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Como é que uma obra de arte vale 74 milhões de euros?

A escultura em bronze “O Homem Andante”, de Alberto Giacometti, foi vendida recentemente em leilão por 74,4 milhões de euros, batendo o recorde mundial. Embora seja uma obra de arte emblemática deste artista suíço, a verdade é que foi vendida por um preço três vezes superior à estimativa mais elevada. E a questão que se põe é óbvia: que critérios levam a que uma obra de arte valha tanto dinheiro, em contexto de crise mundial? Melanie Clore, da Sotheby´s (empresa responsável pelo leilão), dá cinco: as condições em que a obra se encontra (neste caso, muito boas); a reputação do artista (Giacometti é considerado um dos escultores mais importantes do século XX); a raridade (a escultura provém de uma edição original de seis peças); a competitividade (houve licitadores de pelo menos 30 países no leilão da Sotheby´s); por fim, a qualidade do investimento (segundo a Sotheby´s, é sólido).

O artigo original pode ser lido na íntegra aqui.

Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?

É das questões económicas mais importantes no contexto das indústrias culturais e criativas. A palestra “Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?” tem lugar no auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, dia 11 de Fevereiro, às 14h, e conta com intervenções de Pedro Oliveira (Creative Commons Portugal) e Victoria Stodden (Universidade de Yale), entre outras. A entrada é livre, mediante inscrição prévia através do e-mail repositorio@fct.unl.pt.

Livros # T-shirts and Suits – A Guide to the Business of Creativity

david_parrishDa autoria de David Parrish, consultor britânico em economia criativa, este livro é fundamental para todos os criadores que têm (ou pretendem ter)  projectos ou empresas na área das indústrias criativas. Escrito de uma forma muito clara, é, ao mesmo tempo, um guia de boas práticas e uma fonte de recursos sobre as temáticas mais importantes a ter em conta. Contém também boas definições de termos relacionados com a área.

Mais: a versão ebook do livro “Tshirts and Suits – A guide to the business of creativity” está disponível aqui.

Financiamento das Orquestras Portuguesas na GIG- International Arts Manager Magazine

gigmag_orchestrasRecentemente tive oportunidade de publicar um artigo sobre o financiamento das orquestras em Portugal para um suplemento dedicado ao nosso país na GIG – International Arts Manager Magazine, uma publicação britânica dedicada às artes performativas, cujos leitores são essencialmente agentes culturais, investidores e os próprios artistas.

Como a revista só está disponível por subscrição, partilho aqui o link directo para o artigo.

Forum for Creative Europe IV – Como subsidiar a cultura?

john-howkinsJohn Howkins, especialista em Economia Criativa,  afirma que a melhor forma de subsidiar organizações culturais e os próprios artistas é ajudando ambos a serem auto-suficientes, dando-lhes formação sobre o mercado, o seu público e consumidores. Numa época de crise, “é completamente errado” tirar dinheiro à arte, à cultura e à imaginação das pessoas porque se trata de qualidade de vida; no entanto, há que dotar os artistas de meios para se tornarem pessoas de negócio e conhecerem as leis de mercado, isto porque o conflito tradicional entre ser artista e ser um homem de negócios está, na opinião deste professor, completamente ultrapassado.

 

O vídeo da entrevista pode ser visto aqui.

Forum for Creative Europe III – “Contra o fetichismo da criatividade”

gottfried_wagner_profile“Creativity is a beloved non-word, an almost messianic formulation; one of those public screens onto which everyone can project almost everything. It is a term coined to offer hope and positive expectation; a catchword to employers and a must in job application letters. Invoking it is de rigueur for ‘alternative minds’ rebelling against bourgeois ‘virtues’. And now it has also become an essential part of the EU-speak of the Lisbon Agenda.”

 

Tornou-se a criatividade o novo fetiche? Gottfried Wagner, director da European Cultural Foundation e presente no Forum for Creative Europe, aponta no artigo “Against the fetishising of creativity” algumas contradições que norteam a discussão da criatividade, esperando que “o fetichismo não vença a racionalidade”. Em primeiro lugar, é necessário criar um discurso da criatividade que seja positivo para “todos” – nações, sociedades e indivíduos -, não privilegiando apenas a sociedade ocidental; em segundo, desenvolver novos modelos organizacionais que controlem a ganância criativa e o sector privado; em terceiro, aprofundar soluções criativas para o uso sustentável da energia e da produção; por último, poupar em vezs de desperdiçar, competir sem arruinar a interdependência, num esforço de responsabilidade mútua e cidadania.

 

O artigo original está disponível aqui.

Forum for Creative Europe II – Transmissão em directo

forum2Está a ser transmitido em directo o “Forum for Creative Europe” a partir do site oficial.

 

Da parte da manhã, o painel subordinado ao tema “Artes, Culturas e Ecologias Criativas” reuniu Michael Hutter, Director da Unidade de Investigação em “Fontes Culturais de Inovação” da Universidade Técnica de Berlim, David Throsby, professor de Economia da Universidade Macquarie (Sydney), John Holden, professor de Políticas Culturais, John Howkins, chairman da BOP Consulting e Nina Obuljen, secretária de Estado do Minisério da Cultura da República da Croácia.

 

O contributo da arte e da cultura para a prosperidade das nações, bem como os conceitos de economia criativa e ecologias criativa, estiveram em discussão durante quase duas horas.

 

À tarde, no mesmo painel, serão discutidos aprofundadamente os conceitos de indústrias criativas e classe criativa e o balanço da sua implementação em alguns países, para o qual se contará com a intervenção de Richard Florida, a partir das 15h30.

 

Amanhã, merecem destaque os painéis “Sociedade Civil na Era Criativa”, “Cidades Criativas”, ambos das 10h30 às 12h00, e “Criatividade e Skills”, das 12h15 às 13h30.

“Forum for Creative Europe” transmitido em directo vias site e blogging

labforcultureA arte a cultura são, tal como a ciência e a investigação, o ponto de partida para a criação de estratégias que contribuam para a prosperidade social e económica da Europa. É neste contexto que a República Checa – presidência actual da União Europeia –  organizou o Fórum para uma Europa Criativa (“Forum for Creative Europe”), que decorrerá nos próximos dias 26 e 27 de Março, na Biblioteca Municipal de Praga.

 

O ponto forte deste evento é que poderá ser visto em qualquer local do mundo, já que o site oficial do fórum assegurará a transmissão em directo e o LabforCulture fará a cobertura via “blogging”.

 

Sendo considerado um dos principais eventos do Ano Europeu da Criatividade e Inovação (quem não sabe de que ano estou a falar, visite o site http://www.criar2009.gov.pt), a conferência está organizada em três sessões temáticas – “Arte, Cultura e Ecologias Criativas”, “Criatividade e Sociedade” e “Criatividade e Educação” –, estando a noção de criatividade sempre presente.

 

Irei publicar aqui, durante o evento, alguns resumos das sessões temáticas.