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Eric Kaiser. Que pão.

(05/03/2012) Se há alimento que me faz andar quilómetros à procura do melhor para comprar é o pão.  O do supermercado ao pé de casa é “fast-bread”, o da padaria ao fundo da esquina é honesto, mas não me enche as medidas. No entanto, neste Sábado, tudo mudou. E a culpa é toda minha. Por não ter ido lá mais cedo.

Fica no Amoreiras Plaza e parece ser uma das mais conceituadas padarias artesanais francesas do mundo. A Eric Kaiser chegou no Verão de 2011 a Portugal, via capital, pelas mãos enfarinhadas de Laurent D’ Orey (que também gere a cadeia Monceau Fleurs no nosso país) e Julien Letartre, que me atendeu com um delicioso sotaque francês. A ideia era implementar um novo conceito de panificação, porque o português é “muito industrial” (eu já andava farta de dizer isso, mas ninguém me ouvia).

São mais de 20 os tipos de pão que têm para oferecer. Eu já experimentei a baguete de sementes de papoila, o pão de cereais e o pão Ekmek (comprei um de cada para fazer uma pequena degustação). A oferta de pastelaria  tem o seu savoir faire francês, onde não faltam os croissants, as tartelettes, as madeleines, os macarons ou os brioches.

Fiquei com a certeza de que irei lá voltar brevemente para experimentar o brunch parisiense (e comprar mais pão). Custa 9 Euros e é composto por meia baguete Amoreiras; croissant ou pão com chocolate; sumo de laranja natural; compota e manteiga; café, galão, meia de leite ou chá; e ovos mexidos com tomate confitado e salmão fumado ou presunto.

A Padaria Artesanatal Eric Kaiser tem uma página no Facebook. Espreitem e dêem-me razão.

Se um bom pão vos dá borboletas no estômago, visitem também A Padaria Portuguesa (na Av. João XXI, em Campo de Ourique ou na Rua Pascoal de Melo, em Lisboa). Os Pães de Deus são deliciosos e vale a pena levar para casa os pãezinhos de centeio e os gémeos com sementes de papoila.

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