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Lançamento do livro "Um beijo no meio da crise" de Nuno Milagre

 

Nuno Milagre apresenta hoje, às 19h, o seu livro de poemas “Um beijo no meio da crise”, em Lisboa, na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. A sessão de apresentação conta também com Carla Bolito, Carlos Paca e Gonçalo Amorim.

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio fica aqui.

Conversas completas de Nikolai Gógol e leitura de contos clássicos russos, 31 de Outubro, em Coimbra

rui_manuel_amaral_coimbraNo âmbito da comemoração do bicentenário do nascimento de Nikolai Gógol, clássico da literatura russa, a Galeria Santa Clara, em Coimbra, promove uma conversa com os leitores, moderada por Nina Guerra e Filipe Guerra (tradutores e promotores da literatura russa), às 18h00. No mesmo dia, às 22 horas, Rui Manuel Amaral (escritor e coordenador literário da revista Águas Furtadas) lê pequenos contos de grandes clássicos russos, entre os quais “Drama Nocturno” de Tchékhov, “O Pedinchão” de Dostoiévski, e “Vingança” de Nabokov.

Livro “Estudos sobre os Jornalistas Portugueses”, organizado por José Luís Garcia, é apresentado hoje, às 18h30, na Fnac do C. C. Colombo (Lisboa)

estudos_jornalistas_portugueses“Estudos sobre os Jornalistas Portugueses – Metamorfoses e encruzilhadas no limiar do século XXI”, organizado por José Luís Garcia (também co-autor), é apresentado hoje, 7 de Julho, às 18h30, na livraria Fnac do Colombo.

O livro é composto por artigos do próprio organizador e de outros investigadores da área, nomeadamente Filipa Subtil, Manuel Correia, Pedro Alcântara da Silva, Sara Meireles Graça. Hugo Mendes, Fernando Correia e Telmo Gonçalves.

A obra será apresentada por José Pacheco Pereira e Adelino Gomes que já afirmou não conhecer “olhar mais rigoroso sobre a reconfiguração em Portugal do jornalismo e da profissão de jornalista na viragem do século”. 

José Luís Garcia é professor e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Apresentação do livro “Os Guardiões dos Sonhos” de Cristina Montalvão Sarmento, a 9 de Julho

“Jovens americanos recusam fazer a guerra, emergem comunidades marginais, surge uma nova esquerda, despontam outros ritmos musicais e ensaiam-se experiências psicadélicas. Os checos inventam a Primavera na política e os checos contestam. Em Berlim instalam a Universidade Crítica e em Londres a anti-Universidade, acontecimentos potenciados pela crise que desestabiliza a democracia  francesa. Fenómeno globalizado que conflui numa crítica radical, marca dos anos sessenta e do imaginário colectivo, num contexto cujas influências teóricas e práticas políticas são aqui compreendidas à luz da Ciência Política.”

guardioes “Os Guardiões dos Sonhos – Teorias e Práticas Políticas dos Anos Sessenta”, de Cristina Montalvão Sarmento, vai ser apresentado no próximo dia 9 de Julho, quinta-feira, pelas 21h, no Centro Nacional de Cultura (Galeria Fernando Pessoa – Chiado).

 

Cristina Montalvão Sarmento é doutorada em Ciência Política pela Universidade Nova de Lisboa e professora no Departamento de Estudos Políticas da mesma instituição.

Participam no lançamento da obra, editada pela Colibri, os Prof. Doutores João Guerreiro, João Luís Lisboa, José Adelino Maltez e José Esteves Pereira.

Aniversário da morte do Nobel da Literatura Claude Simon, "nouveaux romancier"

simonClaude Simon, escritor francês laureado com o Nobel da Literatura em 1985, morreu há, precisamente, quatro anos, a 6 de Julho de 2005. Pouco conhecido do público português, a sua escrita está ligada à escola do “Nouveau Roman”, um movimento literário informal nascido no pós-guerra, contra o existencialismo.

 

“A literatura, como ele diz, está atrasada um século em relação à pintura. O romancista não representa o real: cria uma matéria de arte autónoma de que representa o real.”

Este excerto faz parte de um artigo de Robert Bréchon – “Claude Simon, Prémio Nobel de Literatura”, publicado na revista Colóquio/Letras, em Janeiro de 1986, no rescaldo da entrega do Prémio Nobel da Literatura a Claude Simon, motivo de espanto para muitos. Leia o artigo integral aqui. 

A única obra que li do autor foi “O Vento – Tentativa de Reconstituição de um Retábulo Barroco” (traduzido por Mário Cesariny de Vasconcelos, editado pela Quasi Edições, na colecção “Metamorfoses”), que recomendo vivamente. É um livro que deixa marca. Infelizmente, não há ou não conheço mais nenhuma obra deste escritor traduzida em português europeu.

Como fui seduzida pelo novo conceito da 79.ª Feira do Livro

feira_do_livroPrimeiro, abordou-me subtilmente através do twitter. Depois, convidou-me a visitar o site. E confesso que fui seduzida. A nova imagem da Feira do Livro (de Lisboa e do Porto) tem um conceito criativo forte, uma assinatura simples, mas com carga emocional – “Viver a Leitura” – e um plano de comunicação dinâmico e sem ruído, que assenta numa plataforma online suportada exclusivamente pela actualização do respectivo blogue, do twitter e do facebook.

 

Este é um exemplo de como a cultura deve ser também divulgada através de uma estratégia de comunicação eficaz (desta vez pela lift), por vezes tão desprezada pelos artistas…

 

A 79.ª Feira do Livro decorre no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre 30 de Abril e 17 de Maio. Segundo a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros), o evento tem várias novidades, entre elas um novo horário, novos pavilhões e mais de 150 iniciativas.

Bravo! dá novamente destaque à literatura portuguesa

136_fi_traicao_g“(…) Conformei-me que não voltaria a ver o Josef. Por isso, nunca quis voltar a Amstetten. O Josef era um segredo para sempre. Havia momentos em que me parecia que só tinha existido na minha imaginação, mas isso é algo que me acontece com todo o passado. (…)

José Luís Peixoto (Conto “Traição”)

 

A edição de Dezembro da revista cultural brasileira Bravo! dá novamente destaque à literatura portuguesa: Paula Barcellos faz uma crítica (bem positiva) do novo livro “Aprender a Rezar na Era da Técnica”, de Gonçalo M. Tavares, “um retrato da esquizofrenia como há muito tempo não se via na literatura”; José Luis Peixoto publica o conto “Traição”, baseado na história verífica de Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha encarcerada durante 24 anos e com quem teve sete filhos, resultantes de abusos sexuais.

 

Fotografia: Bravo!

José Saramago entrevistado pela Bravo!

135_li_saramago_gA propósito do lançamento do novo livro A Viagem do Elefante – José Saramago foi entrevistado por Almir de Freitas para a mais recente edição da revista cultural brasileira Bravo!. A entrevista é enriquecida por um extenso “prefácio”, útil para conhecer abreviadamente o percurso deste escritor.

 

Alguns excertos da entrevista

 

“Não concluir o livro seria mau, mas pior seria morrer.”

 

“Os crimes que desde sempre se cometeram em nome dos deuses são, como se dizia dantes, de bradar ao céu… Mas, como já deveríamos saber, o céu é surdo de nascença.”

 

“Quando se anunciou o próximo aparecimento do livro, toda a gente, sem nada saber dele, começou a chamar-lhe romance. Ora, A Viagem do Elefante não é um romance, faltam-lhe os ingredientes que nos habituamos a encontrar no género. Por exemplo, não há história de amor. E também não há uma personagem feminina importante, daquelas a que os leitores dos meus livros se habituaram. Quanto a mim, já desisti de classificações. Entenda cada um o livro como melhor lhe parecer e chame-lhe o que quiser.”

 

“Os sinais de vírgula e ponto, únicos que uso nas minhas ficções, são, como prefiro dizer, sinais de pausa, um mais breve, outro mais longo. Mas não é daí que vem a tal ‘voz’. A ‘voz’ vem do tom narrativo, que é muito mais que a simples oralidade, vem da proximidade com o leitor que é talvez a máxima preocupação do narrador, vem do uso de cadências e ritmos diversificados.”

 

Inúmeras vezes convidado a colaborar na imprensa, sempre me tenho negado, e agora eis-me a escrever grátis com a maior regularidade naquilo a que já chamei a página infinita de internet… [a propósito do seu blogue, que actualiza diariamente ? http://caderno.josesaramago.org].

 

Fotografia: Pedro Loureiro / Ler