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Como é que uma obra de arte vale 74 milhões de euros?

A escultura em bronze “O Homem Andante”, de Alberto Giacometti, foi vendida recentemente em leilão por 74,4 milhões de euros, batendo o recorde mundial. Embora seja uma obra de arte emblemática deste artista suíço, a verdade é que foi vendida por um preço três vezes superior à estimativa mais elevada. E a questão que se põe é óbvia: que critérios levam a que uma obra de arte valha tanto dinheiro, em contexto de crise mundial? Melanie Clore, da Sotheby´s (empresa responsável pelo leilão), dá cinco: as condições em que a obra se encontra (neste caso, muito boas); a reputação do artista (Giacometti é considerado um dos escultores mais importantes do século XX); a raridade (a escultura provém de uma edição original de seis peças); a competitividade (houve licitadores de pelo menos 30 países no leilão da Sotheby´s); por fim, a qualidade do investimento (segundo a Sotheby´s, é sólido).

O artigo original pode ser lido na íntegra aqui.


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Dora Santos Silva


Jornalista e doutoranda em Digital Media (projecto UT Austin | Portugal CoLab).


Áreas de investigação: jornalismo cultural, media digitais, magazine publishing, indústrias culturais e criativas.


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É um blogue editado por Dora Santos Silva sobre tendências das indústrias culturais e criativas, com especial enfoque no jornalismo cultural, nas eras criativa e digital, bem como em ideias, criações e criadores que merecem ser destacados e partilhados.


(Se a expressão "indústrias criativas" lhe é desconhecida, leia este texto)