Criadores # Diogo deCalle

Assume-se, acima de tudo, como artista plástico, mas a sua experiência como performer e bailarino está intimamente ligada às suas obras. É o corpo que sobressai. Sempre. E são as formas que o compõem as responsáveis por um futuro que presumo promissor.

Diogo deCalle é um jovem lisboeta, mas o traço que o liga ao corpo já tem alguma maturidade. Licenciado em Artes Plásticas – Escultura, foi vencedor da Mostra Jovens Criadores  2008.

A sua mais recente exposição, “À procura do corpo”, com curadoria de Jorge Reis, está patente na galeria Other Things, em Óbidos, entre 19 de Agosto e 16 de Setembro de 2011.

Criadores # Roland Petit: revisita às suas coreografias

A propósito da morte do coreógrafo francês Roland Petit, no passado Domingo, com 87 anos, o Guardian publicou um perfil interessantíssimo deste “enfant terrible” (alcunha que ganhou durante os anos de 1970, período em que dirigiu a Ópera de Paris) com várias remissões pertinentes para outras peças e onde é possível ver excertos de algumas das suas principais criações.

Criadores # Francisca Figueira (Mão d’arte) no POPs 2011

Francisca Figueira (Mão d’arte)  foi outro dos criadores seleccionados para mostrar as suas obras na mostra POPs 2011, na Fundação Serralves, na categoria “acessórios”. A peça de eleição é a pregadeira, que Francisca redesenha e reinterpreta através de diferentes materiais. Na Cork Collection, encantou-se pela cortiça; na Scrubber vs. Nespresso Collection, pelas cápsulas vazias da Nespresso. Mas há mais na sua página do Facebook.

 

 



Criadores # Áurea Praga no POPs 2011

O POPs (Portuguese Original Projects) é uma iniciativa da Fundação Serralves que, todos os anos, expõe e comercializa na sua loja produtos de criadores portugueses emergentes. Nesta terceira edição, das 473 candidaturas submetidas, foram seleccionados 31 criadores, cujas obras  já podem ser vistas desde o passado dia 23 de Junho. Vou tentar, diariamente, falar sobre cada um deles.

Áurea Praga foi uma das três seleccionadas na categoria de joalharia. A sua última colecção, intitulada “I´m all ears”, é composta por três anéis que retratam precisamente as orelhas do urso, do coelho, da girafa e do gato, dignos do imaginário do País das Maravilhas. No seu interior, contêm um espaço para guardar segredos escritos em tiras de papel. A prata é o seu material de eleição.

Esta jovem criadores é licenciada em Design de Comunicação pela FBAUP, tem uma pós-graduação em Design de Joalharia pela ESAD e frequenta actualmente o Mestrado em Design na ESAD. As suas peças podem ser adquiridas na loja Serralves, na Bling Bling (Porto) ou na sua loja on-line, na comunidade Etsy. Mantém um blogue – o Golden Plague.

Loja Serralves procura POPs

(15/03/2011) A Fundação Serralves procura, pela terceira vez, POPs – Produtos Originais Portugueses para expor e comercializar na sua loja entre 23 de Julho e 10 de Julho .O desafio é lançado a jovens criadores portugueses que tenham produtos originais e inovadores nas áreas de acessórios pessoais, joalharia de autor, mobiliário e objectos de decoração.

As propostas devem ser submetidas até 10 de Abril através deste formulário.

Criadores # Laetita Morais e, já agora, Bas Jan Ader

(25/01/2011)

I Parte

É portuguesa (desenganem-se os que se deixaram levar pelo nome próprio) e acabou de ganhar a Bolsa Ernesto de Sousa 2010/2011, que se destina a premiar um projecto inédito no âmbito da arte experimental intermedia, numa iniciativa conjunta da Fundação Luso-Americana e da Fundação Calouste Gulbenkian, com o patrocínio do BES.

Laetitia Morais propõe-se desenvolver em Nova Iorque a instalação vídeo/performance “Missing for 10 Years”, um projecto de interacção de imagem, som e movimento. O projecto é uma homenagem ao desaparecido artista Bas Jan Ader e a artista apresenta-o como uma alegoria sobre o estado da ansiedade provocado pela carência de vínculo, ou de habitat – Ader terá morrido em pleno Atlântico, a bordo de um pequeno barco à vela, em 1975.   

Os trabalhos de Laetita Morais podem ser vistos aqui.

II Parte

São estas coisas que me dão gozo. Fui pesquisar o tal artista desaparecido Bas Jan Ader e deparei-me com um jovem que queria experimentar os diversos limites  a todo o custo através da fotografia, do vídeo e da performance, e cuja obra merece, de facto, ser conhecida (mais do que o facto de ter desaparecido). A própria viagem no Oceano Atlântico (presume-se que morreu na costa de Cape Cod) constituiria uma performance que desafiaria os limites entre a arte e a vida. Aliás, grande parte dos artistas norte-americanos dos anos 1970 (Ader era holandês, mas foi viver para Los Angeles com 21 anos) estava interessada em explorar a relação entre a arte e a vida, conceito no qual Ader se enquadrou perfeitamente.

Explore o site dedicado ao autor, leia os livros e veja os DVDs sobre a sua obra.

Criadores # As impressões digitais de Kevin Van Aelst

(17/01/2011)  Kevin Van Aelst cria impressões digitais a partir dos objectos mais comuns do dia-a-dia, desde a fita de uma cassete ao açúcar. Mas se foi a série “Fingertips” que me chamou a atenção (ver galeria), a exploração das obras  deste artista plástico nova-iorquino foi ainda mais interessante. Façam-na também aqui!

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Hobo Bag de Alexander Wang

Esta “hobo bag” é uma criação do designer de moda que um dia afirmou que “uns jeans e uma t-shirt podem ser tão sexy como um vestido de noite”. Alexander Wang, conhecido pelas suas colecções “grunge girl”, tem vindo a apostar sempre em peças simples que, por qualquer razão, se tornam – sem excepção – geniais.

 É excessivamente cara, mas linda. Mais versões aqui.

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Funny Things – jóias de Dimitar Delchev na Galeria Reverso

“Não é o elevado custo do material que torna uma jóia valiosa. O seu valor depende da imaginação do criador e da pessoa que a possui e usa”, afirma Dimitar Delchev, joalheiro e designer de vidro búlgaro. A sua exposição – “Funny Things” –, patente na Galeria Reverso até 25 de Junho de 2010, reúne “objectos-brinquedos”, criados a partir de materiais não convencionais, que questionam o verdadeiro valor da jóia.

A Galeria Reverso está situada na Rua da Esperança, 59, em Lisboa.

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CRICAccessories – A escultora portuguesa radicada no México que cita Oscar Wilde nas suas jóias

Chama-se Cristina Hora ou “Crica” para os amigos… e admiradores das suas jóias. Este diminutivo foi o nome escolhido para a sua marca de joalharia, quando decidiu conjugar a formação em Escultura com a paixão por jóias. Nessa altura, estava já a viver na Cidade do México, para onde se mudou temporariamente com o namorado que trabalha  num reconhecido atelier de arquitectura.

“One of us must go” e “All art is useless” são célebres frases de Oscar Wilde, que Cristina Hora “cita” nas peças da última colecção intitulada “Wilde Series” (Outono-Inverno 09/10). O acrílico e a madeira são, por enquanto, os materiais que se prestam a explorar melhor os temas.

O seu processo criativo centra-se precisamente num conceito que explora, depois, desde a forma à composição. As citações de Oscar Wilde ou os animais (da colecção anterior – “The March of the Animals” – Primavera-Verão 08/09) são o ponto de partida para a criação de padrões, que a criadora considera ser o factor diferenciador das suas peças. O resultado são brincos, colares, pregadeiras e pulseiras com composições inovadoras e invulgares.

Esta mistura de diferentes elementos arquitectónicos, gráficos e esculturais constituem a forma de Cristina Hora criar aquilo a que chama de objectos mágicos, “que excitam os sentidos e estabelecem uma relação íntima com o corpo”. A vertente humorística, que tenta impregnar em cada peça, transparece quer nos padrões imperceptíveis quer nas mensagens ocultas que usa.

Com pouco mais de dois anos  de existência, a CRICA já está presente na Cidade do México, em Portugal e em Los Angeles. A partir do site, as sucessivas encomendas levam a marca a todo o mundo. No entanto, embora seja uma referência nas mais importantes publicações mexicanas, Cristina Hora está “de olhos mais atentos” na Europa: a sua última conquista profissional foi ter feito parte da mostra POPs da Fundação Serralves. E, embora o México seja um país que adora, pelos contrastes fortes e pela capacidade de a surpreender diariamente, Cristina Hora pretende mesmo voltar para o seu país. 

Cristina Hora é licenciada em Belas-Artes – Escultura, pela Universidade do Porto. Colaborou com o designer de moda Miguel Flor e deu aulas de Desenho de Figura Humans e Expressão Gráfica na Academia de Moda do Porto. Lançou a CRICAccessories já na Cidade do México.

Lojas em Portugal com a marca CRICA: loja de Serralves, Bling Bling e Mezzanine (Porto); Anthrop (Coimbra).

Encomendas via web: www.cricaaccessories.com