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Revista Hyperrhiz 07 – “New Media Subversions”

A edição de Primavera da revista Hyperrhiz, dedicada aos novos media e artes digitais, tem como tema de destaque Subversões dos Novos Media.

Deixo aqui os links para os respectivos artigos e projectos de galeria desta edição. É INDISPENSÁVEL ver os projectos de galeria “Congo Kodaks ” e os ensaios “Congo Kodaks: A Consideration of Two New Media Art Projects and the Democratic Republic of the Congo” e “Between the Pixel and Word: Screen Semantics“.

INTRODUÇÃO

New Media Subversions
Davin Heckman and Hai Ren

ENSAIOS

Congo Kodaks: A Consideration of Two New Media Art Projects and the Democratic Republic of the Congo
Neil Hennessy

Hard Going: Resisting the Fantasy of Distance’s Irrelevance
Brian M. Reed

Mashing-up the Past, Critiquing the Present, Wrecking the Future: The Kleptones’ A Night at the Hip-Hopera
Benjamin J Robertson

Between the Pixel and Word: Screen Semantics
Andrew Klobucar

ARTISTS STATEMENTS

Your Divided Attention: Ambient Media Art and Looking Sideways
Brett Phares

GaLERIA

Congo Kodaks
Neil Hennessy

MAICgregator
Nicholas Knouf

Layoff!
Angela Ferraiolo and Mary Flanagan

How to transform dog/horse pron/hump lovers into art patrons
Jason Nelson

Ambient Media Art: Two Works
Brett Phares

REVIEW

Matthew Kirschenbaum, Mechanisms
Dene Grigar

 

A revista é publicada quadrimestralmente em conjunto com o jornal Rhizomes: Cultural Studies in Emerging Knowledge.

Fotografia: projecto “Congo Kodaks”

Manifesto aos directores da nova revista "Inútil"

inutil

Há revistas que ganham a categoria de livro. Que, quando emprestadas, têm um “V” maiúsculo de “Volta mesmo”. E penso que quem me emprestou a nova revista “Inútil”, acabadinha de ser dada à luz, pensará o mesmo. É pena. Ainda não consegui comprá-la – e ter esse exemplar só para mim sem o mostrar desprotegido a ninguém. Como se faz com os bons livros.

Cinema português na Magnética Magazine

magnetica_6Só ontem tive oportunidade de “folhear” (há que arranjar um verbo português que exprima a sensação de folhear virtualmente) a edição de Maio da Magnética Magazine, dedicada ao cinema português.

De uma forma “light” ou, melhor, “lite” (a propósito da cultura “lite”, está no prelo o n.º 6 da revista Comunicação & Cultura, uma publicação da Universidade Católica Portuguesa, editada pela Quimera Editores, dedicada inteiramente a este tema), a Magnética Magazine fez “dez escolhas subjectivas” do que se filmou em Portugal nos últimos cem anos, mas, poder-se-á dizer, paradigmáticas. A ler também a reportagem sobre a Conserveira de Lisboa.

AZ Magazine (e a cultura na Medicina)

azmagazineJá tive oportunidade de folhear virtualmente a AZ Magazine, uma revista online de fotografia lançada pelo blogue Açores2010. O primeiro número reúne fotografias de Guilherme Figueiredo (“Argentina”) e o segundo de José António Rodrigues (“Lisboa/Paris/Lisboa”).

 

Guilherme Figueiredo é reumatologista de profissão. Privei com a sua obra aquando do lançamento do calendário REUMA 2007, para o qual fotografou doentes com diversas patologias reumáticas.

 

A Medicina é, para mim, um tema cultural por excelência, isto é, pode ter várias abordagens culturais. É pena que não seja aprofundado. Tenho tido, felizmente, a oportunidade de entrevistar alguns médicos desta especialidade e é visível o quanto de arte há no exercício da Medicina. É natural, por isso, que existam tantos médicos que se dediquem às artes plásticas, à literatura e a outras formas de expressão artística.

O que é isto… da arte contemporânea?

revista_continuumA revista Continuum dedica a edição de Março/Abril ao questionamento da arte contemporânea, procurando entender através de críticos, historiadores e artistas os factores que levam o público em geral a questionar o seu valor enquanto arte.

 

Produzida pelo Instituto Itaú Cultural, a revista apresenta-se agora com mais páginas e novo visual (além de seguir “as normas de Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, em vigor desde Janeiro de 2009).

Obscena – 2 anos de artes performativas em revista

obscenaA edição impressa que marca o segundo aniversário da revista Obscena já saiu há quase um mês, mas só agora a trago aqui, porque não merecia que a mencionasse sem a ler primeiro de fio a pavio. Felizmente, a Obscena não é uma revista que se leia totalmente entre estações do metro ou enquanto se deita o olho a um episódio menos bom do “Criminal Minds”. Para ler a Obscena há que ter concentração, o que, nos dias que correm, com a informação efémera que nos atravessa a toda a hora e a todo o instante – a maioria produzida por máquinas gigantescas de marketing que descobriram recentemente que a publicidade camuflada de informação é a nova galinha dos ovos de oiro (e ao menos podiam fazê-la bem, como explicarei noutro post em breve) – é MUITO POSITIVO.

Fazendo uma síntese muito breve do que mais gostei para não contar o “filme” a quem ainda não o “viu”, fiquei a pensar no que o André Dourado disse no seu artigo de opinião sobre os bons exemplos culturais ocorridos em 2008 no nosso país; reflecti, mais uma vez, sobre a eterna questão da criatividade, que já debati aqui, através do artigo de Yohan Floch; por fim, gostei de todo o conceito editorial da secção “cabinet d’ amateur”.

Tiago Bartolomeu Costa, director da revista, tinha um blogue, intitulado “O melhor anjo”, no qual escrevia regularmente críticas e reflexões. Embora tenha sido encerrado há um ano, merece uma visita. A escrita é assim, intemporal.

Sobre a Bombart – Helena Osório

bombartEm resposta ao post que coloquei sobre o lançamento da revista bimestral Bombart, a sua editora, Helena Osório, já esclareceu o lapso que referi. Trancrevo-o aqui para quem não costuma aceder aos comentários.

“Houve realmente um lapso no 1º número pois a revista era para ser bimensal e, à última hora, a alteração para bimestral não foi feita. Houve também alguns problemas com as imagens cedidas pois não foram respeitadas as exigências da designer, Susana Leão Machado. De qualquer forma, a revista tem uma imagem internacional (não de catálogo) e aconselho vivamente a lerem os textos, bem como a Bombart nº2 com mais matérias e um novo projecto dedicado a artistas convidados. Vai ser lançada a 7 de Março com a abertura da Miguel Bombarda fechada ao trânsito e com as inaugurações das galerias. No n.º2 publicamos críticas no editorial que ajudam a melhor compreender o/s propósito/s da revista. Escrevam-nos…”

Bombart – nova revista de artes

bombartLançada há dois dias, tive ocasião de comprar a Bombart hoje. Contudo, há certos “lapsos” que provocam logo algum desconforto… Na capa, surge “Janeiro / Fevereiro 2009”; na ficha técnica, figura “periodicidade bimensal” (ou seja, duas vezes por mês)… E, pelo número de publirreportagens existentes logo no primeiro número, desconfio… Será uma revista ou um catálogo?

 

Porém,  a coordenadora editorial desta nova revista é a jornalista Helena Osório, cujo trabalho aprecio, e a respectiva direcção geral é da responsabilidade do pintor Augusto Canedo. Por isso, quando passar o desconforto, irei folheá-la com certeza.

Revistas culturais portuguesas – II

Semanário Se7e (1977 – 1994)

Fundado em 1977 pelo grupo Projornal, o semanário Se7e foi, durante os seus 17 anos de existência, uma referência na cultura portuguesa, acompanhando de perto aquela que foi, na década de 80, a época de ouro da música popular e rock portugueses. Pela sua direcção passaram nomes ilustres do jornalismo e da literatura, como Mário Zambujal, Carlos Cáceres Monteiro, João Gobern, Manuel Falcão, Afonso Praça e Rodolfo Iriarte.

Do leque de colaboradores fizeram parte Fernando Assis Pacheco, Pedro Rolo Duarte, Margarida Rebelo Pinto, António Rolo Duarte, José Manuel da Nóbrega, entre outros.

Na última edição, datada de 28 de Dezembro de 1994, o editorial de Manuel Falcão já dava conta das principais dificuldades por que o jornalismo cultural iria passar (ainda antes do advento da internet): “os problemas entraram-nos pela casa dentro. Hoje em dia felizmente que não há quase ninguém que não publique roteiros e guias de espectáculo. (…) Dantes quase ninguém falava de discos, da música pop, do rock nem pensar. O cinema era assunto perdido nas páginas finais dos periódicos. O Se7e foi feito ao contrário de tudo isso. E por isso mesmo teve sucesso”.

José Saramago entrevistado pela Bravo!

135_li_saramago_gA propósito do lançamento do novo livro A Viagem do Elefante – José Saramago foi entrevistado por Almir de Freitas para a mais recente edição da revista cultural brasileira Bravo!. A entrevista é enriquecida por um extenso “prefácio”, útil para conhecer abreviadamente o percurso deste escritor.

 

Alguns excertos da entrevista

 

“Não concluir o livro seria mau, mas pior seria morrer.”

 

“Os crimes que desde sempre se cometeram em nome dos deuses são, como se dizia dantes, de bradar ao céu… Mas, como já deveríamos saber, o céu é surdo de nascença.”

 

“Quando se anunciou o próximo aparecimento do livro, toda a gente, sem nada saber dele, começou a chamar-lhe romance. Ora, A Viagem do Elefante não é um romance, faltam-lhe os ingredientes que nos habituamos a encontrar no género. Por exemplo, não há história de amor. E também não há uma personagem feminina importante, daquelas a que os leitores dos meus livros se habituaram. Quanto a mim, já desisti de classificações. Entenda cada um o livro como melhor lhe parecer e chame-lhe o que quiser.”

 

“Os sinais de vírgula e ponto, únicos que uso nas minhas ficções, são, como prefiro dizer, sinais de pausa, um mais breve, outro mais longo. Mas não é daí que vem a tal ‘voz’. A ‘voz’ vem do tom narrativo, que é muito mais que a simples oralidade, vem da proximidade com o leitor que é talvez a máxima preocupação do narrador, vem do uso de cadências e ritmos diversificados.”

 

Inúmeras vezes convidado a colaborar na imprensa, sempre me tenho negado, e agora eis-me a escrever grátis com a maior regularidade naquilo a que já chamei a página infinita de internet… [a propósito do seu blogue, que actualiza diariamente ? http://caderno.josesaramago.org].

 

Fotografia: Pedro Loureiro / Ler

5 tendências-chave do design

“It´s not about the design world, it´s about how we design the world” (Bruce Mau)

 

Cooltural, Rationaissance, Responsibiz, Sensuctive e Breaking Boundaries. São as cinco tendências-chave do design que a edição de Outubro da David Report considera que cooltural1irão influenciar o modo de representação do mundo num futuro próximo.

 

  1. 1. Cooltural ? abreviatura de “Cool” “Cultural”, reforça o carácter tribal e local de que o design se revestirá, num contexto de “regionalismo supremo”.
  2. 2. Rationaissance – abreviatura de “Rationalism Renaissance”, recupera o icónico e o funcional atemporal, contra a ditatura do minimalismo.
  3. 3. Responsibiz – abreviatura de “Responsible business”, remete para a utilização de materiais recicláveis, o respeito pelo meio-ambiente, os padrões éticos  e uma visão holística.
  4. 4. Sensuctive – abreviatura de “Sensual Seductive”, revela a necessidade de um design que apele a todos os sentidos.
  5. 5. Breaking Boundaries – é o design “visionário”, aquele que consegue ser pró-activo e inovador, quer através dos materiais quer pela capacidade interdisciplinar e experimental de um projecto.

A revista em .pdf pode ser consultada aqui. Os mais curiosos podem espreitar o site e descobrir ainda as edições anteriores, como a “I shop therefore I am”, também extremamente interessante.