
Aniversário da morte do Nobel da Literatura Claude Simon, "nouveaux romancier"
Claude Simon, escritor francês laureado com o Nobel da Literatura em 1985, morreu há, precisamente, quatro anos, a 6 de Julho de 2005. Pouco conhecido do público português, a sua escrita está ligada à escola do “Nouveau Roman”, um movimento literário informal nascido no pós-guerra, contra o existencialismo.
“A literatura, como ele diz, está atrasada um século em relação à pintura. O romancista não representa o real: cria uma matéria de arte autónoma de que representa o real.”
Este excerto faz parte de um artigo de Robert Bréchon – “Claude Simon, Prémio Nobel de Literatura”, publicado na revista Colóquio/Letras, em Janeiro de 1986, no rescaldo da entrega do Prémio Nobel da Literatura a Claude Simon, motivo de espanto para muitos. Leia o artigo integral aqui.
A única obra que li do autor foi “O Vento – Tentativa de Reconstituição de um Retábulo Barroco” (traduzido por Mário Cesariny de Vasconcelos, editado pela Quasi Edições, na colecção “Metamorfoses”), que recomendo vivamente. É um livro que deixa marca. Infelizmente, não há ou não conheço mais nenhuma obra deste escritor traduzida em português europeu.


