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Serralves procura POPs até 16 de Março de 2012

(23/02/2012) A Loja Serralves lançou a quarta edição POPs – Produtos Originais Portugueses, que dá a oportunidade a jovens criadores de exporem e comercializarem as suas obras. Até 16 de Março, podem ser submetidos projectos nas áreas de Mobiliário, Objectos de Decoração, Acessórios Pessoais e Joalharia de Autor.

Mais informações aqui.

 

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Onde encontrar inspiração para criar?

(03/01/2012) No dia-a-dia, tenho um bloco de notas do qual nunca me separo. As ideias para um artigo podem aparecer em qualquer altura: numa esplanada, em conversa com amigos ou na fila do supermercado. No entanto, tenho de admitir que mais de dois terços da inspiração provêm precisamente de outros artigos publicados quer em meios de comunicação quer em blogues e páginas do Facebook.

O difícil não é encontrar as fontes de inspiração. É saber identificá-las e potenciá-las.

A propósito de ideias, alguns criadores de topo de várias indústrias criativas revelaram ao Guardian quais são as suas fontes de inspiração e como as aproveitam ao máximo.

Imagem: é da autoria de Jack e faz parte de uma série de fotografias que retratam o seu pai.

Criadores # entrevista com Joana Ribeiro

 (26/10/2011) A Natureza tem estado sempre presente nas suas criações, conceito que Joana Ribeiro agarrou ainda durante o programa Erasmus, que fez em Antuérpia (Bélgica), no âmbito da licenciatura em Design de Joalharia. A aposta valeu-lhe o prémio de Jovem Criadora 2009, na categoria de Joalharia, com a colecção “Anellus Naturalis”; a presença, em 2010, na Mostra POPs – Projectos Originais Portugueses do Museu Serralves; e o terceiro prémio na categoria Inovação no Concurso Vip Jóias, com o anel “Ruber Folium”, que recebeu em 2011.

 É uma criadora com garra. Como as suas jóias.

 

A Joana venceu o concurso Jovens Criadores’09, na categoria de Joalharia, com a colecção “Anellus Naturalis”. Foi esse prémio que a impulsionou para o mercado?

O concurso Jovens Criadores deu-me motivação para apostar no meu trabalho. Tinha saído meses antes da faculdade e não sabia bem o que fazer. Ao receber o prémio, senti que o meu trabalho talvez tivesse pernas para andar e decidi arriscar. Comecei por participar mensalmente na feira  da Rua da Galeria de Paris, no Porto, para avaliar o impacto do meu trabalho junto do público. Felizmente, as críticas foram positivas e o que começou por ser uma colecção de oito anéis acabou por se tornar numa vasta colecção de brincos, colares, pregadeiras e, recentemente, bandoletes.

Apesar de o concurso Jovens Criadores’09 ter sido o primeiro impulso no crescimento do meu trabalho, foi com o terceiro prémio no Concurso VIPJóias que senti que devia lançar-me verdadeiramente no mercado. Este reconhecimento fez com que o meu trabalho tivesse alguma visibilidade na imprensa. Infelizmente, sinto que muitas pessoas apenas arriscam na compra de novos produtos quando os vêem na imprensa. Antes, ignoram-nos ou são mesmo capazes de os criticar; porém, quando são mais “mediáticos”, o interesse aumenta. 

 

Tem um estilo muito marcado, ligado intimamente à Natureza, ao orgânico… Considera que um criador se deve diferenciar pelo conceito das suas jóias, em vez de tentar agradar a um público mais vasto?

Sou contra as marcas que procuram apenas fazer aquilo que está na moda e tentam agradar a todos, mesmo que isso signifique não ter identidade ou roubar a identidade dos outros. Para mim, um criador ou uma marca tem de ter a sua identidade muito bem definida. Claro que, como designer, sei que por vezes não vendo tanto como gostaria por não me sujeitar a fazer certos trabalhos, mas isso tem que ver com o meu eu enquanto criadora.

A minha imagem como designer de jóias é e será sempre vista como “a menina das plantinhas” como muita gente ainda me chama em exposições ou feiras. Ao perceber o impacto que a minha colecção inicial teve, decidi que estaria sempre ligada ao orgânico, fosse de forma literal fosse em pequenos apontamentos. Hoje, a natureza e o orgânico fazem parte da imagem da minha marca.

 

Que materiais privilegia?

As minhas peças são todas em prata; todavia, não dispenso os apontamentos de cor. Adoro cor! Seja ela dada por pedras, por tintas, acabamentos ou esmaltes, a cor e a mistura de materiais predominarão sempre no meu trabalho.

 

Como começou a sua aventura pelo design de joalharia?

Desde muito nova que me senti vocacionada para as artes plásticas. Em miúda criava os meus próprios acessórios e vendia-os, inclusive. No ensino secundário, estive indecisa entre Design de Moda e Design de Joalharia, mas após um curso de Verão no CITEX, decidi que a Moda não era bem o que queria… Assim, inscrevi-me na Licenciatura de Design de Joalharia na Esad [Escola Superior de Artes e Design] e, posteriormente, fiz o Mestrado em Produto na mesma instituição.

 

Consegue fazer dele a sua actividade principal?

Infelizmente, não. Volta e meia, arranjo trabalhos de curta duração para conseguir investir na minha marca. Este ano fui recenseadora nos CENSOS 2011 e, mais recentemente, trabalhei numa loja de joalharia e relojoaria como colaboradora. Esse tipo de trabalhos não me incomoda, mas revolta-me um pouco ver pessoas a comprar peças fracas, pelas quais dão valores astronómicos, e a subestimarem o que é nacional. Lamentavelmente, os portugueses ainda acham que o que é estrangeiro é bom. Embora invistam valores astronómicos em peças decorrentes de campanhas agressivas de marcas, são os primeiros a considerarem “caro” uma peça de autor por 65 Euros, chegando mesmo a pedir um desconto!

 

Em que colecção se encontra a trabalhar?

Actualmente, estou a realizar a colecção “Lapidum Natura, que alia o brilho das pedras a delicados detalhes da Natureza. É uma colecção mais minimalista, para mulheres mais delicadas, que procuram peças mais discretas mas, mesmo assim, com impacto.

 A minha colecção anterior foi criada para mulheres com garra, mulheres que gostam de falar em público, que apreciam anéis grandes e vistosos e gostam de ser vistas. “Lapidum Natura começou pela desconstrução da colecção “Anellus Naturalis”. Desta forma, procuro ter uma colecção com mais força e outra mais delicada e com brilho. 

 

A Joana aposta muito na comunicação da sua marca (uma marca de autor) e nas redes sociais, inclusive. Acha que um maior envolvimento do criador no processo de divulgação da sua obra é essencial para o reconhecimento do público?

Acho fundamental comunicar a nossa marca. Na minha perspectiva, as pessoas são bombardeadas actualmente por tanta informação, os jornalistas já tropeçam em tantos acontecimentos e em tantas pessoas… Por que não fazer com que tropecem em nós? Nas redes sociais, todos temos uma voz. Podemos divulgar as nossas tristezas, as nossas músicas favoritas… Por que não mostrar jóias? Eu gosto de estar próxima das minhas clientes, de poder falar com elas sobre a sua encomenda em particular, explicar detalhes, tirar dúvidas… Claro que isso exige tempo e disponibilidade; contudo, acho fundamental para marcarmos a diferença e sermos “escolhidos” como marca por alguém. Todo o meu crescimento como marca e a minha divulgação na imprensa escrita têm tido como base as redes sociais. Sei que posso fazer mais e vou continuar a investir nas ferramentas digitais.

 

Onde podemos encontrar as suas jóias?

Possuo peças em Esposende, na loja Projecto Contrário; em Santa Maria da Feira, na loja IvoMaia Designers; em Lisboa, no espaço Original Lisboa

Criadores # Francisca Figueira (Mão d’arte) no POPs 2011

Francisca Figueira (Mão d’arte)  foi outro dos criadores seleccionados para mostrar as suas obras na mostra POPs 2011, na Fundação Serralves, na categoria “acessórios”. A peça de eleição é a pregadeira, que Francisca redesenha e reinterpreta através de diferentes materiais. Na Cork Collection, encantou-se pela cortiça; na Scrubber vs. Nespresso Collection, pelas cápsulas vazias da Nespresso. Mas há mais na sua página do Facebook.

 

 



Criadores # Áurea Praga no POPs 2011

O POPs (Portuguese Original Projects) é uma iniciativa da Fundação Serralves que, todos os anos, expõe e comercializa na sua loja produtos de criadores portugueses emergentes. Nesta terceira edição, das 473 candidaturas submetidas, foram seleccionados 31 criadores, cujas obras  já podem ser vistas desde o passado dia 23 de Junho. Vou tentar, diariamente, falar sobre cada um deles.

Áurea Praga foi uma das três seleccionadas na categoria de joalharia. A sua última colecção, intitulada “I´m all ears”, é composta por três anéis que retratam precisamente as orelhas do urso, do coelho, da girafa e do gato, dignos do imaginário do País das Maravilhas. No seu interior, contêm um espaço para guardar segredos escritos em tiras de papel. A prata é o seu material de eleição.

Esta jovem criadores é licenciada em Design de Comunicação pela FBAUP, tem uma pós-graduação em Design de Joalharia pela ESAD e frequenta actualmente o Mestrado em Design na ESAD. As suas peças podem ser adquiridas na loja Serralves, na Bling Bling (Porto) ou na sua loja on-line, na comunidade Etsy. Mantém um blogue – o Golden Plague.

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Funny Things – jóias de Dimitar Delchev na Galeria Reverso

“Não é o elevado custo do material que torna uma jóia valiosa. O seu valor depende da imaginação do criador e da pessoa que a possui e usa”, afirma Dimitar Delchev, joalheiro e designer de vidro búlgaro. A sua exposição – “Funny Things” –, patente na Galeria Reverso até 25 de Junho de 2010, reúne “objectos-brinquedos”, criados a partir de materiais não convencionais, que questionam o verdadeiro valor da jóia.

A Galeria Reverso está situada na Rua da Esperança, 59, em Lisboa.

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Liliana Guerreiro – anel de prata, colecção “Não Lugar”

Liliana Guerreiro é reconhecida internacionalmente pelas suas peças em filigrana e pela sua habilidade em conjugar a tradição e a contemporaneidade. Este anel, da sua autoria, é uma das relíquias da minha caixinha (pequena) de jóias. As suas peças estão à venda em várias galerias de arte, incluindo a loja do Museu Serralves.

 

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"Jóia, Espelho da Sociedade", 25 de Fevereiro, às 15h

Enquanto objecto de uso ao longo dos séculos, a jóia traduz a filosofia, o gosto, as crenças, as necessidades dos povos e das épocas. Ao longo dos últimos cinquenta anos, a Joalharia surge no quadro das artes também enquanto veículo de expressão plástica, com um papel que ultrapassa e transcende os clichés da jóia de ostentação, estatuto e poder a que esteve associada no passado.

O encontro-debate franco-português subordinado ao tema “Jóia, Espelho da Sociedade” terá lugar no Instituto Franco-Português, no próximo dia 25 de Fevereiro, às 15h. A entrada é livre. O evento conta com a participação de artistas joalheiras Brune Boyer-Pellerej, Ana Cardim, Ana Campos, Monika Brugger, Cristina Filipe e Sophie Hanagarth, das sociólogas Cristina Duarte e Cécile Michaud e da historiadora Luísa Penalva.  

 

Valentim Quaresma apresenta hoje a colecção Primavera-Verão 2010 no Zpazio Dual

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O designer de jóias Valentim Quaresma apresenta hoje entre as 19h30 e as 22h00 a colecção Primavera-Verão 2010 no Zpazio Dual, numa organização deste espaço com a associação Art in Parq.

“True Love” é o tema da colecção deste designer, conhecido pelo seu seu trabalho com Ana Salazar e, sobretudo, pela irreverência das suas criações.  Para quem não conhece o Zpazio Dual, esta é uma boa oportunidade de passar por este espaço, situado na Avenida da República, n.º 41, em Lisboa, que reúne criatividade, venda de automóveis e cozinha gourmet. Além de um showroom de automóveis do grupo Fiat, o espaço  inclui o City Caffè, dirigido pelo Chef italiano Michael Guerrieri, e um open studio do colectivo de artistas “Art in Park” (nos pisos -1 e -2), composto por Ana Fonseca (pintura), Inês Norton de Matos (pintura), Paula Guerreiro (joalharia), Pedro Batista (pintura), Ricardo Quaresma Vieira (fotografia), Rogério Narciso (joalharia), Valentim Quaresma (joalharia), Ricardo Preto (moda), Salomé (pintura) e Daniela Ribeiro (artes plásticas).

Exposição de joalharia contemporânea portuguesa no Instituto Franco-Portugais

sardinha_1O Instituto Franco-Portugais acolhe até ao próximo dia 3 de Outubro uma exposição do trabalho de três joalheiros: Miriam Castro, Catarina Silva e Artur Madeira.

Os três joalheiros são ex-alunos da Ar.Co, mas abordam a joalharia de formas muito díspares. A obra de Miriam Castro assenta na reinvenção de objectos usados e “restos urbanos”; Catarina Silva inspira-se na arte tradicional portuguesa, como os famosos bordados de Viana de Castelo, e Artur Madeira trabalho essencialmente o ouro.

Fotografia: brinco de Catarina Silva.

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Artesanatus 2008 II – Liliana Guerreiro (Jóias de autor)

dsc_5745Muito discreta e tranquila, mas com uma força que a faz estar presente nas mais variadas feiras de artes e ofícios de Portugal e da Europa, Liliana Guerreiro é “a” criadora portuguesa que fez renascer uma arte centenária portuguesa – a filigrana –, revestindo-a de uma contemporaneidade única.

 

A prata e o ouro são os seus materiais de eleição, coordenando-os, por vezes, com resina epóxica. As suas peças mais premiadas, em fio de filigrana com malha, como o anel da figura, são inspiradas na terminação dos relicários do século XIX. Disse-me, uma vez, que criava todas as jóias a pensar em si – sempre exclusivas – e sentia uma espécie de separação forçada sempre que vendia uma.

 

As suas peças encontram-se à venda em vários pontos do país e também em locais de referência na Europa, como na loja do Museu Guggenheim de Bilbao, na galeria “V and V” de Viena ou no espaço “Suspiro” de Genebra. Vale a pena uma visita ao seu blogue para conhecer, por exemplo, o seu percurso desde a ESAD, a participação no projecto “Leveza” e os prémios que já distinguiram as suas criações.

 

(A Liliana Guerreiro vai estar também presente na Artesanatus 2008, entre 12 e 21 de Dezembro, na Praça D. João I, no Porto.)