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Onde encontrar inspiração para criar?

(03/01/2012) No dia-a-dia, tenho um bloco de notas do qual nunca me separo. As ideias para um artigo podem aparecer em qualquer altura: numa esplanada, em conversa com amigos ou na fila do supermercado. No entanto, tenho de admitir que mais de dois terços da inspiração provêm precisamente de outros artigos publicados quer em meios de comunicação quer em blogues e páginas do Facebook.

O difícil não é encontrar as fontes de inspiração. É saber identificá-las e potenciá-las.

A propósito de ideias, alguns criadores de topo de várias indústrias criativas revelaram ao Guardian quais são as suas fontes de inspiração e como as aproveitam ao máximo.

Imagem: é da autoria de Jack e faz parte de uma série de fotografias que retratam o seu pai.

Fado, urban popular song of Portugal.

(28/11/2011) “Fado, urban popular song of Portugal”, grafada oficialmente assim para todo o mundo, é a primeira herança portuguesa a fazer parte da Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Motivo suficiente para visitar o Museu do Fado, comprar a caixa Fado Portugal (livro + 2 CD) ou ler Fado Ilustrado, de Jorge Miguel.

TOP 10 Compositores clássicos

(11/01/2011) Durante as próximas duas semanas, Anthony Tommasini explora no Arts Beat, blogue do The New York Times, as qualidades de alguns compositores clássicos que os elevaram ao patamar dos melhores de sempre. Os artigos (os dois publicados – “Vienna Four – Part I / Part II são muito interessantes) estãoacompanhados de vídeos representativos dessa sageza.  

Alguns candidatos ao Top 10 (na imagem, esquerda para a direita): Beethoven, Tchaikovsky, Chopin, Mozart, Schoenberg, Haydn, and Stravinsky; below, from left, Schumann, Brahms, Schubert, Handel, Bach e Debussy.

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A revolução cultural de Lady Gaga

Na passada madrugada de segunda-feira, Lady Gaga tornou-se na artista feminina a ganhar o maior número de galardões numa só edição dos MTV Video Awards. Das 13 categorias para as quais estava nomeada, venceu oito (vídeo do ano por “Bad Romance”, melhor colaboração por “Telephone” com Beyoncé, melhor vídeo feminino, melhor vídeo pop, melhor vídeo de música de dança, melhor realização, edição e coreografia por “Bad Romance”).

Mas não é por isso que a trago aqui. A edição de Setembro de Vanity Fair tem-na estampada na capa. O editorial – “Lady Gaga´s Cultural Revolution” – está muito bom e a entrevista é polémica, como era suposto ser, mas extremamente interessante.

Quer se goste quer não, há que segui-la com atenção. Não sou fã, mas admito que Lady Gaga marca o início de uma nova fase da música pop (que Madonna já aflorou, mas fora do seu tempo) cujo sucesso se deve à extrema criatividade, ao conceito comunicacional global e à exploração dos potenciais da Internet e de outros media e não propriamente à qualidade da composição musical.

A minha primeira boysband

Quando passei para a 4.ª classe (agora chama-se 4.º ano) os meus pais perguntaram-me se eu queria uma bicicleta. Eu respondi que preferia um “rádio com cassetes”. Não era costume os meus pais darem-me presentes por passar de ano (diziam que era a minha obrigação ter boas notas e que deveria fazê-lo por mim e, provavelmente, foi isso que me levou a entrar na faculdade com média de 19, algo a que também não achava muita piada para não ter imagem de “croma” em vez da de “popular”).

Voltando ao assunto, se não me falha a memória, uns dias depois de me oferecerem o tal rádio com cassetes, fizeram-me outra surpresa e deram-me “a” cassete dos Modern Talking, a minha primeira boysband. Tinham cabelo comprido, eram uns autênticos pirosos (assim como as suas letras), mas eu delirava com aquelas músicas que tentava cantar com microfone na boca dias e dias… e dias. O meu pai, fã do Leonard Cohen (vejam a peça), dizia, para me irritar, que aquele grupo era uma nulidade e que eu iria esquecer-me deles passados uns tempos. E disse-me o mesmo em relação a muitos outros “Modern Talking”: os Bros, os New Kids on the Block, os Bon Jovi, etc.

Na verdade, estava eu há uns dias a procurar uma música no You Tube quando me deparo com os Modern Talking. Já não gosto do estilo, embora seja fã dos 80s, mas não pude deixar de sentir um conforto feliz ao ouvi-los… aquele conforto de infância.

Para recordar: Modern Talking – You´re my heart, you´re my soul

A melhor programação no Dia Mundial da Música

musicaQuinta-feira, 1 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial da Música. As ofertas culturais para comemorar este dia multiplicam-se por todo o país. Estas são as minhas preferidas (sem qualquer ordem de afecto)…

1. Concerto da Orquestra Metropolitana de Lisboa “Maravilhas da Música” no CCB e transmitido em directo via web (http://videos.sapo.pt/metropolitana). O programa foi escolhido pelo público que durante o mês de Setembro votou nas suas obras preferidas. Foram seleccionadas sete: Sinfonia n.º 5 (1.º and.) de Beethoven, Sinfonia Italiana (1.º and.) de Mendelssohn, Idílio de Siegfried de Wagner, Primavera (As Quatro Estações) de Vivaldi, Canon de Pachelbel, O Voo do Moscardo de Rimski-Korsakov, e a Sinfonia n.º 40 (1.º and.) de Mozart.

2. Concerto do grupo Realejo (música tradicional portuguesa) no jardim da Casa Verdades de Faria, Monte do Estoril, às 18h30, promovido pelo Museu da Música Portuguesa, (entrada livre).

3. Concerto de Maria João e Mário Laginha nos Jardins do Palácio de Belém, às 22h00 (entrada livre).

4. Concerto da Orquestra do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, promovido pelo Theatro Circo, às 21h30 (entrada: 10 euros).

5. Concerto da Orquestra Gulbenkian e os vencedores do Prémio Jovens Músicos 2009, sob a direcção da maestrina Joana Carneiro. No Teatro das Figuras, Faro, às 21h.

6. Intervenções musico-teatrais por vários locais da cidade do Porto em autocarros da STCP transformados em palcos itinerantes. Promovida pela Casa da Música, esta iniciativa dura todo o dia, terminando à noite, na Sala Suggia.

7. Concerto Flak + Trash Converters (música electrónica) no Music Box, às 00h00, em Lisboa (entrada: 6 Euros).  

8. Concerto da harpista Eleonor Picas, na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, às 13h30.

9. Concerto How Comes the Constellations Shine (música progressiva), na Fonoteca Municipal de Lisboa, às 21h30.

10. Concerto do grupo Andarilhos (música tradicional portuguesa), no Chapitô, em Lisboa.

Financiamento das Orquestras Portuguesas na GIG- International Arts Manager Magazine

gigmag_orchestrasRecentemente tive oportunidade de publicar um artigo sobre o financiamento das orquestras em Portugal para um suplemento dedicado ao nosso país na GIG – International Arts Manager Magazine, uma publicação britânica dedicada às artes performativas, cujos leitores são essencialmente agentes culturais, investidores e os próprios artistas.

Como a revista só está disponível por subscrição, partilho aqui o link directo para o artigo.

Sextas Maiores na Metropolitana

Sextas MaioresA Orquestra Metropolitana de Lisboa inaugura amanhã, às 18h00, o ciclo “Sextas Maiores” da nova temporada, com um programa de Música de Câmara. A entrada é livre (até ao limite da lotação disponível).

Solistas da Metropolitana – Duo de Violinos com Piano

Liviu Scripcaru violino | Daniela Radu violino | Savka Konjikusic piano 

Obras de Johann Sebastian Bach, Niccolò Paganini, Johannes Brahms, Giovanni Battista Martini, Isaac Albéniz, John Williams, Henryk Wieniawski e Enrico Toselli

Sexta-Feira, 25 de Setembro, 18h00, Sede da Metropolitana (Travessa da Galé, 36)

Patrocínio: Câmara Municipal de Lisboa 

Concerto visual “Transfronteiras”, pela OrchestrUtopica, quinta-feira, na Culturgest

transurbana_luis_camposO mundo imagético do artista Luís Campos cruza-se com a música contemporânea, quinta-feira, na Culturgest. O concerto visual “Transfronteiras”, proposto pela OrchestrUtopica, integra-se na sua linha de programação para esta temporada, dedicada à interacção.

Este fenómeno, potenciado pela emergência das plataformas digitais, é entendido pela OrchestrUtopica como “cruzamentos e ligações mais puras ou mais impuras, experiências de contaminação, de explosão de limites e fronteiras entre artes”. O concerto visual é, pois, um exercício de exploração dos limites do formato da recepção musical e de novas possibilidades.

 Transfronteiras | 17 de Setembro | Culturgest | 21h30 | 10 Euros (Jovens: 5 Euros)

Foto: Transurbana de Luís Campos

3.º Festival Internacional de Saxofone de Palmela – 12 a 19 de Julho

fisp09-cartazA 3.ª edição do FISP – Festival Internacional de Saxofone de Palmela inclui mais de 30 concertos e espectáculos, seminários, conferências, o 3.º Concurso Internacional de Saxofone “Vítor Santos” e o 1.º Concurso de Composição para Saxofone “FISP”. Além disso, o festival vai tentar entrar no World Guiness Records com a Maior Orquestra de Saxofones do Mundo.

O programa está disponível em www.fispalmela.org.