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Desabafo sobre erros comuns dos jornalistas (culturais e não só)

litografia

Um jornalista cultural – ou qualquer outro jornalista – tem de ler… MUITO. Não há teorias da tábua rasa que nos valham. Um jornalista, como qualquer outro criador, tem de ler, ouvir e ver muito, muito e muito. Ultimamente, tenho notado que algumas publicações culturais se retiram dos assuntos da actualidade e da reflexão como se o conteúdo criativo compensasse essa ausência. Não compensa. Como é que o público em geral vai entender que a cultura deve estar na pauta diária do seu quotidiano? Como é que o público vai entender que há diferenças substanciais entre publicações culturais pagas e os blogues culturais gratuitos? Que os segundos não substituem os primeiros, mas, sim, se complementam?

Por fim, não posso deixar de referir que há erros que devem ser mesmo evitados pelos jornalistas (e pelos seus editores). Ninguém domina completamente a língua, mas há alguns considerados “mortais” e, infelizmente, muito comuns ultimamente em algumas publicações. Deixo apenas alguns. Os restantes são facilmente identificados nos prontuários ortográficos, nas gramáticas ou no Livro de Estilo do Público, por exemplo.

 

  • Não há “alternativas”, mas, sim, “a alternativa” (só há “uma alternativa” a um determinado facto).
  • Não se “desfolha” uma revista, “folheia-se”.
  • A expressão “devem haver artistas” está errada. O verbo “haver” não se conjuga no plural, neste contexto, nem o seu auxiliar.
  • O político não “interviu”… “interveio”, tal como “eu intervim” e não “intervi”.
  • … E “concerteza” é “com certeza”, tal como “benvindo” é “bem-vindo”.

 

Fotografia: litografia de Vito Acconci, 1999.


O Novo Acordo Ortográfico - www.wook.pt
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"Remediation: understanding new media", por Jay David Bolter, que introduziu o conceito de remediação nos media (clique na imagem para mais detalhes).

Perfil da autora do Culturascópio



Dora Santos Silva


Jornalista e doutoranda em Digital Media (projecto UT Austin | Portugal CoLab).


Áreas de investigação: jornalismo cultural, media digitais, magazine publishing, indústrias culturais e criativas.


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O que é o Culturascópio?


É um blogue editado por Dora Santos Silva sobre tendências das indústrias culturais e criativas, com especial enfoque no jornalismo cultural, nas eras criativa e digital, bem como em ideias, criações e criadores que merecem ser destacados e partilhados.


(Se a expressão "indústrias criativas" lhe é desconhecida, leia este texto)