Económico”.

  3. Li esse artigo há umas semanas; aliás, a morte dos jornais é tema constante nos últimos meses… Não acredito que no espaço de um ano e meio 80% dos jornais desapareça, mas julgo que a tendência a longo prazo será essa, tal como a teoria da evolução de Darwin: ficarem apenas os melhores e os de referência, os que oferecem mais do que podemos colher on-line. Contudo, não podemos esquecer que Michael Wolff é o director de um novo serviço de notícias on-line (o newser)e, portanto, as suas palavras não são assim tão transparentes…

    Como já deve ter percebido, a minha aposta e os meus interesses centram-se mais nas revistas e essas penso que não desaparecerão, tal como os livros. O futuro das empresas editoriais está em conceitos tão actuais como “convergência”, “custom publishing” e “complementaridade”, esta última sobretudo com os media audiovisuais e as novas tecnologias.

  4. Caro cds (se continuas com esta sigla, irão confundir-te com um partido político e lá voltamos nós a debater assuntos culturais de um ponto de vista “emocionalo-político”)

    Concordo totalmente contigo quanto ao primeiro período do primeiro parágrafo e ao último parágrafo. Já na cadeira dO Nelson Traquina se falava da morte da informação. Contudo, nesta matéria, e em ambiente on-line, a referência é mesmo o blogue “Ponto Media” do Prof. e jornalista António Granado.

  5. Eu gostarIa de fIcar agora aquI a polemIzar Iternamente com os meus amIgos, mas não dá! Tenho, como se costuma dizer, um frango ao lume.
    A parte gráfica do jornal, que o cds comenta, suscitar-me-ia um comentário mínimo de 10 milhões de caracteres, que nInguem IrIa ler.
    Subscrevo a Dora… eu é mais revistas. Tenho aqui a Wallpaper que ainda nem abri. Vamos mudar o tema para revistas?

  6. (Será que o cds é o Carlos Dias da Silva, ou outra pessoa que eu desconheço?)
    Em minha defesa e para que conste: se, para ser perfeito, só me falta ser impoluto politicamente, então eu serei perfeitíiiiissimo! Nada na manga, mesmo. Subscrevo a ideia de Marx (o Groucho) qd diz que nunca aceitaria fazer parte de um clube que o admitisse como sócio… lol
    Agora a sério, já tive militancias politicas noutros tempos, mas aprendi depressa que os partidos são máquinas redutoras da nossa liberdade de pensamento.
    Fico por aqui porque o tema em análise não é “eu”.
    Vou twitar uma petição… quem quiser, siga-me.

  7. Ora, o que seria afinal da vida sem uma boa polémica?

    (infelizmente, não sou o Carlos Dias da Silva, sou só desconhecido. Espero não o ter desapontado em demasia).

  8. Desculpe a minha insistência.
    Relendo o meu comentário anterior quero fazer uma correcção: “ESTES” partidos são máquinas redutoras… qual donzela teenager, também eu estou á espera do amor perfeito… do meu MR. RIGHT (um pouco gay, esta)… estou à espera que chegue o partido perfeito…. então irei logo inscrever-me. Porque considero os partidos instrumentos importantes da democracia (o cliché soa mal, mas OK).
    Fica a importante correcção.