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COLHER – inside the portuguese graphic design

O site Colher, criado por Eurico Sá Fernandes, funciona como plataforma de divulgação de designers e ateliers portugueses, o que é sempre uma iniciativa de louvar. Até à data, o directório reúne trabalhos de 31 criadores portugueses, desde a tipografia, ao design editorial e à ilustração. Pela qualidade do projecto, espero que este número aumente.

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Como é a Europa vista pelos seus designers?

A  Europe by Designers é um projecto internacional da galeria HUG United lançado em Outubro de 2008 com o objectivo de reunir diferentes visões culturais e políticas da Europa expressas através do design, da ilustração ou da fotografia. Dos 600 candidatos de 47 países europeus, o júri escolheu 52 trabalhos, dos quais cinco são portugueses. A galeria online com todos os trabalhos está disponível aqui.


[dica da designer Patrícia Silva]

Ana Areias

Emanuel Pereira


Emília Franco, César Augusto e Hélder Mota


João Belo, Maria João Vinagre e Ricardo Ayres

Rita Mendes

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Tornou-se o design uma nova forma de poluição?

É este o mote da 12.ª edição do David Report, intitulada “Time to rethink design”. Já tem algum tempo, mas só agora consegui lê-la na totalidade. A partir do diagnóstico das tendências contemporâneas do design, responsáveis pela crise desta área, o autor sugere uma redefinição dos seus valores e funções. A leitura é imprescindível.

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“Rebelião dos Signos. A Alma da Letra.” – Entrevista aos autores do livro

Trata-se de um livro sobre design, mas ultrapassa em larga escala a mera análise estética comum nas obras desta área. Trata-se de um livro sobre design, mas foi escrito por um português e um espanhol, rompendo com o monopólio anglo-saxónico.

Porque as letras são cultura e estão em toda a parte, os autores da obra “Rebelião dos Signos. A Alma da Letra.”, recentemente lançada no mercado português, fazem questão de defender as suas almas. A entrevista a Daniel Raposo, designer e professor universitário português, e Joan Costa, designer espanhol e autor da primeira enciclopédia de design do mundo, também serviu para isso.

As letras têm alma? É por isso que os signos linguísticos se revoltam? As letras têm alma. Sentem. Palpitam. Estão vivas, porque nós, quando as desenhamos, escrevemos ou lemos, lhes damos alento. Pobre do designer que pense que as letras são coisas mortas! Se aceitarmos esta metáfora, todos os signos de escrita da história humana sentem verdadeiramente o instinto da rebelião. Não se esqueça de que as letras foram criadas individualmente, desenhadas com minúcia uma por uma, e que no seu interior ambicionam fortemente a independência original que as torna símbolos, todos eles bem diferentes. A sujeição imposta a estes signos face a um código tão rigoroso e dominante como o da escrita e a submissão das letras ao totalitarismo da linha tipográfica implicam a escravidão do seu destino funcional.

No entanto, se a subordinação das letras conduz à diluição da identidade formal de cada signo é também motivo para um impulso imparável na direcção da liberdade absoluta.  Assim, a letra sente, fere, é formal ou informal, silenciosa ou ruidosa no testemunho dos desejos e pensamentos humanos, ingredientes essenciais para a sua liberdade como signo plástico e linguagem própria.

O livro reflecte sobre a evolução da letra e a sua influência na vida quotidiana. Podem dar alguns exemplos? É evidente que a letra cumpre uma função social. A letra é cultura. É por isso que está em todas as partes, que é omnipresente, ubíqua e intemporal, enquanto se transmuta constantemente como todos os seres vivos. Por vezes fá-lo de modo subtil, discreto, enquanto outras se torna divertida, vistosa, e até vociferante, como nos anúncios ou nos graffiti urbanos. Há letras lapidárias e solenes que invocam a história; outras são gráceis como as de escrita manual ou caligráfica; por vezes, formam páginas e páginas de texto literário, enquanto noutras ocasiões são meras abreviaturas repletas de significado como SOS, IA, SMS, FM, ADSL, PDF, JPG, etc.; podem ainda ser puras siglas comerciais nas quais dois ou três signos mínimos são capazes de invocar mundos bem diferentes e diversos como IBM, TAP, GALP, BMW, M&M, A&T, etc…

Como surgiu esta vossa parceria, Daniel? O Daniel mora em Castelo Branco, o Joan Costa em Barcelona…   Quem já conheceu o Joan Costa pode atestar que é uma pessoa extremamente generosa e sempre pronta a partilhar a sua experiência e conhecimentos. Tem ainda a particularidade de ser uma pessoa bastante culta, perspicaz, experiente e atenta ao mundo. É importante ter esta questão esclarecida para entender como surge este livro. Comecei por conhecer e admirar o Joan Costa pelo seu trabalho e sobretudo pelos livros que tem escrito ao logo de anos. Foi na qualidade de entusiasmado estudante de mestrado que o contactei e questionei. Aliás, tal como fiz com outras pessoas portuguesas ou estrangeiras. Não só o Joan Costa me respondeu como foi dos poucos que me disponibilizou tempo para pensar e debater temáticas da área do design, mesmo que por via e-mail.

Enquanto terminava a dissertação de mestrado, fui um dos formandos do curso online “Diplomado internacional de Diseño, Creación y Gestión de Marcas”. Creio que terá sido a minha forma de estar, o trabalho de dissertação e o meu desempenho no curso referido que motivaram o Joan Costa a estender-me o convite para um livro conjunto.

Neste processo, a internet foi fundamental e permitiu que duas pessoas com cerca de cinquenta anos de diferença de idade partilhassem e debatessem ideias. As fronteira deixaram de existir ao primeiro e-mail e em vez disso cimentou-se uma amizade que perdura, muito embora a distância. 

Como decidiram quem escrevia o quê? Ao iniciarmos o projecto, o Joan Costa apresentou-me um esboço de uma estrutura geral composta por sugestões de capítulos em redor do tema da letra. Fomos trocando impressões até chegar a uma proposta de índice bem diferente da inicial e que mesmo ao longo do tempo se foi ajustando. Começámos por dividir os capítulos em função da facilidade no acesso a recursos bibliográficos ou dos nossos interesses particulares.  Já redigidos, os capítulos deveriam trocar-se para correcções, acrescentos ou melhorias. Mas, na verdade, os contributos e partilha de ambos foi de tal ordem, que é difícil dizer o que escreveu cada um de nós. Por exemplo, eu comecei por escrever em português e traduzir em paralelo para espanhol, mas depois de alguns meses passei a escrever directamente em castelhano. No geral, a elaboração dos conteúdos seguiu um método fluido e construtivo repleto de conversas, partilha de pontos de vista e conhecimentos.

Esta obra saiu há um ano no mercado espanhol e argentino. A adesão dos leitores foi positiva?  Sim, na verdade, para o mercado de língua espanhola o livro foi uma surpresa, tanto na América Latina como em Espanha, e estamos convictos de que o êxito se deve à originalidade do enfoque e pertinência do conteúdo, já que, de modo geral, a letra tem sido encarada da perspectiva da tipografia (caracteres) e não da forma ou da vida social dos símbolos. O rigor da investigação desenvolvida por mais de três anos foi também um contributo essencial.

Contudo, falta outro facto: o elemento gráfico, quer ao nível da selecção das ilustrações quer da sua abundância na obra. Ainda neste capítulo, o design editorial teve um contributo de primeira ordem.

Curiosamente, na sua versão espanhola, editada na Argentina, o livro foi o primeiro de uma colecção original dedicada ao design, facto que volta a repetir-se na versão portuguesa, já que é o título inaugural da colecção de design editada pela Dinalivro.  

"Timeless – menos é melhor" na Experimenta Design 09

low cost housing projectComo pode o design ajudar-nos a viver com menos, isto é, com menos recursos ambientais, cobiça ou impulsos consumistas? A exposição “Timeless”, patente no Museu do Oriente, tenta dar-nos soluções através de um showcase experimental de projectos originários da índia, de Portugal, de África do Sul e do Reino Unido, nos quais designers de cada país tentam reflectir nos seus trabalhos a expressão de ordem “menos é mais”.

A forma como o design pode valorizar a intemporalidade do trabalho artesanal indiano, reconciliando a velocidade avassaladora em que vive a Índia do Século XXI com a necessidade de reflexão, é respondida por 10 artistas e designers indianos. Por sua vez, na área de Portugal, duas gerações de artistas desafiam a nossa necessidade de querer sempre mais, reflectindo sobre o conceito de “valor acrescentado”.

As soluções criativas dadas pelos designers sul-africanos descem ao nível da subsistência como resposta aos problemas prementes da actualidade: HIV, acesso à água e habitação. Na área preenchida pela criatividade do Reino Unido, é reflectida a urgente necessidade de fazer mais com menos enquanto processo para evitar fazer coisas novas.

Desde a reciclagem de peças decorativas à satisfação de necessidades básicas, o conjunto das obras e dos projectos expostos permite reflectir na capacidade interventiva  e  efectiva que o design tem nas várias esferas da vida pessoal e em sociedades tão díspares como as do Oriente e do Ocidente.

O menos da exposição: é demasiado pequena para um tema que suscita muitas expectativas.

Fotografia: 10 x10 Low Cost Housing Project LUYANDA MPAHLWA (ZA) / © WIELAND GLEICH

Experimenta Design 2009 – O tempo urge a partir de hoje

exd09New! Now! Wow!

“It´s about time” ou “está na hora”. A Experimenta Design inicia hoje o seu olhar sobre os múltiplos impactos do tempo no design, na arquitectura e nas práticas criativas contemporâneas. Entre 09 de Setembro e 08 de Novembro, Lisboa acolhe quatro exposições, uma mão-cheia de conferências e debates, um Louging Space, oito projectos especiais e 59 Tangenciais.

 No entanto, esta semana será o período mais intenso: hoje, entre as 11h e as 13h, Nuno Artur Silva inaugura os Open Talks, com “O Design das Ficções Contemporâneas”, no Mercado de Santa Clara, e as Conferências de Lisboa contam com Alejandro Aravena e Julien Smedt, no Teatro Camões. Ao fim da tarde, é inaugurado um dos projectos especiais, no Jardim de Santos, e o Lounging Space, no Plácio Braancamp. O programa dos restantes dias pode ser lido aqui.

 

Exposições

 “Quick, Quick, Slow”, “Pace of Design”, “Lapse in Time” e “Timeless” são os temas das quatro exposições inseridas no programa da EXD09. A primeira, patente no Museu Colecção Berardo, acompanha o percurso de movimentos pioneiros do século XX, no cinema, nos videoclips e na televisão, finalizando com o meio digital actual e a sua relação com o tempo. “Pace of Design”, patente noAntigo Picadeiro do Colégio dos Nobres (Museus da Politécnica), constitui um olhar sobre o ritmo do trabalho quotidiano de vários designers e ateliers do mundo. Por sua vez, a Sociedade Nacional de Belas Artes acolhe a exposição “Lapse in Time”, que revela trabalhos alternativos de designers, e o Museu do Oriente expõe um showcase experimental sob o tema “Menos é Melhor” (“Timeless”).

 

Conferências e ciclos

 Estão incluídos nesta secção as Conferências de Lisboa, que ocupam o Teatro Camões entre 09 e 11 de Setembro, contando com designers de prestígio internacional como o britânico Peter Saville, o americano Ben Fry ou o italiano Giulo Cappellini, os Open Talks, no Mercado de Santa Clara, o ciclo de cinema “Contar o Tempo”, integrado na Cinemateca Portuguesa, e o primeiro documentário da série em desenvolvimento “Emergent Megalopolis”, dedicado a Luanda.

 

Projectos especiais

 Num total de oito, os projectos especiais envolvem, por exemplo, a reabilitação urbana do Jardim dos Santos, um projecto editorial internacional e uma linha de produtos de design para comercialização em Portugal e no estrangeiro, sob o tema “Design para a Diferença”.

 

Lounging Space

O Lounging Space pretende ser um espaço de descontração e informação, assumindo-se na semana inaugural como o interface da EXD09 com o grande público e a comunicação social.

 

Tangenciais

Como o próprio nome indica, a EXD09 acolhe 59 projectos independentes, que estarão espalhados por diversos locais da cidade de Lisboa, entre os quais “Losign Values”, uma colecção de “objectos perturbados”, “Dois Tempos”, uma instalação tipográfica sobre a fachada da Ermida da Nossa Senhora da Conceição, em Belém, e o “Le Coq Tuguese Market”, uma mostra de trabalhos criativos nacionais.

 

Consulte o programa global aqui.

O “Menino da Lágrima”, a Coca-Cola e a Experimenta Design 2009

Quem é o “Menino da Lágrima”? Por que é trocado por uma Coca-Cola Light? O que tem tudo isto a ver com a Experimenta Design 2009?

 

meninomonstroff2O “Menino da Lágrima” é o protagonista de uma campanha publicitária da Coca-Cola Light, disseminada nos últimos dias por mupis, televisão e internet. Trata-se da celebração dos 21 anos de existência deste produto em Portugal, numa iniciativa original que conta com a Experimenta Design 2009 para “concluir” o desafio.

Que racional criativo está na base desta campanha? É simples: as últimas gerações foram marcadas por objectos representativos das suas culturas – entre eles o quadro “Menino das Lágrimas”, o naperon, o par de meias brancas, a fita do Senhor do Bonfim, as unhas de gel, a gravata”alternativa”, a t-shirt com o nome do sítio onde se foi passar férias, o bibelot, os chinelos de borracha com salto e o embelezador de retrovisores -, e, segundo a Coca-Cola Light, está na altura de trocar esses objectos por uma lata especialmente criada para ser um elemento decorativo dos tempos modernos.




Assim, os portugueses podem trocar um dos objectos mencionados por uma lata Coca-Cola Light de coleccionador num dos pontos de troca assinalados no site http://cocacola.pt/gostadeti (vale a pena ler a brochura do projecto). Esses objectos serão posteriormente recriados e apresentados na Experimenta Design 2009, que decorre em Lisboa, entre 9 de Setembro e 8 de Novembro.

Quem é este menino?

O “Menino da Lágrima” é um elemento icónico dos anos 1980, período em que quase todas as famílias tinham uma reprodução do quadro em casa. Contudo, a história sobre o “menino” tem várias versões, nenhuma delas confirmada: umas atribuem a sua autoria a Bragolin, pintor italiano; outras, a Franchot Seville, espanhol. Há quem conte que o menino era um órfão sem-abrigo, acolhido pelo pintor, contra a vontade da aldeia que acusava o miúdo de ser a encarnação do Diabo; anos mais tarde, o atelier arde sem qualquer explicação, deixando o pintor na ruína. Outra versão conta que o pintor terá feito um pacto com o Demónio para conseguir vender os quadros. Por último, há ainda quem diga que, afinal, o menino era português e se chamava Rogério (leia a história aqui)!…

EXD 09 – “Está na hora”

exd091“It´s about time” é o tema da próxima edição da Experimenta Design 2009, que decorrerá em vários espaços de Lisboa, entre 9 de Setembro e 8 de Novembro. Segundo a organização,  “há duas formas de pensar o tema: num sentido literal, tudo se relaciona com tempo. O tempo é um factor omnipresente. Mas enquanto expressão idiomática, ‘It’s About Time’ remete para uma ideia de urgência: ‘está na hora de fazer alguma coisa, de tomar uma atitude’”. É nesse sentido que, em 2009, a Experimenta Design vai olhar para o tempo “enquanto material, recurso e desafio: tempo para pensar, tempo para colaborar, tempo para reflectir”. O programa provisório está disponível em http://www.experimentadesign.pt.

Mensagens subliminares em logótipos famosos

Uma dica do meu amigo e director de arte Diego Freitas levou-me a pesquisar logótipos com mensagens escondidas, verdadeiras perólas do design e da criatividade aliada à funcionalidade (e ao marketing…). Deixo aqui uma selecção dos melhores que encontrei e de outros fornecidos por ele.

 

1. Amazon

 amazoniu4A seta do célebre logótipo da Amazon tem duas mensagens associadas, que escapam à primeira vista: esta liga o “a” ao “z”, representativo da possibilidade de encontrar todos os artigos de “a” a “z”, e forma um sorriso, reflexo da satisfação dos seus clientes.

 

2. Toblerone

toblerone_logoAlém de deliciosos, os chocolates Toblerone têm uma história engraçada: se reparar na imagem da montanha – referência aos Alpes Suíços -, esta faz também alusão à cidade de Berna, terra-natal dos Toblerones, também conhecida como “A cidade dos Ursos”… Já reparou, agora, que a montanha esconde a imagem de um urso?

 

3. FedEx

fedex1Esta empresa de serviços de expedição quis valorizar no próprio logo a velocidade e outros atributos valorizados pelos clientes. Já reparou na seta que é formada entre o “E” e o “x”?

 

4. Baskin Robins

logo_baskinrobbinsEsta marca de gelados quis passar no próprio logótipo que tem 31 sabores à escolha… Ainda não percebeu? Então repare nas formas a cor-de-rosa das iniciais “B” e “R”.

 

5. Yahoo.com

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Para perceberem a mensagem, vão ter de a ouvir… Acedam a www.yahoo.come cliquem no ponto de exclamação do logótipo. Fabuloso, não? (E ainda é mais engraçado o facto de os sotaques variarem conforme o país.)

 

6. Galerias Lafayette

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Visita obrigatória para compras em Paris, as Galerias Lafayette fizeram uma homenagem à Torre Eifeel no próprio logo (nos dois “tt”).

 7. Yoga Austrália

yoga_australiaÀ primeira vista pode parecer uma rapariga numa posição de yoga, mas a sua postura define o próprio mapa de Austrália.

 

8. Horror Films

horror-filmsOs mais simples são os mais brilhantes. O designer usou a própria bobina dos filmes para criar um fantasma.

 

9. Sun Mycrosystems

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Este logo é um exemplo de um ambigrama, ou seja, as letras “U” e “N” criam, juntas, um “S”.

 

10. Google 2008

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Esta deixo para vocês descobrirem. E não é uma… São duas mensagens escondidas!

Provocação: o design editorial tem vindo a assumir uma importância crescente nos media. Infelizmente, muitos jornalistas e editores ainda não se aperceberam da mais-valia do “bom” design e da importância em intrusar de forma criativa e funcional mancha de texto e imagem ou símbolos visuais. Por outro lado, alguns designers “publicitários” ainda olham para a paginação como um trabalho menor da área, esquecendo-se de que o design editorial participa na criação dos produtos editoriais que mais têm marcado a cultura nos últimos dois séculos.


“Clouds”

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Vencedores na categoria “Best use of textiles” pela Wallpaper Design Awards 2009 (edição de Fevereiro), os irmãos Ronan e Erwan Bourollec juntaram mais um projecto modular e orgânico ao seu portefólio reconhecido internacionalmente, fruto de uma parceria com a Kvadrat, marca dinamarquesa de têxteis. Trata-se de “Clouds”, uma série de montagens de peças geométricas em tecido, que podem ser usadas como painéis decorativos tridimensionais, instalações ou elementos decorativos. Vale a pena ver a série completa.

5 tendências-chave do design

“It´s not about the design world, it´s about how we design the world” (Bruce Mau)

 

Cooltural, Rationaissance, Responsibiz, Sensuctive e Breaking Boundaries. São as cinco tendências-chave do design que a edição de Outubro da David Report considera que cooltural1irão influenciar o modo de representação do mundo num futuro próximo.

 

  1. 1. Cooltural ? abreviatura de “Cool” “Cultural”, reforça o carácter tribal e local de que o design se revestirá, num contexto de “regionalismo supremo”.
  2. 2. Rationaissance – abreviatura de “Rationalism Renaissance”, recupera o icónico e o funcional atemporal, contra a ditatura do minimalismo.
  3. 3. Responsibiz – abreviatura de “Responsible business”, remete para a utilização de materiais recicláveis, o respeito pelo meio-ambiente, os padrões éticos  e uma visão holística.
  4. 4. Sensuctive – abreviatura de “Sensual Seductive”, revela a necessidade de um design que apele a todos os sentidos.
  5. 5. Breaking Boundaries – é o design “visionário”, aquele que consegue ser pró-activo e inovador, quer através dos materiais quer pela capacidade interdisciplinar e experimental de um projecto.

A revista em .pdf pode ser consultada aqui. Os mais curiosos podem espreitar o site e descobrir ainda as edições anteriores, como a “I shop therefore I am”, também extremamente interessante.