5 qualidades dos bons criativos

(27/01/2011) Um estudo recente publicado na BusinessWeek conclui que a criatividade será a competência mais valorizada no mercado de trabalho do futuro. O artigo avança com 5 qualidades que um criativo produtivo deve ter: bom perfil comunicacional, pró-actividade, capacidade de resolver problemas, curiosidade natural e capacidade para correr riscos.

Vale a pena ler o resumo do artigo aqui. Para quem ainda pensa que a criatividade “é coisa de meninos”, a minha resposta está aqui.

Emídio Rangel tem novo projecto de media

(24/01/2011) “Os projectos de Emídio Rangel para a fundação de um semanário, uma rádio de informação e um site na Internet vão arrancar em simultâneo a partir de Abril. Trata-se de um investimento de cinco milhões de euros, que exigirá a contratação de mais de cem jornalistas que, no futuro, irão também trabalhar para um canal de televisão da responsabilidade do antigo homem forte da SIC.”

Ler a notícia completa do Público aqui.

Foto: Miguel Silva (Público).

Seminário “El Poder Formativo del Arte” (Braga)

(17/01/2011) Alfonso Lopéz Quintás, professor, fundador da “Escuela de Pensamiento y Creatividad” e nome incontornável da estética contemporânea, estará na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga, no próximo dia 21 de Janeiro de 2011, das 18h00 às 23h00, para falar sobre o poder formativo da arte. O seminário tem como objectivo explorar as possibilidades formativas da obra de arte, em particular a música e as artes visuais, num registo não apenas teórico mas experiencial e prático.

Lopéz Quintás é autor de uma vasta obra sobre cultura contemporânea e a temática do seminário, incluindo “Para comprender la experiencia estetica y su poder formativo” (Ed. Verbo Divino, Estella, 1991), “La formación por el arte y la literatura” (Ediciones Rialp, Madrid, 1993) e “La cultura y el sentido de la vida” (Rialp, Madrid, 2003)

O seminário está aberto a qualquer pessoa, desde que se inscreva previamente (custo de 25 Euros com direito a certificado de presença) pelo e-mail arturalves@braga.ucp.pt. Mais informações aqui.

Download gratuito de livros na área dos Estudos Culturais

(14-01-2011) A iniciativa da editora Autêntica deveria ser seguida por muitas outras. Pegou em títulos esgotados, que são procurados pelo público maioritariamente académico, e disponibiliza-os agora, gratuitamente, em formato e-book. Tudo indica que o número de e-books irá crescer.

Na área dos Estudos Culturais (ou Cultural Studies), podem ser descarregados quatro livros: Cartografia dos Estudos Culturais, de Ana Carolina Escosteguy; Nunca fomos Humanos – nos Rastros do Sujeito, de Tomaz Tadeu; Pedagogia dos Monstros – Os Prazeres e os Perigos da Confusão de Fronteiras, organizado por Tomaz Tadeu; Teoria Cultural e Educação, também de Tomaz Tadeu.

Novo blogue do Guardian – Culture Cuts

(12/01/2011) O jornal britânico Guardian tem um novo blogue, “Culture Cuts“, mantido pelo repórter de artes Mark Brown, focalizado no impacto que os cortes orçamentais estão a ter nas áreas artísticas. Quanto mais específico um blogue é, maior será o seu valor. E que tal um jornal, uma rádio ou uma televisão portugueses criarem um blogue semelhante nas suas redes?

Futuro das ferramentas digitais nas indústrias criativas

(11/01/2011)Como irão as indústrias criativas utilizar as ferramentas digitais para optimizar os seus processos de criação e produção? Este é o ponto de partida do relatório “Digital Tools Beacon – Scenarios Reports”, desenvolvido pela UK´s Knowledge Network. O trabalho identifica tendências em diversos cenários (da moda à arquitectura) para os próximos cinco anos e as respectivas oportunidades e implicações.

Este relatório faz parte de uma série de trabalhos integrados no projecto “Beacons for Innovation”, cuja leitura da brochura de apresentação é também obrigatória.

5 tendências dos e-books

(05/01/2011)

1. Os e-books estão aí e só podem melhorar

2. A guerra dos suportes está perto do fim

3. Os preços baixos não vão durar para sempre

4. A venda contextual é um modelo de negócio a seguir

5. Os editores vão ser mais importantes do que nunca

Estas são as tendências apontadas por Philip Ruppel, presidente da McGraw-Hill Professional. Para ler na totalidade aqui.

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Workshop de Arte Pública I – Contentor Interferido

“Os recipientes que guardam os resíduos de construção e demolição são o objecto deste workshop. Estes conhecidos contentores espalhados por toda a cidade são os grandes recipientes de todo o tipo de entulho, lixo e de objectos que já deixaram de ter utilidade ou interesse. No entanto, acreditamos que este símbolo, tão frequentemente relacionado com o lixo que o ser humano pode criar, pode vir a ter uma nova utilidade.”

Promovido pela S.P.O.T., o workshop de Arte Pública I tem como objectivo criar uma intervenção artística utilizando o contentor como suporte. Decorre nos dias 25, 26 e 27 de Novembro de 2010, no Porto (espaço Lófte). Tem como convidado principal o artista britânico Oliver Bishop – Young, mentor do projecto “Skip Conversions”. 

Mais informações aqui.

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Influência das drogas nas artes

Will Gompertz, editor de arte da BBC News, fez uma peça sobre a influência das drogas nas artes, a propósito de uma exposição patente na Wellcome Collection, em Londres, intitulada High Society, que me levou ao respectivo site e ao livro que suporta a mostra – “High Society- Mind-Altering Drugs in History and Culture”. Por sua vez, no link para encomendar o livro, surge um trailer que inclui uma entrevista ao autor do mesmo, Mike Jay, um aclamado historiador de arte, e um documentário sobre o tema.

Aconselho vivamente a fazerem o caminho virtual por mim percorrido. 

O jornalismo cultural digital tem esta decisiva vantagem de nos colocar num lugar desconhecido e apresentar-nos vários caminhos consoante as preferências.  “Cover what you do best. Link to the rest.” não é, de todo, uma saída fácil. É o futuro. E um lema essencial para um bom jornalista.

Call for Papers # PERFORMA – Encontros de Investigação em Performance

O Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro acolherá, entre 19 e 21 de Maio de 2011, uma conferência internacional sobre temas de investigação em interpretação e artes performativas. O PERFORMA’11 define-se como um espaço multidisciplinar de debate sobre o universo da interpretação musical. Os oradores principais serão o Prof. Doutor Richard Taruskin, da Universidade da Califórnia (Berkeley) e o Prof. Doutor Thomas Turino, da Universidade de Illinois.

Esta edição privilegiará apresentações ligadas às seguintes temáticas: performance e memória, performance e género, e performance e corpo. Serão também aceites temas livres de proveniências disciplinares diversas, com alargamento às áreas da psicologia da música, musicologia, etnomusicologia, pedagogia, práticas interpretativas, análise performativa e reflexão filosófica sobre interpretação.

A organização do PERFORMA convida à apresentação de comunicações, em português ou, preferencialmente, em inglês. As propostas deverão ser enviadas em forma de resumo de 300 palavras no máximo, dentro dos seguintes formatos: apresentação de artigo, conferência-recital, painel, workshop e poster As propostas devem ser enviadas por correio electrónico para performa@ca.ua.pt até 15/01/11.

Mais informações no site do evento: http://performa.web.ua.pt/

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Muji chega ao meu bairro criativo preferido

Passei pela Rua do Carmo (63-75), em Lisboa, e confirmei que falta pouco tempo para a abertura da loja Muji, uma marca japonesa de artigos para o lar e escritório. Já a tinha visto em Londres e em Barcelona e desejado há algum tempo que viesse para Portugal por duas razões: em primeiro lugar, porque se trata de um conceito inovador, como explicarei a seguir; em segundo, porque há algum tempo um colega de trabalho me dissera que gostaria de criar mobiliário em cartão para as massas, uma ideia original segundo o próprio, a quem eu tive de responder que já havia aos “magotes” na Muji. Como, na altura, ninguém conhecia a loja, a minha intervenção caiu um pouco em “saco roto”. Fico contente por poder retomar, agora, esta conversa.

Muji é a abreviatura de Mujirushi Ryohin que significa “produtos de qualidade sem marca”; curiosamente, é hoje uma marca com 460 pontos de venda em todo o mundo. Para sustentar esta premissa, a marca não está visível em nenhum dos produtos que vendem, desde peças de mobiliário e artigos de escritório a roupa, acessórios e produtos de beleza.

Gosto particularmente do design dos produtos: linhas muito simples e extremamente elegantes, que funcionam como tábuas rasas ou telas em branco para poder criar a “minha” identidade decorativa. A qualidade e a protecção do ambiente são outros dos itens da filosofia da marca que valorizo.

Gostei ainda mais do local escolhido para a primeira loja: o Chiado e não um centro comercial sufocante. Aliás, nos últimos tempos,  o Chiado (nomeadamente a Rua do Carmo e a Rua Nova do Almada) tem acolhido algumas das marcas mais cosmopolitas, como a Miss Sixty, a WeSC e a Custo Barcelona.

Meados de Novembro é a data prevista para a abertura.

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FuturePlaces – Digital Media and Local Cultures (Porto)

São cinco dias de workshops, exposições e outras iniciativas sobre o potencial e o impacto dos media digitais sobre as culturas locais. Organizado pelo programa Universidade de Austin | Portugal, o festival FuturePlaces tem locais marcados na cidade do Porto entre 12 e 16 de Outubro.

A entrada é gratuita, excepto para os workshops, que exigem inscrição prévia. Destaco, do programa, as iniciativas que exponh abaixo.

12 e 13 de Outubro

  • workshop 1 – Uncovering Urban Storied: the Story in the Mirror
  • workshop 2 – Mobile, digital, Cooperative: radiate yourself
  • workshop 3 – Collaboratory: Neighborhood Science
  • workshop 4 – Introduction to Android Development

14 de Outubro

  • Bruce Pennycook: The impact of New Media in Music Creativity (na associação Maus Hábitos)
  • Mostra MATADATAC (Muestra Abierta de Arte Audiovisual Contemporanea)

15 de Outubro

  • Portophone (sessão de improviso baseada em interfaces digitais desenvolvidos pela Digitopia)

16 de Outubro

  • It´s Raining Families (performance ao ar livre)

 

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Livro # Cultural Bloggers Interviewed

A LabforCulture lançou agora em livro as entrevistas que realizou em 2009 a bloggers culturais europeus, no âmbito de um estudo que desenvolveu sobre o papel destes mediums na cultura digital europeia.

O livro está disponível na Amazon, mas também pode ser descarregado gratuitamente aqui.

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A revolução cultural de Lady Gaga

Na passada madrugada de segunda-feira, Lady Gaga tornou-se na artista feminina a ganhar o maior número de galardões numa só edição dos MTV Video Awards. Das 13 categorias para as quais estava nomeada, venceu oito (vídeo do ano por “Bad Romance”, melhor colaboração por “Telephone” com Beyoncé, melhor vídeo feminino, melhor vídeo pop, melhor vídeo de música de dança, melhor realização, edição e coreografia por “Bad Romance”).

Mas não é por isso que a trago aqui. A edição de Setembro de Vanity Fair tem-na estampada na capa. O editorial – “Lady Gaga´s Cultural Revolution” – está muito bom e a entrevista é polémica, como era suposto ser, mas extremamente interessante.

Quer se goste quer não, há que segui-la com atenção. Não sou fã, mas admito que Lady Gaga marca o início de uma nova fase da música pop (que Madonna já aflorou, mas fora do seu tempo) cujo sucesso se deve à extrema criatividade, ao conceito comunicacional global e à exploração dos potenciais da Internet e de outros media e não propriamente à qualidade da composição musical.

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I Creative Industries Workshop (Porto)

Finalmente está aí o I Workshop Anual de Indústrias Criativas (CIW2010), que terá lugar no Porto, de 16 a 18 de Setembro de 2010.

Um dos objectivos principais do CIW2010 é fazer um trabalho preparatório para a criação de uma Rede Global para as Indústrias Criativas, em especial para o sector Audiovisual,  a fim de desenvolver alianças estratégicas de orientação business-to-business no âmbito das Indústrias criativas.

Este evento é promovido pela Universidade do Porto e a Universidade Católica, sob o auspício da entidade agregadora ADDICT – Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, em colaboração com a Universidade de Austin (EUA).

Consulte o programa aqui.

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Instantes da Holanda – o seu ícone nacional

A bicicleta é, sem dúvida, o meio de transporte mais utilizado na cidade de Amesterdão. São, literalmente, centenas de pessoas que, a qualquer hora do dia, mas especialmente entre as 08h e as 10h da manhã e as 16h e as 18h, partilham nas suas bicicletas as vias com os carros ou as ciclovias e os passeios com os peões. A cultura da bicicleta está tão intrusada no dia-a-dia que é comum os holandeses andarem com os seus filhos, cães ou colegas “à pendura” a mais de 20 km/hora.

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Como objecto pessoal, estes meios reflectem geralmente o estilo ou o status da pessoa que o conduz, embora muitos holandeses optem por uma bicicleta mais rudimentar, dado que são roubadas por ano, só na cidade de Amesterdão, mais de 50 mil bicicletas (num universo de 500 mil).

Imaginem se fossem automóveis…

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GodBlock – Filtro para bloquear conteúdo religioso (ou apenas alguns deuses?)

É um dos filtros mais polémicos dos últimos tempos. Trata-se do GodBlock, uma ferramenta Web que permite bloquear conteúdos de índole religioso, de forma a proteger as crianças de “mensagens fanáticas e violentas presentes frequentemente em textos sagrados”, até estas terem idade suficiente para fazer as suas próprias escolhas. Depois de instalado, o filtro bloqueia qualquer página que contenha sinais de religiosidade, como nomes de figuras religiosas, excertos de livros sagrados, etc.

É, naturalmente, norte-americano, surgindo como “resposta às crescentes mensagens fundamentalistas evangélicas, mórmons, baptistas, muçulmanos ou judaicas”. A avaliar pela aposta no merchandising (há t-shirts e autocolantes) e pedidos de doação, sem que ainda ninguém tenha dado a cara, há uma questão que permanece: será um projecto legítimo, uma sequela do ridículo www.masswepray.com, uma arma publicitária de alguma religião específica ou apenas uma fórmula de ganhar dinheiro?

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Lisboa pela 3.ª vez no top 25 da Monocle

A prestigiada revista britânica Monocle (e uma das minhas favoritas de sempre) volta a publicar na edição de Julho / Agosto o ranking das melhores cidades para viver em todo o mundo. Lisboa surge novamente em 25.º lugar devido à “baixa criminalidade”, à rejuvenescida “margem direita do Tejo” e à nova lei que permite o casamento entre homossexuais. Estes atributos, juntamente com a localização geográfica que faz da capital uma “porta de entrada importante” para a América do Sul, tornam Lisboa um “lugar ainda mais agradável para viver”.

 

Munique está no topo do ranking, seguida de Copenhaga e Zurique. 

 

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O que é um prontuário ortográfico?

Quando dava formação em “Técnicas de Exposição e Expressão Escrita” no Ifilp, era raro o formando que conhecia o prontuário ortográfico da língua portuguesa. Há pouco tempo, apercebi-me de que há jornalistas que não conhecem nem usam estes e outros instrumentos semelhantes, essenciais a uma boa escrita.

Um prontuário ortográfico é um livro que reúne as principais dúvidas da língua portuguesa, sendo concebido para ser de fácil consulta e estar sempre à mão. Particularidades ortográficas, uso correcto das maiúsculas ou do hífen, concordância entre elementos da frase e outras dificuldades da língua são registados com simplicidade e objectividade.

Lembrei-me disto a propósito do lançamento do novo Dicionário de Dúvidas, Dificuldades e Subtilezas da Língua Portuguesa, da autoria de Edite Estrela, Maria José Leitão e Maria Almira Soares, editado pela Dom Quixote, o qual já adquiri. É, como hábito destas autoras, extremamente pertinente e de fácil consulta.

Não gosto de aconselhar nenhum em particular, mas deixo aqui o nome de alguns prontuários que estão na minha estante:

» Prontuário da Língua Portuguesa da Porto Editora, edição de 2010, já com o acordo ortográfico;

» Novo Prontuário Ortográfico, de José Castro Pinto, da Plátano Editora;

» Guia Essencial da Língua Portuguesa para a Comunicação Social, da autoria de Edite Estrela e J. David Pinto-Correia, editado pela Editorial Notícias (pré-acordo ortográfico);

» Saber Escrever, Saber Falar, da autoria de Edite Estrela, Maria José Leitão e Maria Almira Soares, editado pela Dom Quixote (pré-acordo ortográfico);

» Atual – O Novo Acordo Ortográfico, da autoria de José Malaca Casteleiro, editado pela Texto Editora.

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Como o Mundial 2010 inspira as indústrias culturais e criativas

O Mundial 2010 serve de pretexto para jornalistas, artistas e outros criadores tirarem da gaveta (ou da respectiva pasta do computador) trabalhos e impulsionarem outros inspirados neste evento. Reuni aqueles de que mais gostei nos últimos dias.

1. National Geographic Photo Flashback: Soccer Around the World

A revista National Geographic retirou do seu arquivo algumas das melhores fotografias do quotidiano inspiradas no futebol. Estão disponíveis aqui.

2. Editorial da Annie Leibovitz para a Vogue

A fantástica fotógrafa Annie Leibovitz fez este editorial para a Vogue inspirado no Mundial. O vídeo das melhores cenas está disponível aqui.

3. LCD Humano da Zon

A Zon esmerou-se neste vídeo, usando uma tela humana que apresenta símbolos e imagens associadas ao futebol. A coreografia conta com 1300 pessoas.

4. “PostCarden” Postais com relva

A empresa Londrina PostCarden, conhecida pelos seus originais cartões que se transformam num jardim portátil, lançou um inspirado no Mundial. Chama-se “Football PostCarden” e pode ser encomendado aqui.

5. T-shirts de algodão orgânico proveniente de Uganda

A marca de roupa Edun, que utiliza apenas materiais orgânicos provenientes de África como forma de beneficiar economicamente a população, lançou uma colecção de t-shirts inspiradas no Mundial, feitas de algodão orgânico proveniente de Uganda.

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Dois cursos de Verão sobre “Cidades Criativas”

As cidades criativas constituem o tema central de dois cursos de Verão, um promovido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, e outro pelo Instituto de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa.

“Cidades Criativas, Cidades Sustentáveis? As Novas Dinâmicas da Sustentatibilidade Urbana” – FCSH

São objectivos gerais deste curso compreender o carácter histórico e diverso dos processos de globalização num contexto de novas dinâmicas de sustentabilidade e mudança e perceber a importância da sustentabilidade no desenvolvimento de cidades criativas, conhecendo e reflectindo sobre os conceitos de sustentabilidade e de cidades criativas.

Data: 5, 9 (das 18h às 21h) e 10 de Julho (das 10h às 13h e das 15h às 17h).

Mais informaçoes aqui.

“Cidades Criativas – Reinventar o Desenvolvimento Territorial e Urbano” – ISCSP

O curso pretende analisar o paradigma das Cidades Criativas como reinvenção do desenvolvimento territorial e urbano contemporâneo, avaliar o papel das Indústrias Culturais e Criativas como Nova Economia, bem como mapear exploratoriamente o quadro português de intervenção criativa territorial e urbana.

A primeira edição arranca dia 19 de Julho, numa iniciativa com a marca do Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) do ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa), sob a coordenação do Professor Paulo Castro Seixas.

Data: 19, 20, 21, 22 e 23 de Julho.

Mais informaçõs aqui.

labforculture

O paradigma tecnológico e a construção do conhecimento

“(…) esta mudança digital é sobre muito mais do que novas ferramentas online, maior eficiência, velocidade e marés implacável de informação. A tecnologia mudou a forma como pensamos. A mudança digital é sobre novas formas de trabalho, novas formas de reflexão, novas abordagens para a resolução de problemas e, como consequência, novas formas de construção do conhecimento e partilha.”

A mais recente publicação da LabforCulture, intitulada “Converging Pathways to New Knowledge” reúne “conversas” de personalidades das indústrias criativas sobre a forma como o paradigma tecnológico afecta a construção do nosso conhecimento.

A versão online está disponível aqui.

wcaustraliano

Casas-de-banho do mundo em livro

 Os canadianos têm uma “pee tree”. Os franceses gostam dos wc´s turcos. Os australianos preferem as portáteis. “Toilets are bay windows with a view on to a given population”, justificam os autores do livro “Toilets of the World“, Mona E. Gregory e Sian James, uma compilação fotográfica de casas-de-banho de diferentes partes do mundo. Segundo os autores, estes espaços, privados por excelência (embora apenas numa ínfima parte do globo), são um espelho da cultura das diferentes populações.

E são bem variadas, a avaliar pelas imagens abaixo apresentadas. O livro está à venda na Amazon ou nas livrarias disponíveis aqui. 

 

Jimmy´s Thunderbox, Austrália

Os australianos costumam utilizar esta casa-de-banho portátil quando se deslocam àqueles lugares do país sem vivalma (o que não é assim tão invulgar).

 

 

Aire de Pavillion, França

Muitos franceses preferem a casa-de-banho turca, sem assento, à tradicional, porque as consideram mais higiénicas.

 

Canadá

As “pee trees” são comuns nos parques de campismo no Canadá, numa tentativa de aproximação à Natureza.

 

CBGB, Nova Iorque, Manhattan

Uma casa-de-banho pública nova-iorquina por excelência.

 

Limpopo, África do Sul

Estas centenas de casas-de-banho são obra do próprio governo sul-africano, que constrói uma por cada lote de casas que oferece aos mais desfavorecidos (hoje, grande parte da população continua à espera das casas… e dos wc´s).

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Consulta pública sobre o Livro Verde das Indústrias Culturais e Criativas

Decorre até 30 de Julho a consulta pública online sobre o Livro Verde das Indústrias Culturais e Criativas (“Unlocking the potential of cultural and creative industries”), promovida pela Comissão Europeia. A consulta, aberta a todos os cidadãos e organizações, tem como objectivo reunir perspectivas de vários assuntos relacionados com estes sectores que têm cada vez maior peso económico na Europa.

O documento pode ser lido aqui.

As contribuições podem ser dadas aqui.

 

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Casas-de-banho para mulheres indianas – e o problema social que se esconde a céu aberto

Entre as 06 e as 08h da manhã, 23 mulheres que normalmente “vão” à casa-de-banho em pleno campo testaram em Março a Ecoloove, uma casa-de-banho ecológica e móvel concebida por uma organização não governamental sueca (chama-se Rättighetsföreningen Henna). E gostaram, contra todas expectativas cépticas.

Na Índia rural, 665 milhões de pessoas fazem as suas necessidades fisiológicas a céu aberto, contaminando os rios e outros corpos de água. Parece um problema menor, mas se multiplicarmos a produção diária por pessoa de urina e fezes pelos dias do ano, então os níveis de poluição atingem proporções gravíssimas.

No entanto, a falta de casas-de-banho é particularmente nefasto para as mulheres: com vergonha ou medo de serem violadas, só fazem as suas necessidades à noite ou de manhã, enquanto é escuro. Esse hábito tem como consequências infecções urinárias, doenças renais e outras complicações, além de as deixar totalmente dependentes a nível laboral.

Foi para ultrapassar estes dois problemas – as necessidades sanitárias das mulheres e a poluição – que uma ONG sueca criou  a Ecoloove, uma solução sanitária ecológica móvel, que separa a urina e que permite aproveitar o que geralmente é considerado desperdício em fertilizantes para as terras. Assim, as famílias rurais indianas que investirem nesta unidade sanitária móvel recuperam esse dinheiro porque não necessitam de comprar fertilizante, ao mesmo tempo que ajudam a ultrapassar um gigantesco problema social.

Como é que esta ideia se processa? É simples: as mulheres indianas são convidadas a criar um negócio financiado com microcrédito, que implica a aquisição da Ecoloove e a sua rentabilização, através da cobrança das visitas à casa-de-banho a qualquer mulher e da recolha dos desperdícios para fertilizantes.

Os protótipos destas casas-de-banho foram já testados nas aldeias de Gujarat e Maharashtra.

Saiba mais sobre esta história aqui e aqui.

Imagens: Annamaja Segtnan

livros

Livros fora da guilhotina

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se celebra a 23 de Abril, a ministra da Cultura disse aos media que pretende acabar com a destruição de livros por parte das editoras, uma prática comum, em virtude de a sua doação exigir o pagamento de direitos de autor. O Ministério da Cultura está em negociações com a Sociedade Portuguesa de Autores de forma a enquadrar legalmente a isenção de IVA para efeito de doação de livros em excesso no mercado.

Recorde-se que a 9 de Fevereiro o antigo editor da ASA, José da Cruz Santos, divulgou ao Diário de Notícias que milhares de livros do grupo Leya tinham sido guilhotinados, entre os quais obras de Jorge de Sena e Eugénio de Andrade, mote para a polémica que se tem vindo a arrastar até agora.

Curso “Indústrias Criativas: Arte, Tecnologia e Empreendedorismo”

Coordenado pelo arquitecto Luís Serpa, fundador da Induscria (Plataforma para as Indústrias Criativas), o curso é dirigido a agentes de equipamentos e eventos culturais e é composto por três módulos: “As indústrias criativas: da inovação à competitividade”, “Inovação e competitividade” e “A liderança é uma escolha, não um título”. Decorre em Lisboa, no Museu da Presidência, dia 10 de Março, entre as 10h00 e as 17h30, e tem um valor de inscrição de 50 euros. Mais informações aqui.

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Como é que uma obra de arte vale 74 milhões de euros?

A escultura em bronze “O Homem Andante”, de Alberto Giacometti, foi vendida recentemente em leilão por 74,4 milhões de euros, batendo o recorde mundial. Embora seja uma obra de arte emblemática deste artista suíço, a verdade é que foi vendida por um preço três vezes superior à estimativa mais elevada. E a questão que se põe é óbvia: que critérios levam a que uma obra de arte valha tanto dinheiro, em contexto de crise mundial? Melanie Clore, da Sotheby´s (empresa responsável pelo leilão), dá cinco: as condições em que a obra se encontra (neste caso, muito boas); a reputação do artista (Giacometti é considerado um dos escultores mais importantes do século XX); a raridade (a escultura provém de uma edição original de seis peças); a competitividade (houve licitadores de pelo menos 30 países no leilão da Sotheby´s); por fim, a qualidade do investimento (segundo a Sotheby´s, é sólido).

O artigo original pode ser lido na íntegra aqui.

Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?

É das questões económicas mais importantes no contexto das indústrias culturais e criativas. A palestra “Acesso livre à informação científica. Que desafios para os direitos de autor?” tem lugar no auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, dia 11 de Fevereiro, às 14h, e conta com intervenções de Pedro Oliveira (Creative Commons Portugal) e Victoria Stodden (Universidade de Yale), entre outras. A entrada é livre, mediante inscrição prévia através do e-mail repositorio@fct.unl.pt.

10 blogues que vou continuar a acompanhar em 2010

Indústrias Culturais É uma referência incontornável para quem gosta de reflectir sobre as indústrias culturais em geral e, em particular, sobre as questões relacionadas com o futuro dos media.

Sound + Vision Criado por Nuno Galopim e João Lopes, o blogue informa e opina sobre música e cinema.

Ponto Media Uma fonte inesgotável de recursos sobre media e jornalismo.

Journalist Tool Box Na sequência do interior, este blogue é literalmente uma caixa de ferramentas para jornalistas.

Science of the Time Os cool hunters têm cada vez mais importância para a comunicação e o marketing. Este blogue reúne as principais tendências “cool” mundiais.

David Report Além dos registos diários sobre design, o blogue publica trimestralmente um “trend report”.

Blogtailors Uma referência sobre edição no contexto livreiro.

Cultura e mercado Uma fonte essencial para pensar a cultura do ponto de vista económico e político.

História, Cultura e Comunicação (J. S. Faro) Professor de Jornalismo Cultural, o seu blogue será provavelmente uma extensão riquíssima das suas aulas e trabalhos académicos.

MagCulture Uma referência para quem é apaixonado por revistas, como eu.

A lista não acaba aqui. Todos os blogues que ocupam o lado direito do ecrã são de consulta obrigatória, por uma ou outra razão.

Reconhece-os?

Estes mupis poderão ser vistos por estes dias no aeroporto e em locais estratégicos de Copenhaga. A capital da Dinamarca acolhe a Cimeira Climática até 18 de Dezembro, na qual se pretende chegar a um acordo para a redução das emissões de CO2. Barack Obama, Nicolas Sarkozy, Zapatero e Angela Merkel são alguns dos representantes oficiais de 192 países presentes na cimeira e que foram “envelhecidos” nesta campanha promovida pela Greenpeace.

 “I’m sorry. We could have stopped catastrophic climate change… We didn’t” foi o headline escolhido para pressionar estes líderes e veicular a mensagem-chave “Act now – change the future”.

 A cimeira pode ser acompanhada online aqui.

 Fotos: http://www.greenpeace.org

Conferência “A Arte Comunicante”, dia 26, no CNC

A comunicação afirmou-se como espaço essencial que determina tanto a criatividade como a inovação. As tecnologias de informação e do conhecimento definiram uma nova forma de comunicar transversal aos vários campos do saber. Como resultado, as artes, bem como as ciências, reconfiguraram-se integrando esta necessidade comunicativa na sua identidade criadora.

Integrada no projecto de reflexão “Metamorfoses da Criatividade”, organizado pelo Centro Nacional de Cultura e a Universidade Católica, a conferência “A Arte Comunicante” visa discutir as influências das tecnologias de informação nas artes e na criação em geral. O evento terá lugar na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultural, às 18h00, é moderado por Rogério Santos e conta com a participação de António Pinto Ribeiro, João Salaviza e Maria Teresa Cruz.

A terceira e última conferência deste projecto é subordinada ao tema “A Natureza da Criatividade” e decorrerá no dia 14 de Janeiro de 2010, na Universidade Católica.

Induscria na Arte Lisboa

A Induscria – Plataforma para as Indústrias Criativas está presente na 9.ª edição da feira de arte contemporânea Arte Lisboa, patente ao público até 23 de Novembro, no Pavilhão 4 da FIL.

Criada há poucos meses (falei dela aqui), a Induscria pretende prestar serviços no âmbito da Cultura, do Conhecimento e da Inovação, através da criação de uma plataforma para agentes, equipamentos e eventos culturais autónomos e da activação de espaços, vocacionando-os para a criação de projectos e negócios criativos inovadores.

A Arte Lisboa reúne, nesta edição, 67 galerias nacionais e internacionais e promove um ciclo de três debates: “Residências artísticas: um ‘oásis’ para a criação?”, moderado por Sílvia Guerra (sexta-feira, 19h00, auditório do Pav. 4); “Museus, bienais, trienais… como contribuem para a notoriedade internacional e desenvolvimento cultural das cidades”, moderado por Lúcia Marques (sábado, 17h00, auditório do Pav. 4); por fim, “Rosalux”, moderado por Lígia Afonso (sábado, 19h00, auditório do Pav. 4).

2.ª edição do Prémio Nacional de Indústrias Criativas – candidaturas até 8 de Dezembro de 2009

premio_industrias_criativasAs inscrições para a segunda edição do Prémio Nacional de Indústrias Criativas decorrem até ao próximo dia 8 de Dezembro. A iniciativa promovida pela Unicer, em parceria com a Fundação de Serralves, tem por objectivo estimular, apoiar e acompanhar a concretização de modelos de negócio na área das indústrias criativas (artes visuais, design, publicidade, arquitectura, rádio, artes performativas, software, música, cinema, televisão, editorial, vídeo e  património) e potenciar a cooperação entre os sectores empresarial e criativo. O vencedor receberá um prémio pecuniário de 25.000 euros e a oportunidade de ver o seu projecto de negócio desenvolvido e concretizado.

 

Aceda a todas as informações no site do concurso, www.premioindustriascriativas.com.

A herança antropológica e o “único desejo” de Claude Lévi-Strauss

foto_eric_brochu

Foi com a publicação da sua tese sobre “As estruturas Elementares do Parentesco” (1949), que coloca o “parentesco” no centro da Antropologia, estudando o Homem na sua dimensão social, que o antropólogo francês Lévi-Strauss (falecido na madrugada de Sábado para Domingo) lançou as bases da antropologia moderna e do estruturalismo, método por ele usado para estudar o comportamento dos índios americanos, ao qual dedicou grande parte da sua vida. À eterna questão “Em que diferem as culturas?”, Lévi-Strauss respondeu que há uma estrutura, uma ordem que suporta as diferenças culturais.

Lévi-Strauss tinha também um lado muito pessimista, nomeadamente em relação à população excessiva do mundo, manifestando-o regularmente em público. Em 2005, com 97 anos, disse, ao receber o 17.º Prémio Internacional Catalunha: “O meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele – isso é algo que deveríamos ter presente”.

Artigos importantes para conhecer Lévi-Strauss

Foto: Éric Brochu (Paris, 1998)

Livros # T-shirts and Suits – A Guide to the Business of Creativity

david_parrishDa autoria de David Parrish, consultor britânico em economia criativa, este livro é fundamental para todos os criadores que têm (ou pretendem ter)  projectos ou empresas na área das indústrias criativas. Escrito de uma forma muito clara, é, ao mesmo tempo, um guia de boas práticas e uma fonte de recursos sobre as temáticas mais importantes a ter em conta. Contém também boas definições de termos relacionados com a área.

Mais: a versão ebook do livro “Tshirts and Suits – A guide to the business of creativity” está disponível aqui.

Ex-Jugoslávia – de uma cultura comunista para uma cultura de consumo

prlja1Numa entrevista dada a Stefan Szczelkun do jornal Mute, a cineasta Nada Prlja fala da evolução da ex-Jugoslávia comunista para uma cultura de consumo, onde se assiste, agora, ao “retorno da burguesia vermelha”. Para ler na íntegra aqui, pela “beleza” e realismo do testemunho.

Fotografia: “Workers’ production line”, 2008.

Cultura: os destaques de hoje nos media (20 de Outubro)

Hoje, os destaques de cultura nos media centram-se nas reacções ao novo livro de José Saramago, “Caim”.

José Saramago: “Surpreende-me a frivolidade dos senhores da Igreja” Diário de Notícias, por João Céu e Silva, Roberto Bessa Moreira

Líder da comunidade judaica diz que Saramago não conhece a Bíblia Público, por Lusa

Igreja manda trabalhos de casa para Saramago: ler a Bíblia  I, por Luís Leal Miranda e Marta F. Reis

O meu preferido

Internet Archive creará un sistema abierto para distribuir libros electrónicos El País

 

Governo aprova constituição de Fundo para as Indústrias Criativas e Culturais

3_creativemind“Fundo Capital Criativo” é o nome do instrumento financeiro de apoio às Indústrias Culturais e Criativas cuja constituição foi aprovada pelo Ministério da Economia e da Inovação e pelo Ministério da Cultura no passado dia 1 de Outubro.

Com um capital inicial de 22,5 milhões de euros, o Fundo Capital Criativo visa apoiar o aparecimento de novos actores e agentes empresariais “não só nas Indústrias Culturais tradicionais (cinema, vídeo, livro e disco), como nas Artes Performativas ou nas Indústrias Criativas propriamente ditas: conteúdos de televisão e rádio, arquitectura, design (gráfico, industrial, moda, etc.), artes e antiguidades, software interactivo e de entretenimento, publicidade e outros sectores conexos (por exemplo, turismo, património e memória)”.

Serão aceites quaisquer projectos inovadores nestas áreas, independentemente da sua fase de desenvolvimento ou estágio de maturidade.

Aceda aqui ao texto integral publicado no Portal do Governo.

Foto: “Creative Mind”

Financiamento das Orquestras Portuguesas na GIG- International Arts Manager Magazine

gigmag_orchestrasRecentemente tive oportunidade de publicar um artigo sobre o financiamento das orquestras em Portugal para um suplemento dedicado ao nosso país na GIG – International Arts Manager Magazine, uma publicação britânica dedicada às artes performativas, cujos leitores são essencialmente agentes culturais, investidores e os próprios artistas.

Como a revista só está disponível por subscrição, partilho aqui o link directo para o artigo.

Legislativas 2009 ? O que os Partidos Prometem para a Cultura

Não, os programas eleitorais não são todos iguais. A arquitectura de conteúdos, a estratificação dos títulos e subtítulos, assim como os destaques, as caixas e o uso de determinadas expressões-chave – “Indústrias Criativas”, “Públicos da Cultura” e “Sociedade da Informação” –  fazem parte de uma estratégia editorial para informar e seduzir os seus (poucos, pelo que é veiculado nos media) leitores. No entanto, numa leitura mais atenta, há diferenças substanciais também nos conteúdos. Sobretudo na Cultura.

 

programa psPS ? “Investir na Cultura”

 No sector da Cultura, que o PS defende como prioridade, são três os compromissos que assume, particularmente nas áreas da Língua, Património, e Artes e Indústrias Criativas e Culturais: reforçar o respectivo orçamento, assegurar a transversalidade das políticas culturais e valorizar globalmente a criação cultural e artística.

 Criar instrumentos e promover medidas para a adopção do acordo ortográfico é o objectivo na área da Língua. No campo do património histórico e cultural, o aumento do apoio a processos de reabilitação, valorização dos designers e arquitectos nesses processos e a criação de uma Fonoteca Nacional são algumas das iniciativas. Nas Artes, Indústrias Criativas e Culturais, o PS promete alargar os estágios profissionalizantes para jovens artistas e criadores, como o INOV ART e promover a articulação entre o serviço público na cultura e na comunicação social, promover a existência de linhas de crédito público, de instrumentos de capital semente e outras estruturas de apoio às artes, à criação cultura e às empresas do sector industrial criativo e cultural, aperfeiçoar o estatuto das carreiras artísticas, criar um portal de cultura interactivo e dar especial apoio a áreas como o teatro, a música, a dança, o circo, as artes visuais, o cinema e o audiovisual.

 

programa psdPSD ? (…)

 O programa do PSD – estrategicamente sintético – não contém um item dedicado especificamente à cultura ou às artes. A promoção de uma diplomacia cultural em defesa da língua portuguesa e o rebranding da imagem de Portugal, no contexto turístico, são as duas iniciativas que surgem nas últimas páginas.

 

programa beBloco de Esquerda  ?  “Abrir a sociedade da informação e da cultura”

 O Bloco de Esquerda volta a apostar no tratamento da cultura como serviço público e focaliza-se nos equipamentos culturais, nos públicos da cultura, no estatuto sócio-profissional dos profissionais de produção cultural e nas cidades criativas. Neste âmbito, defende, entre outras medidas: a consagração de 1% do Orçamento de Estado à cultura, funcionamento em rede dos equipamentos culturais nacionais, um plano de emergência no apoio e salvaguarda do património cultural, a revisão urgente dos critérios de apoio à criação cultural independente, a revisão do carácter de excepção dos Teatros Nacionais, a criação do estatuto sócio-profissional do artista, a criação das carreiras de animador e mediador cultural, a redução do IVA afecto aos discos para 5% e um novo concurso de frequências para rádios locais, comunitárias e associativas.

 

programa cdsCDS-PP ? “Cultura: críticas e respostas”

O programa do CDS está organizado por sectores com as respectivas críticas e respostas. Na Cultura, o CDS aponta o dedo ao Governo em relação ao falhanço da política cultural, em especial o abandono de projectos como “a saga do museu do mar da língua portuguesa” e o “trágico desperdício do pólo do Hermitage”. O CDS considera também a Cultura como uma prioridade para Portugal, prometendo programas específicos para cada área do património material, incentivos às indústrias criativas, aperfeiçoamento da rede de museus públicos, reexaminação da fusão operada pelo OPART, reformulação da lei do mecenato e do estatuto dos profissionais das Artes e dos Espectáculos, assim como uma estratégia de internacionalização da língua e cultura portuguesas.

 

programa pcpPCP – “Uma política de educação, cultura, ciência e tecnologia”

À semelhança do Bloco de Esquerda, o PCP defende que a Cultura deve representar 1% do Orçamento de Estado e igual valor do PIB no fim da legislatura, dado que actualmente gera valor superior ao que recebe. São objectivos do PCP a reformulação da estrutura orgânica do Ministério da Cultura, a melhoria das condições de exercício, estabilidade profissional e protecção social para os criadores e artistas, o fim da entrega dos bens patrimoniais do Estado à gestão privada, a reformulação da política relativa aos museus e a construção de um sistema público de ensino artístico de qualidade.

Revista Sábado lança Cartão Cultura

cartao_sabadoA newsmagazine Sábado lança hoje o Cartão Cultura, uma iniciativa que permite aos subscritores receberem dois bilhetes pelo preço de um, em vários eventos culturais, desde cinema, teatro, concertos a exposições e outros espaços, numa rede nacional que já conta com 200 parceiros.

O cartão tem um custo de 5 euros e a validade de um ano. A respectiva subscrição pode ser feita através de cupão que consta da edição em papel de hoje ou no site www.cartaosabado.com.