Primeiro número do “The Journal of Media Innovations”

Numa altura em que se fala cada vez mais no conceito de “inovação” no contexto dos media, vale a pena percorrer o número inaugural do “The Journal of Media Innovations“.

A propósito da inovação, é usual confundir o termo com criatividade. Charles Landry e Franco Bianchini explicam de forma muito simples no seu livro “The Creative City” (1994) a diferença entre os dois conceitos: enquanto a criatividade corresponde ao processo que resulta em novas ideias, a inovação corresponde precisamente ao processo através do qual essas novas ideias são implementadas. Neste sentido, a criatividade precede a inovação e é esta que, mediante a avaliação da ideia criativa, fará a diferença no desenvolvimento do produto.

 

 

After the Asylum

O projecto multimédia After the Asylum retrata a vida de três ex-doentes psiquiátricos que regressaram à sua comunidade depois de estadias em asilos psiquiátricos, numa altura em que o último estabelecimento deste tipo irá fechar, na Irlanda, daqui a 18 meses. O projecto, promovido pelo The Irish Times e co-financiado pelo Mary Raftery Journalism Fund, visa alertar a opinião pública para o estado dos serviços psiquiátricos irlandeses.

Curso de Jornalismo Narrativo na FCSH-UNL

Tem início na próxima segunda-feira, dia 1 de Julho, o curso “Storytelling no Jornalismo: construção de ‘estórias’ no jornalismo narrativo e novas possibilidades em ambiente digital”, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O curso tem como objectivo

Tese de doutoramento “A contextualização no ciberjornalismo” disponível para download

(17/01/2012) “O ciberjornalismo atual vive no duplo embaraço de não encontrar um modelo de negócio sólido que o viabilize e, simultaneamente, de ver parte do seu território invadido por novos atores, muitos dos quais desconhecedores e/ou desrespeitadores da função social e das normas éticas da atividade. São os próprios fundamentos do jornalismo que estão a ser postos em causa. E um desses fundamentos é a obrigação de colocar o facto em contexto, tarefa facilitada pelas potencialidades da Internet, mas nem sempre executada. Pretendeu-se com esta tese medir os níveis de contextualização presentes no ciberjornalismo e perceber o que determina os processos de contextualização ciberjornalística. Através da observação de cibermeios, de um inquérito a ciberjornalistas e de entrevistas a investigadores, concluiu-se que o ciberjornalismo está ainda longe de ser plenamente contextualizado e que a reduzida dimensão das redações online é o fator mais determinante nos processos de contextualização.”

A tese de doutoramento de Fernando Zamith, intitulada “A contextualização no ciberjornalismo” e defendida em 14 de Dezembro de 2011, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, está disponível no Repositório Aberto desta instituição.

Livro # “80 claves sobre el futuro del periodismo”, de José Luís Orihuela

(24/10/2011) Foi lançado na semana passada o livro “80 claves sobre el futuro del periodismo” de José Luís Orihuela, que resulta de uma recompilação dos seus posts publicados no Digital MediaWeblog, blogue do periódico digital ABC. Cada tema analisado conta com um comentário de um especialista. A introdução e os anexos dos livros estão disponíveis online.

José Luís Orihuela é professor de Comunicação na Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha) e autor do blogue ecuaderno, que conta com 10 anos de vida.

10 conselhos para estudantes (e profissionais) de comunicação

1. Especializa-te em temas, não em medias específicos
2. Aprende a converter as tuas ideias em projectos
3. Aprende a converter os teus projectos em negócios
4. Concentra-te nas linguagens e na narrativa, não na tecnologia
5. Começa a construir a tua identidade profissional agora
6. Aprende a trabalhar com outras pessoas
7. Aprende a pensar criativamente
8. Aprende a trabalhar rapidamente e bem
9. Começa um blogue
10. Pergunta
 
Estes são os 10 conselhos de Orihuela para os seus novos alunos de Comunicação. Como aluna e profissional, admito que são conselhos preciosos, em particular o 2.º, o 3.º, o 6.º, o 7.º e o 9.º.  Quanto à questão dos temas vs. media específicos, penso que o melhor é mesmo apostar nas duas vertentes.
 
No contexto de começo de aulas, revejo-me também na carta que António Granado (orientador da minha tese de doutoramento) endereçou aos seus novos alunos da licenciatura em Ciências da Comunicação (fazendo dele as palavras de Gideon Borton).

Cobertura online do 11 de Set. e o e-book da New Yorker

O site CyberJournalist compilou as que considera ser algumas das melhores coberturas jornalísticas online (norte-americanas) do 11 de Setembro de 2011. É extremamente interessante analisar como o jornalismo online evoluiu nos últimos dez anos (os autores mencionam, aliás, isso mesmo). Ainda a propósito deste tema, a revista New Yorker lançou um e-book com toda a cobertura feita por esta publicação nos últimos dez anos. Uma boa compra, sem dúvida, e um exemplo a seguir por outros media, definitivamente.

Astronaut – Nova magazine para iPad

A Astronaut é uma nova revista independente em inglês, nascida no seio de um grupo de criativos alemães e concebida especificamente para o iPad. A primeira edição foi publicada no mês passado e focaliza-se em no jornalismo de viagens, com mini-documentários extremamente interessantes. O alinhamento editorial e o grau de interactividade são mesmo muitooo bons para os modestos 4 dólares.

É um deleite ver e ler revistas assim. Pode ser comprada no iTunes App Store.

Imagens: Coolhunting

11 competências dos jornalistas do futuro

Headline Optimizer, Social Media Reporter / Aggregator, Story Scientist, Data Detective, Curator in Chief, Explanatory Journalist, Viral Meme Checker / Viral Video Maker, Slideshow Specialist, Networker, E-book Creator, Web Developer são 11 das novas funções que começam a surgir agora no seio do jornalismo. Reflictam bem sobre este artigo, se não quiserem ficar pelo caminho no futuro (muito breve)…

Fonte: Sustainable Journalism

 

10 ferramentas gratuitas (e legais) para jornalistas multimédia

A consulta ao blogue de Adam Westbrook deveria ser tão natural para os jornalistas (principalmente aqueles que querem –  e muito bem  – aventurar-se em publicações digitais independentes) como lavar os dentes, isto é, as vezes que forem necessárias. Recupero um dos seus artigos como resposta a uma pergunta que me foi feita ontem por um colega jornalista: “em que programas deve um jornalista multimédia saber ‘mexer'”?

A resposta está aqui!