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“De que conteúdos estamos a falar?”, pergunta Manuel Falcão

Manuel Falcão é o segundo convidado do projecto online “Onze Nomes” (depois de António Granado, referenciado aqui). Antigo jornalista do Expresso e da Visão, fundador do Blitz, e agora director da Nova Expressão, agência de planeamento de meios, Manuel Falcão afirma que, mais importante do que a forma de distribuição dos conteúdos, é essencial pensar nos tipos de conteúdos que o futuro irá exigir.

Aqui ficam algumas citações que retirei do visionamento do vídeo.

“Eu acho que os suportes [de papel e digital] ainda vão coexistir durante algum tempo.”

“O que é relevante não é propriamente a forma de distribuição… é mais de que conteúdos estamos a falar. (…) Quando falávamos em imprensa há uns anos, falávamos de escrita. Hoje em dia, a imprensa na sua versão digital já tem imagens em movimento e som. (…) É  a coexistência destas duas que vai moldar a cultural num futuro próximo.”

“É essencial preservarmos um conteúdo audiovisual da cultura e da literatura portuguesa. É essa a aposta que tem de ser feita.”

“O paradigma do instantâneo da notícia já vem detrás e era o inimigo da imprensa (…) mas precisamos de alguma distância e alguma análise. A imprensa consegue fazer isso melhor do que a generalidade dos outros meios.”

“O que vai fazer permanecer algumas publicações escritas é esse valor acrescentado da reflexão.”

“É muito importante fazer uma transição do serviço público (…). Está numa fase de mudança.”

“Acho que os leitores portugueses são muito pouco participativos. São mais opinativos do que participativos.”

Veja a entrevista aqui.

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