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A minha primeira boysband

Quando passei para a 4.ª classe (agora chama-se 4.º ano) os meus pais perguntaram-me se eu queria uma bicicleta. Eu respondi que preferia um “rádio com cassetes”. Não era costume os meus pais darem-me presentes por passar de ano (diziam que era a minha obrigação ter boas notas e que deveria fazê-lo por mim e, provavelmente, foi isso que me levou a entrar na faculdade com média de 19, algo a que também não achava muita piada para não ter imagem de “croma” em vez da de “popular”).

Voltando ao assunto, se não me falha a memória, uns dias depois de me oferecerem o tal rádio com cassetes, fizeram-me outra surpresa e deram-me “a” cassete dos Modern Talking, a minha primeira boysband. Tinham cabelo comprido, eram uns autênticos pirosos (assim como as suas letras), mas eu delirava com aquelas músicas que tentava cantar com microfone na boca dias e dias… e dias. O meu pai, fã do Leonard Cohen (vejam a peça), dizia, para me irritar, que aquele grupo era uma nulidade e que eu iria esquecer-me deles passados uns tempos. E disse-me o mesmo em relação a muitos outros “Modern Talking”: os Bros, os New Kids on the Block, os Bon Jovi, etc.

Na verdade, estava eu há uns dias a procurar uma música no You Tube quando me deparo com os Modern Talking. Já não gosto do estilo, embora seja fã dos 80s, mas não pude deixar de sentir um conforto feliz ao ouvi-los… aquele conforto de infância.

Para recordar: Modern Talking – You´re my heart, you´re my soul


O Novo Acordo Ortográfico - www.wook.pt
2 Comments

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  • Avelino Arantes da Silva says

    Essas “maldades” não se fazem a um cinquentão que para nostalgias já basta a idade que tem. Mas lembro-me como se tivesse acontecido ontem!
    Não fazes idea (ainda) o quanto isso é
    doloroso. Fica-se com um sentimento de impotência que nada podemos fazer com o tempo que passa, é como o pó que se aloja em
    qualquer sítio e vem o vento e tudo leva.
    beijos.

  • Germano Almeida says

    Momento de nostalgia, é bonito… Aos olhos de hoje são, no mínimo, pirosos. Mas confesso que tb gostava (tínhamos dez anos, seria??)

    Bjs.

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Jornalista e doutoranda em Digital Media (projecto UT Austin | Portugal CoLab).


Áreas de investigação: jornalismo cultural, media digitais, magazine publishing, indústrias culturais e criativas.


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