A herança antropológica e o “único desejo” de Claude Lévi-Strauss

Foi com a publicação da sua tese sobre “As estruturas Elementares do Parentesco” (1949), que coloca o “parentesco” no centro da Antropologia, estudando o Homem na sua dimensão social, que o antropólogo francês Lévi-Strauss (falecido na madrugada de Sábado para Domingo) lançou as bases da antropologia moderna e do estruturalismo, método por ele usado para estudar o comportamento dos índios americanos, ao qual dedicou grande parte da sua vida. À eterna questão “Em que diferem as culturas?”, Lévi-Strauss respondeu que há uma estrutura, uma ordem que suporta as diferenças culturais.
Lévi-Strauss tinha também um lado muito pessimista, nomeadamente em relação à população excessiva do mundo, manifestando-o regularmente em público. Em 2005, com 97 anos, disse, ao receber o 17.º Prémio Internacional Catalunha: “O meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele – isso é algo que deveríamos ter presente”.
Artigos importantes para conhecer Lévi-Strauss
- Claude Lévi-Strauss obituary (Guardian)
- Entrevista: Claude Lévi-Strauss, aos 90
- Claude Gustave Lévi-Strauss Biography
- Structural Anthropology: Chapter II
Foto: Éric Brochu (Paris, 1998)


Penso nisso regularmente e acho
consolador saber que a humanidade não irá
assistir ao fim do mundo porque, entretanto,
terá “passado” para outro universo paralelo.
É verdade… Estou com saudades das nossas conversas filósofo-divagadoras
Tenho a agenda preenchida. mas para ti arranjo sempre um tempinho…