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Onde encontrar inspiração para criar?

(03/01/2012) No dia-a-dia, tenho um bloco de notas do qual nunca me separo. As ideias para um artigo podem aparecer em qualquer altura: numa esplanada, em conversa com amigos ou na fila do supermercado. No entanto, tenho de admitir que mais de dois terços da inspiração provêm precisamente de outros artigos publicados quer em meios de comunicação quer em blogues e páginas do Facebook.

O difícil não é encontrar as fontes de inspiração. É saber identificá-las e potenciá-las.

A propósito de ideias, alguns criadores de topo de várias indústrias criativas revelaram ao Guardian quais são as suas fontes de inspiração e como as aproveitam ao máximo.

Imagem: é da autoria de Jack e faz parte de uma série de fotografias que retratam o seu pai.

5 tendências dos e-books

(05/01/2011)

1. Os e-books estão aí e só podem melhorar

2. A guerra dos suportes está perto do fim

3. Os preços baixos não vão durar para sempre

4. A venda contextual é um modelo de negócio a seguir

5. Os editores vão ser mais importantes do que nunca

Estas são as tendências apontadas por Philip Ruppel, presidente da McGraw-Hill Professional. Para ler na totalidade aqui.

“A literatura não é feita de papel”

Disse Chris Meade na IV Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura,  que teve lugar na Fundação Gulbenkian, dias 15 e 16 de Outubro. Isabel Coutinho descreve na revista Pública de ontem (recortem, por favor, as três páginas e arquivem-nas bem arquivadas ou digitalizem-nas bem digitalizadas, porque este senhor é uma referência) as principais ideias da comunicação do director do if:books (Institute for the Future of the Books), intitulada  “The amplified author and the creative reader”:

“Finalmente, aquilo de que falávamos, quase como uma metáfora, de que ler era uma actividade criativa em que estávamos empenhados, passou a ser uma realidade.”

 

“A primeira vez que se lê um livro num ecrã, como o de um iPad, percebemos intensamente que o livro não é um objecto. É uma experiência, acontece na nossa cabeça e acontece no nosso coração. A literatura não é feita de papel.”

 

“O momento do iPad parece-me muito mais importante do que a chegada dos e-readers que só permitem ler livros electrónicos num ecrã.”

 

Partilho do entusiasmo de Chris Meade em relação às potencialidades que o iPad reserva à poesia e à literatura em geral. Visitem os sites onde escreve regularmente:

editeestreladuvidas

O que é um prontuário ortográfico?

Quando dava formação em “Técnicas de Exposição e Expressão Escrita” no Ifilp, era raro o formando que conhecia o prontuário ortográfico da língua portuguesa. Há pouco tempo, apercebi-me de que há jornalistas que não conhecem nem usam estes e outros instrumentos semelhantes, essenciais a uma boa escrita.

Um prontuário ortográfico é um livro que reúne as principais dúvidas da língua portuguesa, sendo concebido para ser de fácil consulta e estar sempre à mão. Particularidades ortográficas, uso correcto das maiúsculas ou do hífen, concordância entre elementos da frase e outras dificuldades da língua são registados com simplicidade e objectividade.

Lembrei-me disto a propósito do lançamento do novo Dicionário de Dúvidas, Dificuldades e Subtilezas da Língua Portuguesa, da autoria de Edite Estrela, Maria José Leitão e Maria Almira Soares, editado pela Dom Quixote, o qual já adquiri. É, como hábito destas autoras, extremamente pertinente e de fácil consulta.

Não gosto de aconselhar nenhum em particular, mas deixo aqui o nome de alguns prontuários que estão na minha estante:

» Prontuário da Língua Portuguesa da Porto Editora, edição de 2010, já com o acordo ortográfico;

» Novo Prontuário Ortográfico, de José Castro Pinto, da Plátano Editora;

» Guia Essencial da Língua Portuguesa para a Comunicação Social, da autoria de Edite Estrela e J. David Pinto-Correia, editado pela Editorial Notícias (pré-acordo ortográfico);

» Saber Escrever, Saber Falar, da autoria de Edite Estrela, Maria José Leitão e Maria Almira Soares, editado pela Dom Quixote (pré-acordo ortográfico);

» Atual – O Novo Acordo Ortográfico, da autoria de José Malaca Casteleiro, editado pela Texto Editora.