A “minha” Sophia de Mello Breyner Andresen

 

(24/01/2011) Já conhecia os poemas, claro. Mas só descobri a “minha” Sophia de Mello Breyner Andresen (tenho esta ligação possessiva com alguns escritores, confesso) quando andava no segundo ano, penso eu, da minha licenciatura na faculdade. Um amigo ofereceu-me o conto infantil “A Floresta”, editado pela Figueirinhas. De infantil não tem nada, devo dizer. E acabei por me apaixonar por todos estes textos belíssimos: O Cavaleiro da Dinamarca, A Menina do Mar, A Noite de Natal, Os Três Reis do Oriente…

Esta divagação surge a propósito do Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen, que terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, nos próximos dias 27 e 28 de Janeiro, promovido por Maria Andresen de Sousa Tavares (filha), com a colaboração do Centro Nacional de Cultural. O programa é recheado de comunicações sobre a obra da escritora, cujos resumos podem ser lidos aqui.

O evento assinala a entrega do espólio da escritora à Biblioteca Nacional de Portugal, que ocorre um dia antes, data em que é inaugurada a exposição  “Sophia de Mello Breyner Andresen – Uma vida de poeta”, também no edifício da Biblioteca, comissariada por Paula Mourão e Teresa Amado. No dia 28, às 18h30, é lançado o número de Janeiro da revista Colóquio/Letras, dedicado em parte a esta escritora.

A reunião da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen foi um trabalho hercúleo, segundo Maria Andresen de Sousa Tavares. A entrevista de Paula Moura Pinheiro à filha da escritora passou na edição do Câmara Clara de ontem, que, como é costume, poderá ser vista brevemente no site do programa.

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