Curso Livre de Jornalismo Cultural – Edição de 2015

Já estão abertas as inscrições! A edição 2015 do curso livre de Jornalismo Cultural tem início no próximo dia 23 de Fevereiro e termina a 27 de Abril.

À semelhança das últimas edições, o curso tem uma forte componente prática e dá especial atenção ao que se tem vindo a fazer em ambiente digital.

Calendário: 23 de Fevereiro a 27 de Abril de 2015.
Horário: segundas e quartas, das 18h30 às 21h00.
Local: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
ECTS (créditos): 4.
Programa detalhado: aqui.
Página do Facebook: aqui.
Inscrições: aqui.

 

Digital Culture 2014 – How arts and cultural organizations in England use technology

A Digital R&D Fund for the Arts acaba de publicar o relatório “Digital Culture 2014 – How arts and cultural organizations in England use technology“, que analisa a forma como as organizações culturais do Reino Unido estão a explorar as ferramentas digitais. Uma das evidências destas segunda edição é clara: as organizações que aproveitam mais as potencialidades do ambiente digital são também as que conseguem ter maior impacto na sociedade.

“Arte e Cultura” em debate na FCSH

No âmbito do ciclo de conferências “Revolução e Democracia”, decorre, amanhã, 24 de Junho, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (auditório I), entre as 18h e as 19h30, a conferência “Arte e Cultura”, que conta com a participação do cineasta António Pedro Vasconcelos e o escritor e político Manuel Alegre.

A entrada é livre. Mais informações aqui.

 

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Pictify: uma rede social para as artes

(31/05/2012) Pictify é uma rede social criada pela galeria londrina Saatchi, onde qualquer pessoa pode partilhar as suas obras de arte preferidas ou divulgar, inclusive, o seu próprio portefólio. Gostei do facto de haver uma área para os museus e galerias exporem as suas colecções e exposições.

Vale a pena uma (diria várias) visita.

 

 

 

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Desta vez, compre um livro para si.

(21/05/2012) Na semana passada, estive no Porto no III ICMC e aproveitei um dos intervalos para comprar o livro de João Ricardo Pedro, “O teu rosto será o último“, que venceu o prémio Leya 2011. Entrei numa livraria de média dimensão, peguei no livro e dirigi-me ao balcão para pagar. O diálogo que se segue é o mais fidedigno possível…

“É para oferta?”, perguntou.

“Não”, respondi.

“Mas quer um talão de oferta?”, insistiu.

“Não, o livro é para mim…”, retorqui, já um pouco surpreendida.

“Uhm… Então é melhor guardar o talão caso queira trocar”, afirmou assertivamente.

“Mas eu não vou trocar o livro. É para mim… Porque é que me está a fazer tantas perguntas? É tão surpreendente alguém comprar um livro para si própria?” (Não foi bem isto que disse, não tão assertivamente, pelo menos.)

“Infelizmente, sim!”, respondeu.

 

Bom, tendência ou não, lembrei-me imediatamente de um headline para uma campanha de publicidade (não me importo que alguém lhe pegue): “Desta vez, compre um livro para si”. E, bem a propósito, o livro que comprei mereceu mesmo ser lido.

 

 

 

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Petiscaria Ideal: tudo português, menos a Coca-Cola

(16/04/2012) Na sexta-feira, lá fui à Petiscaria Ideal, na zona de Santos. Não ia com muitas expectativas, porque, na minha opinião, as últimas tentativas de elevar o saloio e tradicional português a chique e gourmet não resultaram em conceitos muito bons na restauração. No início, quando me sentei num banco desconfortável (têm, contudo, uns ganchos por baixo das mesas onde se pode pendurar a mala e o casaco, um detalhe óptimo), vi que a água era servida em garrafas de vinho, os guardanapos tinham sido substituídos panos tradicionais da louça  e o uniforme das empregadas era uma bata à avozinha, confesso que tudo me pareceu um pouco… forçado. No entanto, esse sentimento dissipou-se num ápice perante a simpatia da Inês (uma das empregadas) e os petiscos tradicionais portugueses  que nos aconselhou, todos a roçar a perfeição no sabor e na apresentação. Experimentei a tiborna de azeite e alho, os ovos mexidos com cogumelos, a batata-doce de Aljezur e o ensopado de carne. Tudo extremamente saboroso. O bolo de chocolate com molho de amendoim fechou a refeição com chave de ouro.

A Petiscaria Ideal fica ao lado da Taberna Ideal (restaurante das mesmas proprietárias, Susana Felicidade e Tânia Martins), na Rua da Esperança, 100-102 (Santos). Tudo o que é servido é português (com excepção da Coca-Cola) e não há pratos principais, apenas petiscos para partilhar.

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O melhor do design digital no âmbito jornalístico

(16/04/2012) O anúncio dos vencedores do SND33 – Society for News Design’s Best of Digital News Design Competition já foi feito há algumas semanas, mas só agora tive tempo de os ver em pormenor. A lista é de consulta obrigatória na íntegra, porque os premiados constituem quase todos bons case-studies do uso do design e das tecnologias digitais na construção de narrativas jornalísticas, mas partilho abaixo os meus preferidos. Recorde-se que o BostonGlobe.com arrecadou o prémio mais importante do evento (na categoria “World’s Best Designed Website”).

1. At the Metropolitan Museum, a New Wing,  a New Vista por The New York Times

(Medalha de Ouro na categoria “single-subject project – more than 50 million)

2. The Reckoning por The New York Times

(Medalha de Prata na categoria “single-subject project – more than 50 million)

3. The Oscars p0r The New York Times

(Medalha de Prata na categoria “series or events – more than 50 million”)

4. Crisis Guide: Iran por Council on Foreign Relations

(Prémio de Excelência na categoria “series or events – less than 50 million”)

5. Japan and Haiti: Picturing the Unimaginable por NPR

(Prémio de Excelência na categoria “series or events – more than 50 million”)

6. Steve Jobs’ Patents por The New York Times

(Prémio de Excelência na categoria “Data-Driven Projects – more than 50 million”)

7. DC Going Out Guide por The Washington Post

(Prémio de Excelência na categoria “Mobile Experience”)

8. 50 Greatest Photographs of National Geographic por National Geographic

(Prémio de Excelência na categoria “Tablet Experience”)

 

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Call for Papers # I Congresso Internacional de Moda e Design

(03/04/2012) Está aberto até 15 de Abril o prazo de submissão de artigos para o I CIMODE – Congresso Internacional de Moda e Design, que vai ter lugar em Guimarães, entre 5 e 7 de Novembro de 2012.

O CIMODE é organizado pelo Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho em conjunto com a ABEPEM – Associação Brasileira de Estudos e Pesquisa em Moda.

mima

“Edifício do ano 2011” da ArchDaily: projectos de arquitectura portugueses arrecadam três prémios

(16/03/2012) A Capela Árvore da Vida, em Braga (do atelier Cerejeira Fontes Arquitectos), a Mima House, em Viana do Castelo (projecto do atelier Mima Architects)  e a sede da Associação Fraunhöfer, no Porto (da autoria de Pedra Silva  Architects) foram eleitos “Edifício do Ano 2011” pelo site de arquitectura ArchDaily, nas categorias “Religião”, “Casas” e  “Interiores”, respectivamente.

Os premiados nas 14 categorias podem ser vistos aqui.

Capela Árvore da Vida (mais fotografias aqui)

Mima House (mais fotografias aqui)

Associação Fraunhöfer (mais fotografias aqui)

pedro

Moda Lisboa #4: Ricardo Andrez, Marques’ Almeida, Ricardo Dourado, Pedro Pedro, Alexandra Moura e Filipe Faísca.

(15/03/2012)

Moda Lisboa Review #4: Inverno 2013.

 

Ricardo Andrez

Conceito: Rock Hudson.

Silhueta: sportswear.

O melhor:  a ousadia.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Marques’ Almeida

Conceito: estética grunge e anos 90’s fora de contexto.

Silhueta: oversize, descontraída e juvenil.

O melhor:  os apontamentos em amarelo ácido sobre preto.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Ricardo Dourado

Conceito: o universo de Asap Rocky.

Silhueta: oversize, com grandes volumetrias e contrastes.

O melhor:  a aposta na (primeira) colecção para homem.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Pedro Pedro

Conceito: “Urban Mix”.

Silhueta: streetwear.

O melhor: o mash-up de conceitos, materiais e imaginários; enfim, tudo.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Alexandra Moura

Conceito: “Agri… doce”.

Silhueta: romântica, estruturada e rígida.

O melhor: a convergência entre o rural e o urbano.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Filipe Faísca 

Conceito: “Luto”.

Silhueta: estruturada.

O melhor: os materiais utilizados (crepe georgette elástico, duplo crepe em seda, mousseline, entre outros).

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

A apresentação das colecções Inverno 2013 na Moda Lisboa decorreu entre 8 e 11 de Março de 2012.

Créditos das fotografias: associação Moda Lisboa.

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Moda Lisboa #3: Valentim Quaresma, Os Burgueses, Daniel Dinis, Maria Gambina, Piotr Drzal, Miguel Vieira, Nuno Baltazar e Nuno Gama

(15/03/2012)

Moda Lisboa Review #3: Inverno 2013

Valentim Quaresma

Conceito: o vírus como forma de propagação em ideias e formas.

O melhor: a coesão da colecção.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Os Burgueses (Eleutério e Mia)

Conceito: “Uma ópera para o Novo Mundo”.

Silhueta: estruturas fluidas, com predomínio de pretos, cinzas, azul escuro e vermelho.

O melhor: todos os coordenados com vermelho e a aplicação do estilo aviador em peças  muito femininas.

Os três melhores coordenados:

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Daniel Dinis

Conceito: Mongólia, Tibete e Peter Doig recriados.

Silhueta: sportswear.

O melhor: as peças recicladas.

Os três melhores coordenados:

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Maria Gambina

Conceito: “Otherness”.

Silhueta: em “Y”, onde o curto e o largo se conjugam.

O melhor: a componente gráfica.

Os três melhores coordenados:

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Piotr Drzal

Conceito: “Go, Now, Here”.

Silhueta: eclética (uma fusão entre o futebol americano e uma versão futurista do gentleman look).

O melhor: a perversão.

Os três melhores coordenados:

Veja mais fotografias do desfile aqui.

 

Miguel Vieira

Conceito: “Vestir o Fado”.

Silhueta: peças estruturadas no masculino e com silhueta de ampulheta no feminino.

O melhor: o clássico com apontamentos contemporâneos.

Os três melhores coordenados:

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Nuno Baltazar

Conceito: Pina Bausch ao som de “The man I love”.

Silhueta: interacções de drapeados e franzidos, e falsas sobreposições.

O melhor: a carga dramática recriada.

Os três melhores coordenados:

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Nuno Gama

Conceito: “Be God’s”

Silhueta: típica de um gentleman urbano.

O melhor: os blazers e os grandes sobretudos.

Os três melhores coordenados:

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A apresentação das colecções Inverno 2013 na Moda Lisboa decorreu entre 8 e 11 de Março de 2012.

Créditos das fotografias: associação Moda Lisboa.

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Moda Lisboa #2: V!tor, Katty Xiomara, Dino Alves e Ricardo Preto

(12/03/2012)

Moda Lisboa Review: Inverno 2013 (2.º dia)

V!tor 

Conceito:  “Life and Death”

Silhueta: maioritariamente negra, em homenagem a Marina Abramovic.

O melhor: os (poucos) apontamentos de cor em tela preta.

Os três melhores coordenados:

 

Veja todas as fotografias do desfile aqui.

 

Katty Xiomara

Conceito: “Futuralma”

Silhueta: texturada e depurada, com acabamentos rendilhados.

O melhor: as cores (lima, nude, malva, royal, entre outras) e a interpretação do conceito em toda a colecção.

Os três melhores coordenados:

 

Veja todas as fotografias do desfile aqui.

 

 

Dino Alves

Conceito: “Sombra Brilhante”

Silhueta: austera e fluida, longilínea e justa,  com jogos de cor e padrões.

O melhor: o universo oriental.

Os três melhores coordenados:

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Ricardo Preto

Conceito: “Luz Atlântica”

Silhueta: inspirada no presente e em Portugal, feminina e leve.

O melhor: as malhas e a capacidade de comercializar a colecção.

Os três melhores coordenados:

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A apresentação das colecções Inverno 2013 na Moda Lisboa decorreu entre 8 e 11 de Março de 2012.

Créditos das fotografias: Associação ModaLisboa.

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Moda Lisboa #1: SayMyName, White Tent, Lidija Kolovrat e Luís Buchinho

(11/03/2012)

Moda Lisboa Review: Inverno 2013 (1.º dia)

SayMyName

Conceito: os samurais.

Silhueta: Inspiração nos kimonos, top’s oversize e casacos com solidez de uma armadura.

O melhor:  a evolução (positiva) em relação à colecção anterior.

Os três melhores coordenados:

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White Tent

Conceito: minimal e desportivo.

Silhueta: sobreposições, cortes e jogos de proporção.

O melhor: a combinação dos materiais (e a nova loja on-line).

Os 3 melhores coordenados:

 

Veja todas as fotografias do desfile aqui.

 

Lidija Kolovrat

Conceito: “I can see myself in your ways”

Silhueta: envolvência e ênfase na verticalidade; destaque para as golas e as lapelas.

O melhor: os contrastes entre a estrutura e a leveza, assim como a revisitação a muitos moods.

Os três melhores coordenados:

Veja todas as fotografias do desfile aqui.

 

Luís Buchinho

Conceito: calçada portuguesa.

Silhueta: ênfase nas linhas próximas do corpo e cinturas estreitas.

O melhor: o realce da silhueta feminina, precisamente, e os apontamentos geométricos.

Os três melhores coordenados:

Veja todas as fotografias do desfile aqui.

A apresentação das colecções Inverno 2013 na Moda Lisboa decorreu entre 8 e 11 de Março de 2012.

Créditos das fotografias: Associação ModaLisboa.

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Eric Kaiser. Que pão.

(05/03/2012) Se há alimento que me faz andar quilómetros à procura do melhor para comprar é o pão.  O do supermercado ao pé de casa é “fast-bread”, o da padaria ao fundo da esquina é honesto, mas não me enche as medidas. No entanto, neste Sábado, tudo mudou. E a culpa é toda minha. Por não ter ido lá mais cedo.

Fica no Amoreiras Plaza e parece ser uma das mais conceituadas padarias artesanais francesas do mundo. A Eric Kaiser chegou no Verão de 2011 a Portugal, via capital, pelas mãos enfarinhadas de Laurent D’ Orey (que também gere a cadeia Monceau Fleurs no nosso país) e Julien Letartre, que me atendeu com um delicioso sotaque francês. A ideia era implementar um novo conceito de panificação, porque o português é “muito industrial” (eu já andava farta de dizer isso, mas ninguém me ouvia).

São mais de 20 os tipos de pão que têm para oferecer. Eu já experimentei a baguete de sementes de papoila, o pão de cereais e o pão Ekmek (comprei um de cada para fazer uma pequena degustação). A oferta de pastelaria  tem o seu savoir faire francês, onde não faltam os croissants, as tartelettes, as madeleines, os macarons ou os brioches.

Fiquei com a certeza de que irei lá voltar brevemente para experimentar o brunch parisiense (e comprar mais pão). Custa 9 Euros e é composto por meia baguete Amoreiras; croissant ou pão com chocolate; sumo de laranja natural; compota e manteiga; café, galão, meia de leite ou chá; e ovos mexidos com tomate confitado e salmão fumado ou presunto.

A Padaria Artesanatal Eric Kaiser tem uma página no Facebook. Espreitem e dêem-me razão.

Se um bom pão vos dá borboletas no estômago, visitem também A Padaria Portuguesa (na Av. João XXI, em Campo de Ourique ou na Rua Pascoal de Melo, em Lisboa). Os Pães de Deus são deliciosos e vale a pena levar para casa os pãezinhos de centeio e os gémeos com sementes de papoila.

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Serralves procura POPs até 16 de Março de 2012

(23/02/2012) A Loja Serralves lançou a quarta edição POPs – Produtos Originais Portugueses, que dá a oportunidade a jovens criadores de exporem e comercializarem as suas obras. Até 16 de Março, podem ser submetidos projectos nas áreas de Mobiliário, Objectos de Decoração, Acessórios Pessoais e Joalharia de Autor.

Mais informações aqui.

 

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Para ultrapassar o trauma de Saussure e Derrida

(23/02/2012) “This means this, this means that” é um livro para ajudar-nos a compreender definitivamente o campo obscuro e impenetrável… da Semiótica. Sean Hall, professor de Design e investigador de Semiótica na Universidade de Londres, explora 76 conceitos-chave desta disciplina, acompanhados de uma imagem emblemática e uma simples questão, cuja resposta se baseia na respectiva teoria por trás daquele signo.

Sem frustrações. “This Means This, This Means That: A User’s Guide to Semiotics” está à venda na Amazon.

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5 cidades. 366 dias. 366 mulheres. 366 filmes.

(22/02/2012) “All the Women – A Film Experience” é uma narrativa multimédia criada por Pablo Maqueda para celebrar as mulheres do século XXI. Lançado no dia 1 de Janeiro, o projecto está dividido em 366 curtas de um minuto, que vão sendo colocadas diariamente no Facebook e no Twitter, preenchendo todos os dias de 2012. Cada curta é dedicada a uma mulher anónima de uma das cinco cidades percorridas por Maqueda em 2011 (Tóquio, Londres, Madrid, Nova Iorque e Paris).

Vejam o trailer aqui…

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Onde encontrar inspiração para criar?

(03/01/2012) No dia-a-dia, tenho um bloco de notas do qual nunca me separo. As ideias para um artigo podem aparecer em qualquer altura: numa esplanada, em conversa com amigos ou na fila do supermercado. No entanto, tenho de admitir que mais de dois terços da inspiração provêm precisamente de outros artigos publicados quer em meios de comunicação quer em blogues e páginas do Facebook.

O difícil não é encontrar as fontes de inspiração. É saber identificá-las e potenciá-las.

A propósito de ideias, alguns criadores de topo de várias indústrias criativas revelaram ao Guardian quais são as suas fontes de inspiração e como as aproveitam ao máximo.

Imagem: é da autoria de Jack e faz parte de uma série de fotografias que retratam o seu pai.

Livros # Cinema Português – Um País Imaginado

(5/12/2011) “Cinema Português – Um País Imaginado”, de Leonor Areal, faz uma abordagem diacrónica do cinema português da segunda metade do século XX, incidindo exaustivamente nos filmes das décadas de 50, 60 e 70, e estendendo alguns ramos pelos anos 80 e 90. A sessão de apresentação dos dois volumes realiza-se na próxima sexta-feira, dia 9 de Dezembro, às 18h00, na livraria Babel da Cinemateca Portuguesa.

Fado, urban popular song of Portugal.

(28/11/2011) “Fado, urban popular song of Portugal”, grafada oficialmente assim para todo o mundo, é a primeira herança portuguesa a fazer parte da Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Motivo suficiente para visitar o Museu do Fado, comprar a caixa Fado Portugal (livro + 2 CD) ou ler Fado Ilustrado, de Jorge Miguel.

Kilombos: um filme-resgate sobre o Brasil quilombola

(22/11/2011) Filmado no Brasil, na Guiné-Bissau e em Cabo Verde, o documentário “Kilombos”, realizado por Paulo Nuno Vicente, transporta-nos pela memória oral das raízes africanas das comunidades quilombolas, cruzando-as com o território das suas manifestações culturais contemporâneas. A estreia do filme está agendada para 7 de Março de 2012, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Até lá, é possível aceder aqui a um apontamento escrito e fotográfico criado pelo realizador.

Paulo Nuno Vicente é bolseiro de Doutoramento do Programa UT Austin | Portugal – Digital Media e autor dos documentários “Construir o Paraíso Aqui” (2009), “Triângulos Imperfeitos” (2010) e “Kilombos” (2012).

Livro # Visual Complexity – Mapping Patterns of Information

(21/11/2011) Desde há algum tempo que a infografia me desperta a atenção, pela vertente funcional (a habilidade de visualizar informação) e artística (as melhores acabam por ser admiradas pela sua estética). Dos vários livros que já consultei sobre o assunto, este é um dos melhores.  Visual Complexity: Mapping Patterns of Information“, de Manuel Lima, reúne alguns dos mais interessantes exemplos de visualização de informação, com ilustrações magníficas, sem descurar o respectivo estado da arte e a integração desta disciplina nos desafios actuais das redes. O prefácio é de Lev Manovich.

O projecto que deu origem ao livro reúne, até ao momento, 772 trabalhos e pode ser admirado aqui.

Benetton coloca líderes mundiais aos beijos

(17/11/2011) A Benetton lançou ontem, dia 16, mais uma campanha publicitária que já está a colher palmas e apupos. Chama-se UNHATE e coloca líderes mundiais a trocarem beijos, com o objectivo de pôr fim ao ódio entre nações.

Esta campanha é promovida pela Fundação UNHATE, fundada pela Benetton, que procura criar uma nova cultura de tolerância e combater o ódio. Inclui várias acções, desde manifestações contra a intolerância em cidades simbólicas, o filme UNHATE, realizado pelo francês Laurent Chanez, a várias instalações artísticas.

Entretanto, a imagem mais polémica de todos – a que colocava o Papa a beijar Ahmed Mohamed el-Tayeb – já foi oficialmente retirada pelo grupo, após o protesto do Vaticano.

 

Criadores # entrevista com Joana Ribeiro

 (26/10/2011) A Natureza tem estado sempre presente nas suas criações, conceito que Joana Ribeiro agarrou ainda durante o programa Erasmus, que fez em Antuérpia (Bélgica), no âmbito da licenciatura em Design de Joalharia. A aposta valeu-lhe o prémio de Jovem Criadora 2009, na categoria de Joalharia, com a colecção “Anellus Naturalis”; a presença, em 2010, na Mostra POPs – Projectos Originais Portugueses do Museu Serralves; e o terceiro prémio na categoria Inovação no Concurso Vip Jóias, com o anel “Ruber Folium”, que recebeu em 2011.

 É uma criadora com garra. Como as suas jóias.

 

A Joana venceu o concurso Jovens Criadores’09, na categoria de Joalharia, com a colecção “Anellus Naturalis”. Foi esse prémio que a impulsionou para o mercado?

O concurso Jovens Criadores deu-me motivação para apostar no meu trabalho. Tinha saído meses antes da faculdade e não sabia bem o que fazer. Ao receber o prémio, senti que o meu trabalho talvez tivesse pernas para andar e decidi arriscar. Comecei por participar mensalmente na feira  da Rua da Galeria de Paris, no Porto, para avaliar o impacto do meu trabalho junto do público. Felizmente, as críticas foram positivas e o que começou por ser uma colecção de oito anéis acabou por se tornar numa vasta colecção de brincos, colares, pregadeiras e, recentemente, bandoletes.

Apesar de o concurso Jovens Criadores’09 ter sido o primeiro impulso no crescimento do meu trabalho, foi com o terceiro prémio no Concurso VIPJóias que senti que devia lançar-me verdadeiramente no mercado. Este reconhecimento fez com que o meu trabalho tivesse alguma visibilidade na imprensa. Infelizmente, sinto que muitas pessoas apenas arriscam na compra de novos produtos quando os vêem na imprensa. Antes, ignoram-nos ou são mesmo capazes de os criticar; porém, quando são mais “mediáticos”, o interesse aumenta. 

 

Tem um estilo muito marcado, ligado intimamente à Natureza, ao orgânico… Considera que um criador se deve diferenciar pelo conceito das suas jóias, em vez de tentar agradar a um público mais vasto?

Sou contra as marcas que procuram apenas fazer aquilo que está na moda e tentam agradar a todos, mesmo que isso signifique não ter identidade ou roubar a identidade dos outros. Para mim, um criador ou uma marca tem de ter a sua identidade muito bem definida. Claro que, como designer, sei que por vezes não vendo tanto como gostaria por não me sujeitar a fazer certos trabalhos, mas isso tem que ver com o meu eu enquanto criadora.

A minha imagem como designer de jóias é e será sempre vista como “a menina das plantinhas” como muita gente ainda me chama em exposições ou feiras. Ao perceber o impacto que a minha colecção inicial teve, decidi que estaria sempre ligada ao orgânico, fosse de forma literal fosse em pequenos apontamentos. Hoje, a natureza e o orgânico fazem parte da imagem da minha marca.

 

Que materiais privilegia?

As minhas peças são todas em prata; todavia, não dispenso os apontamentos de cor. Adoro cor! Seja ela dada por pedras, por tintas, acabamentos ou esmaltes, a cor e a mistura de materiais predominarão sempre no meu trabalho.

 

Como começou a sua aventura pelo design de joalharia?

Desde muito nova que me senti vocacionada para as artes plásticas. Em miúda criava os meus próprios acessórios e vendia-os, inclusive. No ensino secundário, estive indecisa entre Design de Moda e Design de Joalharia, mas após um curso de Verão no CITEX, decidi que a Moda não era bem o que queria… Assim, inscrevi-me na Licenciatura de Design de Joalharia na Esad [Escola Superior de Artes e Design] e, posteriormente, fiz o Mestrado em Produto na mesma instituição.

 

Consegue fazer dele a sua actividade principal?

Infelizmente, não. Volta e meia, arranjo trabalhos de curta duração para conseguir investir na minha marca. Este ano fui recenseadora nos CENSOS 2011 e, mais recentemente, trabalhei numa loja de joalharia e relojoaria como colaboradora. Esse tipo de trabalhos não me incomoda, mas revolta-me um pouco ver pessoas a comprar peças fracas, pelas quais dão valores astronómicos, e a subestimarem o que é nacional. Lamentavelmente, os portugueses ainda acham que o que é estrangeiro é bom. Embora invistam valores astronómicos em peças decorrentes de campanhas agressivas de marcas, são os primeiros a considerarem “caro” uma peça de autor por 65 Euros, chegando mesmo a pedir um desconto!

 

Em que colecção se encontra a trabalhar?

Actualmente, estou a realizar a colecção “Lapidum Natura, que alia o brilho das pedras a delicados detalhes da Natureza. É uma colecção mais minimalista, para mulheres mais delicadas, que procuram peças mais discretas mas, mesmo assim, com impacto.

 A minha colecção anterior foi criada para mulheres com garra, mulheres que gostam de falar em público, que apreciam anéis grandes e vistosos e gostam de ser vistas. “Lapidum Natura começou pela desconstrução da colecção “Anellus Naturalis”. Desta forma, procuro ter uma colecção com mais força e outra mais delicada e com brilho. 

 

A Joana aposta muito na comunicação da sua marca (uma marca de autor) e nas redes sociais, inclusive. Acha que um maior envolvimento do criador no processo de divulgação da sua obra é essencial para o reconhecimento do público?

Acho fundamental comunicar a nossa marca. Na minha perspectiva, as pessoas são bombardeadas actualmente por tanta informação, os jornalistas já tropeçam em tantos acontecimentos e em tantas pessoas… Por que não fazer com que tropecem em nós? Nas redes sociais, todos temos uma voz. Podemos divulgar as nossas tristezas, as nossas músicas favoritas… Por que não mostrar jóias? Eu gosto de estar próxima das minhas clientes, de poder falar com elas sobre a sua encomenda em particular, explicar detalhes, tirar dúvidas… Claro que isso exige tempo e disponibilidade; contudo, acho fundamental para marcarmos a diferença e sermos “escolhidos” como marca por alguém. Todo o meu crescimento como marca e a minha divulgação na imprensa escrita têm tido como base as redes sociais. Sei que posso fazer mais e vou continuar a investir nas ferramentas digitais.

 

Onde podemos encontrar as suas jóias?

Possuo peças em Esposende, na loja Projecto Contrário; em Santa Maria da Feira, na loja IvoMaia Designers; em Lisboa, no espaço Original Lisboa

O potencial do iPad para divulgar exposições: os irmãos Bouroullec

(19/10/2011) Sinto borboletas no estômago (no bom sentido) quando descubro estes exemplos de utilização do iPad para visualizar e interagir com conteúdos multimédia na cultura. Por ocasião da primeira retrospectiva do trabalho dos irmãos designers Ronan & Erwan Bourollec (estiveram em Lisboa, em 2001, na Experimenta Design), que está patente no Centro Pompidou – Metz, na cidade de Metz, em França, até Julho de 2012, foi desenhada uma aplicação que apresenta mais de 200 imagens desta dupla que é já uma referência mundial na área do design industrial, com desenhos e esboços originais, de forma muito intuitiva e imersiva.

A aplicação pode ser descarregada aqui. Quem não tiver iPad (mesmo em tempos de crise, é um óptimo investimento profissional e académico), poderá deliciar-se com este vídeo.

 

cercles – iPad app by Ronan&Erwan Bouroullec from Ronan & Erwan Bouroullec on Vimeo.

 

O “efeito-borboleta” de Katty Xiomara

(14/10/2011) Ainda sobre a Moda Lisboa Fashion Week, a colecção que, para mim, reuniu o melhor conceito e representou da melhor maneira o (meu) universo feminino foi a de Katty Xiomara. Ajuda, claro, o facto de eu e a criadora partilharmos o gosto por vestidos e pela fada Oriana. Na colecção Verão 2012, Katty procurou explorar o “efeito borboleta” em peças leves, requintadas, sublinhadas pelo preto e por recortes visuais.

 

A revelação “bonita e intemporal” de Dawid Tomaszewski

(14/10/2011) Na minha opinião, a colecção Verão 2012 de Dawid Tomaszewski  “Vanitas Flowers” –  foi das mais interessantes da passada Moda Lisboa Fashion Week. Tendo como fonte de inspiração a pintura do século XVII, Tomaszewski apresentou uma simbiose de vestidos fluidos em chiffon  – “bonitos e intemporais” – e fatos de inspiração masculina, caracterizada por cores fortes  e flores translúcidas.

De origem polaca, Tomaszewski estudou no London College of Fashion e na Akademie der Kunste, em Berlim. Durante a sua formação, teve oportunidade de trabalhar com Sonia Rykiel e Alexis Mabille. Em 2009, apresentou a sua primeira colecção na Berlin Fashion Week, arrecadando o prémio para  “Jovem Criador”.

 

ModaLisboa – Transfusion (calendário de desfiles)

(6/10/2011) Um calendário de desfiles bem coordenado e um espaço que me enche as medidas (Terreiro do Paço / Pátio da Galé). 
5ª FEIRA
6 OUTUBRO 2011
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– 17H30 INAUGURAÇÃO NÚCLEO EXPOSITIVO
PAÇOS DO CONCELHO
– 18H30 OS BURGUESES LAB
– 19H30 ALEXANDRA MOURA
– 20H30 PEDRO PEDRO
– 21H30 MARIA GAMBINA
– 22H30 ALVES/GONÇALVES
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6ª FEIRA
7 OUTUBRO 2011
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– 18H00 V!TOR LAB
– 19H00 RICARDO PRETO
– 20H00 LUÍS BUCHINHO
– 21H00 CIA MARÍTIMA
– 22H00 ANA SALAZAR
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SÁBADO
8 OUTUBRO 2011
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– 14H00 SAYMYNAME LAB
– 15H00 RICARDO ANDREZ LAB
– 16H00 FILIPE FAÍSCA
– 17H00 LIDIJA KOLOVRAT
– 18H00 DAWID TOMASZEWSKI
– 19H00 ADIDAS
– 20H00 WHITE TENT
– 21H30 NUNO BALTAZAR
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DOMINGO
9 OUTUBRO 2011
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– 14H00 DANIEL DINIS LAB
– 15H00 MARQUES’ ALMEIDA LAB
– 16H00 KATTY XIOMARA
– 17H00 MIGUEL VIEIRA
– 18H00 ALEKSANDAR PROTIC
– 19H00 NUNO GAMA
– 20H00 RICARDO DOURADO
– 22H00 DINO ALVES
 

Criadores # Diogo deCalle

Assume-se, acima de tudo, como artista plástico, mas a sua experiência como performer e bailarino está intimamente ligada às suas obras. É o corpo que sobressai. Sempre. E são as formas que o compõem as responsáveis por um futuro que presumo promissor.

Diogo deCalle é um jovem lisboeta, mas o traço que o liga ao corpo já tem alguma maturidade. Licenciado em Artes Plásticas – Escultura, foi vencedor da Mostra Jovens Criadores  2008.

A sua mais recente exposição, “À procura do corpo”, com curadoria de Jorge Reis, está patente na galeria Other Things, em Óbidos, entre 19 de Agosto e 16 de Setembro de 2011.

Criadores # Roland Petit: revisita às suas coreografias

A propósito da morte do coreógrafo francês Roland Petit, no passado Domingo, com 87 anos, o Guardian publicou um perfil interessantíssimo deste “enfant terrible” (alcunha que ganhou durante os anos de 1970, período em que dirigiu a Ópera de Paris) com várias remissões pertinentes para outras peças e onde é possível ver excertos de algumas das suas principais criações.

Criadores # Francisca Figueira (Mão d’arte) no POPs 2011

Francisca Figueira (Mão d’arte)  foi outro dos criadores seleccionados para mostrar as suas obras na mostra POPs 2011, na Fundação Serralves, na categoria “acessórios”. A peça de eleição é a pregadeira, que Francisca redesenha e reinterpreta através de diferentes materiais. Na Cork Collection, encantou-se pela cortiça; na Scrubber vs. Nespresso Collection, pelas cápsulas vazias da Nespresso. Mas há mais na sua página do Facebook.