Livros # Magazine Editing in Print and Online

(27/12/2011) A 3.ª edição do livro “Magazine Editing” tem uma actualização que o faz ser de compra obrigatória, mesmo para quem tem uma edição anterior (como é o meu caso): posiciona-o no contexto on-line. Paul Bradshaw foi o autor responsável por esta nova abordagem (embora o livro seja originalmente da autoria de John Morrish), focando-se na caracterização dos diversos tipos de magazines digitais, nos respectivos modelos de negócio, bem como nos novos recursos editoriais e humanos.

“Magazine Editing in Print and Online”, de John Morrish e Paul Bradshaw, está à venda na Amazon.co.uk ou na Amazon.com.

Livro # Jornalismo de Revista

(04/10/2011) A minha paixão pelo jornalismo nunca teve muito que ver com a procura da cacha jornalística ou com as hard-news. O prazer resulta, sim, da procura do conceito, do ângulo de abordagem e da construção da narrativa ou do storytelling, mais dados às revistas (e suplementos) do que propriamente aos jornais. Por isso, anseio sempre por novos livros no contexto do jornalismo de revista (“magazine journalism”), uma área que, em Portugal, carece da devida atenção. Aguardo, assim, com expectativa o lançamento do novo livro de Tim Holmes e Liz Nice, intitulado “Magazine Journalism (Journalism Studies: Key Texts)”. Tim Holmes é professor na Universidade de Cardiff, é autor do blogue MagBlog e de mais três livros na área: “Mapping the Magazine: Comparative Studies in Magazine Journalism (2 edições) e “Subediting for Journalists (Media Skills)”. Liz Nice é jornalista freelancer.

“Magazine Journalism” é lançado no próximo dia 30 de Novembro (a Amazon já está a aceitar reservas).

Cobertura online do 11 de Set. e o e-book da New Yorker

O site CyberJournalist compilou as que considera ser algumas das melhores coberturas jornalísticas online (norte-americanas) do 11 de Setembro de 2011. É extremamente interessante analisar como o jornalismo online evoluiu nos últimos dez anos (os autores mencionam, aliás, isso mesmo). Ainda a propósito deste tema, a revista New Yorker lançou um e-book com toda a cobertura feita por esta publicação nos últimos dez anos. Uma boa compra, sem dúvida, e um exemplo a seguir por outros media, definitivamente.

Astronaut – Nova magazine para iPad

A Astronaut é uma nova revista independente em inglês, nascida no seio de um grupo de criativos alemães e concebida especificamente para o iPad. A primeira edição foi publicada no mês passado e focaliza-se em no jornalismo de viagens, com mini-documentários extremamente interessantes. O alinhamento editorial e o grau de interactividade são mesmo muitooo bons para os modestos 4 dólares.

É um deleite ver e ler revistas assim. Pode ser comprada no iTunes App Store.

Imagens: Coolhunting

Os tempos difíceis do português na imprensa

É o tema de capa da última edição da revista “Jornalismo & Jornalistas“, que recupera uma figura cada vez mais rara nos jornais – o revisor -, responsável por detectar os erros formais de português que estão cada vez mais presentes, defende o artigo, nos jornais e nas revistas. Recomendo também, nesta edição, a entrevista a Steve Doigt, por Carla Baptista, e as análises de Catarina Rodrigues e Pedro Jerónimo, ambas sobre as redes sociais.

Call for papers # revista DOC

(19/05/2011) O próximo número da DOC On-line – Revista Digital de Cinema Documentário é dedicado ao Documentário sobre Arte. Os trabalhos para as diferentes secções deste número – dossier temático, artigos, análise e crítica de filmes, leituras, dissertações e teses, e entrevista – podem ser enviados até 10 de Junho de 2011 para marcius.freire@gmail.com ou manuela.penafria@gmail.com.

A DOC On-line é uma revista semestral que resulta de uma parceria entre a Universidade da Beira Interior e a Universidade Estadual de Campinas (Brasil).

Relatório de tendências “Design + Culture – A Return to Fundamentalism?”

(22/03/2011)

A return to cultural fundamentalism is essential if we are to reengage our tribal past and work toward a a collective local global future. The measure of a civilisation is the strength of its culture. The desire to reclaim a more long lasting cultural integrity is to create memorable experiences, and emotionally rewarding objects

 O novo relatório de tendências do site David Report é de leitura obrigatória para os jornalistas culturais. Está disponível aqui.

Curta-metragem é o tema da nova edição da revista Drama

(01/03/2011) [Via Indústrias Culturais] A Drama, revista semestral de cinema e teatro, acaba de disponibilizar on-line a sua terceira edição, dedicada à curta-metragem. Destacam-se as entrevistas com  Richard Raskin, autor do livro The Art of the Short Fiction Film: A Shot by Shot Study of Nine Modern Classics, Paul Wells, estudioso do cinema de animação, e Miguel Dias, director do Festival de Curtas de Vila de Conde. João Nunes, Gonçalo Galvão Teles e Ricardo Oliveira assinam artigos muito interessantes.

Revistas impressas vs. digitais: quem ganha a corrida?

 (21/02/2011) Digital magazines are currently too big and bulky and almost defeat one of their main intended purposes, the promise of instant access to content and information.

Esta foi a conclusão a que chegou Nick Bilton, do New York Times, quando decidiu comparar o tempo de download para iPad da última edição da revista Wired e o de pegar no carro, passar 12 quarteirões, estacionar e comprar a mesma edição na versão impressa numa tabacaria em Brooklyn.

Ao chamar a atenção para um dos (pequenos grandes) problemas da versão Ipad das revistas digitais, o artigo acaba por colocar o dedo na ferida: as revistas digitais continuam a ser (ou, pior, a tentar ser) uma réplica das suas versões  impressas.

Ilustração: Nick Bilton

Os melhores blogues sobre revistas impressas e digitais

(20/01/2011) A lista que partilho convosco integra os blogues sobre cultura de magazines que acompanho quase diariamente. Embora uns se focalizem no design editorial, outros na componente jornalística e outros na vertente digital, todos dão contributos essenciais para compreendermos as tendências editoriais, sociais e comerciais deste médium. São, sobretudo, grandes fontes de inspiração relativas a temas e conceitos a explorar.

1. MagCulture Sem dúvida, o melhor. É mantido por Jeremy Leslie, colaborador da Creative Review, co-curador do Colophon, simpósio de magazines independentes, e fundador da EDO.

 2. Digital Mags Mantido por John Weir, o blogue focaliza-se nas mais recentes aplicações para magazines digitais, do iPad aos softwares para publicações.

3. Magtastic Blogsplosion  Blogue de consulta obrigatória. Mantido pelo jornalista Andrew Losowsky, que escreve sobre magazines para o Wall Street Journal, focaliza-se no desenvolvimento desta indústria em todo o mundo.

4. Stack Blog  O Stack é um projecto muito original que reúne as melhores revistas independentes de todo o mundo (em língua inglesa) e as envia directamente para as caixas de correio dos subscritores. No entanto, o ponto intrigante deste serviço é que os subscritores nunca sabem que título irão receber…   A Stack faz-lhes sempre uma surpresa com uma publicação de excelência independente, a qual, de outra forma, nunca iriam conhecer. E o mesmo se aplica ao blogue.

5. Screenzine Mais um bom blogue que explora o futuro das revistas digitais.  

6. Mr. Magazine  Samir Husni é Mr. Magazine, director da Magazine Innovation Center na Universidade de Mississippi e professor na mesma instituição. Conhecido em todo o mundo como o gigante académico das revistas, o seu blogue faz juz a este atributo.

7. Magblog Mantido por Tim Holmes, o MagBlog discute as mais recentes tendências das revistas impressas e digitais.

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O que andei a perder…

Não é ironia. Esta é uma das pérolas da cultura de revistas que gostava de ter conhecido há mais tempo: o Nation Magazine Cover Archive (um título ambicioso para um “hobbysite”, criado por Michael Bojkowski)  reúne as capas de algumas das revistas mais interessantes do mundo. A forma como as dispõe permite-nos analisar rapidamente a forma como o design de capa de cada título veio evoluindo ao longo dos anos.

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Entradas (e reflexões breves) sobre magazines que, numa perspectiva de curadoria de informação, merecem ser arquivadas.

1. Narrative – Revista online sobre narrativas e narratividade 

Publicada pela Narrative, uma organização sem fins lucrativos, a revista com o mesmo nome é especializada nas narrativas e nos processos de narração, em particular, no ambiente digital.

2. Revista Cult 

A última edição da revista Cult tem um dossier especial dedicado à Contracultura. Alguns dos artigos estão disponíveis na versão digital.

3. MeatPaper ou uma revista de artes e ideias sobre carne

A editora da revista,  Sasha Wizansky,  afirma que há leitores e abordagens suficientes para suportar esta revista impressa sobre carne. Vale a pena espreitar o site e analisar a forma como o tema é explorado.

4. Digital Magazine Awards

Já são conhecidos os vencedores dos prémios Digital Magazine Awards 2010, exemplos do melhor que se tem feito nesta área.

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Em que formato iremos ler revistas em 2020?

Há cerca de uma década, estas eram algumas das previsões da Microsoft em relação ao futuro das publicações digitais:

  • em 2004, os tablets PC seriam uma ferramenta comum de leitura;
  • em 2006, os e-quiosques de notícias estariam em cada esquina;
  • em 2008, os e-books começariam a gerar um grande volume de negócios na maior parte dos países;
  • em 2010, as empresas iriam oferecer leitores de e-books;
  • em 2020, a definição de “livro” será “escrita no ecrã de um computador”.

Agora,a Exact Editions está a promover aqui um inquérito mundial para descobrir que formatos de revista – de uma lista de 11 – serão os mais populares em 2020.

A minha escolha recaiu sobre dois: “on a e-ink device” e “on a tablet”. No entanto, penso que as revistas impressas (gosto do termo “magbook”)  irão sempre existir, pelo menos aquelas cuja experiência de folhear, sentir a gramagem do papel e coleccionar fisicamente como um livro são uma mais-valia.

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Computer Arts Projects: design editorial

A última edição da revista Computer Arts Projects é dedicada ao design editorial. Em 100 páginas, percorre alguns dos melhores exemplos actuais desta área e as equipas que os suportam. O jornal “i” também lá está.

Sei que só há em algumas livrarias/papelarias (como a Barata, por exemplo), mas vale a pena a procura.

 

Imagens: Magculture.com

Click Here!

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A revolução cultural de Lady Gaga

Na passada madrugada de segunda-feira, Lady Gaga tornou-se na artista feminina a ganhar o maior número de galardões numa só edição dos MTV Video Awards. Das 13 categorias para as quais estava nomeada, venceu oito (vídeo do ano por “Bad Romance”, melhor colaboração por “Telephone” com Beyoncé, melhor vídeo feminino, melhor vídeo pop, melhor vídeo de música de dança, melhor realização, edição e coreografia por “Bad Romance”).

Mas não é por isso que a trago aqui. A edição de Setembro de Vanity Fair tem-na estampada na capa. O editorial – “Lady Gaga´s Cultural Revolution” – está muito bom e a entrevista é polémica, como era suposto ser, mas extremamente interessante.

Quer se goste quer não, há que segui-la com atenção. Não sou fã, mas admito que Lady Gaga marca o início de uma nova fase da música pop (que Madonna já aflorou, mas fora do seu tempo) cujo sucesso se deve à extrema criatividade, ao conceito comunicacional global e à exploração dos potenciais da Internet e de outros media e não propriamente à qualidade da composição musical.

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BoostReview – nova magazine digital

Um bom exemplo de exploração das potencialidades de uma revista digital. Publicada quadrimestralmente pela sueca DesignBoost, a primeira edição da BoostReview focaliza-se na aplicação do design ao dia-a-dia das pessoas – “Design for Life”.

A experiência de leitura que proporciona é agradável e inovadora: está dividida em quatro capítulos, não tem o tradicional efeito page-flip, contém mais de uma dezena de entrevistas e reportagens em vídeo e está optimizada para iPad e iPhone.

 

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Lisboa pela 3.ª vez no top 25 da Monocle

A prestigiada revista britânica Monocle (e uma das minhas favoritas de sempre) volta a publicar na edição de Julho / Agosto o ranking das melhores cidades para viver em todo o mundo. Lisboa surge novamente em 25.º lugar devido à “baixa criminalidade”, à rejuvenescida “margem direita do Tejo” e à nova lei que permite o casamento entre homossexuais. Estes atributos, juntamente com a localização geográfica que faz da capital uma “porta de entrada importante” para a América do Sul, tornam Lisboa um “lugar ainda mais agradável para viver”.

 

Munique está no topo do ranking, seguida de Copenhaga e Zurique. 

 

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Revista Hyperrhiz 07 – “New Media Subversions”

A edição de Primavera da revista Hyperrhiz, dedicada aos novos media e artes digitais, tem como tema de destaque Subversões dos Novos Media.

Deixo aqui os links para os respectivos artigos e projectos de galeria desta edição. É INDISPENSÁVEL ver os projectos de galeria “Congo Kodaks ” e os ensaios “Congo Kodaks: A Consideration of Two New Media Art Projects and the Democratic Republic of the Congo” e “Between the Pixel and Word: Screen Semantics“.

INTRODUÇÃO

New Media Subversions
Davin Heckman and Hai Ren

ENSAIOS

Congo Kodaks: A Consideration of Two New Media Art Projects and the Democratic Republic of the Congo
Neil Hennessy

Hard Going: Resisting the Fantasy of Distance’s Irrelevance
Brian M. Reed

Mashing-up the Past, Critiquing the Present, Wrecking the Future: The Kleptones’ A Night at the Hip-Hopera
Benjamin J Robertson

Between the Pixel and Word: Screen Semantics
Andrew Klobucar

ARTISTS STATEMENTS

Your Divided Attention: Ambient Media Art and Looking Sideways
Brett Phares

GaLERIA

Congo Kodaks
Neil Hennessy

MAICgregator
Nicholas Knouf

Layoff!
Angela Ferraiolo and Mary Flanagan

How to transform dog/horse pron/hump lovers into art patrons
Jason Nelson

Ambient Media Art: Two Works
Brett Phares

REVIEW

Matthew Kirschenbaum, Mechanisms
Dene Grigar

 

A revista é publicada quadrimestralmente em conjunto com o jornal Rhizomes: Cultural Studies in Emerging Knowledge.

Fotografia: projecto “Congo Kodaks”

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Tornou-se o design uma nova forma de poluição?

É este o mote da 12.ª edição do David Report, intitulada “Time to rethink design”. Já tem algum tempo, mas só agora consegui lê-la na totalidade. A partir do diagnóstico das tendências contemporâneas do design, responsáveis pela crise desta área, o autor sugere uma redefinição dos seus valores e funções. A leitura é imprescindível.

O futuro das publicações digitais (digital publishing)

Este é, na minha opinião, um dos modelos de publicação digital ou on-line mais promissores, capazes de cativar anunciantes e potenciar a experiência de leitura, sem perder o conceito de revista. É da revista Wired (em parceria com a Adobe) e o protótipo foi apresentado na semana passada.

 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=T0D4avXwMmM]

Há pouco mais de um mês foi apresentado outro protótipo (a Mag+) com as mesmas potencialidades pela empresa de media sueca Bonnier.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=iAZCr6canvw]

Monocle de Novembro surpreende novamente

A Monocle acredita nos pequenos negócios. Mudam a nossa vida, criam comunidades e permitem que os nossos pequenos sonhos se tornem grandes”

É, na minha opinião, uma das edições mais apelativas quer no grafismo quer nos conteúdos. A Monocle, a minha revista inglesa de eleição, traz em Novembro um guia para pequenas empresas, divulgando casos inspiradores de todo o mundo, como o de Mirko Borsche, designer gráfico alemão que aposta numa estrutura sem hierarquias e até cozinha para os seus colaboradores, e um guia das indústrias criativas do Reino Unido.

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Além dos encartes, há artigos de leitura repetida obrigatória: “The leaving is easy”, uma reportagem sobre a forma como Gothemburg (segunda cidade da Suécia) tem atraído investidores; “how to be a band in 2010”, que traça o perfil dos músicos de Rock que se tornaram os seus próprios CEOs; e, claro, o excelente – e inspirador – texto de Tyler Brûlé.

Artigo relacionado

Manifesto aos directores da nova revista "Inútil"

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Há revistas que ganham a categoria de livro. Que, quando emprestadas, têm um “V” maiúsculo de “Volta mesmo”. E penso que quem me emprestou a nova revista “Inútil”, acabadinha de ser dada à luz, pensará o mesmo. É pena. Ainda não consegui comprá-la – e ter esse exemplar só para mim sem o mostrar desprotegido a ninguém. Como se faz com os bons livros.

Magculture – Cultura de Revistas

MAGCULTURESou apaixonada por revistas. Sobretudo as culturais ou de tendências. Sobretudo as independentes, um fenómeno cultural que lá fora é conhecido por “indie”. A este propósito, o blogue “Magculture” é um um recurso excelente para descobrir novas revistas. Focalizado na cultura das magazines, sobretudo visual, o blogue é actualizado por Jeremy Leslie, designer editorial, co-curador do simpósio Colophon (um evento bianual sobre revistas independentes) e autor dos livros “Magculture” e “Issues”.

Ranking 2009 da Monocle – Lisboa entre as 25 cidades com melhor qualidade de vida

“The Portuguese capital is beginning to make the most of the sunshine and urban environment. But crime rates remain high and it´s still a bit on the sleepy side.”

cover25Como já vem sendo hábito, a revista Monocle publicou na edição de Julho o ranking 2009 das cidades com melhor qualidade de vida. Lisboa surge, precisamente, no 25.º lugar, descendo uma posição em relação ao ano passado.  Zurique figura no topo da lista, destronando Copenhaga, que ocupa o segundo lugar.

Quanto a Lisboa, a publicação inglesa elogia a inauguração de dois festivais de cinema e de think-tanks, como a LX Factory. Os três centenários quiosques, que foram recentemente restaurados e refrescam o Parque Camões, o jardim do Príncipe Real e a Praça das Flores, são também mencionados, assim como o projecto de requalificação urbanística do Príncipe Real.

A Monocle analisou as cidades do mundo segundo critérios relacionados com o desenvolvimento urbanístico, a qualidade dos transportes públicos, o nível de tolerância étnica, as questões ambientais, a oferta cultural ou o índice de crimes. Zurique foi escolhida, entre outros factores, pelos seus planos urbanísticos, a sua rede de transportes nacionais e internacionais, e pela oferta cultural, que inclui 100 galerias, 50 museus e vários eventos nocturnos.

Ranking

1. Zurique | 2. Copenhaga | 3. Tóquio | 4. Munique | 5. Helsínquia | 6. Estocolmo | 7. Viena | 8. Paris | 9. Melbourne | 10. Berlim | 11. Honolulu | 12. Madrid | 13. Sydney | 14. Vancouver | 15. Barcelona |16. Fukuoka | 17. Oslo | 18. Singapura | 19. Montréal| 20. Auckland | 21. Amesterdão | 22. Kyoto | 23. Hamburgo | 24. Geneva | 25. Lisboa.

Cinema português na Magnética Magazine

magnetica_6Só ontem tive oportunidade de “folhear” (há que arranjar um verbo português que exprima a sensação de folhear virtualmente) a edição de Maio da Magnética Magazine, dedicada ao cinema português.

De uma forma “light” ou, melhor, “lite” (a propósito da cultura “lite”, está no prelo o n.º 6 da revista Comunicação & Cultura, uma publicação da Universidade Católica Portuguesa, editada pela Quimera Editores, dedicada inteiramente a este tema), a Magnética Magazine fez “dez escolhas subjectivas” do que se filmou em Portugal nos últimos cem anos, mas, poder-se-á dizer, paradigmáticas. A ler também a reportagem sobre a Conserveira de Lisboa.

AZ Magazine (e a cultura na Medicina)

azmagazineJá tive oportunidade de folhear virtualmente a AZ Magazine, uma revista online de fotografia lançada pelo blogue Açores2010. O primeiro número reúne fotografias de Guilherme Figueiredo (“Argentina”) e o segundo de José António Rodrigues (“Lisboa/Paris/Lisboa”).

 

Guilherme Figueiredo é reumatologista de profissão. Privei com a sua obra aquando do lançamento do calendário REUMA 2007, para o qual fotografou doentes com diversas patologias reumáticas.

 

A Medicina é, para mim, um tema cultural por excelência, isto é, pode ter várias abordagens culturais. É pena que não seja aprofundado. Tenho tido, felizmente, a oportunidade de entrevistar alguns médicos desta especialidade e é visível o quanto de arte há no exercício da Medicina. É natural, por isso, que existam tantos médicos que se dediquem às artes plásticas, à literatura e a outras formas de expressão artística.

O que é isto… da arte contemporânea?

revista_continuumA revista Continuum dedica a edição de Março/Abril ao questionamento da arte contemporânea, procurando entender através de críticos, historiadores e artistas os factores que levam o público em geral a questionar o seu valor enquanto arte.

 

Produzida pelo Instituto Itaú Cultural, a revista apresenta-se agora com mais páginas e novo visual (além de seguir “as normas de Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, em vigor desde Janeiro de 2009).

Obscena – 2 anos de artes performativas em revista

obscenaA edição impressa que marca o segundo aniversário da revista Obscena já saiu há quase um mês, mas só agora a trago aqui, porque não merecia que a mencionasse sem a ler primeiro de fio a pavio. Felizmente, a Obscena não é uma revista que se leia totalmente entre estações do metro ou enquanto se deita o olho a um episódio menos bom do “Criminal Minds”. Para ler a Obscena há que ter concentração, o que, nos dias que correm, com a informação efémera que nos atravessa a toda a hora e a todo o instante – a maioria produzida por máquinas gigantescas de marketing que descobriram recentemente que a publicidade camuflada de informação é a nova galinha dos ovos de oiro (e ao menos podiam fazê-la bem, como explicarei noutro post em breve) – é MUITO POSITIVO.

Fazendo uma síntese muito breve do que mais gostei para não contar o “filme” a quem ainda não o “viu”, fiquei a pensar no que o André Dourado disse no seu artigo de opinião sobre os bons exemplos culturais ocorridos em 2008 no nosso país; reflecti, mais uma vez, sobre a eterna questão da criatividade, que já debati aqui, através do artigo de Yohan Floch; por fim, gostei de todo o conceito editorial da secção “cabinet d’ amateur”.

Tiago Bartolomeu Costa, director da revista, tinha um blogue, intitulado “O melhor anjo”, no qual escrevia regularmente críticas e reflexões. Embora tenha sido encerrado há um ano, merece uma visita. A escrita é assim, intemporal.

Sobre a Bombart – Helena Osório

bombartEm resposta ao post que coloquei sobre o lançamento da revista bimestral Bombart, a sua editora, Helena Osório, já esclareceu o lapso que referi. Trancrevo-o aqui para quem não costuma aceder aos comentários.

“Houve realmente um lapso no 1º número pois a revista era para ser bimensal e, à última hora, a alteração para bimestral não foi feita. Houve também alguns problemas com as imagens cedidas pois não foram respeitadas as exigências da designer, Susana Leão Machado. De qualquer forma, a revista tem uma imagem internacional (não de catálogo) e aconselho vivamente a lerem os textos, bem como a Bombart nº2 com mais matérias e um novo projecto dedicado a artistas convidados. Vai ser lançada a 7 de Março com a abertura da Miguel Bombarda fechada ao trânsito e com as inaugurações das galerias. No n.º2 publicamos críticas no editorial que ajudam a melhor compreender o/s propósito/s da revista. Escrevam-nos…”

Edição de Março de “Os Meus Livros” oferece… livros

omlEm nota enviada aos meios, a revista mensal “Os Meus Livros”, nas bancas a partir de amanhã, sexta-feira, será vendida com a oferta de um livro, fruto de uma parceria com a editora Saída de Emergência. Sem desvendar o véu, informa apenas que, entre os títulos, estarão obras de literatura fantástica, romântica, contemporânea, thrillers, policiais, romance histórico e outros géneros.

Crise – não desperdicemos esta oportunidade

foliocover_feb09_0A edição de Fevereiro da Folio (uma das revistas mais prestigiadas do mundo especializada no mercado dos media, em particular no das magazines) inverteu o ângulo de abordagem da crise e fez do tema de capa “A recession is a terrible thing to waste”.

 

A revista ouviu 20 nomes de responsáveis de editoras das mais variadas dimensões e “agarrou” nas oportunidades e estratégias que os momentos de crise lhes oferece ou exige em 2009. Transcrevo abaixo alguns excertos que se adequam ao mercado português. Os artigos podem ser lidos na totalidade aqui.

 

 

“The most important thing you can do in a downturn is teach editors and staff how to talk and think about Web sites, as well as the importance of investing in new technologies.”

Deborah Esayian (co-president, Emmis Interactive)

 

“It’s critical how you present yourself during a recession.”

Risa Crandall (VP , Scholastic Parents Media)

 

“Be in even closer contact with readers and customers…This is a time when priorities are shifting–everything is in flux–and you must know and understand what’s going on with them.”

Janet Libert (editor and publisher, Executive Travel SkyGuide)

 

 

“I think the worst thing you can do is announce that you have to save this or that. We try to have good operating practices and we don’t want to waste money during the good times any more than the bad times.”

Jim Prevor (CEO, Phoenix Media Network)

 

 

 “A lot of publishers forget to do the grassroots thing, like  link-share with other Web sites and blogs,” (…). “We need to try to be as creative as possible with our content, whether it’s text or streaming video. We need to be able to package all that together online without overloading our audience.”

Toyin Awesu (publisher and editor-in-chief, AvenueReport.com)

Bombart – nova revista de artes

bombartLançada há dois dias, tive ocasião de comprar a Bombart hoje. Contudo, há certos “lapsos” que provocam logo algum desconforto… Na capa, surge “Janeiro / Fevereiro 2009”; na ficha técnica, figura “periodicidade bimensal” (ou seja, duas vezes por mês)… E, pelo número de publirreportagens existentes logo no primeiro número, desconfio… Será uma revista ou um catálogo?

 

Porém,  a coordenadora editorial desta nova revista é a jornalista Helena Osório, cujo trabalho aprecio, e a respectiva direcção geral é da responsabilidade do pintor Augusto Canedo. Por isso, quando passar o desconforto, irei folheá-la com certeza.

Edição especial sobre a Escola de Frakfurt na revista Cult

imagecapaA última edição da revista Cult tem um dossier especial dedicado à Escola de Frankfurt. Com uma abordagem figurativa, centra-se em três teóricos incontornáveis da Teoria Crítica – Theodor Adorno, Walter Benjamin e Herbert Marcuse –, pontos de partida para doze ensaios escritos por referências académicas na área.

 

É possível aceder on-line a algumas páginas do dossier.

Revistas culturais portuguesas – II

Semanário Se7e (1977 – 1994)

Fundado em 1977 pelo grupo Projornal, o semanário Se7e foi, durante os seus 17 anos de existência, uma referência na cultura portuguesa, acompanhando de perto aquela que foi, na década de 80, a época de ouro da música popular e rock portugueses. Pela sua direcção passaram nomes ilustres do jornalismo e da literatura, como Mário Zambujal, Carlos Cáceres Monteiro, João Gobern, Manuel Falcão, Afonso Praça e Rodolfo Iriarte.

Do leque de colaboradores fizeram parte Fernando Assis Pacheco, Pedro Rolo Duarte, Margarida Rebelo Pinto, António Rolo Duarte, José Manuel da Nóbrega, entre outros.

Na última edição, datada de 28 de Dezembro de 1994, o editorial de Manuel Falcão já dava conta das principais dificuldades por que o jornalismo cultural iria passar (ainda antes do advento da internet): “os problemas entraram-nos pela casa dentro. Hoje em dia felizmente que não há quase ninguém que não publique roteiros e guias de espectáculo. (…) Dantes quase ninguém falava de discos, da música pop, do rock nem pensar. O cinema era assunto perdido nas páginas finais dos periódicos. O Se7e foi feito ao contrário de tudo isso. E por isso mesmo teve sucesso”.

Revistas culturais portuguesas – I

flamaRevista Flama (1937 – 1976)

A revista Flama, fundada a 5 de Fevereiro de 1937 pela Juventude Escolar Católica (na altura em formato de jornal quinzenal) – passando por sucessivas direcções e reformulações ao longo dos 40 anos de existência –, foi uma das revistas mais marcantes do século XX em Portugal, considerada por muitos a precursora das newsmagazines portuguesas.

Na edição de 28 de Maio de 1944, a revista, tornada entretanto mensal, anunciava o seu posicionamento: “[Flama] tem entre os seus fins o de promover o progresso das letras e do amor pela ciência entre a gente môça. Podíamos ocultar um pouco a nossa qualidade de católicos activos e muito aumentaria o nosso público, mas a Flama não quer equívocos e tem amor a situações claras” (Fonseca, 2007 ; 6). Foi nesta data que teve início a longa tradição de entrevistar figuras do espectáculo, geralmente capas de revista, e a cobertura do mundo das artes e cultura, que incluiu inclusive um concurso literário e filosófico cujo júri era constituído por grandes nomes das letras portuguesas. O ênfase na reportagem, acompanhada de muitas fotografias, foi conquistando cada vez mais leitores, alcançando os 17 mil exemplares por mês.

Em 1949, com uma nova proprietária, o director delineava assim o perfil da revista: “(…) dirige-se ao grande público, a todas as pessoas de bom gosto, que preferem o belo ao pornográfico, o elevado ao banal, e acham mais nobres e humanas as coisas da vida quando através delas perpassa um sopro de espiritualidade”. Acrescentava que a publicação incluía “selectos trechos literários, lindos contos, entrevistas, utilidades, histórias infantis, modas e lavores, desporto, cinema e actualidades”, embelezadas pelo “suave perfume da arte”.

A revista passou, entretanto, por muitas dificuldades financeiras e várias direcções, mas conseguiu alcançar, entre 1967 e 1971, os 30 mil exemplares e as 68 páginas. Na altura, a sua filosofia editorial integrava assuntos políticos importantes e dava destaque às figuras do espectáculo. A 2 de Setembro de 1976, teve o seu fim.

Bravo! dá novamente destaque à literatura portuguesa

136_fi_traicao_g“(…) Conformei-me que não voltaria a ver o Josef. Por isso, nunca quis voltar a Amstetten. O Josef era um segredo para sempre. Havia momentos em que me parecia que só tinha existido na minha imaginação, mas isso é algo que me acontece com todo o passado. (…)

José Luís Peixoto (Conto “Traição”)

 

A edição de Dezembro da revista cultural brasileira Bravo! dá novamente destaque à literatura portuguesa: Paula Barcellos faz uma crítica (bem positiva) do novo livro “Aprender a Rezar na Era da Técnica”, de Gonçalo M. Tavares, “um retrato da esquizofrenia como há muito tempo não se via na literatura”; José Luis Peixoto publica o conto “Traição”, baseado na história verífica de Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha encarcerada durante 24 anos e com quem teve sete filhos, resultantes de abusos sexuais.

 

Fotografia: Bravo!