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Livro # Cultural Bloggers Interviewed

A LabforCulture lançou agora em livro as entrevistas que realizou em 2009 a bloggers culturais europeus, no âmbito de um estudo que desenvolveu sobre o papel destes mediums na cultura digital europeia.

O livro está disponível na Amazon, mas também pode ser descarregado gratuitamente aqui.

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GodBlock – Filtro para bloquear conteúdo religioso (ou apenas alguns deuses?)

É um dos filtros mais polémicos dos últimos tempos. Trata-se do GodBlock, uma ferramenta Web que permite bloquear conteúdos de índole religioso, de forma a proteger as crianças de “mensagens fanáticas e violentas presentes frequentemente em textos sagrados”, até estas terem idade suficiente para fazer as suas próprias escolhas. Depois de instalado, o filtro bloqueia qualquer página que contenha sinais de religiosidade, como nomes de figuras religiosas, excertos de livros sagrados, etc.

É, naturalmente, norte-americano, surgindo como “resposta às crescentes mensagens fundamentalistas evangélicas, mórmons, baptistas, muçulmanos ou judaicas”. A avaliar pela aposta no merchandising (há t-shirts e autocolantes) e pedidos de doação, sem que ainda ninguém tenha dado a cara, há uma questão que permanece: será um projecto legítimo, uma sequela do ridículo www.masswepray.com, uma arma publicitária de alguma religião específica ou apenas uma fórmula de ganhar dinheiro?

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Casas-de-banho do mundo em livro

 Os canadianos têm uma “pee tree”. Os franceses gostam dos wc´s turcos. Os australianos preferem as portáteis. “Toilets are bay windows with a view on to a given population”, justificam os autores do livro “Toilets of the World“, Mona E. Gregory e Sian James, uma compilação fotográfica de casas-de-banho de diferentes partes do mundo. Segundo os autores, estes espaços, privados por excelência (embora apenas numa ínfima parte do globo), são um espelho da cultura das diferentes populações.

E são bem variadas, a avaliar pelas imagens abaixo apresentadas. O livro está à venda na Amazon ou nas livrarias disponíveis aqui. 

 

Jimmy´s Thunderbox, Austrália

Os australianos costumam utilizar esta casa-de-banho portátil quando se deslocam àqueles lugares do país sem vivalma (o que não é assim tão invulgar).

 

 

Aire de Pavillion, França

Muitos franceses preferem a casa-de-banho turca, sem assento, à tradicional, porque as consideram mais higiénicas.

 

Canadá

As “pee trees” são comuns nos parques de campismo no Canadá, numa tentativa de aproximação à Natureza.

 

CBGB, Nova Iorque, Manhattan

Uma casa-de-banho pública nova-iorquina por excelência.

 

Limpopo, África do Sul

Estas centenas de casas-de-banho são obra do próprio governo sul-africano, que constrói uma por cada lote de casas que oferece aos mais desfavorecidos (hoje, grande parte da população continua à espera das casas… e dos wc´s).

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Casas-de-banho para mulheres indianas – e o problema social que se esconde a céu aberto

Entre as 06 e as 08h da manhã, 23 mulheres que normalmente “vão” à casa-de-banho em pleno campo testaram em Março a Ecoloove, uma casa-de-banho ecológica e móvel concebida por uma organização não governamental sueca (chama-se Rättighetsföreningen Henna). E gostaram, contra todas expectativas cépticas.

Na Índia rural, 665 milhões de pessoas fazem as suas necessidades fisiológicas a céu aberto, contaminando os rios e outros corpos de água. Parece um problema menor, mas se multiplicarmos a produção diária por pessoa de urina e fezes pelos dias do ano, então os níveis de poluição atingem proporções gravíssimas.

No entanto, a falta de casas-de-banho é particularmente nefasto para as mulheres: com vergonha ou medo de serem violadas, só fazem as suas necessidades à noite ou de manhã, enquanto é escuro. Esse hábito tem como consequências infecções urinárias, doenças renais e outras complicações, além de as deixar totalmente dependentes a nível laboral.

Foi para ultrapassar estes dois problemas – as necessidades sanitárias das mulheres e a poluição – que uma ONG sueca criou  a Ecoloove, uma solução sanitária ecológica móvel, que separa a urina e que permite aproveitar o que geralmente é considerado desperdício em fertilizantes para as terras. Assim, as famílias rurais indianas que investirem nesta unidade sanitária móvel recuperam esse dinheiro porque não necessitam de comprar fertilizante, ao mesmo tempo que ajudam a ultrapassar um gigantesco problema social.

Como é que esta ideia se processa? É simples: as mulheres indianas são convidadas a criar um negócio financiado com microcrédito, que implica a aquisição da Ecoloove e a sua rentabilização, através da cobrança das visitas à casa-de-banho a qualquer mulher e da recolha dos desperdícios para fertilizantes.

Os protótipos destas casas-de-banho foram já testados nas aldeias de Gujarat e Maharashtra.

Saiba mais sobre esta história aqui e aqui.

Imagens: Annamaja Segtnan

Ex-Jugoslávia – de uma cultura comunista para uma cultura de consumo

prlja1Numa entrevista dada a Stefan Szczelkun do jornal Mute, a cineasta Nada Prlja fala da evolução da ex-Jugoslávia comunista para uma cultura de consumo, onde se assiste, agora, ao “retorno da burguesia vermelha”. Para ler na íntegra aqui, pela “beleza” e realismo do testemunho.

Fotografia: “Workers’ production line”, 2008.

Cultura Escandinava – I

danskPor razões pessoais, estou muito ligada à cultura escandinava. Quem não conhece as manifestações artísticas contemporâneas destes países, o blogue “Life is Carbon” é uma óptima via para começar. Embora não seja actualizado com o ritmo desejado, os conteúdos são intemporais e ricos em remissões interessantes, como revistas de tendências dinamarquesas, norueguesas e suecas, sites especializados em design nórdico ou novos criadores escandinavos.

 

Foto: capa da recente edição da revista Dansk.