O jornal “i” mudou… Porque “num instante tudo muda”.

De acordo com a Meios & Publicidade, o jornal “i” introduziu mudanças na designação do suplemento de sexta-feira (“O melhor do New York Times” passou a ser “I Reportagem”), na capa da edição de sábado (com a inclusão da mancha gráfica “Edição de Fim-de-Semana”) e na própria revista “Nós”, que aumentou a sua largura. Martins Avillez Figueiredo justifica as alterações: a assinatura da campanha publicitária “I num instante tudo muda” é permanente.

Gostaria de saber as verdadeiras razões porque seriam importantes para um estudo da própria evolução do jornal.

O que ainda não tenho a dizer sobre o jornal “i”

iJORNAL_11MAI09Confesso que estou a comprar os números do jornal “i” desde o primeiro número e fá-lo-ei até quarta-feira. Aí, depois de um ciclo semanal de edições (tendo tido estas muito mais tempo de concepção do que as que vêm aí, como me lembrou muito bem um jornalista meu amigo), terei dados para comprovar as minhas hipóteses:

a)     a de que o jornal não corresponde ao posicionamento divulgado (há muita informação não essencial no jornal e, sobretudo, na capa);

b)     a de que o jornal não aposta, infelizmente, na cultura (tendo tão bons jornalistas culturais a trabalhar lá);

c)     a de que o amarelo e o design editorial em geral (sobretudo algumas montagens e as ilustrações) não me convencem;

d)     a de que a edição de sexta-feira não faz jus ao preço e muito menos faz concorrência ao Público;

e)     a de que a revista Nós promete (o primeiro número deixou-me, de facto, sedenta de mais);

f)       a de que o conceito editorial é uma mistura de Time Out, Correio da Manhã e Diário Económico;

g)     a de que alguns textos são mesmo, mesmo muito bons (não seria de esperar outra coisa da equipa), mas estão arrumados com outros completamente sensacionalistas (“Perca peso com a Al-Qaeda”???).

No entanto, é um produto das indústrias culturais e, em contexto de crise, é mais que bem-vindo. Emprega uma equipa de quase uma centena de jornalistas e criativos. Só tem de encontrar o seu público-alvo e assumir-se como um media complementar e não concorrente de outros diários impressos de referência.

Mas, por enquanto, como disse, ainda são só hipóteses.