Sobre o jornalismo tradicional de artes – resposta de Rockwell a McLennan
A quem leu o artigo sobre o futuro do jornalismo “tradicional” de artes de Douglas McLennan (sobre o qual escrevi aqui há uns dias) proponho a leitura dos comentários de John Rockwell a esse mesmo artigo, em particular na sua posição em relação à crítica cultural, que tem vindo a perder força e a sofrer de uma crise de identidade em todos media, inclusive em Portugal, onde esta está a ser substituída cada vez mais pelas reviews de índole comercial e por listas extensivas das agendas culturais.
Para este jornalista do New York Times, os melhores críticos de arte são “cúmplices” dos leitores e não superiores (de uma forma “snob”), criando laços e público fiel. Este género jornalístico – que é, no fundo, um elemento diferenciador do jornalismo de artes – não deve, por isso, ser renegado de um novo modelo desta área.
A meio do artigo, num parágrafo perdido, Rockwell consegue tocar na ferida, ironicamente numa passagem entre parênteses, ao “lançar” três problemas que afectam o jornalismo de artes – recursos humanos com demasiado trabalho, editores mal informados e, sobretudo, uma concepção prosaica e sem imaginação do que a cultura realmente significa hoje. Subscrevo sem dúvidas o último e fico à espera que Rockwell o aprofunde.

