Como criar um negócio na área do jornalismo

(22/05/2012) O empreendedorismo urge, também, no jornalismo. O curso “Como criar um negócio na área do jornalismo” (“negócio” tem de entrar no léxico dos jornalistas, dê lá por onde der) faz parte da oferta curricular da Escola de Verão da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa e decorre entre 16 e 25 de Julho, às segundas, quartas e sextas, das 17h às 20h. É ministrado por António Granado e Fernanda Llussá.

(Inscrevam-se.)

No âmbito do Digital Media Summer Institute do programa UT Austin | Portugal CoLab, Rosental Alves virá a Lisboa dar um curso sobre jornalismo empreendedor, entre 4 e 15 de Junho, das 14h às 17h, nas instalações da FCSH. As inscrições terminam na próxima sexta, dia 25 de Maio.

(Inscrevam-se.)

Ainda a propósito deste tema, aconselho a leitura do post “The rise of microbusiness and why journalists should embrace it“, de Adam Westbrook.

 

 

A velha nova questão dos paywalls e como financiar o jornalismo digital

(05/01/2011) “When a paper abandons the standard paywall strategy, it gives up on selling news as a simple transaction. Instead, it must also appeal to its readers’ non-financial and non-transactional motivations: loyalty, gratitude, dedication to the mission, a sense of identification with the paper, an urge to preserve it as an institution rather than a business“.

Clay Shirky defende que 2012 será o ano em que os jornais digitais irão desistir de tratar as notícias como produtos e os leitores como clientes. Refere-se, lá está, à velha nova questão dos paywalls. Vale a pena ler o artigo e os respectivos comentários. Mas não é o único a dizer isso (e é fácil não o ser, já que os paywalls não funcionam desde, praticamente, o início). Bobbie Johnson também faz um balanço interessante com vários exemplos.

Continuo a achar que um modelo de negócio a considerar para o jornalismo digital é aquele que congrega publicidade, serviços, produtos especiais (como e-books), filantropia, doações dos leitores e, principalmente, bom jornalismo, assente numa perspectiva sem fins lucrativos. A esse propósito, Clara Jeffery, co-editora do Mother Jones, anuncia quais são as apostas das organizações de notícias sem fins lucrativos para 2012.

Duas publicações essenciais para jornalistas empreendedores

(03/11/2011) Uma partilha uma experiência. A outra reúne casos de sucesso. Ambas, promovidas pela Knight Foundation, são de leitura obrigatória para quem quer lançar um projecto na área do jornalismo.

 “Reinventing Journalism – An unexpected personal  journey from journalist to publisher” relata a experiência de Robert J. Rosenthal, que, após 40 anos como jornalista e editor, se viu obrigado a lidar com “números” e a vertente do negócio, ao assumir a liderança do Center for Investigative Reporting e ao lançar o  “California Watch”. O testemunho termina com 10 lições essenciais para jornalistas empreendedores.

Getting local: how nonprofit news ventures seek sustainability” analisa algumas das news ventures sem fins lucrativos mais bem-sucedidas dos EUA, fornecendo dados sobre as estratégias que têm usado para envolver os leitores, angariar patrocinadores e alcançar a auto-sustentabilidade.

O que sabemos sobre os modelos de jornalismo digital até agora

(20/05/2011) “We think the world needs journalism and journalists. We welcome the tremendous access people now have to data and information, but much of what Americans need to know will go unreported and unexposed without skilled, independent journalists doing their work. That work can include reporting and editing in the traditional way, as well as aggregating information from other sources, or sorting and presenting data to make it accessible and understandable.”

 Subscrevo tudo. O relatório “The Story so Far – What we know about the business of digital journalism”, da Columbia University Graduate School of Journalism, é de leitura indispensável. O download pode ser feito aqui.

Emídio Rangel tem novo projecto de media

(24/01/2011) “Os projectos de Emídio Rangel para a fundação de um semanário, uma rádio de informação e um site na Internet vão arrancar em simultâneo a partir de Abril. Trata-se de um investimento de cinco milhões de euros, que exigirá a contratação de mais de cem jornalistas que, no futuro, irão também trabalhar para um canal de televisão da responsabilidade do antigo homem forte da SIC.”

Ler a notícia completa do Público aqui.

Foto: Miguel Silva (Público).

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Leituras sobre novos modelos de negócio no jornalismo

O jornalista tem de sair do pedestal e assumir o perfil de empreendedor, ou seja, correr riscos,  conhecer os princípios de gestão de uma empresa e ter noção da multidisciplinaridade que envolve um negócio do jornalismo. Isto se quiser, naturalmente, vingar. Não poderia concordar mais com Rosental Alves, um gigante do jornalismo, professor da Universidade de Austin e docente do workshop “Digital Journalism for a Network Society” que está a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (e o qual tenho o privilégio de estar a frequentar).

 

Enumero abaixo algumas leituras essenciais sobre novos modelos de negócio do jornalismo:

 

(Oportunamente, irei acrescentando mais links úteis.)

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Como criar um negócio na área do jornalismo

É um mini-curso da Escola de Verão da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e há, sobretudo, duas razões para frequentá-lo: a relevância do tema é indiscutível (um jornalista pode e deve ser empreendedor) e é ministrado pelo Prof. António Granado.

O curso é composto por cinco sessões, de quatro horas cada, programadas para os dias 6, 8, 10, 15 e 17 de Setembro de 2010, entre as 18h e as 22h. As inscrições podem ser feitas aqui.