Conclusões e recomendações do relatório “Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas”

Foi apresentado hoje mais um relatório inserido na iniciativa Cultura 2020. Intitula-se “Criação de Instrumentos Financeiros para Financiamento do Investimento na Cultura, Património e Indústrias Culturais e Criativas” e está disponível aqui.

Algumas conclusões retiradas do relatório:

  • do total de 6.112 milhões de euros anuais injetados, em média, na área da Cultura para o triénio em causa (2010-2012), são as indústrias culturais (2.622 milhões de euros/ ano) e as indústrias criativas (2.458 milhões de euros/ano) as maiores recetoras de fundos, concentrando 43% e 40% do montante global. Por seu turno, o domínio “património cultural” apresentou um financiamento médio de 629 milhões de euros (10% do total), sendo que o domínio “criação artística” recebeu cerca de 403 milhões de euros anuais;
  • os financiamentos atribuídos pelos serviços da área da Cultura, no período em análise (2010-2012), concentram-se na Direção-Geral das Artes (cerca de 16 milhões de euros anuais, em média), no Instituto do Cinema e do Audiovisual (cerca de 20 milhões de euros) e no Fundo de Fomento Cultural (aproximadamente 25 milhões de euros);
  • a “criação artística” foi principalmente financiada pelo mercado durante o período em análise (2010-2012), representando este cerca de 73% do valor global;
  • o património cultural, por oposição aos restantes domínios que se financiaram sobretudo no mercado, revelou uma elevada dependência do financiamento público, que suportou cerca de 85% do valor total do seu financiamento médio anual no período em análise (2010-2012);

Algumas recomendações:

  • criação de instrumentos financeiros para financiamento do investimento na cultura, património e indústrias culturais e criativas, tendo especialmente em atenção que as necessidades e prioridades de financiamento nestas atividades não são suscetíveis de plena e adequada satisfação através das modalidades e disponibilidades financeiras atuais e previsíveis para o futuro – que justificam, em particular na atual envolvente, a mobilização de financiamentos reembolsáveis de iniciativa pública, alavancados por outros recursos, designadamente privados;
  • nenhum domínio ou subdomínio das atividades artísticas e culturais deve ser à partida excluído da aplicação de eventuais instrumentos financeiros a criar;
  • os novos instrumentos financeiros devem incorporar, nas suas caraterísticas e modelos de governança, a flexibilidade e adaptabilidade adequadas para satisfazer especificidades dos promotores e dos investimentos.

87 exemplos de inovação na cultura

A Zinc Shower – uma convocatória anual de projetos nas áreas das indústrias culturais e criativas – já seleccionou os 87 mais inovadores de 2013 dos 17 sectores contemplados (das artes plásticas ao design, passando pelo turismo cultural e pela gastronomia). São bons exemplos de intersecção entre a cultura, a tecnologia e a criatividade. Estão todos aqui.

Cultural Data Project – o que os dados nos dizem sobre o sector cultural

O tratamento de dados na cultura é essencial para conhecermos o sector e a distribuição dos mais variados recursos (financeiros, programáticos e operacionais). O projecto norte-americano Cultural Data Project é um bom estudo de caso para se fazer algo semelhante em Portugal. O último relatório – “New Data Directions for Cultural Landscape” – também é muito interessante.

O peso do sector cultural e criativo em Portugal e na Europa

Dois recentes estudos contrariam a ideia, infelizmente ainda generalizada em Portugal, de que as indústrias culturais e criativas são pouco rentáveis: “A cultura e a criatividade na internacionalização da economia portuguesa – relatório final”, da autoria de Augusto Mateus & Associados e promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, e “Survey on access to finance for cultural and creative sectors – evaluate the financial gap of diferente cultural and creative sectors to support the impact assessment of the creative Europe programme”, preparado pela IDEA e Ecorys para a Comissão Europeia.

A propósito de ambos, sugiro as seguintes leituras:

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E-book “The Power of Open”: casos de sucesso de conteúdos abertos na Cultura

“O mundo experimentou uma explosão de acessibilidade. Desde artistas individuais disponibilizando suas criações para utilização por outros até governos solicitando que trabalhos com fundos públicos sejam disponibilizados para o público, tanto o espírito quanto a prática de compartilhamento vêm ganhando força e produzindo resultados”.

A Creative Commons acaba de lançar a versão em português (do Brasil) do e-book “The Power of Open”, que reúne histórias de criadores, desde a agência de notícias ProPublica ao produtor de filmes Vincent Moon, que utilizam o licenciamento da Creative Commons para partilhar a sua criatividade.

O livro acaba por ser também um bom portefólio de projectos originais na área das indústrias culturais e criativas, com conceitos e estratégias de divulgação interessantes, assentes no uso dos media digitais.

Aceda aqui

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Lisboa International Workshop. Museus de Cidade Hoje. Novas Perspetivas.

(29/06/2012) Realiza-se no dia 10 de Julho, no Museu da Cidade, em Lisboa, o “Lisboa International Workshop. Museus de Cidade Hoje. Novas Perspectivas”.

Este workshop conta com a participação das entidades parceiras do projecto “Tripartite cooperation to developing city museology” (Museu Ahmet Piristina, Museu da Cidade de Lisboa e Museu do Património Industrial de Bolonha), mas também co-responsáveis de outros museus de cidade de relevância europeia e internacional: o Museu de Londres, o Museu de Amesterdão e o recente Museu da Cidade de Bolonha da Fundação Genus Bononiae.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia. Mais informações aqui.

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Pictify: uma rede social para as artes

(31/05/2012) Pictify é uma rede social criada pela galeria londrina Saatchi, onde qualquer pessoa pode partilhar as suas obras de arte preferidas ou divulgar, inclusive, o seu próprio portefólio. Gostei do facto de haver uma área para os museus e galerias exporem as suas colecções e exposições.

Vale a pena uma (diria várias) visita.

 

 

 

Mesa-redonda “Redes Culturais de Iniciativa Local: Dificuldades e Impactos”

(17/05/2012) Vai decorrer no próximo dia 24 de Maio, às 14h30, na Biblioteca da Fundação Serralves, a mesa-redonda “Redes Culturais de Iniciativa Local: Dificuldades e Impactos”. O encontro, que será moderado por Miguel Gama e contará com a participação de algumas personalidades responsáveis por equipamentos culturais,constitui uma tentativa de, através da apresentação de casos práticos, responder à questão “serão as redes culturais uma estratégia consistente e consequente para a definição de uma política cultural para Portugal?”.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do e-mail i.koehler@serralves.pt.

Seminário internacional “Comunicação como Cultura”

(08/05/2012) Decorre no próximo dia 18 de Maio,  na Biblioteca Nacional, em Lisboa, o Seminário Internacional “Comunicação como Cultura”, no qual se «pretende discutir a comunicação como uma noção intelectual com caráter universalista, cujo fim é o conhecimento do mundo, fundamental para o entendimento e compreensão mútua». O seminário começa às 10h00 e conta com a participação de Yves Winkin, Paulo Filipe Monteiro, Isabel Babo Lança, Filipa Subtil e Jefferson Pooley.

O programa está disponível aqui.

 

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IV Prémio Nacional Indústrias Criativas – candidaturas até 6/05

(03/04/2012) A IV edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas recebe candidaturas até ao próximo dia 6 de Maio. A iniciativa, resultante da parceria entre a Fundação Serralves e a Unicer, premeia com 25 mil euros o projecto vencedor, além de dar apoio na elaboração do plano de negócios, na identificação de fundos estruturais de apoio e na criação da própria marca.

 

Conferência “O impacto da cultura no desenvolvimento turístico e económico”

(16/03/2012) A River Cities Platform Foundation promove no próximo dia 22 de Março, no Museu do Fado, em Lisboa, a conferência “O impacto da cultura no desenvolvimento turístico e económico”.

A entrada é gratuita, sujeita à disponibilidade do espaço, pelo que as pré-inscrições deverão ser feitas até 20 de Março, através de um envio de e-mail para helenacosta@egeac.pt.

O programa pode ser acedido aqui.

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Debate “Incubadoras e Empreendedorismo Criativo”

(05/03/2012) A Addict e a Incubadora de Indústrias Criativas INSERRALVES, da Fundação Serralves, promovem no próximo dia 14 de Março, às 16h30, o debate “Incubadoras e Empreendedorismo Criativo”, focando-se precisamente na questão das incubadoras como espaços de fomento e alicerce para os negócios criativos. A entrada é gratuita, sujeita a inscrição prévia. Mais informações aqui.

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Safe Creative – proteger as novas realidades criativas

(09/02/2012) A “Safe Creative” é uma plataforma de registo, informação e gestão da propriedade intelectual para a realidade digital, numa tentativa de proteger os trabalhos destes novos criadores, desde música para videojogos a e-books. Os profissionais registados têm também a possibilidade de mostrar as suas criações na plataforma “Creative People” (uma Behance em ponto pequeno). 

 

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Conferência “Creativity: the playground of the brain”

(17/01/2012) O que acontece ao cérebro quando temos uma ideia? É a criatividade exclusiva dos artistas? As perspectivas de um artista – Vik Muniz  e de um cientista – o neurocientista Rui Costa – estarão em confronto no próximo dia 24, às 21h00, no auditório da Fundação Champalimaud (Doca de Pedrouços), em Lisboa. O primeiro abordará o seu próprio processo criativo e o segundo centrar-se-á nos comportamentos ditos criativos dos animais, incluindo os humanos. O evento contará também com jogos interactivos, exposições de arte e música.

A entrada é gratuita.

Eu vou. Quem vai?

Digam-me que é só um rumor, por favor.

(12/01/2012) Há uns dias tinha ficado tristíssima com a morte prematura de Daniel Piza, uma das figuras mais importantes da nova geração de jornalistas culturais brasileiros. Mas isto, isto é um suicídio assistido. A Lusa vai mesmo acabar com a editoria de cultura? Digam-me que é mentira, por favor. Mais um tiro no pé no jornalismo PROFISSIONAL português. Cambada de energúmenos, é só o que me apetece dizer. Acabar com a editoria de cultura numa agência de notícias nacional é uma decisão cobarde, hipócrita e ignorante. Não me venham dizer que a cultura é supérflua. Dessa conversa já estou ainda mais farta.

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Onde encontrar inspiração para criar?

(03/01/2012) No dia-a-dia, tenho um bloco de notas do qual nunca me separo. As ideias para um artigo podem aparecer em qualquer altura: numa esplanada, em conversa com amigos ou na fila do supermercado. No entanto, tenho de admitir que mais de dois terços da inspiração provêm precisamente de outros artigos publicados quer em meios de comunicação quer em blogues e páginas do Facebook.

O difícil não é encontrar as fontes de inspiração. É saber identificá-las e potenciá-las.

A propósito de ideias, alguns criadores de topo de várias indústrias criativas revelaram ao Guardian quais são as suas fontes de inspiração e como as aproveitam ao máximo.

Imagem: é da autoria de Jack e faz parte de uma série de fotografias que retratam o seu pai.

Os 10 posts mais populares do Culturascópio em 2011

(02/01/2011) Como 2012 está a ser apelidado como “o ano que ninguém quer”, desejo a todos que este ano possa ser recordado pelos melhores motivos. Vai ser um ano muito diferente também para mim, dado que vou colocar em banho-maria alguns compromissos profissionais para me dedicar ao meu projecto de doutoramento. Pontos positivos: a actualização do Culturascópio será mais regular e, em breve, dar-vos-ei notícias sobre uma nova plataforma internacional, de que sou editora, dedicada ao jornalismo cultural.

Aqui ficam os 10 posts mais populares do Culturascópio (com maior número de páginas visitadas) em 2011:

1. Mensagens subliminares em logótipos famosos;

2. Top 10 compositores clássicos;

3. O que são indústrias criativas?;

4. O que é um prontuário ortográfico?;

5. Os melhores blogues sobre revistas impressas e digitais;

6. Guia de sobrevivência do jornalismo freelancer;

7. 11 competências dos jornalistas do futuro;

8. 5 qualidades dos bons criativos;

9. Criadores # Joana Ribeiro;

10. O potencial do iPad para divulgar exposições.

 

Fado, urban popular song of Portugal.

(28/11/2011) “Fado, urban popular song of Portugal”, grafada oficialmente assim para todo o mundo, é a primeira herança portuguesa a fazer parte da Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Motivo suficiente para visitar o Museu do Fado, comprar a caixa Fado Portugal (livro + 2 CD) ou ler Fado Ilustrado, de Jorge Miguel.

Designa 2011 – inscrições até 20 de Novembro

(17/11/2011) Decorre nos próximos dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade da Beira Interior, a conferência anual de investigação em Design  – DESIGNA 2011, subordinada, nesta edição, ao tema “A Esperança Projectual”, com o propósito de reflectir sobre o desempenho da criatividade em tempos de crise. As inscrições podem ser feitas através do site do evento, até 20 de Novembro.

Livros # A vida como um filme. Fama e celebridade no século XXI

Foi lançado na semana passada (03/11) o livro “A vida como um filme. Fama e celebridade no século XXI”, coordenado por Eduardo Cintra Torres e José Pedro Zúquete.  Rogério Santos resumiu no seu blogue a  apresentação do livro, que esteve a cargo de  Marcelo Rebelo de Sousa.

Editada pela Texto, a obra reúne, além da introdução, onze capítulos de diversos autores.

Livros # “Critique of Creativity”

(02/11/2011) “Critique of Creativity: Precarity, Subjectivity and Resistance in the ‘Creative Industries'”, editado recentemente, reúne artigos de vários teóricos das áreas da criatividade e das indústrias criativas.

Organizado por Gerlad Raunig, Gene Ray & Ulf Wuggenig, com edição da May Fly Books (uma editora especializada em livros académicos, muitos dos quais disponíveis gratuitamente on-line, como este), o livro está disponível on-line aqui. A edição impressa pode ser adquirida  na Amazon.co.uk.

Call for Papers para a Revista Crítica de Ciências Sociais: “Em torno da cidade criativa”

(21/10/2011) Número especial da Revista Crítica de Ciências Sociais (n.º 99)

Tema: “Em torno da cidade criativa”

Data-limite para envio de textos: 31 de Março de 2012
Notificação de aceitação: Julho de 2012
Publicação do número temático: Dezembro de 2012

O ponto de partida deste número especial da RCCS é a tendência política predominante, ainda que fortemente criticada, para que as cidades participem na corrida internacional das identidades que vão estando na moda e para que se envolvam no jogo da competitividade económica através de investimentos em projectos emblemáticos de arquitetura e da construção de lugares que visam atrair talentos criativos móveis. Contribuindo para uma assinalável renovação urbana e para estratégias de revitalização económica em várias cidades, essas abordagens tendem, igualmente, a negligenciar questões de equidade e de inclusão social, originando rupturas de comunidades criativas/artísticas existentes e favorecendo os maiores e os mais apelativos produtos culturais que circulam globalmente (exposições, performances, artistas), ao mesmo tempo que evidenciam abordagens preocupadas com as culturas locais e os patrimónios ‘autênticos’. Ainda que essa perspetiva continue a ser palpável, ela deixou se ser encarada como o único caminho possível para a renovação urbana criativa e para o desenvolvimento económico, sendo evidente a necessidade de propor e de analisar abordagens alternativas que sejam mais sensíveis às realidades e questões locais; ambiental, social e economicamente sustentáveis; e atentas às questões da inclusão, da justiça e das realidades multiculturais. Os brilhantes holofotes políticos e mediáticos dos investimentos e das iniciativas das ‘cidades criativas’ – assim como a atenção conferida pelas agendas de investigação a esses desenvolvimentos – levaram a que outras opções culturais ficassem nas sombras. É tempo de explorar esses espaços alternativos, as ideias, as estratégias e as forças socioculturais em jogo e que podem conduzir-nos à elaboração de padrões alternativos de desenvolvimento criativo.

Este número temático procura reunir perspetivas criativas e interdisciplinares da socioantropologia, das artes e estudos culturais, da arquitetura, das políticas culturais e de outras disciplinas que abordem a organização, os usos e as imagens dos espaços urbanos. Entre outros, os artigos podem incidir nas seguintes dimensões: estilos de vida e modos de resistência, condições socioeconómicas e empoderamento dos residentes através de iniciativas culturais e artísticas, impactos do turismo e das iniciativas ‘cidade criativa’ nas cidades ao longo da última década, afirmação de expressões culturais e governação democrática das cidades.

A Revista Crítica de Ciências Sociais está sujeita a arbitragem científica. Todos os artigos submetidos são avaliados por três avaliadores e ordenados a partir de critérios de qualidade académica, originalidade e relevância em relação aos objetivos e ao espectro temático deste número.

Mais informações aqui.

O potencial do iPad para divulgar exposições: os irmãos Bouroullec

(19/10/2011) Sinto borboletas no estômago (no bom sentido) quando descubro estes exemplos de utilização do iPad para visualizar e interagir com conteúdos multimédia na cultura. Por ocasião da primeira retrospectiva do trabalho dos irmãos designers Ronan & Erwan Bourollec (estiveram em Lisboa, em 2001, na Experimenta Design), que está patente no Centro Pompidou – Metz, na cidade de Metz, em França, até Julho de 2012, foi desenhada uma aplicação que apresenta mais de 200 imagens desta dupla que é já uma referência mundial na área do design industrial, com desenhos e esboços originais, de forma muito intuitiva e imersiva.

A aplicação pode ser descarregada aqui. Quem não tiver iPad (mesmo em tempos de crise, é um óptimo investimento profissional e académico), poderá deliciar-se com este vídeo.

 

cercles – iPad app by Ronan&Erwan Bouroullec from Ronan & Erwan Bouroullec on Vimeo.

 

Transmissão em directo da conferência “Creative Entrepreneurship”

(19/10/2011) A conferência internacional “Creative Entrepreneurship for a Competitive Economy”, que começou hoje, em Tallinn (Estónia), está a ser transmitida em directo via online (video online stream) no respectivo site. Destaco as intervenções de Justin O’ Connor (“A news paradigm? Creative Entrepreneurship for Cities and Regions”), a decorrer neste momento, as “Sprint Sessions” (amanhã, quinta, às 12h00) que se debruçam sobre novos modelos de negócio para as indústrias criativas, e a sessão plenária “Arts & Culture: Generating Creative Entrepreneurship” (amanhã, quinta, às 14h30).

 

Obrigada, José Carlos Mota, pela dica.

Future Places começa hoje

(19/10/2011) Tenho mesmo pena de não poder ir. A quarta edição do festival Future Places começa hoje, dia 19, no Porto. Organizado pelo programa UT Austin Portugal (do qual o meu doutoramento faz parte), este evento é dos poucos que se debruçam sobre a influência dos media digitais nas culturas locais.

Do extenso programa, destaco os laboratórios gratuitos na associação Maus Hábitos (quarta e quinta), o simpósio dedicado à apresentação de projectos no âmbito do doutoramento em Media Digitais (sexta) e a conferência “Copyright, Creativity and Change” (Sábado). Descubram mais aqui!

Ciclo Mediações – “Programar a Arte Contemporânea”

(14/10/2011) Jean-François Chougnet – director geral de Marselha-Provença 2013, Capital Europeia da Cultura, e ex-director do Museu Berardo – é o primeiro convidado do ciclo MEDIAÇÕES, com a conferência “Programar a Arte Contemporânea?”, a realizar no próximo dia 20 de Outubro, às 18h00, no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

 Trazer à Universidade Nova de Lisboa, com periodicidade bimestral, especialistas nacionais e estrangeiros para debater os processos de mediação que definem o intervalo entre a produção artística e a sua apresentação ao público é o objectivo deste ciclo, promovido pelo Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa.

Cobertura online do 11 de Set. e o e-book da New Yorker

O site CyberJournalist compilou as que considera ser algumas das melhores coberturas jornalísticas online (norte-americanas) do 11 de Setembro de 2011. É extremamente interessante analisar como o jornalismo online evoluiu nos últimos dez anos (os autores mencionam, aliás, isso mesmo). Ainda a propósito deste tema, a revista New Yorker lançou um e-book com toda a cobertura feita por esta publicação nos últimos dez anos. Uma boa compra, sem dúvida, e um exemplo a seguir por outros media, definitivamente.

Cursos “Elaboração de projectos culturais” e “Financiamento de projectos culturais”

(24/08/2011) Decorrem nos próximos meses de Setembro e Outubro dois importantes cursos na área da gestão cultural: “Elaboração de projectos culturais“, entre 15 e 29 de Setembro, às terças e quintas, das 18h30 às 21h30, em Lisboa, e “Financiamento de projectos culturais através do patrocínio e do mecenato“, 1 e 8 de Outubro (todo o dia), em Torres Vedras. Os programas são muito interessantes e compensam largamente os modestos 55 euros de inscrição.

Ambos estão a cargo de Rui Matoso, gestor e programador cultural, que produz, actualmente, o projecto “Leituras Ultra-sónicas” e o teatro participativo infanto-juvenil “O Bosque Mágico“. É autor do e-book  “Cultura e Desenvolvimento Humano Sustentável ” e editor de uma e-zine sobre Torres Vedras.

Bons grupos sobre indústrias e cidades criativas no Facebook

(23/08/2011) Sou fã do Facebook, por muitos motivos e por este em particular: é uma fonte de informação privilegiada quando bem usada. São os casos dos grupos “de trabalho”, comunidades que partilham informações sobre temas do seu interesse profissional e académico.

A título de exemplo, as indústrias criativas e as cidades criativas são áreas que investigo indirectamente no meu Doutoramento e que já começam a estar bem representadas em blogues de pesquisa e em grupos do Facebook que facilitam a investigação.

Exponho abaixo alguns dos mais dinâmicos

» Creative Cities Lexington

» Creative Cities (British Council) 

» Creative Clusters Networks

» KUT Creative Industries

» Creative Industries KTN

» Indústrias culturais e criativas em Portugal

 

Lisboa na Rua – vale a pena sair

Até 11 de Setembro, as ruas de Lisboa serão animadas com música, cinema e outras intevenções artísticas, numa iniciativa promovida pela EGEAC. Todas as entradas são gratuitas.

Na terceira edição do “Lisboa na Rua”, aconselho que saia à rua pelo menos nestes dias (o programa completo pode ser visto aqui).

 

Para ouvir jazz

» 18 de Agosto, Quinta, às 19h, no Largo de São Carlos

Se ler este post a tempo, dê um saltinho ao Chiado e ouça a Orquestra Jazz de Matosinhos. Já tive ocasião de a ouvir e o tempo voou demasiado depressa.

» 8 de Setembro, Quinta, às 19h, no Largo da Estação do Rossio

É o dia da Big Band do Hot Clube de Portugal. Um clássico do jazz vale sempre a pena.

 

Para ver ou rever filmes

» 19 de Agosto, Sexta, às 22h, na Praça do Rossio

Só pelo facto de ter o patrocínio do IKEA, que disponibilizou uns tantos sofás para os espectadores, a experiência já poderia ser engraçada. Porém, o filme do sueco Roy Andersson, “Tu, que vives”, é mesmo muito bom.

» 27 de Agosto, Sábado, às 22h, no Mercado de Benfica

Se ainda não viu, faça favor de ir ver. “Os Respigadores e a Respigadora”, de Agnès Varda, é um “clássico” dos documentários contemporâneos. E um dos meus preferidos.

» 3 de Setembro, Sábado, às 22h, na Esplanada do Parque Eduardo VIII

Wong Kar-Way é um dos meus cineastas asiáticos preferidos. Veja o “Felizes Juntos” neste dia, mas alugue depois o “Chungking Express”.

 

Para ouvir música clássica

21 e 28 de Agosto, Domingo, às 19h, na Avenida da Liberdade e na Tapada das Necessidades (respectivamente)

O Almost6 é um quinteto de trompetes com percussão, constituído por músicos e ex-músicos da Orquestra Metropolitana do Porto, com a missão de explorar as potencialidades do trompete. É de ouvir.

 

4 e 11 de Setembro, Domingo, às 19h, no Cais do Sodré e no Largo Camões

Por último, é de ouvir também o Quinteto de Metais da Metropolitana, uma experiência bem sucedida.

 

A criatividade é emocionante. O Algarve não foi.

Diz Belén, coolhunter e autora do blogue Coolnalism, que a criatividade e as férias têm em comum serem, ambas, emocionantes. Porém, a primeira parte das minhas férias não foi nem criativa nem (por isso) emocionante.

Esta incapacidade de descobrir o lado criativo e emocionante do Algarve remonta à minha infância (e desta culpa não se safam os meus pais). Enquanto os meus colegas da escola rumavam ao Algarve, eu descobria o Gerês (que saudades do parque do Vidoeiro), as cidades nortenhas, os restaurantes soberbos que o meu avô conhecia em quase todos as vilazinhas; enquanto os meus amigos desfrutavam das águas mornas algarvias, eu travava batalhas com as praias da Ericeira e arredores.

No entanto, esta lacuna geográfica fez-me, a certa altura, pedir aos meus pais para passarmos férias no Algarve. E o local eleito (há 17 anos, mais ou menos) foi a… Quarteira. Nada emocionante, nada criativo, mesmo que, na altura, ainda não soubesse definir “criatividade”.

Outra infeliz recordação que guardo do Algarve tem que ver com a viagem de finalistas, o ex-libris da escola secundária. Enquanto os colegas que estudavam “Francês” queriam ir a Palma de Maiorca, como todos os finalistas, nós, os de “Alemão”, lembrámo-nos de ir a Berlim, lá está. Desde canções de Natal em alemão para angariar fundos – ainda hoje sei cantar “O Tannenbaum” – a baile de máscaras no Carnaval a tentar cobrar entradas, tentámos tudo. No fim, não havia dinheiro para ir a Berlim e já não havia vagas para a viagem de finalistas. Fomos a Lagos (e com as professoras de Alemão a reboque).

Quando comecei a ter o meu próprio dinheiro para férias, fui escolhendo sempre cidades estrangeiras e o Algarve foi, assim, ficando de lado. Fui lá algumas vezes, claro, mas nunca em estado de férias exclusivo.

Por isso, neste ano, resolvi passar uma semana no Algarve (Carvoeiro), a fazer o menos possível (“pack hotel + piscina + praia + livros”). Não foi a minha primeira escolha, claro, mas o dinheiro não chegava para ir a Praga.

Muitos turistas, muita praia, pouca areia para pôr a toalha, muito sol, muito calor, pouca oferta cultural, pouca comida decente… Descobri também que o “pack hotel + piscina + praia + livros + não fazer nada” não resulta comigo. O ponto alto dos dias era mesmo quando ia descobrir vilazinhas ou ficava na esplanada à noite a observar as pessoas.

No entanto, para não pensarem que sou uma esquisita nórdica que só gosta dos países frios, partilho convosco (o que posso partilhar) o melhor dessa semana:

» a dourada deliciosa que comi no restaurante da praia da Nossa Senhora da Rocha;

» a espetada de lulas também deliciosa do restaurante “Novo Velho”, em Ferragudo (a própria vila é amorosa. Obrigada, Cláudia, por ma mostrares);

» a praia da Marinha (uma das mais bonitas do Algarve, sem dúvida);

» a praia do Alvor, à tardinha, e a fila de esplanadas fora da confusão;

» os três livros que pude ler de um só fôlego. Comprometi-me a não levar nenhum de jornalismo, apenas boa ficção de autores portugueses – Gonçalo M. Tavares, Patrícia Reis e Ana Teresa Pereira (esta nunca deixa de me surpreender);

» as revistas de que pude desfrutar sem pressas (a Monocle continua no topo, a “V” tem uma aplicação óptima para o iPad e a Project Mag, desenhada exclusivamente para o iPad, foi uma descoberta interessante).

 

Allgarve – uma experiência que não marcou assim tanto.

Indústrias Criativas e Mundo Digital

[Via Indústrias Culturais]

Na passada quinta-feira, dia 7, realizou-se uma tertúlia sobre Indústrias Criativas e Mundo Digital nas instalações do Fórum Dança, na Lx. Factory, com moderação de Madalena Zenha. O Prof. Rogério Santos, um dos oradores convidados, publicou aqui um breve resumo do encontro, que serve também de contexto histórico aos conceitos de indústrias culturais e de indútrias criativas.

Cuidado com o plágio!

(23/05/2011) Não é tão invulgar como parece. Na redacção de trabalhos académicos, é muito fácil incorrer em situações de plágio, mesmo inconscientemente. Este documento, produzido pela Comissão de Avaliação de Casos de Autoria do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, enumera os tipos mais comuns de plágio, dá exemplos de quando ocorrem e fornece pistas para a redacção de um texsto científico tendo em conta o conjunto de licenças Creative Commons. De leitura obrigatória.



Curso “A Cultura é uma Profissão”

(20/05/2011) Promovido pelo Centro de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o curso “A Cultura é uma Profissão” tem como objectivo dotar os profissionais do sector cultural de ferramentas que optimizem a sua actividade e está organizado em quatro módulos: “Encruzilhadas da Gestão Cultural”, “Crise(s) da(s) Arte(s)”, “Cultura, Espectáculo, Entretenimento” e “Crises e Marketing Cultural”. O curso tem a duração de um mês e inicia no próximo dia 30 de Maio, distribuído por sessões às segundas, terças e quartas, das 17h às 20h. Mais informações aqui.

Call for papers # revista DOC

(19/05/2011) O próximo número da DOC On-line – Revista Digital de Cinema Documentário é dedicado ao Documentário sobre Arte. Os trabalhos para as diferentes secções deste número – dossier temático, artigos, análise e crítica de filmes, leituras, dissertações e teses, e entrevista – podem ser enviados até 10 de Junho de 2011 para marcius.freire@gmail.com ou manuela.penafria@gmail.com.

A DOC On-line é uma revista semestral que resulta de uma parceria entre a Universidade da Beira Interior e a Universidade Estadual de Campinas (Brasil).

Cultura de convergência e narração transmedia com Tom Schatz

(17/05/2011) Tom Schatz, professor no Departamento de Rádio, Televisão e Cinema da Universidade do Texas e autor do célebre livro sobre a Hollywood clássica, “The Genius of the System: Hollywood Film-making in the Studio Era” vem mais uma vez a Portugal e há duas oportunidades para estar com ele. No âmbito do Summer Institute 2011, promovido pela área de Media Digitais do Programa UTAustin|Portugal, irá ministrar um seminário intitulado «”Convergence Culture” and “Transmedia Storytelling” in the Contemporary Global Media Environment», a decorrer entre 23 de Maio e 10 de Junho, das 14h às 17h, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. As inscrições acabam no dia 18 de Maio.

A coincidir com a primeira semana do seminário, Schatz irá protagonizar um ciclo de cinema na Cinemateca Portuguesa, dedicada à Hollywood Contemporânea. As respectivas sessões serão todas precedidas por uma comunicação deste especialista.

7.º SOPCOM – Meios digitais e indústrias criativas

(13/05/2011) “Meios Digitais e Indústrias Criativas – os efeitos e os desafios da Globalização” é o tema escolhido para o VII Congresso da SOPCOM. O congresso realiza-se entre 15 e 17 de Dezembro na Universidade do Porto, e pretende discutir o papel das indústrias criativas e da sua relação com os meios digitais em Portugal e no Mundo.

As propostas de comunicações a apresentar no Congresso devem ser feitas até 20 de Julho. Mais informações aqui.

Conferência “Jornalismo de Teatro”, hoje, às 19h00, no TNDM II

“O Teatro é notícia?”  constitui o mote para a conferência que decorre hoje (10 de Maio) no Teatro Nacional D. Maria II, às 19h00, dedicada ao Jornalismo de Teatro.

Políticas editoriais, importância dos media na divulgação das artes de palco e o perfil dos jornalistas de teatro serão algum dos temas abordados neste encontro, com moderação de Miguel Abreu e participação de Cristina Margato (Expresso), Rui Lagartinho (RTP), Inês Nadais (Público), Miguel Andrade (SIC) e Ana Dias Ferreira (Time Out).

A entrada é livre.

Votar ou não votar no Sócrates por ser “fashionista”

(25/04/2011) Estava eu a beber café numa das minhas pastelarias preferidas da Avenida de Roma quando apanho a conversa (que reproduzo o mais fielmente possível) de dois rapazes já com idade de votar a conjecturar sobre o estilo de José Sócrates…

«Ya, li na Net que o Sócrates vai à loja mais cara de Beverly Hills para se vestir», diz um.

«Isso de caro é muito relativo…», sublinha o outro.

«Epá, acho que uma camisa custa 500 dólares ou assim», responde.

«Oh, estes ténis custaram 500 euros», riposta o outro.

Viro-me um pouco para tentar estabelecer uma correspondência das vozes com as personagens. Não consigo ver os ténis nem sequer as caras deles, porque parecem ter sido engolidas pelos cabelos.

Continuam…

«Até acho que isso é fixe, ao menos faz boa figura lá fora»

«Sim, ele é pintas, é. O gajo tem estilo»

«E é nos momentos de crise que o pessoal tem te ter mais estilo»

«Tem feito muita ****, mas acho que vou votar no tipo»

 

Não querendo tornar estes rapazes numa amostra representativa dos jovens, confesso que ainda não tirei isto da cabeça. Alguém me pode ajudar a dormir melhor hoje? Vamos lá reflectir um pouco sobre os pontos positivos e negativos desta conversa…

1. É POSITIVO os jovens lerem na Net, mas fui à procura do artigo em questão e acabei por perceber que esse boato tem origem num artigo do jornal «i», de 2009, e que foi agora recuperado em época pré-eleitoral sem contextualização, assumindo que isso se passa agora (NEGATIVO).

2. É POSITIVO os jovens terem noção do valor do dinheiro, mas fiquei sem saber se achavam que uns ténis de 500 euros eram, afinal, caros ou não (NEGATIVO).

3. É POSITIVO os jovens entenderem que a diplomacia é importante e que uma boa apresentação faz a diferença, mas será que concluem que ter estilo é vestir roupa “cara” (NEGATIVO)?

4. É POSITIVO os jovens saberem que o país está, de facto, a enfrentar uma crise, mas acabei por não perceber a afirmação “é nos momentos de crise que o pessoal tem de ter mais estilo” (POSITIVO ou NEGATIVO, consoante a interpretação).

5. É POSITIVO os jovens terem vontade de votar, mas Sócrates vai receber o voto daquele jovem por ter estilo, apesar de ter feito muita **** (NEGATIVO)?

 

Crenças pessoais à parte, e apesar de seguir a indústria da moda e das tendências de perto, parece-me que usar o estilo como sustentação de um voto é, no mínimo, uma atitude irreflectida. No entanto, teorias do jornalismo já provaram que não é assim tão invulgar. E as assessorias de imagem também.

Relatório de tendências “Design + Culture – A Return to Fundamentalism?”

(22/03/2011)

A return to cultural fundamentalism is essential if we are to reengage our tribal past and work toward a a collective local global future. The measure of a civilisation is the strength of its culture. The desire to reclaim a more long lasting cultural integrity is to create memorable experiences, and emotionally rewarding objects

 O novo relatório de tendências do site David Report é de leitura obrigatória para os jornalistas culturais. Está disponível aqui.

Loja Serralves procura POPs

(15/03/2011) A Fundação Serralves procura, pela terceira vez, POPs – Produtos Originais Portugueses para expor e comercializar na sua loja entre 23 de Julho e 10 de Julho .O desafio é lançado a jovens criadores portugueses que tenham produtos originais e inovadores nas áreas de acessórios pessoais, joalharia de autor, mobiliário e objectos de decoração.

As propostas devem ser submetidas até 10 de Abril através deste formulário.

Estudo Obercom: “Cinema nos Múltiplos Ecrãs”

(04/02/2011) O consumo de cinema pelos portugueses não mudou muito nos últimos dois anos, de acordo com o mais recente relatório do Observatório de Comunicação, intitulado “Cinema nos Múltiplos Ecrãs”.

Os respectivos indicadores confirmam as tendências já antes evidenciadas na edição de 2008: a televisão continua a ser a plataforma mais utilizada para consumo de filmes, seguida pelo DVD e pelas salas de cinema. Mantêm-se assimetrias no consumo de cinema que se evidenciam no cruzamento com a escolaridade, a idade e a região, e também com o género. Os filmes de produção nacional apresentam maior taxa de consumo na televisão e, nessa plataforma, pelas faixas de público com menor grau de escolaridade – dado que parece sugerir a importância de factores facilitadores combinados (tecnológicos e linguísticos) no acesso deste segmento da população aos filmes. Os resultados do inquérito sugerem ainda a pertinência de se explorar futuramente as relações entre a actividade cinematográfica e outros sectores da cultura e da economia, em particular o do turismo.

Fonte: Obercom