Criadores # Áurea Praga no POPs 2011

O POPs (Portuguese Original Projects) é uma iniciativa da Fundação Serralves que, todos os anos, expõe e comercializa na sua loja produtos de criadores portugueses emergentes. Nesta terceira edição, das 473 candidaturas submetidas, foram seleccionados 31 criadores, cujas obras  já podem ser vistas desde o passado dia 23 de Junho. Vou tentar, diariamente, falar sobre cada um deles.

Áurea Praga foi uma das três seleccionadas na categoria de joalharia. A sua última colecção, intitulada “I´m all ears”, é composta por três anéis que retratam precisamente as orelhas do urso, do coelho, da girafa e do gato, dignos do imaginário do País das Maravilhas. No seu interior, contêm um espaço para guardar segredos escritos em tiras de papel. A prata é o seu material de eleição.

Esta jovem criadores é licenciada em Design de Comunicação pela FBAUP, tem uma pós-graduação em Design de Joalharia pela ESAD e frequenta actualmente o Mestrado em Design na ESAD. As suas peças podem ser adquiridas na loja Serralves, na Bling Bling (Porto) ou na sua loja on-line, na comunidade Etsy. Mantém um blogue – o Golden Plague.

Relatório de tendências “Design + Culture – A Return to Fundamentalism?”

(22/03/2011)

A return to cultural fundamentalism is essential if we are to reengage our tribal past and work toward a a collective local global future. The measure of a civilisation is the strength of its culture. The desire to reclaim a more long lasting cultural integrity is to create memorable experiences, and emotionally rewarding objects

 O novo relatório de tendências do site David Report é de leitura obrigatória para os jornalistas culturais. Está disponível aqui.

Loja Serralves procura POPs

(15/03/2011) A Fundação Serralves procura, pela terceira vez, POPs – Produtos Originais Portugueses para expor e comercializar na sua loja entre 23 de Julho e 10 de Julho .O desafio é lançado a jovens criadores portugueses que tenham produtos originais e inovadores nas áreas de acessórios pessoais, joalharia de autor, mobiliário e objectos de decoração.

As propostas devem ser submetidas até 10 de Abril através deste formulário.

Colóquio internacional “Moda & Comunicação”

(14/03/2011) O colóquio internacional “Moda & Comunicação – Discursos e Práticas” decorre nos próximos dias 31 de Março, 1 e 2 de Abril de 2011, no MUDE – Museu do Design e da Moda. Com o objectivo de abrir o fenómeno da moda à reflexão, o evento está organizado em cinco mesas-redondas: “Discurso, memória, performance”, “Instituição, ensino, indústria”, “Identidade, máscara, festa”, “Imagem, ornamento, território” e “Moda de marca / moda de autor”.

No dia 1 de Abril, às 10h00, será apresentada a última edição da Revista de Comunicação e Linguagens, editada pelo CECL (Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), dedicada ao design.

A participação no colóquio é livre e confere certificado de participação.

O programa está disponível aqui.

Curta-metragem é o tema da nova edição da revista Drama

(01/03/2011) [Via Indústrias Culturais] A Drama, revista semestral de cinema e teatro, acaba de disponibilizar on-line a sua terceira edição, dedicada à curta-metragem. Destacam-se as entrevistas com  Richard Raskin, autor do livro The Art of the Short Fiction Film: A Shot by Shot Study of Nine Modern Classics, Paul Wells, estudioso do cinema de animação, e Miguel Dias, director do Festival de Curtas de Vila de Conde. João Nunes, Gonçalo Galvão Teles e Ricardo Oliveira assinam artigos muito interessantes.

Estudo Obercom: “Cinema nos Múltiplos Ecrãs”

(04/02/2011) O consumo de cinema pelos portugueses não mudou muito nos últimos dois anos, de acordo com o mais recente relatório do Observatório de Comunicação, intitulado “Cinema nos Múltiplos Ecrãs”.

Os respectivos indicadores confirmam as tendências já antes evidenciadas na edição de 2008: a televisão continua a ser a plataforma mais utilizada para consumo de filmes, seguida pelo DVD e pelas salas de cinema. Mantêm-se assimetrias no consumo de cinema que se evidenciam no cruzamento com a escolaridade, a idade e a região, e também com o género. Os filmes de produção nacional apresentam maior taxa de consumo na televisão e, nessa plataforma, pelas faixas de público com menor grau de escolaridade – dado que parece sugerir a importância de factores facilitadores combinados (tecnológicos e linguísticos) no acesso deste segmento da população aos filmes. Os resultados do inquérito sugerem ainda a pertinência de se explorar futuramente as relações entre a actividade cinematográfica e outros sectores da cultura e da economia, em particular o do turismo.

Fonte: Obercom

Recomeçou a minha corrida aos Óscares:”Biutiful”

(31/01/2011) Há uns meses  tive a ousadia de dizer que “Origem” era o fime do ano. No entanto, agora que estamos numa das minhas épocas preferidas para ir ao cinema, porque há de facto um leque de bons filmes para ver (não só por cauda dos Óscares, mas devido ao próprio calendário cinematográfico), começo a ver, com prazer, que “Origem” tem adversários à altura.

A minha “corrida” aos Óscares recomeçou neste Sábado, com Biutiful. Javier Barden está igual a si próprio, isto é, genial (tão bom como em “Mar Adentro“). Mas a quase genialidade do filme é outra. Há algum tempo que não via um filme tão “completo”: um argumento que explora, naturalmente, sem pressões ou artifícios, o conceito de família e de perda, as vidas marginais de Barcelona, a exploração dos trabalhadores imigrantes, os meandros das vendas ilegais, a homossexualidade entre chineses, a bipolaridade, o cancro da próstata, a habilidade de ouvir os mortos, mas, acima de tudo, o submundo de Babel, aquele que sufoca e não deixa quem dele quer sair –  a lei do caos.

Acho, no entanto, que faltou à criatividade de Alejandro González Iñárritu o elo asifixiante que o argumentista Guillermo Arriaga imprimiu em todos os filmes que fizeram juntos, como “Amor Cão“, “21 gramas” e “Babel“, a começar pelo próprio título. Como já vem sendo hábito, encontrei no blog Ante-Cinema uma das críticas mais eficientes ao filme.

Próximos filmes a ver: “127 Horas“, “O Discurso do Rei” e “Cisne Negro“. Fora do circuito dos óscares, não se esqueçam de que há filmes  a não perder, em Fevereiro, na Cinemateca, entre os quais Liebelei, de Max Ophuls (dia 4, às 15h30), e El Angel Exterminador, de Luis Buñuel (dia 15, às 21h30).

 

5 qualidades dos bons criativos

(27/01/2011) Um estudo recente publicado na BusinessWeek conclui que a criatividade será a competência mais valorizada no mercado de trabalho do futuro. O artigo avança com 5 qualidades que um criativo produtivo deve ter: bom perfil comunicacional, pró-actividade, capacidade de resolver problemas, curiosidade natural e capacidade para correr riscos.

Vale a pena ler o resumo do artigo aqui. Para quem ainda pensa que a criatividade “é coisa de meninos”, a minha resposta está aqui.

Criadores # Laetita Morais e, já agora, Bas Jan Ader

(25/01/2011)

I Parte

É portuguesa (desenganem-se os que se deixaram levar pelo nome próprio) e acabou de ganhar a Bolsa Ernesto de Sousa 2010/2011, que se destina a premiar um projecto inédito no âmbito da arte experimental intermedia, numa iniciativa conjunta da Fundação Luso-Americana e da Fundação Calouste Gulbenkian, com o patrocínio do BES.

Laetitia Morais propõe-se desenvolver em Nova Iorque a instalação vídeo/performance “Missing for 10 Years”, um projecto de interacção de imagem, som e movimento. O projecto é uma homenagem ao desaparecido artista Bas Jan Ader e a artista apresenta-o como uma alegoria sobre o estado da ansiedade provocado pela carência de vínculo, ou de habitat – Ader terá morrido em pleno Atlântico, a bordo de um pequeno barco à vela, em 1975.   

Os trabalhos de Laetita Morais podem ser vistos aqui.

II Parte

São estas coisas que me dão gozo. Fui pesquisar o tal artista desaparecido Bas Jan Ader e deparei-me com um jovem que queria experimentar os diversos limites  a todo o custo através da fotografia, do vídeo e da performance, e cuja obra merece, de facto, ser conhecida (mais do que o facto de ter desaparecido). A própria viagem no Oceano Atlântico (presume-se que morreu na costa de Cape Cod) constituiria uma performance que desafiaria os limites entre a arte e a vida. Aliás, grande parte dos artistas norte-americanos dos anos 1970 (Ader era holandês, mas foi viver para Los Angeles com 21 anos) estava interessada em explorar a relação entre a arte e a vida, conceito no qual Ader se enquadrou perfeitamente.

Explore o site dedicado ao autor, leia os livros e veja os DVDs sobre a sua obra.

A “minha” Sophia de Mello Breyner Andresen

 

(24/01/2011) Já conhecia os poemas, claro. Mas só descobri a “minha” Sophia de Mello Breyner Andresen (tenho esta ligação possessiva com alguns escritores, confesso) quando andava no segundo ano, penso eu, da minha licenciatura na faculdade. Um amigo ofereceu-me o conto infantil “A Floresta”, editado pela Figueirinhas. De infantil não tem nada, devo dizer. E acabei por me apaixonar por todos estes textos belíssimos: O Cavaleiro da Dinamarca, A Menina do Mar, A Noite de Natal, Os Três Reis do Oriente…

Esta divagação surge a propósito do Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen, que terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, nos próximos dias 27 e 28 de Janeiro, promovido por Maria Andresen de Sousa Tavares (filha), com a colaboração do Centro Nacional de Cultural. O programa é recheado de comunicações sobre a obra da escritora, cujos resumos podem ser lidos aqui.

O evento assinala a entrega do espólio da escritora à Biblioteca Nacional de Portugal, que ocorre um dia antes, data em que é inaugurada a exposição  “Sophia de Mello Breyner Andresen – Uma vida de poeta”, também no edifício da Biblioteca, comissariada por Paula Mourão e Teresa Amado. No dia 28, às 18h30, é lançado o número de Janeiro da revista Colóquio/Letras, dedicado em parte a esta escritora.

A reunião da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen foi um trabalho hercúleo, segundo Maria Andresen de Sousa Tavares. A entrevista de Paula Moura Pinheiro à filha da escritora passou na edição do Câmara Clara de ontem, que, como é costume, poderá ser vista brevemente no site do programa.

Criadores # As impressões digitais de Kevin Van Aelst

(17/01/2011)  Kevin Van Aelst cria impressões digitais a partir dos objectos mais comuns do dia-a-dia, desde a fita de uma cassete ao açúcar. Mas se foi a série “Fingertips” que me chamou a atenção (ver galeria), a exploração das obras  deste artista plástico nova-iorquino foi ainda mais interessante. Façam-na também aqui!

Copywriters, não notam nada estranho na primeira frase?

(14/01/2011) Costumo estar atenta às descrições dos vinhos,  resquícios da minha colaboração com uma revista do sector e com os guias Escape, mas confesso que nunca tinha apanhado expressão (errada, deveras poética ou simplesmente patética) tão flagrantemente publicitária. Esta foi captado pelo meu colega Vítor, ontem, durante uma bela refeição (presumo eu, do que conheço do dito). Não notam nada estranho na primeira frase? (Para piorar, a tradução inglesa parece ser semelhante).

TOP 10 Compositores clássicos

(11/01/2011) Durante as próximas duas semanas, Anthony Tommasini explora no Arts Beat, blogue do The New York Times, as qualidades de alguns compositores clássicos que os elevaram ao patamar dos melhores de sempre. Os artigos (os dois publicados – “Vienna Four – Part I / Part II são muito interessantes) estãoacompanhados de vídeos representativos dessa sageza.  

Alguns candidatos ao Top 10 (na imagem, esquerda para a direita): Beethoven, Tchaikovsky, Chopin, Mozart, Schoenberg, Haydn, and Stravinsky; below, from left, Schumann, Brahms, Schubert, Handel, Bach e Debussy.

Começar 2011 com os calendários mais criativos

(11/01/2011) Apontar planos, tarefas e reuniões num calendário original é meio caminho andado para andarmos inspirados 365 dias por ano. A selecção destes calendários foi feita por mim, inspirada nos artigos da Design Milk e da CoolHunting (usem as setas da galeria acima para visioná-los).

1. Wanderkalendar Este calendário minimalista desenvolvido por Populäre Produkte é reversível (um lado é em inglês e o outro em alemão) e vem acompanhado de 100 post-its. Custa 14,50 euros e está disponível aqui.

2. Dot to Dot Calendar Quando era mais nova, adorava fazer desenhos a partir da união de linhas entre os números. Este calendário, criado por Dan Usiskin recupera este imaginário: cada mês tem um cenário londrino que é revelado depois de todos pontos serem unidos. Está à venda aqui por 12 libras.

3. Pantone O designer escocês Derek Bowers  usou a roda de cores e 1440 imagens para mostrar as mais importantes festas religiosas e culturais dos mais variados pontos do mundo, juntamente com o significado cultural de cada cor. O calendário ainda não está em comercialização, mas a sua produção pode ser apoiada aqui.  

4. 2011 Sirio Calendar Inspirado nas bonecas matrioskas, este calendário assume a forma de uma caixa que, por sua vez, contém no seu interior 11 caixas correspondentes a cada mês. Infelizmente, não está à venda em Portugal.

5. Dot On Os círculos são o ponto de partida para tudo neste calendário. Está disponível por 19,90 euros aqui.

5 tendências dos e-books

(05/01/2011)

1. Os e-books estão aí e só podem melhorar

2. A guerra dos suportes está perto do fim

3. Os preços baixos não vão durar para sempre

4. A venda contextual é um modelo de negócio a seguir

5. Os editores vão ser mais importantes do que nunca

Estas são as tendências apontadas por Philip Ruppel, presidente da McGraw-Hill Professional. Para ler na totalidade aqui.

REMADE

Remade in Portugal 4.0 – Exposição de Design Ecológico e Artes Plásticas

(05/12/2010) A quarta edição da Remade – Exposição de Design Ecológico e Artes Plásticas desenvolve-se como se fosse um jogo, dividindo-se em 8 níveis/plataformas que o visitante deverá percorrer. É, assim, dentro deste conceito que surge o lema “Game Over – Press Start”, que “significa não desistir e continuar a agir para melhorar o nosso Planeta”. Está patente ao público no Museu da Electricidade, em Lisboa, entre 6 de Dezembro de 2010 e 2 de Janeiro de 2011.

contentor

Workshop de Arte Pública I – Contentor Interferido

“Os recipientes que guardam os resíduos de construção e demolição são o objecto deste workshop. Estes conhecidos contentores espalhados por toda a cidade são os grandes recipientes de todo o tipo de entulho, lixo e de objectos que já deixaram de ter utilidade ou interesse. No entanto, acreditamos que este símbolo, tão frequentemente relacionado com o lixo que o ser humano pode criar, pode vir a ter uma nova utilidade.”

Promovido pela S.P.O.T., o workshop de Arte Pública I tem como objectivo criar uma intervenção artística utilizando o contentor como suporte. Decorre nos dias 25, 26 e 27 de Novembro de 2010, no Porto (espaço Lófte). Tem como convidado principal o artista britânico Oliver Bishop – Young, mentor do projecto “Skip Conversions”. 

Mais informações aqui.

Hoje, fui comprar um livro.

Hoje, fui comprar um livro. Não foi para estudar. Não foi para trocar uma oferta. Não foi para oferecer. Não foi para fazer um artigo sobre o mesmo. Não foi para me manter actualizada sobre novidades editoriais. Comprar este livro foi um puro acto de prazer – para saborear a sua leitura despojadamente. Sabem há quanto tempo não fazia isto?

(Este é, aliás, o último livro da minha escritora preferida – “Inverness”, de Ana Teresa Pereira. Há um blogue muito interessante sobre a sua obra. Espreitem-no aqui.)

“A literatura não é feita de papel”

Disse Chris Meade na IV Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura,  que teve lugar na Fundação Gulbenkian, dias 15 e 16 de Outubro. Isabel Coutinho descreve na revista Pública de ontem (recortem, por favor, as três páginas e arquivem-nas bem arquivadas ou digitalizem-nas bem digitalizadas, porque este senhor é uma referência) as principais ideias da comunicação do director do if:books (Institute for the Future of the Books), intitulada  “The amplified author and the creative reader”:

“Finalmente, aquilo de que falávamos, quase como uma metáfora, de que ler era uma actividade criativa em que estávamos empenhados, passou a ser uma realidade.”

 

“A primeira vez que se lê um livro num ecrã, como o de um iPad, percebemos intensamente que o livro não é um objecto. É uma experiência, acontece na nossa cabeça e acontece no nosso coração. A literatura não é feita de papel.”

 

“O momento do iPad parece-me muito mais importante do que a chegada dos e-readers que só permitem ler livros electrónicos num ecrã.”

 

Partilho do entusiasmo de Chris Meade em relação às potencialidades que o iPad reserva à poesia e à literatura em geral. Visitem os sites onde escreve regularmente:

moleskine

Moleskine para iPad e iPhone

De todas as capas que tenho visto para o iPad e iPhone, estas são, sem dúvida, das mais funcionais, porque incoporam um bloco de notas e seguem o design clássico dos moleskine (além de incluírem protecções específicas para estes gadgets).

As capas podem ser pré-encomendadas aqui(iPad) e aqui(iPhone).

Há poucos dias, a Moleskine lançou também uma edição limitada para comemorar o 30.º aniversário do videojogo lendário Pac-Man, com direito a vídeo.

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Muji chega ao meu bairro criativo preferido

Passei pela Rua do Carmo (63-75), em Lisboa, e confirmei que falta pouco tempo para a abertura da loja Muji, uma marca japonesa de artigos para o lar e escritório. Já a tinha visto em Londres e em Barcelona e desejado há algum tempo que viesse para Portugal por duas razões: em primeiro lugar, porque se trata de um conceito inovador, como explicarei a seguir; em segundo, porque há algum tempo um colega de trabalho me dissera que gostaria de criar mobiliário em cartão para as massas, uma ideia original segundo o próprio, a quem eu tive de responder que já havia aos “magotes” na Muji. Como, na altura, ninguém conhecia a loja, a minha intervenção caiu um pouco em “saco roto”. Fico contente por poder retomar, agora, esta conversa.

Muji é a abreviatura de Mujirushi Ryohin que significa “produtos de qualidade sem marca”; curiosamente, é hoje uma marca com 460 pontos de venda em todo o mundo. Para sustentar esta premissa, a marca não está visível em nenhum dos produtos que vendem, desde peças de mobiliário e artigos de escritório a roupa, acessórios e produtos de beleza.

Gosto particularmente do design dos produtos: linhas muito simples e extremamente elegantes, que funcionam como tábuas rasas ou telas em branco para poder criar a “minha” identidade decorativa. A qualidade e a protecção do ambiente são outros dos itens da filosofia da marca que valorizo.

Gostei ainda mais do local escolhido para a primeira loja: o Chiado e não um centro comercial sufocante. Aliás, nos últimos tempos,  o Chiado (nomeadamente a Rua do Carmo e a Rua Nova do Almada) tem acolhido algumas das marcas mais cosmopolitas, como a Miss Sixty, a WeSC e a Custo Barcelona.

Meados de Novembro é a data prevista para a abertura.

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Computer Arts Projects: design editorial

A última edição da revista Computer Arts Projects é dedicada ao design editorial. Em 100 páginas, percorre alguns dos melhores exemplos actuais desta área e as equipas que os suportam. O jornal “i” também lá está.

Sei que só há em algumas livrarias/papelarias (como a Barata, por exemplo), mas vale a pena a procura.

 

Imagens: Magculture.com

Click Here!

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A revolução cultural de Lady Gaga

Na passada madrugada de segunda-feira, Lady Gaga tornou-se na artista feminina a ganhar o maior número de galardões numa só edição dos MTV Video Awards. Das 13 categorias para as quais estava nomeada, venceu oito (vídeo do ano por “Bad Romance”, melhor colaboração por “Telephone” com Beyoncé, melhor vídeo feminino, melhor vídeo pop, melhor vídeo de música de dança, melhor realização, edição e coreografia por “Bad Romance”).

Mas não é por isso que a trago aqui. A edição de Setembro de Vanity Fair tem-na estampada na capa. O editorial – “Lady Gaga´s Cultural Revolution” – está muito bom e a entrevista é polémica, como era suposto ser, mas extremamente interessante.

Quer se goste quer não, há que segui-la com atenção. Não sou fã, mas admito que Lady Gaga marca o início de uma nova fase da música pop (que Madonna já aflorou, mas fora do seu tempo) cujo sucesso se deve à extrema criatividade, ao conceito comunicacional global e à exploração dos potenciais da Internet e de outros media e não propriamente à qualidade da composição musical.

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Anda obcecada pelas coisas certas?

Talvez seja o melhor conceito de sensibilização que já vi nos últimos tempos para o cancro da mama, numa campanha promovida pela Breast Cancer Foundation de Singapura. Os anúncios sugerem que as mulheres devem focalizar-se na saúde, nomeadamente nos testes de rastreio do cancro da mama, em vez de andarem obcecadas pelas borbulhas, coxas grandes ou “bad hair days”.

Agência: DDB

Ilustrador: Andy Yang Soo

Fotógrafo: Allan Ng

 

vogue

Vogue Fashion´s Night Out – Porquê ir?

Na próxima quinta-feira à noite, 9 de Setembro, a Rua Castilho, a Avenida da Liberdade e a zona do Chiado vão ter as lojas abertas até às 24 horas, com preços de “happy hour”. Esta iniciativa, que se estende a várias capitais do mundo, é promovida pela revista de moda internacional Vogue com o objectivo de revitalizar o prazer de ir às compras. O serão inclui não só preços competitivos, mas também eventos de solidariedade e lazer.

Algumas propostas:

  • o átrio do Tivoli Fórum acolhe uma exposição com criações dos designers nacionais (desde as 13h até às 24h);
  • a Massimo Dutti sorteia um conjunto completo da marca na compra da mala edição limitada do evento;
  • a dupla StoryTailors sorteia um dos seus lindíssimos espartilhos pelos clientes que fizerem compras de valor igual ou superior a 150 €; além disso a loja terá peças com 70% de desconto;
  • a Fashion Clinic sorteia um par de Louboutins;
  • a Gant premeia o cliente com maior volume de compras entre as 19h e as 24h com uma bicicleta Gant City Bike.

 

Além de ser um mote para passear a pé no centro de Lisboa, é sempre bom fazer compras no comércio tradicional. A Vogue divulga na página de facebook do evento as lojas aderentes e os diversos tipos de iniciativa.

lanvin

Lanvin e H & M – porquê?

A H & M, cadeia de pronto-a-vestir sueca, já nos habituou às suas colaborações geniais com designers de renome, como Karl Lagerfeld, Jimmy Choo ou Stella McCartney. A colecção especial Outono-Inverno 2010-2011 contará, desta vez, com Lanvin, a conhecida marca de culto parisiense.

“Como é que a H & M consegue estas parcerias fabulosas?” é a pergunta que tem andado nos media. Alber Elbaz, director criativo da Lanvin, responde “Disse no passado que nunca faria uma colecção para o mercado de massas, mas o que me mas o que me intrigou foi a ideia de a H&M ir ao encontro do luxo e não da Lanvin se tornar mais popular”. Está definido, assim, o posicionamento estratégico da H&M, muito inteligente na minha opinião.

A colecção estará disponível no site da H&M a partir de 2 de Novembro e nas lojas a 23 de Novembro.

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Livros # Where children sleep

Mais um bom livro de fotografias que explora as culturas do mundo, desta vez através dos quartos de crianças.  “Espero que este livro ajude as crianças a pensar sobre as desigualdades do mundo e as faça responder de alguma forma”, explica James Mollison, fotógrafo e autor do livro “Where children sleep“.

Explore a galeria a seguir.

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Fotos: Creative Review

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Alvalade Cultural no Cinema City

Já era um dos meus cinemas de eleição (tem um cartaz interessante, uns pequenos-almoços apetecíveis e está a 10 minutos a pé de casa); agora, o Cinema City Alvalade está a apostar também numa agenda cultural diversificada: às quartas-feiras (começa já amanhã, dia 28 de Julho, às 22h00) são projectadas curtas-metragens seguidas de debates entre os realizadores e o público; às quintas-feiras, há espectáculos de Stand Up Comedy (começa no dia 5 de Agosto); as terças e as sextas são dedicadas, respectivamente, à leitura e à música ao vivo.

A entrada é livre.

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A Origem (Inception) – Este é o filme do ano

Será o filme do ano. Sem dúvida. E já estou com as mãos no fogo.

Christopher Nolan reinventa novamente o cinema. A complexidade do argumento (escrito pelo próprio) e a tarefa bem-sucedida de pegar num conceito fantástico e conseguir agarrá-lo, sem falhas, até o final, são, só por si, razões para que, no futuro, “A origem” se torne num fenómeno de culto.

Leiam aqui a melhor crítica (e na qual me revejo totalmente) do filme publicada até agora. Não a encontrei num jornal de referência. Encontrei-a numa publicação online “indie” de referência.

Ponto fraco: a tradução do título de filme é um tremendo acto falhado.

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Hobo Bag de Alexander Wang

Esta “hobo bag” é uma criação do designer de moda que um dia afirmou que “uns jeans e uma t-shirt podem ser tão sexy como um vestido de noite”. Alexander Wang, conhecido pelas suas colecções “grunge girl”, tem vindo a apostar sempre em peças simples que, por qualquer razão, se tornam – sem excepção – geniais.

 É excessivamente cara, mas linda. Mais versões aqui.

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COLHER – inside the portuguese graphic design

O site Colher, criado por Eurico Sá Fernandes, funciona como plataforma de divulgação de designers e ateliers portugueses, o que é sempre uma iniciativa de louvar. Até à data, o directório reúne trabalhos de 31 criadores portugueses, desde a tipografia, ao design editorial e à ilustração. Pela qualidade do projecto, espero que este número aumente.

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Best Sunday Dress – marca eco-friendly 100% portuguesa

Ponto n.º 1: é uma marca de moda portuguesa. Ponto n.º 2: é eco-friendly, isto é, cria linhas de vestuário exclusivamente com materiais orgânicos.  Ponto n.º 3: está em saldos.

A colecção Primavera/Verão da Best Sunday Dress, nascida há poucos meses,  assume-se como uma marca urban chic, marcada por peças leves com apontamentos náuticos.

O site deve muito à beleza e à funcionalidade, o número reduzido de peças ainda não permite reflectir um estilo diferenciador, mas está no bom caminho.

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Entre Pólos – 1.ª mostra de ilustração e desenho até 31 de Julho

Trinta e três talentos nacionais na área da ilustração e desenho mostram o seu trabalho na primeira edição da “Entre Pólos”, no Pavilhão 28 (Hospital Júlio de Matos) em Lisboa. A exposição é organizada pela Magnética Magazine,  que dedica, aliás, a sua edição de Julho à ilustração nacional. Os artistas foram escolhidos a partir de uma centena de candidaturas, segundo critérios de inovação, criatividade e qualidade visual.

Recomendo a visita.

Ilustração: João Concha, um dos participantes.

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O Olho Biónico de Daniela Ribeiro

A exposição Olho Biónico – Ensaio de Comunicação, de Daniela Ribeiro, patente no Museu das Comunicações até ao próximo dia 31 de Julho, resultou de um desafio lançado pela Fundação Portuguesa de Comunicações a esta artista plástica. Objectivo: perspectivar uma tendência evolutiva da comunicação futura. Resultado: um projecto composto por 14 olhos biónicos, criados a partir de componentes electrónicos de cerca de 2000 telemóveis, combinando fotografia e tecnologia, ligados entre si pela Internet.

Daniela Ribeiro é fundadora da ArtinPark, uma associação cultural que proporciona ateliers a 12 jovens artistas, localizada desde 2008 na Spazio Dual (Av. Da República, 41, Lisboa), um espaço que combina um showroom de automóveis das marcas Alfa Romeu e Lancia, um restaurante e 800 metros quadrados da associação transformados em ateliers, loja e galeria.

Duas visitas a fazer.

estoril fashion festival

Estoril FashionArt Festival

A Moda Lisboa pode ter regressado à capital, mas o bichinho fashion não saiu do Estoril. A primeira edição do Estoril FashionArt Festival, organizada pela Associação ModaLisboa, a Câmara Municipal de Cascais e o Turismo do Estoril, vai realizar-se entre 30 de Junho e 4 de Julho e promete uma programação variada, assente na interligação entre a moda com outras áreas criativas, desde a fotografia ao publishing.


O evento tem, de facto, vários atractivos, dos quais sugiro:

  • instalação de fotografia contemporânea nas fachadas dos principais edifícios de Cascais e Estoril (aproveite para dar um passeio);
  •  exposição Paco Rabanne, patente do Museu Condes de Castro Guimarães até 11 de Julho;
  • desfiles de Aforest Design, Lara Torres, Ricardo Andrez, Vítor e White Tent, na marina de Cascais, dia 1 de Julho, às 22h (é necessário convite);
  • desfile “Eterna é a Noite” (criadores portugueses), na marina de Cascais, dia 2 de Julho, às 22h (é necessário convite);
  • instalação Roryal Vintage Bazar, uma selecção criteriosa de artigos vintage, patente ao público nos dias 3 e 4 de Julho, no Jardim da Parada;
  • selecção de filmes e documentários sobre moda, no auditório Casa das Histórias (ver programa).



    editeestreladuvidas

    O que é um prontuário ortográfico?

    Quando dava formação em “Técnicas de Exposição e Expressão Escrita” no Ifilp, era raro o formando que conhecia o prontuário ortográfico da língua portuguesa. Há pouco tempo, apercebi-me de que há jornalistas que não conhecem nem usam estes e outros instrumentos semelhantes, essenciais a uma boa escrita.

    Um prontuário ortográfico é um livro que reúne as principais dúvidas da língua portuguesa, sendo concebido para ser de fácil consulta e estar sempre à mão. Particularidades ortográficas, uso correcto das maiúsculas ou do hífen, concordância entre elementos da frase e outras dificuldades da língua são registados com simplicidade e objectividade.

    Lembrei-me disto a propósito do lançamento do novo Dicionário de Dúvidas, Dificuldades e Subtilezas da Língua Portuguesa, da autoria de Edite Estrela, Maria José Leitão e Maria Almira Soares, editado pela Dom Quixote, o qual já adquiri. É, como hábito destas autoras, extremamente pertinente e de fácil consulta.

    Não gosto de aconselhar nenhum em particular, mas deixo aqui o nome de alguns prontuários que estão na minha estante:

    » Prontuário da Língua Portuguesa da Porto Editora, edição de 2010, já com o acordo ortográfico;

    » Novo Prontuário Ortográfico, de José Castro Pinto, da Plátano Editora;

    » Guia Essencial da Língua Portuguesa para a Comunicação Social, da autoria de Edite Estrela e J. David Pinto-Correia, editado pela Editorial Notícias (pré-acordo ortográfico);

    » Saber Escrever, Saber Falar, da autoria de Edite Estrela, Maria José Leitão e Maria Almira Soares, editado pela Dom Quixote (pré-acordo ortográfico);

    » Atual – O Novo Acordo Ortográfico, da autoria de José Malaca Casteleiro, editado pela Texto Editora.

    Saramago

    Eu, o meu pai e Saramago

    Quando li pela primeira vez Saramago, ainda tinha na minha mesa-de-cabeceira os livros da colecção “Uma Aventura”. O mesmo aconteceu com outros senhores da literatura, como Eça de Queirós, David Mourão Ferreira ou José Cardoso Pires. A culpa foi do meu pai.

    O meu pai sempre foi (e é) um bebedor de livros. E eu, com os meus anos ainda de escola preparatória, sempre que via o meu pai com um livro nas mãos, perguntava-lhe se era giro. O meu pai respondia “Sim, mas ainda não é para a tua idade”. Ora, naturalmente que, mal o meu pai pousava o livro, lá ia eu lê-lo. (Isso também aconteceu com alguns romances que não eram mesmo para a minha idade, como o “O Amante de Lady Chatterley” de D. H. Lawrence, mas isso é outra história.)

    Por isso, curiosamente, Saramago está relacionado com a minha infância, uma época muito feliz. Se não gostei tanto de “Memorial do Convento”, “Ensaio sobre a Cegueira” e “Todos os Nomes” são certamente dois dos livros da minha vida. Também por ter tido o primeiro contacto com o escritor ainda nova, li-o despojado de quaisquer conotações marxistas, comunistas, religiosas, etc. E, para mim, Saramago, Nobel da Literatura em 1998 (não convém esquecer), é um grande escritor da língua portuguesa que faleceu. Ponto final.

    mairajoaovinagre

    Como é a Europa vista pelos seus designers?

    A  Europe by Designers é um projecto internacional da galeria HUG United lançado em Outubro de 2008 com o objectivo de reunir diferentes visões culturais e políticas da Europa expressas através do design, da ilustração ou da fotografia. Dos 600 candidatos de 47 países europeus, o júri escolheu 52 trabalhos, dos quais cinco são portugueses. A galeria online com todos os trabalhos está disponível aqui.


    [dica da designer Patrícia Silva]

    Ana Areias

    Emanuel Pereira


    Emília Franco, César Augusto e Hélder Mota


    João Belo, Maria João Vinagre e Ricardo Ayres

    Rita Mendes

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    Quem é a sua família?

    A riqueza cultural do mundo reside na sua diversidade. Quer aquela mais óbvia quer a que se vislumbra. E esta exposição enche-me as medidas, das duas formas. Já tinha lido sobre ela em vários jornais e revistas (a propósito, a Alexandra Prado Coelho escreveu para a Pública uma peça lindíssima acerca da exposição) e visto várias imagens, mas, ao contrário de tantas outras mostras fotográficas, nesta ganha-se muito (aliás, tudo) em ir lá. 

    O conceito da exposição “1000 Famílias – O Álbum de Família do Planeta Terra”, promovida pela Aministia Internacional, é simples (daquela simplicidade que a torna tão rica): o fotógrafo alemão Uwe Ommer percorreu os cinco continentes durante quatro anos, entre 1996 e 2000, e ia perguntando às pessoas com quem se cruzava – empregados de escritório no Brunei, marinheiros no México ou membros da cultura amish – se podia fotografar as “suas” famílias, com o propósito de criar um “álbum de família” para o nosso planeta. E é aqui que, na minha opinião, reside a originalidade e valor cultural desta exposição – as diferentes percepções do conceito de família nos vários cantos do mundo.

    “1000 Famílias – O Álbum de Família do Planeta Terra” está patente ao público, em Belém, junto ao Museu da Marinha (a exposição é ao ar livre) até 30 de Junho, depois de ter recebido cerca de 10 milhões de visitantes em Paris, Madrid, Berlim, Bruxelas e Nova Iorque.

    Este álbum de família existe, naturalmente, em livro, numa edição da Taschen, intitulada Uwe Ommer,Transit: Around the World in 1000 Families.

    Foto 187 – Dakar, Senegal, 26 de Abril de 1997

    Antigo mecânico de carros, Habdoul é agora o coordenador protocolar presidencial. Organiza a recepção dos convidados de Estado ao mínimo detalhe, desde o momento que chegam ao aeroporto até à sua partida. Na qualidade de Muçulmanos praticantes, dizem-nos: “Nós pregamos à unidade em África e no resto do mundo”.

     

     

     Foto 539 – Montalegre, Portugal, 14 de Maio de 1998
    Cinquenta cabras, 20 cavalos, 15 vacas e vinha em todo o redor da casa. “Muito trabalho e pouco dinheiro”, comenta José, de 77 anos, que vive com a sobrinha de 50. No dia da sessão fotográfica, o sobrinho, um estudante de electrónica de férias, estava a ajudá-los a cortar a erva e a cuidar de umas vacas verdadeiramente espectaculares.

     
    Foto 958 – Garrni, Arménia. 23 de Agosto de 1999
    As pessoas descrevem Garnik como tendo ‘mãos de ouro’. Foi joalheiro até o mercado da joalharia entrar em colapso, tornando-se então sapateiro. “Observei outros sapateiros a trabalhar e folheei catálogos.” Faz sapatos com uma simples máquina de coser e uma grande dose de talento. Naira ensina Arménio na escola secundária e também dá aulas de Inglês e Francês na escola primária. Estão optimistas quanto ao futuro. “Pensam em ter mais filhos?” – “Sim, claro”, respondem. Ambos ajudam os pais, que se reformaram após 25 anos a trabalhar numa fábrica de níquel e que agora cuidam da horta, de um pomar e cultivam uns poucos campos, o seu principal meio de subsistência.

    wcaustraliano

    Casas-de-banho do mundo em livro

     Os canadianos têm uma “pee tree”. Os franceses gostam dos wc´s turcos. Os australianos preferem as portáteis. “Toilets are bay windows with a view on to a given population”, justificam os autores do livro “Toilets of the World“, Mona E. Gregory e Sian James, uma compilação fotográfica de casas-de-banho de diferentes partes do mundo. Segundo os autores, estes espaços, privados por excelência (embora apenas numa ínfima parte do globo), são um espelho da cultura das diferentes populações.

    E são bem variadas, a avaliar pelas imagens abaixo apresentadas. O livro está à venda na Amazon ou nas livrarias disponíveis aqui. 

     

    Jimmy´s Thunderbox, Austrália

    Os australianos costumam utilizar esta casa-de-banho portátil quando se deslocam àqueles lugares do país sem vivalma (o que não é assim tão invulgar).

     

     

    Aire de Pavillion, França

    Muitos franceses preferem a casa-de-banho turca, sem assento, à tradicional, porque as consideram mais higiénicas.

     

    Canadá

    As “pee trees” são comuns nos parques de campismo no Canadá, numa tentativa de aproximação à Natureza.

     

    CBGB, Nova Iorque, Manhattan

    Uma casa-de-banho pública nova-iorquina por excelência.

     

    Limpopo, África do Sul

    Estas centenas de casas-de-banho são obra do próprio governo sul-africano, que constrói uma por cada lote de casas que oferece aos mais desfavorecidos (hoje, grande parte da população continua à espera das casas… e dos wc´s).