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Jornalismo online – os desafios da experimentação

“Jornalismo online – Os desafios da experimentação”, de Valério Brittos e Aléxon João,  é um artigo aparentemente simples, com mensagens que exigem uma reflexão complexa. Sublinho as seguintes passagens:

“Neste quadro, a experimentação ganha novo papel, essencial em toda atividade econômica, em especial àquelas vinculadas à cultura, como o jornalismo.”

É, de facto, indispensável inovar no jornalismo para vingar. Por outro lado, gostei que os autores usassem a palavra “cultura”, porque, por qualquer razão, há quem pense que o jornalismo não é uma actividade cultural. Não tenho dúvida de que, no seio das indústrias culturais, o jornalismo (ou, melhor, toda a indústria de conteúdos) é a principal actividade e merece ser analisada de três pontos de vista: comunicacional, cultural e económico.

“Qualidade parece ser a palavra-chave nessa era tecnológica, relativizando-se valores seculares do jornalismo, como objetividade, transparência, atualização, veracidade, imparcialidade, fidelidade e isenção, por motivações que passam por condicionamentos econômico-políticos.”

Claro. Sem qualidade, os media online não sobreviverão. E não argumentem com aquelas balelas usadas na televisão, como “o público consome o que lhes dão”. Os leitores não são palermas. Principalmente os que consomem informação (na verdadeira acepção da palavra) online.

“Para isso, é necessário investimento e capacidade de inovar, não o tradicional uso das tecnologias para reduzir o tamanho das redações.”

António Granado di-lo em “Onze Nomes”: com menos, não se pode fazer mais. Eu diria “melhor”.

O artigo está disponível aqui na íntegra.

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