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Influência das drogas nas artes

Will Gompertz, editor de arte da BBC News, fez uma peça sobre a influência das drogas nas artes, a propósito de uma exposição patente na Wellcome Collection, em Londres, intitulada High Society, que me levou ao respectivo site e ao livro que suporta a mostra – “High Society- Mind-Altering Drugs in History and Culture”. Por sua vez, no link para encomendar o livro, surge um trailer que inclui uma entrevista ao autor do mesmo, Mike Jay, um aclamado historiador de arte, e um documentário sobre o tema.

Aconselho vivamente a fazerem o caminho virtual por mim percorrido. 

O jornalismo cultural digital tem esta decisiva vantagem de nos colocar num lugar desconhecido e apresentar-nos vários caminhos consoante as preferências.  “Cover what you do best. Link to the rest.” não é, de todo, uma saída fácil. É o futuro. E um lema essencial para um bom jornalista.

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O que andei a perder…

Não é ironia. Esta é uma das pérolas da cultura de revistas que gostava de ter conhecido há mais tempo: o Nation Magazine Cover Archive (um título ambicioso para um “hobbysite”, criado por Michael Bojkowski)  reúne as capas de algumas das revistas mais interessantes do mundo. A forma como as dispõe permite-nos analisar rapidamente a forma como o design de capa de cada título veio evoluindo ao longo dos anos.

Guia de sobrevivência do jornalista freelancer

[via Ponto Media]

São dez conselhos de quem passou “pelo deserto” e está a conseguir sobreviver através do jornalismo freelance. Concordo com nove deles, até porque me revejo nos erros e nas frustações iniciais. Também colaboro com publicações em regime freelancing, mas (feliz ou infelizmente, porque acredito que é um lápis de dois bicos) não o faço a tempo inteiro.

A propósito deste tema, houve, há uns meses, um seminário sobre jornalismo freelance, organizado pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Podem aceder aqui a algumas conclusões do evento.

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Em que formato iremos ler revistas em 2020?

Há cerca de uma década, estas eram algumas das previsões da Microsoft em relação ao futuro das publicações digitais:

  • em 2004, os tablets PC seriam uma ferramenta comum de leitura;
  • em 2006, os e-quiosques de notícias estariam em cada esquina;
  • em 2008, os e-books começariam a gerar um grande volume de negócios na maior parte dos países;
  • em 2010, as empresas iriam oferecer leitores de e-books;
  • em 2020, a definição de “livro” será “escrita no ecrã de um computador”.

Agora,a Exact Editions está a promover aqui um inquérito mundial para descobrir que formatos de revista – de uma lista de 11 – serão os mais populares em 2020.

A minha escolha recaiu sobre dois: “on a e-ink device” e “on a tablet”. No entanto, penso que as revistas impressas (gosto do termo “magbook”)  irão sempre existir, pelo menos aquelas cuja experiência de folhear, sentir a gramagem do papel e coleccionar fisicamente como um livro são uma mais-valia.

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MEDIAlicious #1 (11-10-2010)

Entradas (e reflexões breves) sobre media que, numa perspectiva de curadoria de informação, merecem ser arquivadas.

1. O jornal «i» recebeu o prémio ñh7 para diário ibérico mais bem desenhado, além de medalhas noutras categorias. Congratulo o jornal pelo design, mas as chamadas de capa têm sido um pouco sensacionalistas ultimamente, em especial a do último fim-de-semana. Preocupante. 

2. A revista I. D. seleccionou 10 blogues culturais que devemos acompanhar. Desses, visito diariamente o MagCulture (sobre cultura de revistas) de que já falei aqui. Os outros são Post Secret, Pinglewood, Penny Red, Disney Roller Girl, It´s nice that, Aglec, The Manzine, Miaow Mix e The Selvedge Yard.

3. Is this the future of media? Mais um artigo sobre custom publishing, que se focaliza no jornalismo ao serviço das marcas de moda e das potencialidades de emprego que acarreta. Em Portugal, já há vários exemplos (LA Magazine, Caixa Woman, etc.), mas falta ainda definir claramente a fronteira entre jornalismo e infopublicidade.

 4.Tablets por todo o lado Um artigo de João Pedro Pereira para a Pública sobre a proliferação de tablets na era pós-ipad. Enumera os mais bem-sucedidos.

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Computer Arts Projects: design editorial

A última edição da revista Computer Arts Projects é dedicada ao design editorial. Em 100 páginas, percorre alguns dos melhores exemplos actuais desta área e as equipas que os suportam. O jornal “i” também lá está.

Sei que só há em algumas livrarias/papelarias (como a Barata, por exemplo), mas vale a pena a procura.

 

Imagens: Magculture.com

Click Here!

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BoostReview – nova magazine digital

Um bom exemplo de exploração das potencialidades de uma revista digital. Publicada quadrimestralmente pela sueca DesignBoost, a primeira edição da BoostReview focaliza-se na aplicação do design ao dia-a-dia das pessoas – “Design for Life”.

A experiência de leitura que proporciona é agradável e inovadora: está dividida em quatro capítulos, não tem o tradicional efeito page-flip, contém mais de uma dezena de entrevistas e reportagens em vídeo e está optimizada para iPad e iPhone.

 

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Ferramentas Digitais para Jornalistas

O nome faz jus à importância do livro. Agora traduzido em português do Brasil, a obra “Ferramentas Digitais para Jornalistas”, escrita por Sandra Cucianelli e promovida pelo Knight Center for Journalism da Universidade de Austin, no Texas, é, precisamente, uma ferramenta INDISPENSÁVEL não só para estudantes de jornalismo como também para jornalistas e outras pessoas que queiram saber, por exemplo, como criar um blogue ou potenciar as redes sociais.

Ah! E está disponível gratuitamente aqui.

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Documentário “Triângulos Imperfeitos” (perfeito de tão simples)

Realizado por Paulo Nuno Vicente, o documentário “Triângulos Imperfeitos” faz jus a este género cinematográfico e jornalístico. Gostei do ângulo de abordagem, gostei da simplicidade (uma qualidade tão rica e tão mal explorada hoje), gostei da selecção de entrevistados e, sobretudo, gostei da forma como o tema – tão pertinente na actualidade – foi explorado: sem malícia, sem devaneios e sem arrogância.

Aconselho a vê-lo na totalidade.

 

Triângulos Imperfeitos from pixeltreze on Vimeo.

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Leituras sobre novos modelos de negócio no jornalismo

O jornalista tem de sair do pedestal e assumir o perfil de empreendedor, ou seja, correr riscos,  conhecer os princípios de gestão de uma empresa e ter noção da multidisciplinaridade que envolve um negócio do jornalismo. Isto se quiser, naturalmente, vingar. Não poderia concordar mais com Rosental Alves, um gigante do jornalismo, professor da Universidade de Austin e docente do workshop “Digital Journalism for a Network Society” que está a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (e o qual tenho o privilégio de estar a frequentar).

 

Enumero abaixo algumas leituras essenciais sobre novos modelos de negócio do jornalismo:

 

(Oportunamente, irei acrescentando mais links úteis.)

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ALF promove prémio de jornalismo

A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) está a promover a primeira edição do ALF de Jornalismo 2010/2011. O mesmo visa “incentivar, reconhecer e valorizar os jornalistas portugueses que durante um ano publicam trabalhos sobre as áreas do leasing, do factoring e do renting”, informa o organismo em nota enviada às redacções. A concurso estarão os trabalhos publicados entre 1 de Julho de 2010 a 30 de Junho de 2011, fechando o prazo de inscrições e de envio de peças até 30 de Junho de 2011.

O autor do melhor trabalho recebe um prémio pecuniário no valor de 2.500 euros, podendo ainda acompanhar a ALF no encontro anual da Leaseurope – Federação Europeia de Associações de Leasing. O órgão de comunicação social recebe uma menção honrosa.

Fonte: Meios e Publicidade

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Jornalistas a reboque de “Achas que sabes dançar?”

Tenho reparado que, nos últimos tempos, os jornais diários têm dado mais espaço, embora ainda pequeno, à dança nas respectivas secções culturais. Curiosamente, desde que teve início o fenómeno televisivo “Achas que sabes dançar?”. Acerca disto, sou confrontada com duas opiniões contraditórias: será que a imprensa escrita tem de andar a reboque destes fenómenos televisivos para cobrir uma área um pouco desprezada no panorama mediático generalista (e que agora poderá trazer mais leitores)? Ou será que deve precisamente aproveitar esta atenção dos leitores devido ao programa para aumentar a cobertura desta área cultural, num contexto de convergência mediática e assumindo um papel educativo há algum tempo esquecido?

Parece-me que a escolha é simples. Não sejamos arrogantes.

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Revista Hyperrhiz 07 – “New Media Subversions”

A edição de Primavera da revista Hyperrhiz, dedicada aos novos media e artes digitais, tem como tema de destaque Subversões dos Novos Media.

Deixo aqui os links para os respectivos artigos e projectos de galeria desta edição. É INDISPENSÁVEL ver os projectos de galeria “Congo Kodaks ” e os ensaios “Congo Kodaks: A Consideration of Two New Media Art Projects and the Democratic Republic of the Congo” e “Between the Pixel and Word: Screen Semantics“.

INTRODUÇÃO

New Media Subversions
Davin Heckman and Hai Ren

ENSAIOS

Congo Kodaks: A Consideration of Two New Media Art Projects and the Democratic Republic of the Congo
Neil Hennessy

Hard Going: Resisting the Fantasy of Distance’s Irrelevance
Brian M. Reed

Mashing-up the Past, Critiquing the Present, Wrecking the Future: The Kleptones’ A Night at the Hip-Hopera
Benjamin J Robertson

Between the Pixel and Word: Screen Semantics
Andrew Klobucar

ARTISTS STATEMENTS

Your Divided Attention: Ambient Media Art and Looking Sideways
Brett Phares

GaLERIA

Congo Kodaks
Neil Hennessy

MAICgregator
Nicholas Knouf

Layoff!
Angela Ferraiolo and Mary Flanagan

How to transform dog/horse pron/hump lovers into art patrons
Jason Nelson

Ambient Media Art: Two Works
Brett Phares

REVIEW

Matthew Kirschenbaum, Mechanisms
Dene Grigar

 

A revista é publicada quadrimestralmente em conjunto com o jornal Rhizomes: Cultural Studies in Emerging Knowledge.

Fotografia: projecto “Congo Kodaks”

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II Congresso de Jornalismo Cultural

O II Congresso de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult, começou ontem, 3 de Maio, e acaba no próximo dia 6. Do primeiro dia, destaco as conferências de Beatriz Sarlo sobre “Jornalismo cultural, literatura contemporânea e as novas mídias de comunicação” e do escritor Eric Lax sobre a formação de um biógrafo. Alguns excertos do evento (muito curtos, infelizmente) estão disponíveis, em vídeo, no blogue do Congresso,  e no twitter.

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Como criar um negócio na área do jornalismo

É um mini-curso da Escola de Verão da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e há, sobretudo, duas razões para frequentá-lo: a relevância do tema é indiscutível (um jornalista pode e deve ser empreendedor) e é ministrado pelo Prof. António Granado.

O curso é composto por cinco sessões, de quatro horas cada, programadas para os dias 6, 8, 10, 15 e 17 de Setembro de 2010, entre as 18h e as 22h. As inscrições podem ser feitas aqui.

Próximas reuniões científicas na área do jornalismo

Local: Palácio de Congressos de Huesca, Espanha.

Data: 11 e 12 de Março de 2010.

Grandes temas: desaparecimento do jornalismo, novas narrativas, jornalismo integrado (ou de convergência) e jornalismo on-line em Portugal (com a participação do professor universitário e editor on-line do Público, António Granado).

 

Local: Universidade de Westminster, Londres.

Data: 25 e 26 de Março de 2010.

Grandes temas: dimensões dos media minoritários em África, relação entre media e direitos humanos, implicações dos media na identidade política, nos dialectos, no racismo e conflitos. 

 

Local: Tartu, Estónia.

Data: 14 a 16 de Abril de 2010.

Grandes temas: Papel do indivíduo na transformação cultural, património cultural e linguagens da arte.

 

Local: Universidade de Austin, Texas.

Data: 23 e 24 de Abril de 2010.

Grandes temas: jornalismo on-line e novo papel do jornalista.

 

Quando (ou por que motivo) é que as artes se tornaram notícia?

O novo editor de arte da BBC News, Will Gompertz, não poderia ter escolhido melhor tema para inaugurar a sua jornada: “Quando é que as artes se tornaram notícia?”. Gompertz responde através de uma citação de um poeta do século XIX, ao mesmo tempo que introduz o tipo de jornalismo de artes que pretende praticar na BBC. O artigo pode ser lido no seu blogue.

O jornalismo não acaba aqui.

O debate em torno do fim do jornalismo tornou-se uma tendência, menosprezando, por vezes, aquilo que verdadeiramente importa nesta problemática.  Não posso concordar com este pessimismo gratuito e superficial que tem contribuído para o aumento da precariedade profissional. É a auto-estima dos jornalistas que baixa e a própria função social da profissão que é posta em causa; são alguns empregadores que se aproveitam disso e da crise para aumentar a precariedade; são também os actores do marketing e da comunicação que tornam supostas fronteiras nublosas.

É, sim, um facto de que o jornalismo “como o conhecemos até agora” pode estar em vias de extinção. Porém, isso não significa que a profissão acabe. É quase um cliché dizer isto, mas, se o advento da internet e das redes sociais tornaram os cidadãos editores e criadores de media, tal não significa que saibam exercer a profissão de jornalista. Claro que os jornalistas têm, cada vez mais – e isto não é uma ironia –, de defender a necessidade de existirem, de praticarem um bom jornalismo e de se adaptarem aos novos modelos comunicacionais. Em vez de debatermos o “final” do jornalismo, por que não centrarmo-nos no “novo” jornalismo?

Aflorei este assunto (voltarei ao mesmo mais tarde) a propósito da preocupação de uma futura jovem jornalista do primeiro ano da faculdade que pensa que a sua profissão vai acabar e de um artigo publicado hoje no Guardian, intitulado “End of Journalism As We Know It”, por Kevin Marsh. “Como cidadãos, parecemos, por vezes, gostar da ideia de o jornalismo estar em crise” é o mote do artigo. De leitura obrigatória.

10 blogues que vou continuar a acompanhar em 2010

Indústrias Culturais É uma referência incontornável para quem gosta de reflectir sobre as indústrias culturais em geral e, em particular, sobre as questões relacionadas com o futuro dos media.

Sound + Vision Criado por Nuno Galopim e João Lopes, o blogue informa e opina sobre música e cinema.

Ponto Media Uma fonte inesgotável de recursos sobre media e jornalismo.

Journalist Tool Box Na sequência do interior, este blogue é literalmente uma caixa de ferramentas para jornalistas.

Science of the Time Os cool hunters têm cada vez mais importância para a comunicação e o marketing. Este blogue reúne as principais tendências “cool” mundiais.

David Report Além dos registos diários sobre design, o blogue publica trimestralmente um “trend report”.

Blogtailors Uma referência sobre edição no contexto livreiro.

Cultura e mercado Uma fonte essencial para pensar a cultura do ponto de vista económico e político.

História, Cultura e Comunicação (J. S. Faro) Professor de Jornalismo Cultural, o seu blogue será provavelmente uma extensão riquíssima das suas aulas e trabalhos académicos.

MagCulture Uma referência para quem é apaixonado por revistas, como eu.

A lista não acaba aqui. Todos os blogues que ocupam o lado direito do ecrã são de consulta obrigatória, por uma ou outra razão.

Monocle de Novembro surpreende novamente

A Monocle acredita nos pequenos negócios. Mudam a nossa vida, criam comunidades e permitem que os nossos pequenos sonhos se tornem grandes”

É, na minha opinião, uma das edições mais apelativas quer no grafismo quer nos conteúdos. A Monocle, a minha revista inglesa de eleição, traz em Novembro um guia para pequenas empresas, divulgando casos inspiradores de todo o mundo, como o de Mirko Borsche, designer gráfico alemão que aposta numa estrutura sem hierarquias e até cozinha para os seus colaboradores, e um guia das indústrias criativas do Reino Unido.

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Além dos encartes, há artigos de leitura repetida obrigatória: “The leaving is easy”, uma reportagem sobre a forma como Gothemburg (segunda cidade da Suécia) tem atraído investidores; “how to be a band in 2010”, que traça o perfil dos músicos de Rock que se tornaram os seus próprios CEOs; e, claro, o excelente – e inspirador – texto de Tyler Brûlé.

Artigo relacionado

Desabafo sobre erros comuns dos jornalistas (culturais e não só)

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Um jornalista cultural – ou qualquer outro jornalista – tem de ler… MUITO. Não há teorias da tábua rasa que nos valham. Um jornalista, como qualquer outro criador, tem de ler, ouvir e ver muito, muito e muito. Ultimamente, tenho notado que algumas publicações culturais se retiram dos assuntos da actualidade e da reflexão como se o conteúdo criativo compensasse essa ausência. Não compensa. Como é que o público em geral vai entender que a cultura deve estar na pauta diária do seu quotidiano? Como é que o público vai entender que há diferenças substanciais entre publicações culturais pagas e os blogues culturais gratuitos? Que os segundos não substituem os primeiros, mas, sim, se complementam?

Por fim, não posso deixar de referir que há erros que devem ser mesmo evitados pelos jornalistas (e pelos seus editores). Ninguém domina completamente a língua, mas há alguns considerados “mortais” e, infelizmente, muito comuns ultimamente em algumas publicações. Deixo apenas alguns. Os restantes são facilmente identificados nos prontuários ortográficos, nas gramáticas ou no Livro de Estilo do Público, por exemplo.

 

  • Não há “alternativas”, mas, sim, “a alternativa” (só há “uma alternativa” a um determinado facto).
  • Não se “desfolha” uma revista, “folheia-se”.
  • A expressão “devem haver artistas” está errada. O verbo “haver” não se conjuga no plural, neste contexto, nem o seu auxiliar.
  • O político não “interviu”… “interveio”, tal como “eu intervim” e não “intervi”.
  • … E “concerteza” é “com certeza”, tal como “benvindo” é “bem-vindo”.

 

Fotografia: litografia de Vito Acconci, 1999.

Manifesto aos directores da nova revista "Inútil"

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Há revistas que ganham a categoria de livro. Que, quando emprestadas, têm um “V” maiúsculo de “Volta mesmo”. E penso que quem me emprestou a nova revista “Inútil”, acabadinha de ser dada à luz, pensará o mesmo. É pena. Ainda não consegui comprá-la – e ter esse exemplar só para mim sem o mostrar desprotegido a ninguém. Como se faz com os bons livros.

Que competências deve ter um jornalista cultural?

Um jornalista cultural tem de cobrir, analisar e reportar áreas culturais muito diversas, como a dança, as artes plásticas, o teatro, a música, o cinema, a Internet ou o design. Além disso, tem de saber contextualizá-las de acordo com os países ou regiões de onde provêm. Essa complexidade de competências e saberes é “agravada” com o advento das novas tecnologias (ciberarte, Internet, blogues), que obriga o jornalista a estar permanentemente actualizado. No entanto, a urgência do próprio mecanismo de construção de notícias, as pressões do mercado e até mesmo a pouca qualificação dos jornalistas acabam por ser obstáculos à qualidade do seu desempenho.

Para Rodriguez, o jornalista cultural tem de possuir “uma cultura geral que o permita identificar e correlacionar fenómenos, épocas, autores e obras significativas nas vertentes local e universal, segundo uma forte dose de observação e criatividade, e uma capacidade para sistematizar e sintetizar processos complexos numa fórmula comunicacional”. Neste contexto, é visto como um antropólogo social.

Isabelle Anchieta de Melo identifica três desafios para a formação de futuros jornalistas: a abordagem de temáticas clássicas, como a política e a economia através de uma óptica cultural, a inclusão de novas temáticas culturais – design, culinária e moda, por exemplo – que ganharam esse status recentemente, e o tratamento “sem preconceito” das indústrias culturais. A este desafio acrescentamos o tratamento das indústrias criativas.

Cabe também ao jornalista cultural ultrapassar (e fazer ultrapassar na mente das pessoas) a fronteira entre “alta” e “baixa” cultura e a limitação temática de lançamento de bens culturais, fruto da agenda de eventos. Há que ter mais competências (e vontade) para a análise e interpretação da cultura, sendo exigido, neste contexto, uma perspectiva aberta, sem paradigmas dominantes – além do referido, acresce a distinção entre indústrias culturais e cultura erudita, entre arte e mercado.

Uma formação básica de jornalistas culturais deverá incluir:

  • a problematização dos conceitos de cultura e jornalismo cultural;
  • leituras reflexivas sobre produtos culturais;
  • desenvolvimento do sentido estético para a observação e descrição das obras culturais,
  • apresentação do processo produtivo e dos géneros culturais;
  • compreensão e exploração das potencialidades dos diferentes meios na cobertura noticiosa cultural.

 

Esta formação permite que o jornalista cultural cumpra três características definidoras desta especialidade já abordadas em capítulos anteriores: o papel social, como mediador da obra cultural, o que o obriga a ter a capacidade de a compreender; o papel de responsabilidade social, veiculando a cultura a partir de uma abordagem aberta, sem paradigmas dominantes; o papel reflexivo, cumprindo simultaneamente uma função informativa e crítica.

“Novos modelos de negócio e cobertura do jornalismo cultural” – 2 de Outubro, em directo, via web

logo_nationalsummitNuma altura em que se discutem novos modelos de negócio e cobertura no jornalismo cultural, o NAJP (National Arts Journalism Program) levou a cabo o projecto A National Summit on Arts Journalism, que culminará dia 2 de Outubro, entre as 09h00 e as 13h00 (hora portuguesa: entre as 17h00 e as 21h00), com a apresentação em directo via web dos melhores projectos submetidos a concurso, além de outros que representam as últimas tendências do jornalismo cultural. O evento contará também com duas mesas-redondas sobre a “Arte do Jornalismo de Artes” e “O Negócio do Jornalismo de Artes”.

Esta iniciativa, de que falei há uns tempos aqui, num artigo intitulado “Um futuro para o jornalismo de artes”, começou com a abertura de um concurso para premiar os três melhores projectos de jornalismo cultural. Cinco foram pré-seleccionados entre os 109 submetidos, todos disponíveis aqui, oferecendo dados valiosos sobre os seus modelos de negócio, angariação de receitas e práticas editoriais. Os vencedores serão agora conhecidos.

Com transmissão em directo a partir da Universidade da Califórnia do Sul, o que significa que se prolongará pela noite em Portugal, esta ficará, no entanto, disponível em arquivo, podendo ser consultada a qualquer hora.

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Financiamento das Orquestras Portuguesas na GIG- International Arts Manager Magazine

gigmag_orchestrasRecentemente tive oportunidade de publicar um artigo sobre o financiamento das orquestras em Portugal para um suplemento dedicado ao nosso país na GIG – International Arts Manager Magazine, uma publicação britânica dedicada às artes performativas, cujos leitores são essencialmente agentes culturais, investidores e os próprios artistas.

Como a revista só está disponível por subscrição, partilho aqui o link directo para o artigo.

Magculture – Cultura de Revistas

MAGCULTURESou apaixonada por revistas. Sobretudo as culturais ou de tendências. Sobretudo as independentes, um fenómeno cultural que lá fora é conhecido por “indie”. A este propósito, o blogue “Magculture” é um um recurso excelente para descobrir novas revistas. Focalizado na cultura das magazines, sobretudo visual, o blogue é actualizado por Jeremy Leslie, designer editorial, co-curador do simpósio Colophon (um evento bianual sobre revistas independentes) e autor dos livros “Magculture” e “Issues”.

Ranking 2009 da Monocle – Lisboa entre as 25 cidades com melhor qualidade de vida

“The Portuguese capital is beginning to make the most of the sunshine and urban environment. But crime rates remain high and it´s still a bit on the sleepy side.”

cover25Como já vem sendo hábito, a revista Monocle publicou na edição de Julho o ranking 2009 das cidades com melhor qualidade de vida. Lisboa surge, precisamente, no 25.º lugar, descendo uma posição em relação ao ano passado.  Zurique figura no topo da lista, destronando Copenhaga, que ocupa o segundo lugar.

Quanto a Lisboa, a publicação inglesa elogia a inauguração de dois festivais de cinema e de think-tanks, como a LX Factory. Os três centenários quiosques, que foram recentemente restaurados e refrescam o Parque Camões, o jardim do Príncipe Real e a Praça das Flores, são também mencionados, assim como o projecto de requalificação urbanística do Príncipe Real.

A Monocle analisou as cidades do mundo segundo critérios relacionados com o desenvolvimento urbanístico, a qualidade dos transportes públicos, o nível de tolerância étnica, as questões ambientais, a oferta cultural ou o índice de crimes. Zurique foi escolhida, entre outros factores, pelos seus planos urbanísticos, a sua rede de transportes nacionais e internacionais, e pela oferta cultural, que inclui 100 galerias, 50 museus e vários eventos nocturnos.

Ranking

1. Zurique | 2. Copenhaga | 3. Tóquio | 4. Munique | 5. Helsínquia | 6. Estocolmo | 7. Viena | 8. Paris | 9. Melbourne | 10. Berlim | 11. Honolulu | 12. Madrid | 13. Sydney | 14. Vancouver | 15. Barcelona |16. Fukuoka | 17. Oslo | 18. Singapura | 19. Montréal| 20. Auckland | 21. Amesterdão | 22. Kyoto | 23. Hamburgo | 24. Geneva | 25. Lisboa.

Sobre o jornalismo tradicional de artes – resposta de Rockwell a McLennan

A quem leu o artigo sobre o futuro do jornalismo “tradicional” de artes de Douglas McLennan (sobre o qual escrevi aqui há uns dias) proponho a leitura dos comentários de John Rockwell a esse mesmo artigo, em particular na sua posição em relação à crítica cultural, que tem vindo a perder força e a sofrer de uma crise de identidade em todos media, inclusive em Portugal, onde esta está a ser substituída cada vez mais pelas reviews de índole comercial e por listas extensivas das agendas culturais.

 

Para este jornalista do New York Times, os melhores críticos de arte são “cúmplices” dos leitores e não superiores (de uma forma “snob”), criando laços e público fiel. Este género jornalístico – que é, no fundo, um elemento diferenciador do jornalismo de artes – não deve, por isso, ser renegado de um novo modelo desta área.

 

A meio do artigo, num parágrafo perdido, Rockwell consegue tocar na ferida, ironicamente numa passagem entre parênteses, ao “lançar” três problemas que afectam o jornalismo de artes – recursos humanos com demasiado trabalho, editores mal informados e, sobretudo, uma concepção prosaica e sem imaginação do que a cultura realmente significa hoje. Subscrevo sem dúvidas o último e fico à espera que Rockwell o aprofunde.

 

Sobre a definição de cultura V – os "Cultural Studies"

Factory%20Birmingham%201960sNos anos 50 e 60, surge em Inglaterra um projecto que procura estudar as práticas culturais quotidianas, no contexto do protagonismo dos media. Nascido no Center of Contemporary Cultural Studies (CCCS) em Birmingham, é conhecido actualmente por Cultural Studies ou Estudos Culturais. Em parte, os Cultural Studies surgem, precisamente, como resposta intelectual às mudanças preconizadas por Walter Benjamim, em 1930, e por Adorno e Horkheimer, nos anos 40 do século XX: ao impacto da televisão, dos jornais, das revistas e da publicidade, e ao advento das subculturas e das novas formas de cultura popular, que começaram a ter protagonismo enquanto mediada pelos meios de comunicação de massa e novas tecnologias. É neste período que é abandonada a “Cultura” para se afirmarem várias culturas e práticas culturais.

No entanto, não podemos desprezar as políticas culturais desenvolvidas por Mathew Arnold (1822-1898) e Frank Raymond Leavis (1895-1978) que predominaram nos estudos ingleses até metade do século XX e que estiveram na origem dos Cultural Studies. Mathew Arnold foi dos primeiros teóricos a falarem de “cultura popular”, mesmo que o tenha feito de um modo radicalmente negativo, oposta à “verdadeira” cultura e emergente da desordem social e política que se vivia então na Inglaterra. Cultura era para este teórico “o melhor que se tenha pensado e dito no mundo” por uma minoria intelectual, que assentava nos clérigos. Frank Raymond Levis continua com esta concepção arnoldiana de cultura, opondo-se veementemente à cultura de massa. A cultura popular é sinónimo de mau gosto, superficialidade e declínio. São os cânones da literatura e das artes que devem salvar a humanidade. (Sousa, 2004: 20).

São considerados fundadores dos Cultural Studies Richard Hoggart (“The Uses of Literacy”, 1957), Raymond Williams (“Culture and Society”, 1958) e Edward Thompson (“The Making of the English Working Class”, 1963). Mais tarde, junta-se Stuart Hall, que tem também um papel decisivo na emergência deste projecto. Estes teóricos pegam de forma definitiva nos temas de cultura popular, cultura do operariado e cultura de massa, dando-lhes importância enquanto objectivo de estudo, o que constitui, de facto, uma ruptura com o passado. Richard Hoggart foi o primeiro a elevar a cultura popular a objecto de investigação científica, pesquisando no seio das classes operárias britânicas sobre os hábitos e estilos de vida dessas pessoas, ou seja, a sua cultura. Também Thompson e Williams estudam a cultura a partir dos exemplos populares.

O traço distintivo dos Cultural Studies é o papel central que atribuem aos media nas mudanças sociais e culturais; nesse sentido, estes estudiosos defendem que a análise cultural deverá integrar tanto a cultura idealista, que se focaliza no ideal de perfeição intelectual e artística, como a cultura patrimonial, centrada nos registos, memórias e documentos produzidos pela humanidade e a cultura de práticas quotidianas. No entanto, a cultura de massas não é somente um produto dos media – é o resultados das sociedades policulturais modernas.

Num dos seus livros mais importantes, “The Sociology of Culture”, Raymond Williams relembra a dificuldade em definir o termo “cultura”, traçando uma curta cronologia da evolução deste conceito quanto ao seu significado, desde o sinónimo “cultivo” e a partir do século XVIII como cultivo do espírito e uma forma de vida dos iluminados. Williams distingue ainda três significados comuns do termo “cultura”: como estado mental diferenciado (uma pessoa culta); como processos do seu desenvolvimento (“interesses culturais”); e meios desses processos (cultura como artes e trabalhos intelectuais). Estes significados coexistem com a definição antropológica de “uma forma de vida” de um grupo ou pessoa.

Segundo este sociológico, usa-se a palavra “cultura” em dois sentidos: para designar todo um modo de vida, reflectido nas actividades culturais, como linguagem, estilos artísticos e trabalho intelectual, e numa perspectiva de “ordem social” (“a whole social order”) no seio de uma cultura específica, em que os estilos artísticos e trabalhos intelectuais derivam de outras actividades sociais. Estas duas vertentes integram-se na perspectiva idealista e materialista, respectivamente (Sousa, 2004: 39).

 

Esta definição de cultura tem uma relação directa com o seu carácter “ordinário”, isto é, algo usual e comum a todas as pessoas, sejam elas de classe alta sejam de baixa. Deste modo, rompe também com a classificação da cultura de “elite” ou “popular”. A cultura não se restringe à produção artística, mas inclui todas as expressões e significações de valores de um povo. Parte do seu projecto é, precisamente, estudar a “cultura comum” em oposição à de massa ou à de “elite”, uma divisão que, segundo Williams, não existe.

Até hoje, foi criado e desenvolvido um espaço de discussão variada sobre as várias dimensões da cultura (seja ela alta ou baixa, de elite ou popular) e das suas vertentes sociológica, antropológica e até económica. Mas o importante é que todos os estudos se centram nos media e nos novos media para compreender os diversos fenómenos culturais são só a nível local como global.

 

Mapa Europeu dos Blogues Culturais (e contributos para um projecto pessoal)

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A LabforCulture já disponibilizou o mapa interactivo dos blogues culturais existentes na Europa, que tem estado a ser actualizado diariamente. Infelizmente, só o meu está referenciado em Portugal. Por isso, apelo às inscrições dos vossos blogues culturais para que o mapa interactivo seja verdadeiramente um reflexo do blogging cultural europeu.

 

Podem adicionar o vosso blogue cultural a partir deste link.

 

Declaração de interesse: pretendo, no decorrer da minha investigação académica, seleccionar e entrevistar alguns autores de blogues culturais portugueses. As conclusões poderão fazer parte do capítulo de um livro, elaborado com base na minha tese de mestrado e em investigações recentes. O directório dos blogues culturais bem como as respectivas entrevistas serão também publicados neste blogue. No entanto, a classificação de “blogue cultural” obedece a alguns critérios, que derivam da noção de cultura que defendo, conceito alargado em parte pelas indústrias culturais e criativas. Os bloggers que desejem contribuir para este projecto poderão contactar-me por e-mail ou adicionar o seu blogue ao mapa europeu.

Um bom motivo por que as revistas cor-de-rosa interessam…

cs1…Porque permitem (também) ler artigos como este, publicado pelo Prof. Rogério Santos, no blogue Indústrias Culturais, a propósito do cenário e das personagens em torno da jornalista “Clara de Sousa”.

 

Há sempre um certo pseudo-asco em relação a este tipo de revistas, e confesso que não as compro mesmo (embora as folheie sempre que as “apanho”), mas não me esqueço do que o Prof. Rogério Santos me disse quando estava a defender a minha tese de mestrado sobre a cultura no jornalismo cultural: as revistas cor-de-rosa são um veículo importante para estudar os públicos da cultura e a cultura urbana portuguesa (foi mais ou menos esta ideia). O artigo mencionado acima é, precisamente, um bom exemplo disso.

Jornalismo de variedades no Brasil: jornalismo cultural em Portugal?

jtpq2No Brasil, o chamado jornalismo de variedades compreende assuntos “considerados, à primeira vista, irrelevantes, tais como tendências estéticas, gastronomia, comportamentos, entre outros”, integrados em cadernos específicos que contêm também os assuntos tradicionalmente abordados pelo jornalismo cultural.

Esta comunicação, apresentada por Francisco Assis (Universidade Metodista de São Paulo) no VI SOPCOM foi motivo de uma saudável troca de ideias, devido ao facto de este conceito não ser utilizado em Portugal e também por, em minha opinião, esses assuntos fazerem, precisamente, parte do jornalismo cultural (para que este não se cinja mais à cultura clássica ou de elite). Vale a pena ler o texto integral de Francisco Assis aqui.

Tendências do Jornalismo Cultural em Portugal

Partilho abaixo a apresentação em .ppt da minha comunicação no VI Sopcom. Disponibilizarei em breve o texto respectivo no link “artigos” deste blogue. No que respeita ao balanço de todos os congressos, o blogue oficial do evento e o Indústrias Culturais publicaram excelentes resumos.

Resumo

Definir jornalismo cultural é uma tarefa complexa, dadas as várias concepções existentes, em parte suportadas pela própria complexidade do termo “cultura”. Contribui também para esta dificuldade a coexistência de textos jornalísticos e exclusivamente literários ou ensaísticos nas páginas culturais, a vasta gama de publicações onde “existe” jornalismo cultural, desde o suplemento de um diário a uma revista académica e, por fim, as diferentes perspectivas de cultura que os media praticam.

Hoje, a concepção de jornalismo cultural não é unânime nos media mundiais e portugueses. Algumas publicações optam por uma abordagem “clássica”; outras, por uma cultura de tendências e alargada aos produtos das indústrias culturais e criativas.

Quais são, assim, as tendências do jornalismo cultural em Portugal? Este é o ponto de partida para esta comunicação.

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Acompanhem o VI SOPCOM, IV IBÉRICO e VIII LUSOCOM em directo

sopcomtwitter1Começou hoje na Universidade Lusófona o conjunto de congressos integrados na área da comunicação ? VI SOPCOM, IV IBÉRICO, VIII LUSOCOM e o II Colóquio Portugal-Brasil.

 

Até à próxima sexta-feira, o evento poderá ser acompanhado em directo on-line e (quase em directo) vias blogue e twitter.

 

Este é um exemplo claro e factual das vantagens da utilização das redes sociais para fins democráticos, sociais e culturais.

Blogging cultural na Europa

labQuem bloga? Sobre que temas culturais blogam? Para quem? Que registos linguísticos utilizam? Até que ponto são sustentáveis (e sustentados)?

 

É o estudo em destaque da LabforCulture, cujo objectivo é reflectir sobre os blogues europeus que se focalizam na cultura popular e contemporânea: até Junho de 2009, esta plataforma irá publicar semanalmente uma série de entrevistas acerca do tema – já estão on-line duas – e em breve lançará um mapa interactivo da blogosfera europeia. Os resultados do estudo serão compilados e publicados no próprio site.

“Tendências do Jornalismo Cultural em Portugal” ? 6.º Congresso da SOPCOM

sopcomPor ocasião do 6.º Congresso da SOPCOM, irei apresentar no próximo dia 16 de Abril, entre as 18h e as 19h30, uma comunicação intitulada “Tendências do Jornalismo Cultural em Portugal”. A respectiva sessão, dedicada ao Jornalismo, é coordenada pelos Profs. Manuel Pinto e Rogério Santos.

 

O programa do Congresso pode ser visto aqui.

AZ Magazine (e a cultura na Medicina)

azmagazineJá tive oportunidade de folhear virtualmente a AZ Magazine, uma revista online de fotografia lançada pelo blogue Açores2010. O primeiro número reúne fotografias de Guilherme Figueiredo (“Argentina”) e o segundo de José António Rodrigues (“Lisboa/Paris/Lisboa”).

 

Guilherme Figueiredo é reumatologista de profissão. Privei com a sua obra aquando do lançamento do calendário REUMA 2007, para o qual fotografou doentes com diversas patologias reumáticas.

 

A Medicina é, para mim, um tema cultural por excelência, isto é, pode ter várias abordagens culturais. É pena que não seja aprofundado. Tenho tido, felizmente, a oportunidade de entrevistar alguns médicos desta especialidade e é visível o quanto de arte há no exercício da Medicina. É natural, por isso, que existam tantos médicos que se dediquem às artes plásticas, à literatura e a outras formas de expressão artística.

O futuro do jornalismo de artes

articlesO National Arts Journalism Program (NAJP) tem um blogue dedicado ao jornalismo de artes, intitulado ARTicles (nos EUA, não é utilizada a expressão “cultural journalism”, mas, sim, “arts journalism”). E, bem a propósito, o artigo mais recente versa sobre “O futuro do jornalismo de artes”, debate decorrido no passado dia 12 em Nova Iorque, que reuniu editores, professores e estudantes da área, e cujo vídeo pode ser visto aqui.

Obscena – 2 anos de artes performativas em revista

obscenaA edição impressa que marca o segundo aniversário da revista Obscena já saiu há quase um mês, mas só agora a trago aqui, porque não merecia que a mencionasse sem a ler primeiro de fio a pavio. Felizmente, a Obscena não é uma revista que se leia totalmente entre estações do metro ou enquanto se deita o olho a um episódio menos bom do “Criminal Minds”. Para ler a Obscena há que ter concentração, o que, nos dias que correm, com a informação efémera que nos atravessa a toda a hora e a todo o instante – a maioria produzida por máquinas gigantescas de marketing que descobriram recentemente que a publicidade camuflada de informação é a nova galinha dos ovos de oiro (e ao menos podiam fazê-la bem, como explicarei noutro post em breve) – é MUITO POSITIVO.

Fazendo uma síntese muito breve do que mais gostei para não contar o “filme” a quem ainda não o “viu”, fiquei a pensar no que o André Dourado disse no seu artigo de opinião sobre os bons exemplos culturais ocorridos em 2008 no nosso país; reflecti, mais uma vez, sobre a eterna questão da criatividade, que já debati aqui, através do artigo de Yohan Floch; por fim, gostei de todo o conceito editorial da secção “cabinet d’ amateur”.

Tiago Bartolomeu Costa, director da revista, tinha um blogue, intitulado “O melhor anjo”, no qual escrevia regularmente críticas e reflexões. Embora tenha sido encerrado há um ano, merece uma visita. A escrita é assim, intemporal.

Sobre a Bombart – Helena Osório

bombartEm resposta ao post que coloquei sobre o lançamento da revista bimestral Bombart, a sua editora, Helena Osório, já esclareceu o lapso que referi. Trancrevo-o aqui para quem não costuma aceder aos comentários.

“Houve realmente um lapso no 1º número pois a revista era para ser bimensal e, à última hora, a alteração para bimestral não foi feita. Houve também alguns problemas com as imagens cedidas pois não foram respeitadas as exigências da designer, Susana Leão Machado. De qualquer forma, a revista tem uma imagem internacional (não de catálogo) e aconselho vivamente a lerem os textos, bem como a Bombart nº2 com mais matérias e um novo projecto dedicado a artistas convidados. Vai ser lançada a 7 de Março com a abertura da Miguel Bombarda fechada ao trânsito e com as inaugurações das galerias. No n.º2 publicamos críticas no editorial que ajudam a melhor compreender o/s propósito/s da revista. Escrevam-nos…”

Edição de Março de “Os Meus Livros” oferece… livros

omlEm nota enviada aos meios, a revista mensal “Os Meus Livros”, nas bancas a partir de amanhã, sexta-feira, será vendida com a oferta de um livro, fruto de uma parceria com a editora Saída de Emergência. Sem desvendar o véu, informa apenas que, entre os títulos, estarão obras de literatura fantástica, romântica, contemporânea, thrillers, policiais, romance histórico e outros géneros.