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Onde encontrar inspiração para criar?

(03/01/2012) No dia-a-dia, tenho um bloco de notas do qual nunca me separo. As ideias para um artigo podem aparecer em qualquer altura: numa esplanada, em conversa com amigos ou na fila do supermercado. No entanto, tenho de admitir que mais de dois terços da inspiração provêm precisamente de outros artigos publicados quer em meios de comunicação quer em blogues e páginas do Facebook.

O difícil não é encontrar as fontes de inspiração. É saber identificá-las e potenciá-las.

A propósito de ideias, alguns criadores de topo de várias indústrias criativas revelaram ao Guardian quais são as suas fontes de inspiração e como as aproveitam ao máximo.

Imagem: é da autoria de Jack e faz parte de uma série de fotografias que retratam o seu pai.

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Livros # Where children sleep

Mais um bom livro de fotografias que explora as culturas do mundo, desta vez através dos quartos de crianças.  “Espero que este livro ajude as crianças a pensar sobre as desigualdades do mundo e as faça responder de alguma forma”, explica James Mollison, fotógrafo e autor do livro “Where children sleep“.

Explore a galeria a seguir.

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Fotos: Creative Review

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Quem é a sua família?

A riqueza cultural do mundo reside na sua diversidade. Quer aquela mais óbvia quer a que se vislumbra. E esta exposição enche-me as medidas, das duas formas. Já tinha lido sobre ela em vários jornais e revistas (a propósito, a Alexandra Prado Coelho escreveu para a Pública uma peça lindíssima acerca da exposição) e visto várias imagens, mas, ao contrário de tantas outras mostras fotográficas, nesta ganha-se muito (aliás, tudo) em ir lá. 

O conceito da exposição “1000 Famílias – O Álbum de Família do Planeta Terra”, promovida pela Aministia Internacional, é simples (daquela simplicidade que a torna tão rica): o fotógrafo alemão Uwe Ommer percorreu os cinco continentes durante quatro anos, entre 1996 e 2000, e ia perguntando às pessoas com quem se cruzava – empregados de escritório no Brunei, marinheiros no México ou membros da cultura amish – se podia fotografar as “suas” famílias, com o propósito de criar um “álbum de família” para o nosso planeta. E é aqui que, na minha opinião, reside a originalidade e valor cultural desta exposição – as diferentes percepções do conceito de família nos vários cantos do mundo.

“1000 Famílias – O Álbum de Família do Planeta Terra” está patente ao público, em Belém, junto ao Museu da Marinha (a exposição é ao ar livre) até 30 de Junho, depois de ter recebido cerca de 10 milhões de visitantes em Paris, Madrid, Berlim, Bruxelas e Nova Iorque.

Este álbum de família existe, naturalmente, em livro, numa edição da Taschen, intitulada Uwe Ommer,Transit: Around the World in 1000 Families.

Foto 187 – Dakar, Senegal, 26 de Abril de 1997

Antigo mecânico de carros, Habdoul é agora o coordenador protocolar presidencial. Organiza a recepção dos convidados de Estado ao mínimo detalhe, desde o momento que chegam ao aeroporto até à sua partida. Na qualidade de Muçulmanos praticantes, dizem-nos: “Nós pregamos à unidade em África e no resto do mundo”.

 

 

 Foto 539 – Montalegre, Portugal, 14 de Maio de 1998
Cinquenta cabras, 20 cavalos, 15 vacas e vinha em todo o redor da casa. “Muito trabalho e pouco dinheiro”, comenta José, de 77 anos, que vive com a sobrinha de 50. No dia da sessão fotográfica, o sobrinho, um estudante de electrónica de férias, estava a ajudá-los a cortar a erva e a cuidar de umas vacas verdadeiramente espectaculares.

 
Foto 958 – Garrni, Arménia. 23 de Agosto de 1999
As pessoas descrevem Garnik como tendo ‘mãos de ouro’. Foi joalheiro até o mercado da joalharia entrar em colapso, tornando-se então sapateiro. “Observei outros sapateiros a trabalhar e folheei catálogos.” Faz sapatos com uma simples máquina de coser e uma grande dose de talento. Naira ensina Arménio na escola secundária e também dá aulas de Inglês e Francês na escola primária. Estão optimistas quanto ao futuro. “Pensam em ter mais filhos?” – “Sim, claro”, respondem. Ambos ajudam os pais, que se reformaram após 25 anos a trabalhar numa fábrica de níquel e que agora cuidam da horta, de um pomar e cultivam uns poucos campos, o seu principal meio de subsistência.

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Casas-de-banho do mundo em livro

 Os canadianos têm uma “pee tree”. Os franceses gostam dos wc´s turcos. Os australianos preferem as portáteis. “Toilets are bay windows with a view on to a given population”, justificam os autores do livro “Toilets of the World“, Mona E. Gregory e Sian James, uma compilação fotográfica de casas-de-banho de diferentes partes do mundo. Segundo os autores, estes espaços, privados por excelência (embora apenas numa ínfima parte do globo), são um espelho da cultura das diferentes populações.

E são bem variadas, a avaliar pelas imagens abaixo apresentadas. O livro está à venda na Amazon ou nas livrarias disponíveis aqui. 

 

Jimmy´s Thunderbox, Austrália

Os australianos costumam utilizar esta casa-de-banho portátil quando se deslocam àqueles lugares do país sem vivalma (o que não é assim tão invulgar).

 

 

Aire de Pavillion, França

Muitos franceses preferem a casa-de-banho turca, sem assento, à tradicional, porque as consideram mais higiénicas.

 

Canadá

As “pee trees” são comuns nos parques de campismo no Canadá, numa tentativa de aproximação à Natureza.

 

CBGB, Nova Iorque, Manhattan

Uma casa-de-banho pública nova-iorquina por excelência.

 

Limpopo, África do Sul

Estas centenas de casas-de-banho são obra do próprio governo sul-africano, que constrói uma por cada lote de casas que oferece aos mais desfavorecidos (hoje, grande parte da população continua à espera das casas… e dos wc´s).

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“Entre Nós”, por Miguel Godinho

Miguel Godinho, vencedor do prémio Fnac Novos Talentos 2009, na categoria de Fotografia, apresenta a série “Entre nos”, exposição patente no Teatro da Trindade, no espaço “Round the Corner”, até 2 de Maio. Uma vez mais, o fotógrafo parte da relação entre produtos urbanos e a Natureza, questionando a sobrevivência desta face à manifestação do humano.

Quem não conhece o registo fotográfico de Miguel Godinho pode também visitar o seu site pessoal, que inclui algumas fotografias das séries “Mimesis”, “Nature” e “Nature II”.

“For Nothing” de Pedro Torres

Pedro Torres apresenta a instalação sonora “For Nothing”, hoje, às 19h, no espaço Round The Corner (Teatro da Trindade, Lisboa). A exposição estará patente até 17 de Janeiro e pode ser visitada diariamente entre as 17h e as 21h.

Tendo tido como ponto de partida a obra “Textos para Nada” de Samuel Beckett, Pedro Torres pretende levar-nos a ouvirmos vozes que mergulham num vazio, sons inaudíveis, sopros vocais murmuriados e vozes interiores. “For Nothing” é a primeira exposição em Portugal deste artista brasileiro que trabalha com vídeo, som, instalação e fotografia.

The Portfolio Project promove ciclo de cinema e fotografia

 William Klein, Raymond Depardon, Agnès Varda e David LaChapelle são alguns dos cineastas – também fotógrafos – que integram o primeiro trimestre do ciclo de cinema e fotografia “5.ª de imagens”, promovido pelo The Portfolio Project e a Casa da Esquina ao longo de 2010. O evento arranca no próximo dia 7 de Janeiro, às 22h, com a projecção do filme “Le Messie” de William Klein.

Os meses seguintes incluem documentários sobre consagrados fotógrafos internacionais, entre os quais Henri-Cartier Bresson, Robert Doisneau, Annie Leibovitz, Leni Riefenstahl, Nobuyoshi Araki e James Nachtwey. As sessões decorrem sempre às quintas-feiras, na Casa da Esquina, em Coimbra. Aceda à programação aqui.

The Portfolio Project – pensar a fotografia portuguesa de forma inovadora

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Como pensar a fotografia de forma diferente? “Reunindo na mesma plataforma on-line três conceitos-base – a de uma publicação mensal sobre fotografia, a de um espaço de formação contínua à distância orientado por profissionais e a de um portal associativo onde se divulgam projectos fotográficos individuais ou colectivos”, afirma Susana Paiva, coordenadora do The Portfolio Project, uma iniciativa pioneira em Portugal.

Fundado no princípio deste ano, o projecto tem, no entanto, um currículo excepcional, tendo realizado parcerias com diversas entidades para promover um discurso coerente sobre a fotografia. Actualmente, os contactos desenvolvidos com a associação cultural Casa da Esquina permitirão, já no próximo ano, a organização de oficinas de fotografia e exposições fotográficas, bem como a realização de residências artísticas para fotógrafos e editores fotográficos na cidade de Coimbra.

 As galerias dos fotógrafos que integram a plataforma estão disponíveis no site do projecto, em www.theportfolioproject.org.

O trabalho fotográfico de Susana Paiva assume um cariz documental, no qual o imaginário se cruza com a realidade, como se de uma narrativa ficcional se tratasse. Depois de 15 anos a colaborar com diversas publicações nacionais, foi agenciada pela prestigiada agência de fotógrafos austríaca, Anzenberger. Em Janeiro 2009, fundou o The Portfolio Project.

Fotografia: Susana Paiva, “Marrakech Color – A Tribute to Costa Manos”

Portugal estreia-se na Paris Photo 2009

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Portugal está representando pela primeira vez no Paris Photo com a galeria Pente 10. Considerado um dos mais importantes certames de fotografia do mundo, a edição 2009 decorre no Carrousel du Louvre, entre 19 e 22 de Novembro, tendo como pano de fundo a fotografia árabe e iraniana.

A galeria Pente 10 exibe neste evento o trabalho de 10 fotógrafos: Rita Barros, João Cutileiro, Flor Garduño, Aleksandr Glyadyelov, Inês Gonçalves, Paulo Nozolino, Victor Palla, Miguel Santos e Guillaume Zuili.

Fotografia: © Paulo Nozolino, Courtesia Galeria Pente 10

Exposição colectiva da ArtistLevel na Fabrica Features

convites04A Artistlevel, dedicada à promoção e divulgação dos artistas portugueses, inaugura amanhã, 31 de Outubro, uma exposição colectiva de criadores que representa, na Fabrica Features (último andar da Benetton Megastore no Chiado). Até 24 de Novembro, a mostra reúne trabalhos de 18 artistas, transversais a várias áreas como o vídeo, a fotografia, a pintura e o design de jóias: Cláudia Barradas, Diana Mestre, De Matos, Elsa Labistour, Eduardo Bragança, Fátima Mateus, Filipa Silveira, Francisca Menezes Ferreira, Isabel Mourão, Joana Lobo Anta, Joana Pinho Morgado, João Teixeira, Maria Celeste, M Lowndes, Natália Barros, Rita Carvalho Marques, Rita Fernandes e Vanessa Teodoro.

 

Há quem viva assim. Sem ser a excepção.

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Esta fotografia faz parte da série “Drug traffcking in Guinea-Bissau” de Marco Vernaschi, um fotojornalista italiano a viver em Buenos Aires. Vernaschi fez uma cobertura fotográfica das consequências do tráfico de droga na Guiné-Bissau, arrecadando o grande prémio do Lens Culture International Exposure Awards 2009.

 

Out concept of the world of drug trafficking is often based on cultural influences like movies (…). This photo essay is built up on fragments of mightmares where blood, murder, sex and drug addiction violently reveal human misery.

 O ensaio fotográfico integral está disponível aqui.

AZ Magazine (e a cultura na Medicina)

azmagazineJá tive oportunidade de folhear virtualmente a AZ Magazine, uma revista online de fotografia lançada pelo blogue Açores2010. O primeiro número reúne fotografias de Guilherme Figueiredo (“Argentina”) e o segundo de José António Rodrigues (“Lisboa/Paris/Lisboa”).

 

Guilherme Figueiredo é reumatologista de profissão. Privei com a sua obra aquando do lançamento do calendário REUMA 2007, para o qual fotografou doentes com diversas patologias reumáticas.

 

A Medicina é, para mim, um tema cultural por excelência, isto é, pode ter várias abordagens culturais. É pena que não seja aprofundado. Tenho tido, felizmente, a oportunidade de entrevistar alguns médicos desta especialidade e é visível o quanto de arte há no exercício da Medicina. É natural, por isso, que existam tantos médicos que se dediquem às artes plásticas, à literatura e a outras formas de expressão artística.

“Insular” – exposição fotográfica de Alexander Koch

Lembra-se da imagem oficial da equipa olímpica portuguesa para os jogos de Pequim? Foi criação de Alexander Koch, mundialmente conhecido pelos seus editoriais de moda, fotografias para anúncios de publicidade (as minhas preferidas são mesmo na área da publicidade automóvel) e pela extensa fotorreportagem sobre a presença de judeus na Europa de Leste (há 15 anos, pelo menos).

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Este reputado fotógrafo  ? um dos meus criadores preferidos a exercer em Portugal – vai expor na LX Factory, entre 20 de Novembro e 20 de Dezembro, um conjunto de obras a que deu o nome “Insular”. A inauguração é na próxima quinta-feira, às 18h.

 

Alexander Koch começou a sua carreira em Berlim, de onde é natural. Viajou pela Polónia, República Checa, Roménia, Lituânia e Rússia, por ocasião de uma extensa fotorreportagem sobre a presença dos judeus na Europa de Leste. Em 1994, decide fixar-se em Portugal, primeiro no Porto e, seis anos mais tarde, em Lisboa, onde reside actualmente. (www.alexanderkoch.com)