Magculture – Cultura de Revistas

MAGCULTURESou apaixonada por revistas. Sobretudo as culturais ou de tendências. Sobretudo as independentes, um fenómeno cultural que lá fora é conhecido por “indie”. A este propósito, o blogue “Magculture” é um um recurso excelente para descobrir novas revistas. Focalizado na cultura das magazines, sobretudo visual, o blogue é actualizado por Jeremy Leslie, designer editorial, co-curador do simpósio Colophon (um evento bianual sobre revistas independentes) e autor dos livros “Magculture” e “Issues”.

Um bom motivo por que as revistas cor-de-rosa interessam…

cs1…Porque permitem (também) ler artigos como este, publicado pelo Prof. Rogério Santos, no blogue Indústrias Culturais, a propósito do cenário e das personagens em torno da jornalista “Clara de Sousa”.

 

Há sempre um certo pseudo-asco em relação a este tipo de revistas, e confesso que não as compro mesmo (embora as folheie sempre que as “apanho”), mas não me esqueço do que o Prof. Rogério Santos me disse quando estava a defender a minha tese de mestrado sobre a cultura no jornalismo cultural: as revistas cor-de-rosa são um veículo importante para estudar os públicos da cultura e a cultura urbana portuguesa (foi mais ou menos esta ideia). O artigo mencionado acima é, precisamente, um bom exemplo disso.

O prazer de uma papelaria ampla

magazine_rackGosto de poder observar as revistas de todos os formatos e feitios em prateleiras amplas, com possibilidade de explorar as capas, os respectivos temas de capa e o contexto visual e temático em que se inserem. Por isso, foi mesmo com borboletas no estômago que descobri que a velha papelaria/tabacaria no Centro Comercial Roma reabriu com centenas de revistas dispostas de forma ordenada, mesmo de propósito para regalar os olhos. E foi lá que comprei a edição de Abril da Monocle, uma das minhas revistas preferidas, que, por acaso, nunca encontrei na Barata, outro espaço de eleição, uns passos à frente na Avenida de Roma, onde ainda posso circular livremente pelas publicações e sentar e beber um café e passear, sem ninguém a perguntar-me de três em três segundos se preciso de ajuda ou a olhar-me de lado enquanto folheio qualquer coisa.

 

Parabéns a estes espaços.

Crise – não desperdicemos esta oportunidade

foliocover_feb09_0A edição de Fevereiro da Folio (uma das revistas mais prestigiadas do mundo especializada no mercado dos media, em particular no das magazines) inverteu o ângulo de abordagem da crise e fez do tema de capa “A recession is a terrible thing to waste”.

 

A revista ouviu 20 nomes de responsáveis de editoras das mais variadas dimensões e “agarrou” nas oportunidades e estratégias que os momentos de crise lhes oferece ou exige em 2009. Transcrevo abaixo alguns excertos que se adequam ao mercado português. Os artigos podem ser lidos na totalidade aqui.

 

 

“The most important thing you can do in a downturn is teach editors and staff how to talk and think about Web sites, as well as the importance of investing in new technologies.”

Deborah Esayian (co-president, Emmis Interactive)

 

“It’s critical how you present yourself during a recession.”

Risa Crandall (VP , Scholastic Parents Media)

 

“Be in even closer contact with readers and customers…This is a time when priorities are shifting–everything is in flux–and you must know and understand what’s going on with them.”

Janet Libert (editor and publisher, Executive Travel SkyGuide)

 

 

“I think the worst thing you can do is announce that you have to save this or that. We try to have good operating practices and we don’t want to waste money during the good times any more than the bad times.”

Jim Prevor (CEO, Phoenix Media Network)

 

 

 “A lot of publishers forget to do the grassroots thing, like  link-share with other Web sites and blogs,” (…). “We need to try to be as creative as possible with our content, whether it’s text or streaming video. We need to be able to package all that together online without overloading our audience.”

Toyin Awesu (publisher and editor-in-chief, AvenueReport.com)