“O jornal podia ter fechado”

539Em entrevista à Meios & Publicidade, José António Saraiva, director do Sol, confessa que o jornal podia ter fechado, devido à instabilidade accionista que viveu antes da entrada da Newshold no capital do semanário que celebra o 3.º aniversário neste mês.

 

Em jeito de balanço, José António Saraiva continua a ter como objectivo liderar o mercado dos semanários (recorde-se que o Expresso ainda tem uma média de circulação superior a 50% em relação ao Sol), o que não aconteceu até agora devido à política agressiva de brindes do Expresso, à instabilidade accionista e à campanha hostil por parte do Governo em casos como o do Freeport. “Com toda a franqueza, neste momento esperava estar acima de 50 mil [venda de exemplares]. É um patamar mínimo abaixo do qual acho que era difícil, inclusive, a minha permanência”, afirma à M&P.

Quanto à instabilidade accionista, Saraiva recorda “momentos terríveis, dramáticos” que puseram em risco o jornal e que só foram resolvidos com a entrada dos angolanos: “houve rupturas de tesouraria, os bancos, a partir de certa altura, sobretudo no período do caso Freepot que coincidiu com o momento mais agudo, fecharam-nos muito as portas – inclusive o Milennium BCP, nosso accionista – à entrada de dinheiro ou aumento da linha de crédito, alguns até nos cortaram linhas de crédito atribuídas. Houve uma pressão política muito grande sobre o BCP no sentido de estrangular o jornal. (…) Felizmente, houve a entrada dos angolanos. Pagaram todas as linhas de crédito – não temos dívidas à banca – a todos os fornecedores e ainda compraram o edifício onde estamos (…)”.

A entrevista integral foi publicada na edição impressa da M&P de hoje, que estará disponível no respectivo site no espaço de algumas semanas.

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